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Intercâmbio despenca com fim do Ciência sem Fronteiras e fica restrito a quem pode pagar

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Participantes do programa Ciência sem Fronteiras (Foto: Divulgação)

Participantes do programa Ciência sem Fronteiras (Foto: Divulgação)

 

Valor seria insuficiente para gastos com passagem aérea, hospedagem e alimentação

Publicado na Época Negócios

número de intercâmbios entre alunos de graduação das universidades públicas brasileiras despencou com o fim do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Sem a ajuda do Ministério da Educação (MEC) desde julho de 2016 e em meio à crise econômica, as instituições de ensino federais e estaduais reduziram em até 99% o número de alunos enviados ao exterior até o ano passado. Para especialistas, esse dado representa não só uma perda de experiência acadêmica para os estudantes, mas também um prejuízo para a formação científica no país.

O Estado analisou dados de 17 instituições de ensino superior público – 30 universidades de todas as regiões do País foram procuradas pela reportagem, mas nem todas responderam. Entre as instituições analisadas estão as três estaduais paulistas, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de outras 14 federais, de um total de 64. Todos os documentos foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação enviados por cada uma das instituições.

Um dos casos mais dramáticos está na Universidade Federal do ABC, do Estado de São Paulo, onde só três bolsas foram concedidas no ano passado, ante 551 em 2014, auge do Ciência sem Fronteiras – uma queda de 99,4%. A universidade diz que, sem o respaldo do governo federal, viabilizar intercâmbio tem sido “um desafio”, mas que tem buscado aumentar a quantidade de convênios internacionais ao longo dos anos – atualmente há 18, em 10 países diferentes, segundo a instituição.

Sonho

Aluno de Engenharia de Gestão na UFABC, João Coelho, de 22 anos, ingressou na universidade em 2014 com o sonho de estudar no exterior. “Víamos muita gente indo e, logo que entrei, comecei a participar dos processos de preparação”, conta. Coelho chegou até a prestar o TOEFL, exame de proficiência de língua inglesa cuja inscrição custou cerca de R$ 800. “Nesse tempo de preparação acabou tendo o corte e o sonho ficou para trás”, diz o estudante, que pretendia ir a Dublin, na Irlanda, em 2016. Para ele, o fim do programa não é apenas uma perda para os alunos, mas também para o País. “Quem viaja traz muita coisa para que possamos aplicar aqui, desenvolver a ciência e a tecnologia no Brasil.”

Perdas e ganhos

Desde a sua criação, em 2011, o Ciência sem Fronteiras dividiu a opinião de especialistas. O programa era alvo de críticas pela falta de acompanhamento acadêmico aos estudantes e por ter pouco impacto científico, mas também era visto como uma oportunidade de compartilhar conhecimento, contribuir para o repertório científico do País e enriquecer o sistema educacional.

“O Ciência sem Fronteiras é uma faca de dois gumes. Por um lado, o Brasil apareceu pela primeira vez no cenário internacional. Por outro, teve um custo altíssimo, entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões e, até hoje, não se sabe exatamente qual foi o objetivo do programa”, diz o especialista em internacionalização do ensino superior Leandro Tessler, da Unicamp. Para ele, é importante que as universidades tenham algum tipo de oferta de internacionalização na graduação, mas com maior diálogo com os setores de cada uma delas e tentando trazer mais alunos estrangeiros para o Brasil.

O alto custo do programa também foi um dos principais argumentos do Ministério da Educação para encerrá-lo. Quando anunciou seu fim, em julho de 2016, o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) afirmou que, em 2015, o programa custou R$ 3,7 bilhões, para atender 35 mil bolsistas. De acordo com a pasta, esse mesmo valor foi usado para atender 39 milhões de alunos no programa federal de merenda escolar. Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Carlos Roberto Cury, a redução das bolsas ofertadas para alunos de universidades públicas é um desfecho “cruel” da crise econômica no país.

