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Curtindo Chernobyl da HBO? Conheça três ótimos livros sobre o assunto!

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Gabriel Faria, no Torre de Vigilância

Minissérie composta por cinco episódios criada por Craig Mazin e produzida pela HBO, Chernobyl está sendo transmitida atualmente e caminhando para seu encerramento. Adaptando fielmente os fatos do maior desastre nuclear da história, na usina ucraniana que dá nome à série, crítica e espectadores no geral vêm elogiando o desenrolar e os aspectos técnicos da produção.

O desastre ocorrido em 1986 já foi tema de muitas produções, sejam elas televisivas, cinematográficas ou literárias. O drama vivido pelas famílias e trabalhadores na então União Soviética, a tentativa banal de acobertamento dos fatos por parte do governo tentando evitar o caos, entre outras situações desastrosas que expõem os principais problemas do ser humano, vieram à tona e vêm sendo discutidos semanalmente com a exibição de novos episódios.

Abaixo, recomendaremos três elogiados livros sobre o assunto, para que algo tão memorável negativamente na história humana permaneça sempre em discussão.

Vozes de Tchernóbil: a história oral do desastre nuclear

Livro mais conhecido e premiado sobre o desastre, Vozes de Tchernóbil foi escrito por Svetlana Aleksiévitch, escritora e jornalista bielorrussa. Neste livro, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana se utiliza das múltiplas vozes – de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo – para construir uma narrativa arrebatadora, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível.

Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. As palavras de seus personagens, que dão corpo à narrativa em forma de relato, apresentam dores incomparáveis.

Nina: Desvendando Chernobyl

Livro finalista do Prêmio Jabuti de 2018 na categoria “Conto.”

Em Desvendando Chernobyl, Ariane Severo retoma o assunto abordado por Svetlana (em seu livro Vozes de Tchernóbil) com outras qualidades. Trata-se de um romance onde Nina, psicanalista brasileira nascida em Moscou da união efêmera de um casal de bolsistas gaúchos, volta à então capital da União Soviética com o desejo de ajudar “pessoas que sofrem com a catástrofe de Chernobyl“.

Ariane recria os fatos com absoluta veracidade, sem nunca perder a ternura, principalmente em relação aos seres humanos mais humildes (e seus animais e plantas) destruídos pela irresponsabilidade dos poderosos envolvidos na catástrofe.

Chernobyl 01:23:40: The Incredible True Story of the World’s Worst Nuclear Disaster

Ainda não disponível em português, Chernobyl 01:23:40 do autor inglês Andrew Leatherbarrow narra em detalhes como o reator nuclear da usina apresentou uma falha crítica e como funcionava anteriormente. O narrador também apresenta descrições e sentimentos acerca de uma ida à Pripyat, vilarejo mais próximo à usina, e demonstra em palavras as emoções que o local transmitem nos dias de hoje e que o motivaram a escrever este livro mesmo não sendo da área.

O material apresentado exigiu muita pesquisa e faz jus aos fatos reais. Os eventos que levaram ao desastre são narrados de forma contínua e muito clara, tornando-se uma leitura fácil para qualquer um, até mesmo um leitor descompromissado que deseja saber mais sobre o assunto.

Existem dezenas de outros livros que falam sobre o desastre de Chernobyl, seja em forma de romance com ficção ou a história real. A série de TV tem reavivado a discussão, beneficiando o questionamento e expondo fatos que agora alcançam um novo público. Da mesma forma, a literatura permanece com relatos eternos de tanto sofrimento em um dos momentos mais sombrios da história humana.

Por que a leitura faz um bem tão grande?

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Reprodução/Global Empregos

Reprodução/Global Empregos

Saiba mais sobre os benefícios que a leitura pode trazer para o seu dia a dia.

Kevin Andrade dos Santos, no 1News

leitura geralmente faz parte do dia a dia de qualquer ser humano. Pode ser de um livro, revista, gibi ou mesmo um simples outdoor; a leitura está presente no cotidiano. E, apesar de passar despercebida algumas vezes, ela pode trazer um bem enorme a sua mente, exercitando-a e prevenindo contra algumas doenças. Confira:

Ajuda a diminuir o estresse: a leitura pode ajudar a evitar o estresse, especialmente se for uma leitura prazerosa, algo que a pessoa goste de ler. Se a leitura for à noite, ela ainda pode ajudar pessoas com insônia. 
Enriquecimento pessoal: seu repertório cultural e conhecimento aumentam. Quanto maior for a quantidade de livros, mais enriquecimento se tem. Além disso, a leitura também ajuda a se ter uma ortografia melhor, visto que, ao ler, várias palavras são aprendidas.

