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Nova biografia de Lewis Carroll nega suposta pedofilia do escritor

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Ainda em vida, autor de ‘Alice no país das maravilhas’ era alvo de acusações sobre abuso de menores

Lewis Carroll carregou fama de um homem interessado por garotas pequenas, apesar de supostas provas serem confusas - Acervo / Lewis Carroll Society

Lewis Carroll carregou fama de um homem interessado por garotas pequenas, apesar de supostas provas serem confusas – Acervo / Lewis Carroll Society

Publicado em O Globo

RIO – Uma nova biografia sobre Lewis Carroll promete mudar a opinião de muita gente sobre a imagem do autor como um suposto pedófilo. Com pesquisa de 40 anos, cartas e relatos inéditos que supostamente colocariam abaixo a tese de que o autor de “Alice no país das maravilhas” tinha “interesse doentio por meninas”, “Lewis Carroll: the man and the circle”, de Edward Wakeling, sai no fim do ano.

Longe de ser a primeira obra que se debruça sobre a vida do escritor, a nova biografia se debruça em uma base de mais de 6 mil correspondências e relatos e nega que Carroll fotografasse meninas nuas, entre outras acusações. Entre os arquivos, estão material escrito por Alice Liddell, a menina que inspirou a personagem Alice.

No livro, Wakeling (especialista na história do autor e ex-diretor da Lewis Carroll Society) se volta para o círculo social de Carroll para preencher lacunas deixadas pelas biografias anteriores. Além dos textos, o autor expõe milhares de documentos que colecionou ao longo de quatro décadas para escrever o livro.

“Carroll se dava bem instantaneamente com crianças. Ele queria educá-las. Especialmente as meninas, a quem considerava um desperdício de talento por não irem à escola”, disse ele ao ‘Guardian‘. “A mortalidade na época era alta. Pais queriam ter registros dos filhos, por conta disso. Querendo retratá-los como anjos, eles geralmente apareciam nus. Ele tirou cerca de 30 destas, mas sugerir que foram centenas, por interesse próprio, é errado.”

Wakeling também criticou biografias anteriores, que se guiaram por “boatos”, segundo ele.

Jovem fora da escola é homem, negro, pobre e mora no campo

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Foto: Cláudia Martini

Foto: Cláudia Martini

Cristiane Capuchinho, no UOL

Mais de 3,8 milhões de brasileiros entre 4 e 17 anos estão fora da escola. Esse jovem é, em sua maioria, homem negro com renda domiciliar de até ½ salário mínimo per capita e mora na zona rural. Seus pais não têm instrução ou não completaram o ensino fundamental.

As informações foram obtidas nos microdados do Censo Demográfico de 2010 e compiladas no estudo “O enfrentamento da Exclusão Escolar no Brasil”, da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, apresentado nessa segunda-feira (27) no 6° Fórum Nacional Extraordinário da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação).

“Os mais excluídos da escola são aqueles historicamente excluídos de toda a sociedade. Não será só a educação quem vai dar conta dessa questão, precisa-se de políticas articuladas de diferentes esferas para dar conta desse problema”, afirma a representante da Unicef no Brasil Júlia Ribeiro.

Júlia afirma que as soluções são diversas conforme as barreiras identificadas em cada caso, que podem ser o transporte escolar, a falta de vagas, a repetência, entre outras. Ela destaca ainda a necessidade de políticas específicas voltadas a crianças de área rural, deficientes, indígenas e quilombolas.

Ensino infantil e médio são principais desafios

A faixa etária entre 4 e 5 anos é a com mais baixa frequência à escola (80,1%). Nessa fase, o desafio ainda é de universalização do ensino. Os municípios têm até 2016 para colocar toda criança nessa idade dentro do sistema escolar.

Alvo de políticas específicas há mais tempo, as faixas entre 6 e 10 anos e entre 11 e 14 anos têm os maiores índices de frequência escolar, 97,2% e 96,1% respectivamente.

Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, há 1,7 milhão de jovens fora da escola. A faixa, que deveria equivaler ao ensino médio, tem frequência escolar de 83,3%.

O Censo mostra que, nessa idade, há uma pressão do mercado de trabalho sobre os estudantes que pode tirá-los da escola. Em 2010, 30,2% dos jovens dessa faixa etária tinham uma ocupação.

Os dados sobre os jovens dessa idade fora da sala de aula mostram também que há uma predominância do abandono escolar entre os mais pobres: 21,1% dos adolescentes de famílias com renda per capita abaixo de ¼ de salário mínimo estavam fora da escola em 2010.