“A ciência perdeu a circulação de cérebros, o compartilhamento de conhecimentos e descobertas que havia com os intercâmbios. Porque os alunos da graduação se tornarão os futuros pesquisadores, o prejuízo na formação deles impacta na ciência”, diz. Ele avalia, porém, que um dos problemas do programa foi na seleção dos alunos, que deveria ter ficado sob responsabilidade das universidades.

Bolsas privadas

Bolsas internacionais privadas, como o Santander Universidades, também registraram uma redução neste ano – foram 1.191 internacionais, ante 1.416 no ano passado. Mas o banco promete ampliar a oferta para 1.501 em 2018. “Programas de bolsas passaram por uma reformulação, e adotando um posicionamento focado em 3 pilares: formação, emprego e empreendedorismo”, diz, em nota. O banco apontou ainda que, nos últimos dois anos, concedeu mais de 1.900 bolsas para universidades públicas e, nos últimos cinco anos, 14.743 (incluindo bolsas nacionais).

MEC quer focar em ensino médio e pós-graduaçãoEm nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que irá elaborar um estudo para viabilizar o envio de alunos do ensino médio para estudar no exterior. A pasta afirmou ainda que, em 2016, gastou R$ 1,7 bilhão para regularizar auxíliosque estavam atrasados a 19,3 mil bolsistas. Disse também que, agora, o foco do Ciência sem Fronteiras é na pós-graduação.

“Na semana passada, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) divulgou o edital do programa CAPES/PrInt, que terá R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização. No total, serão selecionados até 40 projetos.”

Segundo o MEC, os projetos selecionados receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no Brasil e no exterior e outras ações de custeio aprovadas pela CAPES. Procurada, a USP não quis se manifestar. A Unicamp culpou o fim do Ciências sem Fronteiras pela queda nas bolsas e a “deterioração das condições econômicas” no país. Disse ainda que tem se empenhado em desenvolver e aprimorar as condições que viabilizem o intercâmbio internacional, adequando processos acadêmicos e facilitando a emissão de documentos em inglês. Já a Unesp informou que os altos custos e o fim do Ciência sem Fronteiras foram os causadores do problema.
Sem recursos

Sem recursos para custear sua estadia no exterior, a estudante de engenharia civil Sttefany Schiavone, 21, planejava fazer um intercâmbio por meio do Ciências sem Fronteiras quando ingressou na Escola Politécnica (Poli) da USP em 2015. O fim do programa, no entanto, a fez desistir da ideia. “Meus pais não têm condições financeiras de bancar um intercâmbio. Então, ou era o Ciências Sem Fronteiras, ou não tinha outro jeito”, diz.

Segundo a estudante, a faculdade até oferece convênio com universidades estrangeiras, mas a maioria exige investimento por parte do próprio aluno.

Esse é o caso de Ariane de Souza, de 20 anos, aluna do terceiro ano de Economia Empresarial, no câmpus da USP de Ribeirão Preto. Neste ano, ela conseguiu uma bolsa de R$ 20 mil para custear parte das despesas de um intercâmbio. A experiência de seis meses na Bélgica, no entanto, só será possível com a ajuda dos pais. “O valor é insuficiente para cobrir todos os gastos com passagem, alimentação, moradia, transporte. Felizmente eu tenho a ajuda dos meus pais e vou conseguir realizar meu sonho, mas muitas pessoas não conseguem ir mesmo com a bolsa”, diz.
Frustração

A estudante de Engenharia de Produção da Universidade federal do Rio Grande do Sul Cristhine Borges, de 25 anos, se preparou por mais um ano e meio para realizar o sonho de estudar fora. Fez aulas de inglês, juntou documentos e prestou os principais exames de proficiência no idioma – TOEFL e IELTS. Mas quando foi tentar, em 2015, o programa havia sido encerrado. “Eu contava muito com isso para o aperfeiçoamento do meu inglês, na profissão e na questão cultural também”, conta.

Para ela, que pretendia ir à Austrália, a falta do intercâmbio vai impactar sua vida profissional. “Afeta muito porque as empresas dão preferência para quem tem vivência no exterior. A gente percebe isso nas entrevistas e nas dinâmicas”, diz. A estudante conta que muito colegas que possuem o estudo fora do país conseguiram bons cargos no mercado.