Memorização: pode ajudar a memorizar melhor as informações, já que o leitor precisará estimular a memória e lembrar-se do que leu anteriormente (principalmente se for um livro grande).

Concentração: com a concentração, há a oportunidade de treinar a mente e exercitá-la, principalmente em locais com muito barulho.

É uma ótima terapia: há pessoas que, quando leem, sentem-se mais relaxadas e seguras. Ou seja, é uma ótima forma de “fugir da realidade” e se sentir mais livre.

Previne doenças: ler previne Alzheimer e Demência, pois, assim como citado anteriormente, a leitura exercita o cérebro, mantendo-o ativo.

O Portal 1News Brasil visa trazer conteúdo autêntico e informativo aos seus leitores, mas não é responsável pelos artigos publicados por seus colunistas. Estes são de inteira responsabilidade do colunista que o fez, incluindo opiniões íntegras ou parciais a respeito dos assuntos abordados.

5 exercícios para o cérebro sugeridos por um mestre em memória

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publicado na Época Negócios

EDCooke, CEO e cofundador do Memrise, tem uma bagagem inusitada para um empresário. Esqueça as escolas de negócios ou anos de atuação como consultor. Cooke dedicou a maior parte de seus 20 anos competindo em campeonatos de memória. Mais que isso: ganhando competições por realizar façanhas como memorizar a ordem das cartas de 16 baralhos em menos de uma hora.

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A experiência pode ser boa para a maioria dos líderes de negócios, mas foi realmente a preparação perfeita para o papel que hoje Cooke desempenha. Seu site, Memrise, é uma ferramenta para ajudar pessoas a aprender qualquer coisa – de fatos científicos a uma língua estrangeira – rapidamente, usando associações divertidas para assimilar novas palavras ou ter boas ideias.

A base da empresa é o conhecimento científico – o cofundador é o neurocientista Greg Detre – e baseia-se na mais recente pesquisa sobre aprendizado e memória assim como na expertise incomum de Cooke. A companhia está desenvolvendo um teste para descobrir quais técnicas de memorização funcionam melhor para todos.

A seguir, algumas dicas de Cooke para quem quer aperfeiçoar a própria memória, originalmente publicadas na revista Inc.

1. A chave é o lugar

Você está na cozinha e pensa: “Eu tenho que pegar minha capa de chuva no quarto”. Então, sobe as escadas em direção ao quarto. Quando chega lá, não lembra o que foi fazer. Resignado, desce as escadas. Ao fazê-lo, imediatamente lembra-se da capa de chuva. Sobe a escada outra vez, e, de novo, de um minuto para o outro, não faz a menor ideia do que está procurando. Quantas vezes você já se viu em uma situação similar a essa?

A sugestão de um campeão de memória para casos como o descrito acima é: quando pensar em pegar algo em algum lugar, imagine também o lugar. Visualize a cena completa. Assim, o novo contexto conterá a memória do que você estava procurando.

2. Treine seu cérebro

Para manter a memória afiada, as exigências são praticamente as mesmas indicadas para manter uma mente afiada: muito estímulo, manter-se intelectualmente ativo, aprender conceitos novos. Vale fazer isso enquanto preenche a palavra cruzada do jornal, enquanto conversa sobre assuntos densos, aprende um idioma ou simplesmente faz uma tarefa manual interessante. Manter-se ativo é o cerne da saúde mental e da manutenção da memória em seu apogeu, mesmo com o passar dos anos.

3. Participe de jogos mentais

Cada memória é de um tipo diferente, então não há um teste geral para avaliar sua capacidade. Mas há vários jogos científicos dos quais você pode participar. Por exemplo: peça para alguém escrever uma lista de 20 palavras, leia-as por um minuto e, em seguida, tente reproduzir as palavras na mesma ordem em que foram escritas. Acertar 14 é considerado um bom resultado.

Peça para alguém fazer outra lista com 20 números. Faça o mesmo com a imagem de dez flores e seus respectivos nomes. Ou rostos e nomes. Cada exercício irá testar um tipo de memória por vez. Quanto mais você pratica qualquer tarefa, melhor tende a desempenhá-la.

4. Repita, repita e repita

Se você precisar lembrar algo, repita-o, teste-se em relação à sua lembrança e reveja o conteúdo regularmente. Um excelente hábito é, no fim do dia, lembrar do que fez ao longo das 24 horas. A simples repetição mental das ações será suficiente para sua memória não ficar cheia de lacunas e para que você possa impulsionar sua clareza mental, em geral.

