Posts tagged Amc

Zachary Quinto irá estrelar série adaptada do livro ‘Nosferatu’, de Joe Hill

0

Thiago Muniz, no CinePop

O astro Zachary Quinto se junta a Ashleigh Cummings no elenco de ‘NOS4A2’ (‘Nosferatu’), nova série da AMC, baseada no best-seller do autor Joe Hill, filho do aclamado Stephen King.

Quinto irá viver Charlie Manx, imortal sedutor que se alimenta de almas de crianças, e depois deposita o que resta delas em Christmasland – uma aldeia natalina criada pela imaginação de Manx, onde todo dia é Natal e a infelicidade é contra a lei. No entanto, Manx encontra seu mundo inteiro ameaçado quando uma jovem da Nova Inglaterra (Ashleigh Cummings) descobre que tem um dom bastante especial.

O elenco ainda conta com Olafur Darri Olafsson, Virgínia Kull, Ebon Moss-Bachrach e Jahkara Smith.

Dirk Gently | Elijah Wood é contratado para a série baseada em livros de Douglas Adams

0

header-dirk-gently

Ator será assistente do detetive protagonista

Cesar Gaglioni, no Omelete

Elijah Wood, o eterno Frodo de O Senhor dos Anéis, é o primeiro integrante do elenco de Dirk Gently, série da BBC America que adapta os aclamados livros de mesmo nome escritos por Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Wood dará vida a Todd, assistente do detetive do título que não se considera um coadjuvante em seu trabalho. Juntos, os dois investigarão um grande mistério por temporada, se aproximando da verdade a cada episódio.

Nos livros, Todd se assume melhor que o investigador em diversos aspectos, deixando claro que não será deixado para trás em hipótese alguma. Os romances foram adaptados pela BBC em 2010, numa minissérie de quatro capítulos protagonizados por Stephen Mangan (Episodes).

Max Landis (Poder sem Limites) assina o roteiro e produz o programa ao lado da BBC America, da AMC Studios e da IDW Entertainment. Os oito episódios do primeiro ano de Dirk Gently estreiam no terceiro trimestre de 2016.

Seriado inspira curso online e inaugura fusão de entretenimento e academia

0

Será que zumbis podem ser temas de estudos acadêmicos? E, mais além, será que eles podem fazer parte de novos rumos adotados pelo ensino superior?

Curso com 'The Walking Dead', transmitida no Brasil por Band e Fox, cria 'interação entre academia e entretenimento'

Curso com ‘The Walking Dead’, transmitida no Brasil por Band e Fox, cria ‘interação entre academia e entretenimento’

Sean Coughlan, na BBC

No que está sendo chamado de o maior experimento na área de “edutenimento” (mescla entre educação e entretenimento), uma emissora americana está firmando uma parceria com uma universidade californiana para produzir cursos online relacionados à série televisiva de ficção The Walking Dead, que retrata um mundo dominado por zumbis.

O curso, de oito módulos, será lançado em outubro pela Universidade da Califórnia em Irvine e disponibilizado gratuitamente pela internet, criando uma interação entre a academia e a indústria do entretenimento.

A universidade diz que manterá seu rigor acadêmico e que o curso abordará temas científicos sérios relacionados ao cenário apocalíptico do seriado, como “o que pode ser aprendido com epidemias” e “uso da matemática para modelar dinâmica populacional e epidêmica”.

O curso incluirá testes online e grupos de discussão, mas os estudantes não ganharão títulos ou créditos formais.

Experiência
The Walking Dead, com audiência estimada em 10 milhões de espectadores, é transmitido no Brasil pela Band e pela Fox e, nos EUA, pela AMC, emissora responsável por outros seriados cultuados, como Mad Men, Breaking Bad e The Killing.

Para Theresa Beyer, vice-presidente da emissora, a AMC será “o primeiro grupo de entretenimento a fazer uma incursão na arena educacional” e que o resultado será “uma experiência educacional legítima”.

Se a experiência for bem-sucedida, deve abrir caminho para outros projetos envolvendo seriados e universidades, afirma a plataforma online Instructure, que abriga o curso com Walking Dead.

Não é difícil, por exemplo, imaginar um curso de publicidade criado em torno de Mad Men, diz Josh Coates, executivo-chefe da Instructure.