Prejuízo e frustração são as duas palavras usadas pelo estudante do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Pernambuco , Felipe Veras, de 25 anos, para resumir o impacto causado em sua vida acadêmica pelo fim do programa Ciência sem Fronteiras.

“Eu investi tempo, dinheiro e muita energia na busca por uma vaga para conseguir realizar o sonho que era estudar fora do Brasil e trazer de volta uma bagagem que certamente iria ter um peso grande para o resto de minha vida”, lamenta. Além da decepção, Felipe teve que arcar com o pagamento de mais de um ano de curso de inglês e as taxas para a realização do exame de proficiência na língua inglesa, exigida pelo programa.

Confira livros gastronômicos para presentear neste Natal

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A cozinha caipira do Chico Bento é um dos livros de receitas para presentear

A cozinha caipira do Chico Bento é um dos livros de receitas para presentear

 

Reunimos uma lista com livros que abordam a gastronomia para preparar presentes

Renata Rios, no DM

Com o Natal batendo à porta, por que não apostar em obras que abordam a gastronomia na hora de presentear? Tem para todos os gostos — de livros desgourmetizados, como a aposta da autora Rita Lobo, até obras que tratam da gastronomia dentro de uma divertida história, como Delícias e malícias. Confira abaixo algumas sugestões!

A cozinha caipira do Chico Bento
Não é só o Chico Bento que gosta daquela comidinha caipira, e esse livro mira esse público. Por meio de algumas histórias com o personagem, o leitor é levado a conhecer mais sobre a simples e, ao mesmo tempo, rica cultura gastronômica por trás da típica comida caipira. É só pegar o chapéu de palha, calçar a botina, preparar o fogão a lenha e se jogar nessa saborosa nostalgia. Autores: Jefferson Rueda e Mauricio de Sousa. Preço sugerido: R$ 71. 122 páginas. Editora Senac São Paulo e Mauricio de Sousa Editoras.

Capa_Geladeira_07_high copyO que tem na geladeira?
O livro, de autoria de Rita Lobo, promete ajudar os leitores em um dilema comum: transformar aquela compra da feira em refeições variadas e saborosas. São mais de 200 opções de receitas para deliciar os mais diferentes gostos e garantir um cardápio variado. O livro é dividido em 30 capítulos, cada um dedicado a um alimento. O leitor aprende os melhores cortes, técnicas de cozimento e combinações de sabor para esses alimentos. Autora: Rita Lobo. Preço sugerido: R$ 79. 352 páginas. Editora Senac São Paulo e Editora Panelinha.

Queijos brasileiros à mesa com cachaça, vinho e cerveja
Essa obra traz informações sobre oito famílias de queijos. Mas o livro vai além de simplesmente falar do derivado do leite. Ele também ensina as melhores maneiras de servir cada queijo e como cada um pode ser harmonizado. Autores: Bruno Cabral e Manuel Beato. 170 páginas.
R$ 114,90. Editora Senac.

Malícias e delícias
Malícias e delícias aborda de forma bem-humorada o início de vida de uma jovem mãe que vende doces, na tentativa de iniciar o próprio negócio e proporcionar uma vida melhor para seu filho. Enquanto isso, ela ajuda uma amiga a vender brinquedos sexuais, para abrir um sexshop. É ai que o pai da criança reaparece e reconhece o cheiro de chocolate da mãe de seu filho. Autora: Tara Sivec. 304 páginas. R$ 39,90 (físico) R$ 29,95 (e-book). Editora Valentina.

Por amor ao sabor
Com a bagagem gastronômica de um menino que cresceu na cozinha do restaurante da família, Dalton Rangel não poderia ter outro livro de estreia. O chef escolheu compartilhar com os leitores os pratos mais reconfortantes, apetitosos e significativos de sua história. O resultado são mais de 80 receitas, para os interessados colocarem as caçarolas para trabalhar. Autor: Dalton Rangel. R$ 49,90. 192 páginas. Editora Alaúde.

