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Posts tagged Al Qaeda

Livros ajudam a entender o Estado Islâmico

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Livros ajudam na compreensão do surgimento e funcionamento do Estado Islâmico | Foto: Reprodução / CP

Livros ajudam na compreensão do surgimento e funcionamento do Estado Islâmico | Foto: Reprodução / CP

 

Publicado no Correio do Povo

Jihadistas, Wahhabismo, Salafismo, ISIS, Daesh, Sharia, Al Qaeda, Al-Nosra, Califado. O contexto ao redor do terrorismo traz uma variedade de nomes e siglas que soam estranhos aos ouvidos dos leigos no assunto.

Entender a complexidade dos grupos extremistas, entre os quais o Estado Islâmico, que assumiu a autoria dos atentados que deixaram 129 pessoas mortas em Paris na última sexta-feira, não é uma tarefa fácil.
Com o auxílio do editor de Cultura do Correio do Povo, Luiz Gonzaga Lopes, e da cientista política Ana Simão, listamos abaixo um filtro com livros e filmes que podem auxiliar a compreender o grupo que tem disseminado terror pelo Síria e colocou a Europa em alerta.

Começando pela tela, o doc da VICE News, “O Estado Islâmico”, traz uma visão “de dentro” do grupo liderado por Abu Bakr al-Baghdadi. Com acesso inédito e exclusivo, o cineasta Medyan Dairieh foi o primeiro e único jornalista a ter acesso ao funcionamento interno do autoproclamado Califado. Ele passou três semanas filmando, sozinho, os avanços dos jihadistas no Iraque.

Já o longa documental “Iraque após a ocupação”, da Al Jazeera, é fruto da série “Fault Lines”, que mostra os problemas causados pelas guerras no Oriente Médio. O filme transporta os telespectadores às principais cidades do Iraque, evidenciando os danos da invasão norte-americana no país. Diversas famílias são entrevistadas – de acordo com a produção, uma em cada 10 mulheres ficaram viúvas após a ocupação. Nesse cenário, as forças insurgentes do Estado Islâmico começam a ganhar força.

Confira as sugestões de leitura:

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A biblioteca de Osama Bin Laden

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Documentos divulgados mostram o interesse do líder da Al Qaeda em Noam Chomsky

Yolanda Monge, no El País

Osama Bin Laden tinha suas prioridades bem claras na hora de semear o terror. Essas passavam por acabar com a vida de todos os norte-americanos que fosse possível, deixar de lado os conflitos internos com regimes do Oriente Médio e a criação de um Estado Islâmico, segundo documentos tornados públicos nesta quarta-feira pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, que foram confiscados pelos Navy Seals durante a operação no Paquistão para matar o líder da Al Qaeda.

Mas à margem do debate sobre as táticas —que não pareceu ser frutífero, a julgar pelo atual estado da situação internacional—, os documentos divulgados permitem conhecer os interesses literários do fundador do grupo terrorista, cuja imagem estaria mais próxima a de um idoso recluso em uma prisão —e que solicita leituras a seus visitantes— do que a de um líder cujas ordens não eram discutidas.

Bin Laden era um ávido leitor, por exemplo, de Noam Chomsky, autor de dois dos 39 livros digitais em inglês que aparecem na lista apresentada pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. Outras obras que o líder da Al Qaeda consultou durante seus dias em Abbottabad foram o texto Guerras de Obama, do conhecido jornalista Bob Woodward; Cristianismo e Islã na Espanha, 756-1031, de C. R. Haines; e Ascensão e Queda dos Grandes Poderes, de Paul Kennedy.

Surpreendentemente, há 19 títulos em francês, entre eles um manuscrito não publicado intitulado A França Causou a Grande Depressão? Na opinão de Jeffrey Anchukaitis, porta-voz do ODNI (sigla em inglês do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional), tudo indica que Bin Laden teria interesse em atacar a economia francesa com a esperança de que um colapso econômico nesse país da Europa provocaria outro nos Estados Unidos e no resto do mundo ocidental.

O porta-voz destacou à agência France Presse que o fato de o líder da Al Qaeda ter esses livros não significa que estivesse planejando um ataque concreto contra a França. “Significa que pediu a seus subalternos que fornecessem informação sobre a França”. A lista de leituras divulgada pelo ODNI inclui textos da indústria de defesa francesa, de seus recursos aquíferos, sua relação com a OTAN e seu sistema nuclear.

A revelação desses documentos ocorre pouco após o reconhecido jornalista norte-americano Seymour Hersh ter publicado uma reportagem segundo a qual o relato oficial da captura e morte de Bin Laden defendida pela Casa Branca há quatro anos é falso. A CIA, por meio de um porta-voz, afirmou que a divulgação dos textos estava prevista há bastante tempo e não pretende ser uma resposta ao relato de Hersh.

“Cidadãos, acadêmicos, jornalistas e historiadores terão a oportunidade de ler e compreender os documentos de Bin Laden”, afirmou o presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, Devin Nunes.

Nunes disse que a publicação desses documentos é “um passo na direção correta”. Agora são 103 informes divulgados publicamente sobre o ocorrido em Abbottabad. “Espero que continue o processo de divulgação dos centenas de informes de Abbottabad que ainda estão pendentes e que cumpram as requisições do Congresso”, afirmou.

Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

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