5. Conte uma história

Nós somos criaturas de narrativas, e nossa memória fica especialmente satisfeita com qualquer discurso que tenha o formato de uma história. Transforme lista de compras, intenções e cada fato em narrativas grandes ou pequenas, de acordo com o assunto. Você se lembrará de todas as partes em que prestar a atenção. Como prestar a atenção? A resposta é: sempre encontre o que considera interessante naquilo que gostaria de lembrar. Se for uma história, as experiências ganham significado e se tornam divertidas. Se for uma conversa, trabalhe sobre o que pode ser interessante em seus altos e baixos.

Boa prática.

Aposentada se forma em serviço social aos 68: ‘Quero ajudar as pessoas

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Maria Madalena Silva, 68, foi cozinheira por 20 anos e agora se formou em serviço social

Maria Madalena Silva, 68, foi cozinheira por 20 anos e agora se formou em serviço social

 

Publicado no UOL

Aos 68 anos, a aposentada Maria Madalena Silva acaba de se formar em serviço social. Mãe de dois filhos, ela não deixou a idade e nem os cabelos brancos atrapalharem o sonho de conquistar um diploma de ensino superior. Segundo a moradora de Santa Maria (DF), a motivação surgiu após trabalhar em uma clínica de reabilitação como cozinheira, onde anos depois voltou como estagiária. “Só quero ajudar as pessoas”, diz.

Maria iniciou os estudos na zona rural de Patos de Minas. Entrou na escola com sete anos e ficou apenas até os 11. Não havia professores na região. Mudou-se para Brasília aos 22 e trabalhou como empregada doméstica. Nos poucos momentos de lazer, os livros eram sua companhia. “Apesar das dificuldades morando no interior, sempre fui a melhor leitora da classe”, lembra.

Com duas filhas pequenas, a mulher teve que adiar o sonho de concluir os estudos. Trabalhou 14 anos como comerciante em um shopping de Brasília. Anos depois, foi cozinheira em uma clínica de reabilitação A motivação para estudar serviço social surgiu ali, já que a maioria dos pacientes, segundo ela, não sabiam dos direitos que possuíam.

“O Ministério Público tem conhecimento sobre todas as pessoas que estão internadas. Os pacientes e até mesmo os familiares muitas vezes não sabem que o Estado tem obrigação de ajudá-los. O assistente social tem esse dever, sabe? De repassar o conhecimento e pode ajudar e informar as pessoas”, diz a idosa.

Durante 20 anos, Maria trabalhou na cozinha da clínica. Em 2011, ela se aposentou. No mesmo ano, concluiu o ensino médio e prestou vestibular em uma faculdade particular de Taguatinga. Toda a mensalidade foi paga com o dinheiro da aposentadoria.

“Pagava R$ 280. Consegui desconto de 50%. Sempre ia para as aulas de carona ou ônibus, toda sexta-feira à noite e sábado de manhã. Era um curso semipresencial. Tive muitas dificuldades para fazer os trabalhos que eram pela internet, não tinha muita aptidão com o computador”, conta.

Apesar das dificuldades, a aposentada estudou durante quatro anos. Segundo ela, a ajuda da família e das amigas de curso foi essencial. “Era muito complicado postar os trabalhos. Porém, sempre tive apoio de todo mundo. Durante a faculdade, comprei muitos livros. Sempre tentei me aperfeiçoar.”

Após alguns semestres de curso, a idosa retornou a clínica de reabilitação. O trabalho foi um convite da diretora do local. “Voltar lá foi bom. As pessoas ficaram felizes também. Acho que não imaginavam. Na clínica, pude aprender tudo na prática, entender melhor o curso. Foi lá que descobri que queria ser assistente social para o resto da vida.”

Próximos sonhos

O diploma veio no dia 14 de março. Vestida de beca, a idosa relembra da data, que segundo ela, foi um dos mais felizes ao longo dos seus 68 anos. Os próximos passos são encontrar uma vaga no mercado de trabalho e começar uma pós-graduação.

“A colação de grau foi um sonho. Me senti feliz, realizada e nas nuvens. Ainda tenho esperança de poder contribuir com a sociedade, entende? Sou grata a Deus e as pessoas que me ajudaram.”

Maria é motivo de orgulho para toda a família. Emocionada, a filha Fernanda Queiroz, 44, diz que a mãe sempre foi motivo de inspiração para todos.

“A minha mãe apesar de ter demorado a concluir os estudos, sempre leu muito. Lembro-me dela lendo ‘O diário de Anne Frank’, uma ex-empregada doméstica com esse poder da leitura. É emocionante, inspirador. Não foi fácil a luta, os anos de estudo. Entretanto, valeu a pena. É isso que importa.”

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