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Aluna nota 1.000 no Enem é hackeada e inscrita em produção de cachaça

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Tereza Gayoso, nota máxima na redação do Enem 2017 (Foto: Reprodução/ Facebook)

Tereza Gayoso, nota máxima na redação do Enem 2017 (Foto: Reprodução/ Facebook)

 

Hackers invadiram o site do Ministério da Educação e alteraram as opções de cursos de estudantes

Guilherme Caetano e Murilo Santos, na Época

O site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, foi hackeado na noite da segunda-feira (30) após terem sido divulgados os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Vários estudantes foram inscritos em cursos escolhidos pelos hackers. Tereza Gayoso, de 23 anos, nota máxima na redação do exame e que pretendia cursar medicina, soube nesta terça-feira (31) que havia sido inscrita em produção de cachaça, no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, em Salinas. “Eu não consigo acreditar que fizeram essa ruindade comigo.”

Um estudante do Distrito Federal, também afetado pela ação dos hackers e que pediu para não ser identificado pela reportagem, afirmou que foi inscrito em ciências sociais na Universidade Federal do Acre, contra a sua vontade. “Acho triste eu precisar me preocupar com minha segurança em um site do governo”, afirmou. “O site do Ministério era para ser, teoricamente, seguro.”

Atualização: Às 19h30, o Ministério da Educação encaminhou a seguinte nota para a redação:Sobre suposto hackeamento dos sistemas do Sisu e Enem o MEC/Inep esclarecem:

1- Os sistemas do MEC e do Inep não registraram, até o momento, indício de acesso indevido a informações de estudantes cadastrados, que configure incidente de segurança.

2- Há relatos na imprensa de casos pontuais de acesso indevido a dados pessoais de candidatos, que teriam possibilitado mudança de senha e de dados de inscrição, como opção de curso. A senha é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato.

3- Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, o MEC vai remetê-los para investigação da Polícia Federal. Nos dois casos citados pela imprensa, o Inep já identificou no sistema data, hora, local, operadora e IPs de onde partiram as mudanças de senha. Os dados serão encaminhados para a Polícia Federal.

4- Ressaltamos, também, que todas as ações realizadas no sistema são registradas em “log”, de forma a possibilitar uma auditoria completa.

5- A Secretaria de Ensino Superior (SESU) destaca que a atual gestão assumiu em maio de 2016, com o processo do ENEM 2016 em curso, na última semana de inscrições. Por isso, todo o sistema de operacionalização do ENEM foi definido na gestão anterior e estava em funcionamento, não podendo ser alterado no meio do processo.

6- Para o ENEM 2017 as equipes do INEP/SESU estão trabalhando para aperfeiçoar o Exame, de forma a garantir segurança e tranquilidade aos inscritos.

Aluna vence pelo quarto ano seguido a Olimpíada Brasileira de Matemática

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Bruna Fernanda Fistarol conseguiu bolsa integral na FGV Foto: Estela Stange Purnhagen / Divulgação / Divulgação

Bruna Fernanda Fistarol conseguiu bolsa integral na FGV
Foto: Estela Stange Purnhagen / Divulgação / Divulgação

 

Pancho, no Diário Catarinense

Pelo quarto ano consecutivo, a aluna de Taió Bruna Fernanda Fistarol, da Escola Leopoldo Jacobsen, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. A competição é organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Antes de tomar conhecimento que havia sido premiada com a quarta medalha de ouro, a estudante foi convidada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, para prestar vestibular com todas as despesas de viagem pagas. Bruna foi aprovada e vai cursar Matemática Aplicada. Pelo histórico de premiações, foi contemplada com uma bolsa de estudos integral na renomada instituição.

Alunos ajudam colega a superar grave acidente com linda atitude

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Publicado no Catraca Livre

Alunos do 4º ano de uma escola no Tocantins encontraram uma maneira linda de ajudar uma colega de sala que sofreu um grave acidente a superar o trauma. A garota acidentada precisaria usar uma máscara por causa dos ferimentos para que sua pele não ficasse manchada pelo sol.

