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Universidade na Inglaterra oferece aulas sobre “Arte da Masturbação”

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Cisne Negro

Cena da masturbação da atriz Natalie Portman no filme “Cisne Negro”. Foto: Reprodução

Mais de 200 estudantes terão que cursar as aulas, que são parte das conteúdos da disciplina “Teoria e Crítica Literária”

Publicado no Diário de Pernambuco

A Universidade de Sheffield, na Inglaterra, está ofertando para os alunos de Literatura Inglesa uma disciplina no mínimo inusitada. A matéria se chama “Arte da Masturbação”. “As aulas serão sobre Walt Whitman, Rob Halpern e a desconstrução da masturbação”, explicou a professora Fabienne Collignon, uma das responsáveis pelas aulas, ao site The Tab.

Outro tópico abordado no programa é uma discussão sobre uma teoria que acredita que o livro Razão e Sensibilidade, da inglesa Jane Austen e publicado em 1811, seria um “hino lésbico”.

“As aulas vão discutir como a masturbação e o lirismo poético sempre imaginam um ser ausente”, declarou Fabienne. Mais de 200 estudantes terão que cursar as aulas, que são parte das conteúdos da disciplina “Teoria e Crítica Literária”, matéria obrigatória do curso. Uma das alunas, Laura Bell, expressou um certo “temor”. “Vamos esperar que não tenha aula prática”, disse a estudante.

dica do Rogério Moreira

Aluna trans enfrenta protesto por usar vestiário feminino nos EUA

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Jovem utilizava vestiário para se trocar em aulas de educação física.
Pais e alunos se manifestaram contra o acesso da transgênero.

trans

Publicado no G1

O acesso de uma estudante transgênero ao vestiário feminino de um colégio causou polêmica e foi motivo de protesto de alunos na cidade de Hillsboro, em Missouri, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, de acordo com a emissora americana CNN. A jovem Lila Perry, de 17 anos, nasceu menino, mas se reconhece como menina e utilizava o vestiário das garotas para trocar de roupa para as aulas de educação física.

Perry contou a uma afiliada da CNN que começou a se sentir como uma menina aos 13 anos, porém só em 2015, criou coragem e resolveu se vestir como tal. As dificuldades com a opção sexual começaram em agosto, no início do ano letivo, quando decidiu passar a utilizar o vestiário feminino da escola.

Para evitar polêmica na pequena cidade, de pouco menos de 3 mil habitantes, o colégio da jovem chegou a oferecer um banheiro individual para Perry. A proposta, no entanto, foi recusada pela jovem.

“Eu sou uma garota. Não vou ser empurrada para outro banheiro”, disse ela à TV local, antes de comparar sua história a casos de discriminação racial. “Não faz muito tempo que as pessoas brancas diziam ‘Não me sinto confortável dividindo o banheiro com negros’. A história agora se repete”, completou.

A experiência de Perry frequentando o vestiário feminino durou pouco menos de duas semanas. Alunas desconfortáveis com a presença da jovem no ambiente reclamaram aos pais e à direção da instituição sobre a situação.

“Eu acho ofensivo porque a Lila não passou por nenhum procedimento para se tornar mulher. Colocar um vestido ou uma peruca não é ser transgênero pra mim”, contou Sophie Beel, uma das estudantes da escola, à afiliada da CNN.

No fim de agosto, dezenas de pessoas, entre pais e alunos, participaram de uma manifestação para protestar contra a atitude de Perry. Estudantes a favor do acesso da trans ao vestiário também aproveitaram para demonstrar seu apoio à jovem que, alegando preocupação com a própria segurança, decidiu abandonar as aulas de educação física.

Por meio de um comunicado, o colégio de Hillsboro afirmou que vai promover a tolerância e que a unidade aceita todos os estudantes, independentemente do gênero ou da opção sexual.

Segundo Unesco, mais de 60 milhões de meninas estão fora da escola

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Segundo Unesco, mais de 60 milhões de meninas estão fora da escola

Publicado no Bonde

Estimativa feita pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) presume que 65 milhões de meninas estejam fora da escola. Segundo o relatório Global Educação para Todos, em países da África e da Ásia, o caso é mais grave.

Desses números, 31 milhões de garotas deveriam frequentar o ensino primário (considerado nosso ensino fundamental) – 4 milhões a mais do que meninos em idade escolar. Entre elas, 17 milhões não devem voltar à sala de aula.

Nigéria (5,5 milhões), Paquistão (mais de 3 milhões) e Etiópia (mais de um milhão) têm estimativas de mais de um milhão de meninas fora das escolas.

“Garantir que as meninas permaneçam na escola é uma das formas mais eficazes de evitar o casamento infantil e a gravidez precoce”, afirma a Unesco. Na África Subsaariana, uma em cada oito meninas se casa com menos de 15 anos.

Ainda de acordo com o relatório, no ensino secundário (o ensino médio), outras 34 milhões de meninas estão fora da escola em todo o mundo. Além disso, dois terços dos 774 milhões de analfabetos no mundo são mulheres.

Em 10 países do mundo, menos da metade das meninas mais pobres já foram à escola. Na Somália, 95% das garotas pobres nunca estiveram em uma sala de aula. No Níger, esse número é 78%.

“Sem uma mudança radical por parte dos governos a fim de dar a estas crianças e jovens a educação de que precisam, elas terão negada a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida para sempre”, segundo o relatório Global.

Para mudar essa realidade

A paquistanesa Gulalai Ismail, 16 anos, fundou ao lado da irmã, em 2002, a ONG Aware Girls. A organização oferece suporte à meninas e mulheres do Paquistão acesso igualitário à educação, ao trabalho, à saúde e a outros serviços públicos.

Na Índia, a Educate Girls tenta levar as meninas de volta à escola. “Nós dizemos ‘se ela tiver um filho e tiver que levá-lo ao hospital, ela vai precisar ler a receita médica’. Sendo escolarizada, vai poder cuidar melhor do seu filho”, explica.

A Camfed (Campaign for Female Education) auxilia no suporte à meninas que queiram estudar no Zimbábue, Zâmbia, Gana, Tanzânia e Malawi. A organização já ajudou mais de 1,2 milhão de crianças a frequentar as aulas.

Como auxílio, houve reforço da paquistanesa Malala Yousafzai, 17, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz. Por defender a educação para meninas, Malala foi atingida na cabeça pelos talibãs em 2012.

“Os extremistas estavam e estão assustados com livros e lápis. O poder da educação os assusta. Eles estão com medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os assusta”, disse Malala em 2013 ao discursar na ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. (Com informações UOL)

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