Contando e Cantando (Volume 2)

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As Crônicas de Gelo e Fogo – Autor promete que vai terminar de escrever todos os livros!

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Raphael Martins, no Legião dos Heróis

George R.R. Martin trabalha em seu próprio ritmo. O autor da aclamada série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo, que ganhou uma popularidade enorme depois de ser transformada em série de TV pela HBO com o título de Game of Thrones, está há sete anos trabalhando no próximo volume da saga, Os Ventos do Inverno. Mas até agora, nada.

A empreitada do autor já quase tão lendária quanto sua obra, gerando piadas entre os fãs, memes hilários e muitos, muitos pedidos para que ele finalmente termine de escrever e dê aos seus milhões de adoradores o que eles querem. E parece que ele finalmente ouviu.

Em seu blog pessoal, Martin agradeceu aos fãs que ficaram ao seu lado enquanto ele escrevia Fogo e Sangue, uma história de mais de 700 páginas sobre a casa Targaryen:

Eu sei que vocês querem Ventos do Inverno, e eu vou dá-lo a vocês,” Martin escreveu, “mas eu estou encantado que vocês ficaram comigo por este aqui também. Sua paciência e incansável apoio significam o mundo para mim. Aproveitem a leitura! E quanto a mim, estou de volta à minha fortaleza da solidão, e de volta a Westeros. Não vai ser amanhã, e não vai ser na semana que vem, mas vocês lerão (enfatiza o autor) o fim de As Crônicas de Gelo e Fogo. Enquanto isso, vocês tem a temporada final de Game of Thrones chegando, e a nova série que ainda não é oficialmente chamada de A Longa Noite prestes a sair, e mais algumas séries ainda sendo escritas… e mais algumas outras coisas legais que estão sendo trabalhadas também. O inverno não é a única coisa que está chegando.”

Em uma entrevista anterior, dada ao site Entertainment Weekly, Martin expressou seu desespero para terminar Os Ventos do Inverno. Ele sente a pressão dos fãs e se sente frustrado por ainda não te-lo terminado:

Eu sei que tem muita gente por aí com raiva de mim porque Os Ventos do Inverno ainda não foi terminado”, ele disse. “E eu estou mais chateado ainda comigo mesmo. Eu queria te-lo acabado há quatro anos. Eu queria que ele já estivesse terminado agora. Mas não está. E eu tenho tido noites muito sombrias onde eu bato minha cabeça contra o teclado e digo ‘Deus, será que algum dia eu vou terminar isso? A série cada vez mais seguindo em frente e eu estou ficando mais e mais para trás! O que diabos está acontecendo aqui? Eu tenho que fazer isso.’ Já faz um bom tempo desde que eu escrevi um novo livro sobre Westeros e ninguém sabe disso melhor do que eu. Eu sei disso tanto quanto o mais furioso dos meus fãs. E eu continuei a publicar outras coisas. Não é como se eu estivesse de férias pelos últimos sete anos.

Fonte: Entertainment Weekly

Marina Colasanti: “Não perco tempo com leituras insignificantes”

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Escritora ítalo-brasileira ganhou na FIL de Guadalajara o Prêmio SM de Literatura Infantil e Juvenil

Publicado no El País

Os livros ajudaram a pequena Marina Colasanti (Asmara, Eritreia, 1937) a esquecer que vivia sob o cerco da Segunda Guerra Mundial. Desde então, publicou mais de 60 obras para crianças e adultos. Antes, estudou Belas Artes no Rio de Janeiro. Foi jornalista do Jornal do Brasil. Traduziu Roland Barthes e Yasunari Kawabata para o português. Agora, acaba de receber na Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México) o Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e juvenil.

 A escritora Marina Colasanti setanta

A escritora Marina Colasanti setanta

Como teria sido a guerra para você sem os livros? Totalmente sem graça. E sem exemplos de sobrevivências significativos. A literatura é construída em torno de conflitos ou perigos que ameaçam os personagens e que precisam ser superados. É o que acontece com Ulisses ou nos contos de fadas, com Peter Pan e os Três Mosqueteiros. É a mesma coisa para quem vive uma guerra. Como teria sido pobre e monótono crescer sob a Segunda Guerra Mundial alimentada apenas pelos slogans e as imposições do regime fascista.