Mas, para que ela não se sentisse diferente, os colegas decidiram fazer essa surpresa:

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Isso, mesmo. Todos resolveram usar máscaras. Assim, ela poderia se sentir mais aceita por todos durante o processo de recuperação. A atitude emocionante teve o apoio da professora e foi divulgada por meio da página do Facebook da instituição na última quinta-feira, 18. A publicação já conta com mais de 15 mil reações (curtir, etc.) e 4,6 mil compartilhamentos.

Créditos: reprodução/Facebook Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

Créditos: reprodução/Facebook
Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

 

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Aluna da UFSCar encontra poemas ‘inéditos’ de Drummond

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Estudante encontrou poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

Estudante encontrou poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

 

Obras foram publicadas em edição da revista Raça, em São Carlos, SP.
Trechos podem ajudar na compreensão do processo criativo do escritor.

Publicado no G1

A estudante Mayra Fontebasso, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), descobriu três peças importantes no mundo literário: poemas ‘inéditos’ de Carlos Drummond de Andrade. Publicados em uma revista de São Carlos (SP) em 1929, os trechos nunca foram estudados e pertencem à fase jovem do escritor. “São inéditos pelo fato de não terem sido catalogados. Eles foram publicados em revista, mas nunca foram recolhidos em livros e nem estudados”, explicou o professor de literatura Wilton Marques, que coordena a pesquisa. (Veja as obras no fim do texto).

Os “poemas perdidos”, como são intitulados, foram encontrados em um exemplar da revista Raça doado pela família Damiano. Na época, o jornalista Carlos Damiano era o editor responsável pelas publicações. Agora, o acervo pertence à Fundação Pró-Memória.

Segundo Marques, as características dos textos correspondem a uma época desconhecida da vida de Drummond, de quando ele tinha cerca de 20 anos, e por isso eles se tornaram relíquias. “Ainda é um Drummond jovem e excitante literariamente, mas que já apresenta um tipo de poema que vai caminhar para a modernidade depois”.

Até então desconhecidos, os achados são considerados ‘inéditos’ porque não fazem parte do conjunto principal de sua obra e mostram um modo diferente do acostumado modernismo de Drummond.

“A gente percebeu que não só é inédito em livros, como nenhum estudioso nunca se debruçou sobre eles porque, provavelmente, por ser uma revista local, nunca foi alvo de estudos da área de literatura, são pedras preciosíssimas”, afirmou a universitária, aluna do último ano do curso de graduação em letras.

História
Drummond nasceu em Minas Gerais em 1902 e é considerado um dos poetas mais influentes do século 20. Seus primeiros poemas são marcados pela individualidade do autor, que, ao longo o tempo, começa a jornada pelo modernismo, onde deixa sua marca registrada.

Mas as descobertas podem alterar essa linha. “Primeiro eu desconfiei muito desses poemas porque não tinham a assinatura completa do autor, ele assinava só como Carlos Drummond. Esses são poemas que não são parecidos com o Drummond que a gente conhece, o Drummond famoso e modernista”, disse Mayra.

Os achados serão estudados pelos pesquisadores para a melhor compreensão do processo criativo do escritor e também farão parte de uma antologia da Revista Raça, editada na cidade entre 1927 e 1934, com circulação tanto na região quanto na capital paulista.

“Agora eu espero encontrar outras pedras no meio do meu caminho, no meio dessa minha pesquisa, e provavelmente há textos inéditos de outros escritores, não só do Drummond”, finalizou Mayra. Veja abaixo os poemas encontrados.

O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica
Como são belas as tuas mãos, como são belas as tuas mãos pálidas como uma canção em surdina…
As tuas mãos dançam a dança incerta do desejo, e afagam, e beijam e apertam…
As tuas mãos procuram no alto a lâmpada invisível, a lâmpada que nunca será tocada…
As tuas mãos procuram no alto a flor silenciosa, a flor que nunca será colhida…
Como é bela a volúpia inútil de teus dedos…

O poema das mãos que não terão outras mãos numa tarde fria de Junho
Pobres das mãos viúvas, mãos compridas e desoladas, que procuram em vão, desejam em vão…
Há em torno a elas a tristeza infinita de qualquer coisa que se perdeu para sempre…
E as mãos viúvas se encarquilham, trêmulas, cheias de rugas, vazias de outras mãos…
E as mãos viúvas tateiam, insones, as friorentas mãos viúvas…

O poema dos olhos que adormeceram vendo a beleza da terra
Tudo eles viram, viram as águas quietas e suaves, as águas inquietas e sombrias…
E viram a alma das paisagens sob o outono, o voo dos pássaros vadios, e os crepúsculos sanguejantes…
E viram toda a beleza da terra, esparsa nas flores e nas nuvens, nos recantos de sombra e no dorso voluptuoso das colinas…
E a beleza da terra se fechou sobre eles e adormeceram vendo a beleza da terra…

CARLOS DRUMMOND.