Spa em casa — Saúde pela alimentação
O começo de ano chega cheio de projetos e, para auxiliar, por que não apostar neste livro que promete trazer um spa para o conforto de seu lar e de sua cozinha? Partindo do ditado “a saúde começa pela boca”, a obra apresenta receitas que prometem auxiliar o leitor a levar uma vida, e uma alimentação, mais saudável. Autora: Márcia Regina Dal Medica. Preço sugerido: R$ 29,90. 200 páginas. Editora Alaúde

Dicas de Alimentos que Ajudam nos Estudos

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Confira aqui algumas dicas de alimentos que podem ajudar na hora dos estudos.

Publicado no Concursos Atuais

Sabia que a alimentação é uma aliada para os seus estudos? Existem pessoas que têm muita dificuldade para aprender por preguiça, falta de força de vontade ou mesmo porque não conseguem se concentrar o suficiente. Como está a sua dieta? Há alimentos que podem dar uma força para os seus estudos, que tal conhecê-los e incorporá-los a sua rotina?

Você senta para estudar, separa o material, caderno, lápis e o livro. Mas cadê a concentração? Os pensamentos começam a viajar e a ficarem dispersos. Sabia que as fibras auxiliam na concentração? Portanto, aposte em barras de cereais, leite com granola ou aveia, entre outros. Desta forma, os alimentos que são fontes rápidas de energia e que têm a absorção mais lenta e prolongada, são aliados da concentração.

Tem muita preguiça para estudar? Geralmente isso acontece depois de uma alimentação pesada e com muita gordura. Evite salgadinhos, sorvetes, bolachas, ou seja, alimentos que tem muita gordura ou uma excessiva quantidade de açúcar. Assim, antes de encarar os livros, aposte em uma alimentação saudável e equilibrada, para que a digestão seja mais rápida. Ótima maneira para encarar a preguiça, não acha?

Como ficar com a memória afiada para o grande dia da prova? Há alimentos que podem te dar uma força: ômega 3 (salmão, linhaça e frutas), zinco (fígado, frutos do mar e gema de ovo), colina (fígado e gema de ovo) e vitaminas do complexo B (carnes vermelhas magras e cereal integral).

Controlar a ansiedade no momento da prova também, é difícil. Na semana, por exemplo, parece que o cérebro não absorve nada. Café, açúcar e chocolate devem ser evitados, por exemplo. Na dieta podem ser incluídos alimentos como queijo branco, castanhas e sojas. A dica é incluir na alimentação itens que sejam ricos em triptofano, que auxiliam a combater a ansiedade. A hidratação também é fundamental para manter o ritmo e a aprendizagem.

Alimentação ajuda a melhorar o rendimento nos estudos

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Publicado no Informativo Acadêmico

Muita gente encontra dificuldades para estudar, seja por sono, problemas para se concentrar ou então por não conseguir armazenar tanta informação. É nessa hora que a alimentação pode fazer diferença. O que você coloca no prato interfere diretamente no rendimento em sala de aula. Dúvida? Então confira algumas dicas para ajudar a melhorar o rendimento nos estudos.

Turbinando a concentração
Não deixe a sua concentração escapar. Para evitar que o pensamento fique disperso, a dica é ingerir alimentos que sejam fonte rápida de energia, mas que tenham a absorção lenta e prolongada. Para isso, aposte numa alimentação rica em fibras, como barrinhas de cereais, leite com granola ou aveia, biscoito e torradas integrais.

Ai, que preguiça!
A vontade é de não fazer absolutamente nada. Dá preguiça de movimentar o corpo e até de pensar. Isso acontece quando a alimentação foi pesada demais contendo, por exemplo, altas concentrações de açúcar e boa quantidade de gorduras. Entram para esta lista os salgadinhos, bolachas recheadas, sorvetes e chocolates. Esses alimentos retardam o esvaziamento gástrico e atrapalham a digestão. O processo, por sua vez, é fundamental para que o sangue e o oxigênio fluam em direção ao cérebro e não ao trato gastrointestinal. Apostar em uma refeição leve e equilibrada antes dos estudos faz com que a digestão seja mais rápida, evitando que a preguiça se instale.