Considerando os seus diversos interesses, como faz para organizar suas leituras?
É bastante caótico. Adoro ler em aeroportos e nos voos. Posso ler de pé em uma livraria apenas para ter uma ideia do que o autor está falando ou abandonar um livro depois de poucas páginas. Fiz 80 anos de idade este ano, e o tempo se tornou algo extremamente valioso. Não posso perdê-lo com leituras insignificantes.

Existe poesia na literatura infantil? Apenas quando ela é excelente.

E literatura infantil na poesia? Se não for poesias para crianças, não. Até mesmo quando o poeta fala sobre sua infância, não estamos no campo da literatura infantil. A poesia é mais vertical e mais codificada.

Continua a acreditar em fadas? Nunca acreditei em fadas, tampouco trabalho com elas. Acredito em símbolos.

Walt Disney está para a literatura infantil assim como uma marcha militar está para a música? Boa frase! Mas uma marcha militar pode se aproximar da música e existem muitos toques militares na grande música clássica, bem como na ópera. Disney, ao contrário, troca o simbólico pelo óbvio, transforma contos milenares em musicais esvaziando-os de seu conteúdo. Sua única finalidade é de caráter mercantilista.

Quais livros infantis atuais serão os clássicos de amanhã?
Gostaria de dizer: os melhores. Mas sabemos que, além da qualidade, também as circunstâncias desempenham um papel importante na construção de um clássico.

O que você gostaria de ser se não fosse aquilo que é? Teria sido artista plástica. Foi para isso que estudei.

O que acha que está sendo socialmente supervalorizado hoje em dia? O desejo individual e o ego.

Que tipo de tarefa você jamais aceitaria fazer?

Qualquer uma que implicasse maltratar seres vivos. Ou em que eu tivesse de mentir.

Entenda como as escolas privadas estão definindo os milionários de amanhã

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Estudo mostra que ex-alunos de escolas particulares ganham mais que os colegas de faculdade que vieram de escolas públicas; resta agora entender o porquê.

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Publicado por Spotniks

Crianças que estudam em escolas particulares conseguem melhores salários, mesmo frequentando as mesmas universidades que alunos de escolas públicas. Essa é a conclusão de um estudo publicado pelo Institute for Fiscal Studies, no Reino Unido.

De acordo com os pesquisadores, após analisarem os dados de mais de 200 mil britânicos que se graduaram em 2007, foi identificada uma remuneração, em média, 17% maior entre os ex-alunos das escolas privadas. Mesmo depois dos pesquisadores ajustarem fatores que influenciavam diretamente numa remuneração maior, como ter frequentando uma faculdade de maior prestígio ou ter escolhido uma profissão com maior remuneração, os ex-estudantes de colégios particulares continuaram com uma vantagem de 6,7% frente aos funcionários que frequentaram o sistema público.

Segundos os pesquisadores, a explicação pode estar em habilidades sociais, determinação e outras capacidades melhores desenvolvidas no ensino privado. Como mostram os dados, a diferença é ainda maior entre os homens, onde os salários podem variar até 20%, em média. Excluindo-se os fatores conhecidos por afetar diretamente o desempenho profissional, a diferença é de 8%.

“Portanto, talvez sejam os alunos das escolas privadas que tenham uma tendência de escolher (ou pontuar bem em) assuntos que continuarão oferecendo-lhes uma vantagem no mercado de trabalho após a graduação”, afirma os autores do estudo. “Além disso, outra explicação alternativa é que escolas privadas fornecem acessoa a um capital cultural e social (ex: rede de contatos) que são úteis para garantir empregos mais bem remunerados aos alunos”.

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Entretanto, os pesquisadores não possuem uma conclusão definitiva para a lacuna entre os salários dos profissionais que tiveram uma formação pública e os que estudaram na rede privada durante o ensino médio e fundamental.

“Esse problema, no entanto, merece pesquisas futuras sobre o papel das escolas privadas no sistema educacional e sua participação no mercado de trabalho”, concluem.

Para a coautora do estudo, Claire Crawford, os dados põem em cheque a ideia de que o estudo é a única forma de enriquecimento.

“A educação é muitas vezes tida como uma rota de mobilidade social. Mas nossa pesquisa mostrou que, mesmo entre aqueles que obtiveram sucesso conseguindo uma graduação, o ambiente familiar – e em particular, o tipo da escola que frequentaram – continuam influenciando o sucesso no local de trabalho. Isso sugere que há uma urgente necessidade de entender como as escolas particulares continuam oferecendo vantagens no mercado de trabalho, mesmo entre pessoas com graduações similares e porque o ensino superior não tem sido tão decisivo como se esperava”.

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