“Se você vai trabalhar com adolescentes, vai perceber que há uma questão que são os jovens que trabalham. E de que forma a escola acolhe esse adolescente que trabalha? De que forma o currículo dela considera a realidade deste aluno? Muitas vezes a escola planeja um trabalho que não é para esse aluno real”, critica.

Plataforma de consulta

Também foi lançado no evento o portal do Fora da Escola Não Pode (www.foradaescolanaopode.org.br), ferramenta em que poderão ser acessadas informações sobre quantas crianças, em que faixa etária, de qual cor e sexo estão fora da escola em cada município.

“É essencial que os sistemas municipais e estaduais saibam quem são as crianças fora da escola para encontrar maneiras de atraí-las para a rede, estratégias de inserção. Em geral, são crianças mais vulneráveis socialmente, com deficiência, ou dificuldade de acesso à escola”, considera Cleuza Repulho, presidente da Undime.

Inaugurada a 1ª biblioteca pública 100% digital do mundo

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Publicado por Nation Time

Você consegue imaginar uma biblioteca sem livros de papel? Dia 14 de setembro inaugura em San Antonio, Texas, a primeira biblioteca pública de livros digitais dos Estados Unidos. Tratase de um novo conceito. Ela dispõe de área de lazer para criança, com contação de histórias e uma cafeteria no estilo Starbucks. Também oferece aulas de informática para as pessoas que ainda não estão familiarizadas com a tecnologia.

Com o nome de “BiblioTech”, sua estrutura envidraçada lembra mais uma loja da Apple. São 10 mil livros digitais (ebooks), de todos os gêneros, como se espera de uma biblioteca. Eles podem ser lidos em 600 e-readers (Kindle e Nook), 2oo e-readers só para material infantil, 48 computadores e 40 tablets e 10 laptops. O sistema inédito permite que cada pessoa leve para casa os livros nos dispositivos eletrônicos e-reader, e serão devolvidos dentro do prazo estipulado. Ou seja, o “empréstimo” não é da obra e sim do aparelho.

O projeto da Bibliotech custou 2 milhões e meio de dólares e seu principal alvo é a nova geração de leitores. As crianças e adolescentes da região serão beneficiadas porque a biblioteca digital fará uma parceria com as bibliotecas das escolas. San Antonio é a sétima maior cidade dos EUA.

Alguns anos atrás, surgiram em algumas universidade, pequenas bibliotecas digitais, mas o foco era em material de perfil técnico. Em 2002, a Biblioteca Pública de Tucson-Pima, no Arizona tentou um sistema 100% digital. Mas a tecnologia era diferente e o público não se acostumou. Depois de um tempo, ele voltou a oferecer livros impressos. Outros países fizeram esforços semelhantes, mas nenhum deles era tão grande e inovador quanto a BiblioTech.

2Maureen Sullivan, presidente da American Library Association comemora: “Biblioteca não é mais um lugar onde você entra e a coisa que chama mais atenção é o acervo de livros. Agora é um lugar onde, quando você entra, entra imediatamente em sintonia com a variedade de maneiras como as pessoas estão usando esse espaço”.

Mas esse tipo de mudança radical não é tão fácil. Seis grandes editoras americanas ainda se negam a fornecer ebooks para bibliotecas. Elas querem preços muito elevados pois alegam que perderão nas vendas. Por outro lado, se as pessoas não encontram o livro que procuram, o mais provável é que procurarão pela versão impressa em outra biblioteca.

O prefeito de San Antonio anunciou que a Bibliotech terá um orçamento anual de 1,2 milhão de dólares para aquisição de material. Com isso será permitido comprar cerca de 10.000 ebooks. Ele explica que seu desejo é negociar com as editoras individualmente a aquisição de livros para manter o acervo sempre atualizado. Nos últimos anos os municípios têm cortado os investimentos em bibliotecas, diminuído o número de empregados. Algumas foram fechadas, num movimento que acompanhou a falência de grandes cadeias de livrarias como a Borders.

Conheça mais sobre o projeto aqui. Com informações de Nation Time.

Tradução: Jarbas Aragão

Garoto de 9 anos lê 373 livros em cinco anos e é criticado por diretora de biblioteca

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Para ela, menino “contamina” concurso anual de leitura promovido pelo estabelecimento

Publicado no R7

Um garoto de nove anos, estudante do ensino fundamental em uma cidade do estado de Nova York, foi criticado pela diretora de uma biblioteca pública por… ler demais.