Aluna é proibida de frequentar aulas e fazer provas por colocar piercing

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Jovem diz que foi retirada da sala de aula por não aceitar tirar o adereço.
Escola alega que proibição está no regimento interno; Conselho avalia caso.

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Publicado em G1

Uma estudante de 17 anos foi proibida de frequentar as aulas e fazer as provas finais após ter colocado um piercing no nariz. Nayara Faria dos Santos tem 17 anos e estuda no Colégio Progressivo, em Goiânia. Segundo a direção da escola, que é particular, a questão já estava prevista no regimento interno. O caso é analisado pelo Conselho Estadual de Educação.

A jovem, que cursa o 3º ano do ensino médio, conta que na última segunda-feira (9) foi retirada da sala quando estava pronta para fazer os exames. “O diretor simplesmente falou assim: ‘Tira e faz a prova’, Com essas palavras. Falei que não podia tirar e ele disse para eu ir embora. Perguntei se iriam zerar minhas provas e ele disse que sim”, lembra.

Pai de Nayara, o empresário Fernando Batista dos Santos, de 41 anos, disse ao G1 que foi ao colégio e tentou argumentar, mas não teve êxito. Ele afirmou ainda que a filha também foi proibida de entrar para assistir as aulas no dia seguinte.

“A gente sabia que não podia colocar, mas só faltava essa prova e pensei que não iria ter problema. Ele [diretor] pediu para ela tirar, mas se fizesse isso, iria infeccionar. Estou contrariado, ele discriminou minha filha”, lamenta.

Ela alega ainda que apoia a decisão da filha e que pretende acionar a instituição na Justiça. “Ela não fez nada fora do meu conceito. Vou entrar com uma ação porque isso pode prejudicá-la”, salienta.

‘Afronta’
O diretor da escola, Omar Passos de Carvalho, explicou que a proibição de usar piercing consta no regulamento da escola e que os pais sabiam disso. Para ele, a aluna “afrontou” uma determinação estabelecida.

“Ela veio à escola da mesma forma e ainda afrontado o colégio, conversando com a coordenação e falando com os alunos na sala de aula que não iria tirar o brinco. Falou ainda que estava aqui para poder ter provas contra a escola porque ela não iria mudar a atitude dela”, defende-se.

Carvalho garante que Nayara não poderá assistir às aulas enquanto não retirar a peça, pois não pode abrir exceções. “Ela [norma] tem que existir para os nossos 900 alunos. Não vou fazer uma exclusão de uma norma específica para uma aluna”, pondera.

O Conselho Estadual de Educação foi avisado e está monitorando a situação. “Agimos nesse tipo de processo com muita agilidade. Em três dias no máximo nós já vamos ter ouvido família e a escola e garantir que a menina tenha direito a conclusão do 3º ano do ensino médio que é essa etapa que ela precisa concluir”, explica a presidente do órgão, Ester Carvalho.

Especialista discorda
De acordo com o advogado Victor Naves, a Constituição permite que estabelecimentos particulares, como a escola, podem elaborar regimentos próprios. Porém, é preciso analisar se o caso está compatível com a lei.

“Esses regimentos estão, de qualquer forma, sujeitos à lei e à Constituição Federal. Nesse caso, antes de utilizar o que o dispositivo de fato diz. A autonomia da vontade privada, do cidadão, tem que ser respeitada em detrimento do regimento”, pondera.

Ela afirma que, possivelmente, a família não foi chamada para discutir o dispositivo. “Penso eu que é uma medida desproporcional adotada pela escola porque está inviabilizando a aluna de cumprir com suas atribuições e deveres escolares que eu penso que contraria a Constituição”, analisa.

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