Fim ao sono
Bocejar repetidas vezes é um alerta vermelho que indica o quanto o corpo está cansado; o sono é consequência. Para evitar que eles apareçam, muita gente apela para a cafeína, substância de efeito estimulante presente no café e chás. Mas nem todo mundo é sensível à cafeína e, além disso, pode ter efeito contrário. A dica é obter essa energia de uma forma mais positiva, em uma receita energizante. Aposte nessa fórmula: 1 colher de chá de lecitina de soja + 1 colher de chá de guaraná em pó + 1 colher sobremesa de linhaça + 1 colher de sopa de farelo de aveia misturados com iogurte, leite ou frutas.

Memória afiada
Passar a madrugada estudando para uma prova e, no momento decisivo, esquecer tudo é desesperador. Para não correr o risco, há nutrientes que podem se tornar aliados nesse momento tão importante: ômega 3, zinco, colina e vitaminas do complexo B. É possível encontrar o ômega 3 em peixes de água fria (como salmão, truta e atum), linhaça e frutas. Fígado, frutos do mar, carnes e gema de ovo são ricos em zinco. Já a colina pode ser encontrada na lecitina de soja, fígado e gema de ovo, enquanto vitaminas do complexo B são encontradas em carnes vermelhas magras e em cereais integrais.

Controlando a ansiedade
Quando uma prova está próxima demais e parece que o cérebro não absorve nada, surge a vilã dos estudos: a ansiedade. É aquela vontade de “engolir” os livros, mesmo que nenhuma informação seja armazenada no processo. Alimentos como café, açúcar e chocolate estão na lista dos preferidos por quem sofre de ansiedade. Porém, eles devem ser evitados, pois aliviam momentaneamente o nervosismo, que pode voltar até com maior intensidade. Investir em alimentos ricos em triptofano pode gerar um bom resultado na tentativa de conter a ansiedade. A dica é consumir queijo branco, arroz, castanhas, soja, além de leite e iogurte desnatados.

Hidratação sem desculpas
Um bom desempenho nos estudos depende de uma alimentação correta, mas vai além disso. A hidratação também é super importante para que sintomas como dores de cabeça, fraqueza, náuseas, cãibras e dificuldades para criar um foco visual passem bem longe dos estudos. Deve-se ingerir aproximadamente 1 copo de água por hora, durante o período dos estudos.

Informações: Minha Saúde

Alunos da rede pública criam aplicativos de celular para combater bullying

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Jovens do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart
Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Porvir, no Último Segundo

“Nós não apoiamos a automedicação, mas achamos importante informar sintomas e tratamentos para o paciente poder questionar o médico”, explica Gabrielli Fonseca, 13 anos, integrante da equipe Democráticos, que criou o aplicativo Médico Virtual para o Projeto Ismart Online. Ela conta que o app já teve 257 downloads e traça planos para aperfeiçoar o produto. “Queremos melhorar o app, queremos que seja útil. A gente quer pensar em uma alguma parceria ou patrocínio para essa segunda versão para alcançar mais usuários”.

Gabrielli e integrantes de 26 grupos de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de São Paulo e São José dos Campos apresentaram aplicativos criados por eles a uma banca na final do projeto, realizada no último sábado (6), na sede do Google, em São Paulo.

Foi a temática do bullying a que mais engajou os jovens estudantes. Entre os 26 apps, dez eram voltados à solução deste problema. “Nós vimos um amigo sofrendo bullying, e ele ficou muito chateado. Eu também já sofri bullying, então tentamos materializar conceitos e ideias para o aplicativo, mas o difícil foi fazer a apresentação porque a gente ficou muito nervoso”, conta Mateus Pedro Francisco, 13 anos, aluno da Escola Municipal Humberto de Campos, na Vila Matilde, do app No! Bullying.

“Escolhemos o bullying porque é algo muito presente na escola. As pessoas acham normal ofender e ser ofendido! Achamos que é um problema atual”, diz Mariana Freire, 13 anos, do app Soluções para o Bullying.