Tyler Weaver, que já foi cinco vezes campeão em um concurso de leituras da biblioteca pública de Hudson Falls, foi alvo de comentários por parte de Marie Grandon, a diretora do estabelecimento. Segundo informações do portal Huffington Post, ela contou a um jornal local que achava ser hora de o menino abdicar de seu trono e dar chance a algum outro.

A biblioteca organiza um concurso anual de leitura, no verão. Nele, as crianças que leram pelo menos dez livros são convidados para uma festa no final da estação. O participante que ler o maior número de livros é o vencedor. Nos últimos cinco anos, Tyler leu um total de 373 livros para o concurso, segundo a publicação local Post-Star.

O jornal procurou a biblioteca para, originalmente, produzir uma reportagem sobre o garoto e seu índice impressionante de leituras. Porém, para a diretora, a dedicação do menino não é motivo para comemorações.

Para Marie, Tyler “contamina” o concurso. Por isso, ela quer mudar as regras, de modo que o vencedor seja sorteado, e não mais conquiste o prêmio pelo total de livros que leu. Para ela, a capacidade do menino de ler obras desanima os outros concorrentes de participar, porque ninguém consegue acompanhá-lo.

Em defesa do filho, a mãe de Tyler, Katie Weaver, disse que nem ela nem o menino ficaram satisfeitas com os comentários da diretora.— Quando ele ouviu o que a diretora disse, ficou bastante irritado. Ele nunca pensou que ser bom em leitura pudesse ser uma coisa negativa. E ele não deveria [pensar isso]. Ele entendeu que a diretora está errada.

Katie disse que ficou furiosa quando ouviu o que a diretora da biblioteca disse que espera por um pedido de desculpas.— Acho que Tyler merece desculpas. Quero que ele saiba que mesmo que alguém discorde, se é algo que ele quer alcançar, acho que ele deve seguir em frente. Ele aprendeu uma grande lição sobre ignorar a negatividade.

Em entrevista à emissora de TV local WTEN, o garoto disse esperar que a diretora da biblioteca não mude as regras do concurso.— Ela [diretora] disse que para cada dez livros, você tem de colocar o seu nome em um trecho dele. Mas se algum garoto ler dez livros e vencer, isso não é justo. Ele não se esforçou o suficiente para isso.

O presidente do conselho de curadores da biblioteca, Michael Herman, divulgou uma nota em que diz que “infelizmente, alguns comentários infelizes ofuscaram as realizações de Tyler Weaver e de todos os participantes do nosso programa”. Mas ele admitiu que o conselho vai rever as regras do concurso.

dica do Chicco Sal

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas

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O surgimento de novas autoras impulsiona o processo

Publicado no Zero Hora

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas Diagramação ZH/Reprodução

É um filão que cresce e ganha corpo como seu público-alvo, as adolescentes.

O fenômeno cada vez mais vistoso da literatura infantojuvenil voltada para garotas, que faz a fama de nomes como a americana Meg Cabot e a brasileira Thalita Rebouças, já tem uma leva de autoras best-sellers no Brasil.

Pode não ser esse um nicho tão badalado quanto o universo dos bruxos, vampiros e seres fantásticos, mas a, digamos, jovem literatura mulherzinha, que tem características de diário íntimo e conversa entre melhores amigas, ocupa espaço cada vez mais relevante nas estantes das livrarias.

– Quando comecei, há 10 anos, era praticamente só eu. Hoje, quando vejo tanta gente querendo escrever para esse público, fico muito feliz. Mas ainda é um mercado pequeno se comparado ao americano, por exemplo – diz Thalita, autora de sucessos como Fala Sério.

Na mesma trilha, seguem autoras como Paula Pimenta, conhecida pela série Fazendo Meu Filme, e Patricia Barboza, que assina a série As Mais.

– Na época em que eu era adolescente, existiam vários livros como os da coleção Vagalume. Mas, durante um tempo, não apareceu nenhuma novidade, até que a Thalita revitalizou esse mercado – destaca Paula. – Escrevo lembrando de histórias que vivi. As experiências dessa fase são mais ou menos as mesmas.