A parceria também marca novo avanço no mundo dos cursos gratuitos online (MOOCs, na sigla em inglês, que acaba de entrar no dicionário Oxford), cuja demanda tem crescido.
Rigor acadêmico

'Mad Men' também pode inspirar cursos futuros

‘Mad Men’ também pode inspirar cursos futuros

Mas, sob a perspectiva da prestigiosa Universidade da Califórnia em Irvine — que tem prêmios Nobel entre seus pesquisadores —, vale a pena ter zumbis em seu currículo?

“Quando embarcamos nessa parceria, tornou-se importante fazer com que cada módulo (do curso online com Walking Dead) fosse tão forte do ponto de vista acadêmico quanto são nossas aulas presenciais”, diz Melissa Loble, reitora-associada de educação à distância da universidade.

“As aulas terão rigor acadêmico e ainda assim terão ligação com o seriado de TV.”

Para Joanne Christopherson, palestrante em ciências sociais, trata-se de mais um exemplo de como as universidades estão usando a mídia contemporânea.

“Em todas as minhas aulas, tenho de abordar temas da atualidade para torná-las interessantes”, diz ela. “Não só porque (os alunos) são jovens adultos recém-saídos do ensino médio, mas sim porque é preciso fazer com que essas teorias clássicas sejam relevantes para eles.”

Coates, do Instructure, diz que o curso da Universidade da Califórnia incluirá ciência e temas relacionados às ciências sociais, usando o seriado de TV como gancho.

“Trata-se de um currículo real, incluindo doenças infecciosas, saúde pública, nutrição, psicologia e sociologia”, diz. “É incidental o fato de que o contexto dele é o mundo ficcional do apocalipse (da série).”

Segundo ele, é também uma oportunidade de ensinar as pessoas a respeito de catástrofes reais, como o furacão Katrina ou o desastre de Fukushima.

Seriado servirá de gancho para que curso aborda ciências e temas sociais

Seriado servirá de gancho para que curso aborda ciências e temas sociais

Desafios dos cursos online
Coates também espera que a iniciativa ajude a superar um dos principais obstáculos dos cursos online gratuitos: as altas taxas de desistência. Será que o apelo televisivo do curso ajudará a manter o interesse dos alunos?

Ao mesmo tempo, para a universidade trata-se de uma forma de expor sua marca diante de uma audiência global, bem como refinar o processo de colocar cursos na internet.

“Os primeiros cursos tinham ótimos vídeos e quizzes, mas não ajudavam os alunos a interagir entre si”, diz Melissa Loble. “O próximo passo dos cursos online é descobrir como personalizá-los sem que se tornem um fardo para as instituições que os criaram.”

Para Christopherson, a grande demanda por cursos online tem chamado a atenção das universidades, mas segue sendo um desafio prover uma estrutura online que permita que um número grande de alunos acompanhe o curso sem se sentirem anônimos ou desconectados.

Outra questão de longo prazo é o modelo de financiamento dos cursos online, algo que pode desestimular as universidades ante as altas taxas de desistência.

Alan Smithers, diretor do centro de pesquisas de educação e emprego da Universidade de Buckingham (Reino Unido), diz que o elo com um cultuado seriado de TV pode servir para atrair estudantes, mas que o elemento acadêmico tem de superar o entretenimento.

Mesmo com os desafios, os cursos online continuam expandindo. E Coates diz que quer que a iniciativa com The Walking Dead seja vista, no futuro, como um divisor de águas, do momento em que educação e entretenimento se conectaram.

Com a disponibilidade global dos cursos online, e enquanto emissoras do mundo inteiro transmitem diferentes temporadas dos seriados, talvez este seja o primeiro curso universitário a vir com seu próprio alerta de spoiler (que traz revelações sobre conteúdo dos episódios).

Projeto com presos catarinenses estimula a reeducação através da leitura

0

Publicado por AMC

“A gente vive apenas dentro deste mundo e ler me ajuda bastante”, revela, timidamente, M.Z., que está cumprindo pena no Presídio Regional de Joaçaba (SC) por tráfico de drogas. Agora, aos 40 anos, ela começa a descobrir o prazer da leitura e desbravar outra realidade a partir de grandes clássicos. Márcia e outros 60 detentos fazem parte do Projeto Reeducação do Imaginário, implementado há oito meses na Vara Criminal do município, pelo juiz de Direito Márcio Umberto Bragaglia.

Usando o uniforme verde, ela fala um pouco desconfiada. “Já tive a minha cara em muitos jornais por aí”, justificou. M., que trabalha diariamente na cozinha do presídio, já está no terceiro livro. Por enquanto, o seu preferido foi o romance Crime e Castigo, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado em 1866, que conta a história de um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito. “É como a história da gente”, compara.