Estudantes trabalham bem em equipe

“A mentalidade desta garotada está mudando. Eles trabalham melhor em equipe, desenvolvem um lado autodidata e com bastante apelo às questões sociais. A garotada faz mais sinapse que a gente. Eles já nasceram digitais e Big Data, estão acostumados a uma grande quantidade de informações. Eles fazem apresentações que executivos não fazem”, afirma Raul Javales, professor da FGV e consultor da Universidade de Stanford, um dos jurados responsáveis pela avaliação dos aplicativos desenvolvidos por estudantes.

O desafio foi proposto em fevereiro, quando eles tiveram que escolher entre três áreas específicas para trabalhar: alimentação, saúde e bullying. Os alunos selecionados para participar foram destaque no processo seletivo para 135 vagas do Projeto Alicerce, que financia o estudo de bons alunos em colégios particulares de ponta, mas acabaram ficando sem uma das bolsas.

No Projeto Ismart Online, eles reuniram-se a cada dois meses para uma série de atividades, dinâmicas e reuniões para desenvolver os aplicativos. Além de aprenderem noções básicas de programação e lógica (um programa do Google facilitou a criação dos apps, que tiveram, de maneira geral, um mesmo padrão de funcionamento), eles foram submetidos aos módulos de aprendizagem de ortuguês e matemática e também ao de cultura. No primeiro, os alunos tiveram acesso a uma plataforma de ensino online que visa ao reforço do conteúdo aprendido na escola. Já o segundo, de acordo com a definição do programa, “se propõe a desenvolver habilidades como motivação, autonomia, persistência e inspiração”. O desenvolvimento cognitivo e a habilidade socioemocional foram características fundamentais prezadas durante o processo.

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart Adolescentes apresentaram projetos na final do Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart
Adolescentes apresentaram projetos na final do Ismart Online

Os alunos contavam com alguns mentores que os ajudaram durante as etapas. Um dos orientadores convidados ao módulo de cultura foi Victor Paulillo Neto, do Google, que discutiu o processo pré-universitário, a escolha de carreiras e como atingir as expectativas profissionais de cada um. “Minha tarefa era a de ajudá-los a encontrarem o caminho, fazer com que eles descubram isso por si mesmos. Foi muito gratificante o processo de tentar abrir a cabeça deles, saber o que os motiva. A formação do ensino médio às vezes pode ser mais importante do que a própria faculdade”.

Emocionadas e cheias de orgulho, as mães Tania Fernandes e Maria da Conceição Santos não mediram palavras para elogiar a iniciativa. Elas relatam um amadurecimento pessoal e intelectual notável em suas filhas participantes. Para elas, o esforço feito durante o ano e os resultados alcançados motivam ainda mais as adolescentes a buscarem seus sonhos.

Tiago Maluta, um dos coordenadores do Programaê, parceiro no projeto, e também jurado no evento, disse que o nível dos aplicativos e as ideias propostas foram excelentes. “Fiquei muito satisfeito com os resultados. Eles saíram do nada e criaram coisas muito interessantes. O movimento de eles deixaram de serem consumidores para se tornarem produtores de conteúdo é muito importante”, avalia.

A partir dos resultados atingidos no programa, 11 alunos de São Paulo e outros seis de São José dos Campos foram selecionados para participar do Projeto Alicerce e cursar o ensino médio em uma escola particular. Outros selecionados ainda ganharam tablets e vale-cultura no valor de R$ 50.

Entre os apps criados estão, por exemplo, o Médicos de Plantão, cuja ideia é disponibilizar o tempo que o usuário levaria para ser atendido em um determinado pronto socorro em uma emergência. Já o Viva Bem reúne dicas de alimentação com o intuito de evitar dietas “milagrosas” que podem ser prejudiciais ao corpo.

“Estou muito feliz. O projeto foi maravilhoso e gratificante. Me deu vontade de estudar mais e me ajudou a reforçar o conteúdo da escola. Fiz novas amizades, teve muita troca de conhecimento. Fazíamos reunião por Skype e dividimos as tarefas entre todo o grupo”, conta Mariani Conceição, 13 anos, do app Viva Mais e Melhor, bastante emocionada por ser uma das selecionadas.

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