Segundo Patricia Barboza, identificação com a garotada é um fator de grande importância:

– A maioria dos títulos para esse público eram traduções de best-sellers internacionais. As adolescentes são grandes leitoras e, quando encontram livros com características brasileiras, identificam-se imediatamente. Com as redes sociais, o contato direto com as escritoras aumentou ainda mais o interesse. A autora de livros infantojuvenis se tornou quase uma amiga, aquela com quem você pode compartilhar um problema pelo e-mail, tirar foto, conversar abertamente.

O interesse por essa fatia cor-de-rosa do mercado teen – o segmento jovem responde por entre 30% e 45% das vendas totais das editoras – estimula iniciativas como o recente lançamento de O Livro das Princesas, assinado por Paula, Patricia e pelas americanas Meg Cabot e Lauren Kate, best-sellers internacionais.

– Procurei reunir autoras com as quais as adolescentes já têm uma identificação. A Meg tem mais de 1 milhão de exemplares vendidos aqui, a Lauren Kate, 800 mil. Espero que essa união mostre a popularidade das nossas autoras para o mercado internacional – diz Ana Lima, editora do selo Galera Record.

Responsável pela área comercial da Editora Gutenberg, que tem Paula entre seus autores, Judith Almeida confirma que aumenta a oferta de textos para esse público:

– Muitos querem escrever sobre esse universo, mas o sucesso da Paula vem do fato de ela conseguir se comunicar como uma igual, e não como uma adulta se passando por adolescente. A rigor, ela escreve para meninas de 16 e 17 anos, que se identificam com histórias sobre o fim da vida escolar. Mas as filas nos seus lançamentos indicam que ela conquistou também meninas de 11 e 12 anos. Se o universo fantástico contempla meninos e meninas, esse nicho específico do universo feminino conta com fãs muito fiéis.

O Livro das Princesas

> Recém-lançado pelo selo Galera Record, o livro que reinventa personagens clássicas dos contos de fada com uma abordagem contemporânea ilustra o investimento das editoras brasileiras em autoras nacionais. Nesta coletânea, ao lado de duas norte-americanas reconhecidas internacionalmente – Meg Cabot (de Diário da Princesa) e Lauren Kate (de Fallen) –, estão as best-sellers Paula Pimenta (de Fazendo Meu Filme) e Patricia Barboza (As Mais), que seguem os passos da carioca Thalita Rebouças.

Thalita Rebouças

> A escritora carioca já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de títulos como os da série Fala Sério. Lançou sete livros em Portugal e prepara para 2014 sua entrada no mercado latino-americano. Em agosto, na Bienal do Livro, Thalita lançará, pela Rocco, Ela Disse, Ele Disse – O Namoro, parceria com Mauricio de Sousa ilustrada pela Turma da Mônica Jovem. Em outubro, apresenta seu primeiro livro infantil, Por que Só as Princesas se Dão Bem?. O musical Tudo por um Pop Star, inspirado em seu livro homônimo, está em cartaz no Rio.

Paula Pimenta

> A autora mineira já soma mais de 250 mil exemplares de livros vendidos. De seus nove títulos, destacam-se os quatro volumes da série Fazendo Meu Filme (editora Gutenberg), iniciada em 2008 e que tem como protagonista Fani, uma menina apaixonada por cinema que vê sua vida sofrer uma reviravolta após fazer um intercâmbio – o primeiro volume vendeu 64,4 mil exemplares. Em 2011, Paula lançou o primeiro livro de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série, sobre uma adolescente que encara o recomeço decorrente de uma mudança de cidade.

Patricia Barboza

> A escritora carioca tem nove livros publicados e é conhecida pelo sucesso da série intitulada As Mais, cujo primeiro volume, lançado em 2012, já vendeu 20 mil exemplares – outros dois volumes somam mais 10 mil livros vendidos. As Mais fala sobre a amizade de quatro meninas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. O primeiro livro é narrado pelas quatro personagens. A partir do segundo, cada garota narra sua própria versão da história – a série terá cinco volumes. Publica pela Verus, selo da editora Record.

Novas autoras

> Entre outras escritoras que despontam no universo adolescente, destaca-se a paulista Carina Rissi, de Perdida, lançado em 2010 pela Verus e relançado em 2013. Uma das apostas da Gutenberg é Bruna Vieira, mineira de 19 anos que levou para o livro Depois dos Quinze seus relatos no blog homônimo – lançado em março, já vendeu 15 mil exemplares. A mesma editora prepara o lançamento de Diário de Classe, no qual a catarinense Isadora Faber, 13 anos, narra as experiências escolares que foram tema de polêmica quando publicadas no Facebook.

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