A iniciativa prevê reeducar o imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido de vida, a redenção pelo arrependimento e a melhora progressiva da personalidade.

Isso funciona quando os detentos, voluntariamente, dedicam parte do seu descanso à leitura. Durante o dia, eles exercem uma série de funções, como trabalhos de cozinha, limpeza, artesanato e fabricação de sapatos. “Um dos objetivos indiretos é exatamente ocupar o tempo livre com cultura”, explicou o magistrado, que conduz a entrevista com os presos para avaliar a leitura.

Bragaglia faz questão de registrar que os livros usados não custam “um centavo ao contribuinte”. “Quem paga são as pessoas que cometem pequenos delitos, desde que sem antecedentes criminais. Adquirem as obras em edições de bolso e entregam no prazo estipulado, acompanhadas de nota fiscal”, completa.

Outro ponto que o magistrado pontua é que a inspiração do projeto é conseqüência das lições do filósofo Olavo de Carvalho. “Ensinou o professor que para o exercício de qualquer atividade intelectual séria é imprescindível um prévio trabalho de fortalecimento do caráter. A grande literatura é um instrumento poderoso neste sentido, pois permite que a experiência humana do real, seja absorvida e refletida ao máximo”, considerou.

O juiz, acompanhado dos assessores, vai até o presídio para entrevistar os presos, após a leitura de cada livro. “Sentimos que os detentos realmente se interessaram por Crime e Castigo e o leram, alguns duas vezes, porque respondiam às perguntas da equipe com conhecimento de causa, ainda que com dificuldade, em especial pelos nomes russos”, afirmou.

No começo a agente penitenciária Mari de Melo pensou que os detentos não teriam o aproveitamento esperado, já que o nível de escolaridade é baixo na unidade. “Me surpreendeu o interesse deles”, disse. Mari percebe que o ambiente está até mais calmo, já que o trabalho e a leitura tem gerado uma “ocupação positiva do tempo”. Ela sente vontade, também, de ler os clássicos, mas não encontra tempo, já que está estudando novamente.

“Debatemos bastante o livro”, lembrou R.D., que também está presa por tráfico de drogas. Além disso, durante as conversas, elas tentam ajudar quem tem dificuldade de entender a leitura. Junto com o livro, cada um recebe um dicionário da Língua Portuguesa e tem a oportunidade de anotar as dúvidas, para tirá-las durante a entrevista com o juiz.

Para essas mulheres, que trabalham na cozinha, outra obra também fez a diferença. Durante a leitura de Otelo, peça escrita por Shakespeare, elas organizaram um grupo de leitura, onde cada uma assumia um personagem da trama. O texto trata, entre outras coisas, da violência contra a mulher, de ciúme. “Eles tinham o roteiro da peça na cabeça”, constatou o juiz.

Alguns, ainda, demonstram entusiasmo. Como um senhor já idoso, que chegou a se levantar da cadeira para contar os motivos que levaram o personagem a cometer o crime e o coração bom no final das contas. “Isso se repetiu em relação à vários detentos, merecendo destaque o grau de identificação pessoal de alguns deles”, garantiu Bragaglia.

Mais do que a remição da pena, já que cada 12 horas de leitura correspondem a menos um dia de cumprimento da pena, o magistrado testemunha que detentos em que não se depositava muitas esperanças deram entrevistas contundentes, demonstrando que leram a obra atentamente e, mais do que isso, se interessaram pela leitura, pedindo mais. “Já se pode perceber que há um ar de reflexão por trás da leitura que os apenados fazem, de modo que é possível acreditar que estes livros poderão ajudá-los a ter novas impressões e perspectivas de si e da realidade”, avalia.

Além de Dostoiévski e Shakespeare , os outros autores que estão na estante da biblioteca são: Joseph Conrad (Coração das Trevas), Herman Melville (Moby Dick), Stendhal (Vermelho e o Negro), Thomas Mann (Montanha Mágica) e, o mais recente, John Milton (Paraíso Perdido). Eles são escolhidos com base na obra de Otto Maria Carpeaux, sobre a História da Literatura Ocidental. Em geral, tratam de remição da culpa e noções de bem e mal.“Não precisamos viver todas as experiências para saber como é, já que a poesia é uma forma memorável de dizer a realidade”, reflete Bragaglia.

Para ele, a educação é um projeto sem garantia de resultados, é uma aposta. “Mas, os resultados já são incríveis. No final, esses presos vão ter lidos melhor do que a média da população brasileira”, concluiu.

dica do Jarbas Aragão

Go to Top