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SP é a melhor cidade da América Latina para ser estudante

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Créditos: Divulgação/Embratur São Paulo também foi considerada a cidade que mais oferece oportunidade aos jovens

Créditos: Divulgação/Embratur
São Paulo também foi considerada a cidade que mais oferece oportunidade aos jovens

Publicado no Catraca Livre

A cidade de São Paulo foi considerada a melhor da América Latina para ser estudante, segundo estudo do site Dada Room, especializado em compartilhamento de moradia.

A pesquisa analisou diversos fatores, desde moradia e transporte até oferta cultural, para definir o atrativo dos principais centros urbanos da América Latina.

A capital paulista teve a melhor colocação no quesito educação e conseguiu a segunda colocação geral na pesquisa, atrás apenas da Cidade do México. Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre ficaram na 13ª, 14ª e 18ª posição no ranking global, respectivamente. São Paulo também foi considerada a cidade que mais oferece oportunidade aos jovens.

“Os jovens já não são o futuro da região, são seu presente. Suas decisões têm um grande impacto na nossa sociedade e economia, por isso é importante motivar estes jovens a participarem das atividades cidadãs. Com este estudo desejamos refletir sobre as aspirações e desafios que vivem em sua cidade”, diz Pamela Olvera, cofundadora do Dada Room.

As melhores

A Cidade do México (México) foi considerada a melhor para os jovens. Já Buenos Aires (Argentina) a com a melhor em qualidade de vida, seguida de Santiago (Chile), a melhor para começar a trabalhar, e Medellín (Colômbia), a melhor para dividir apartamento.

O levantamento foi feito com dez mil pessoas entre 18 e 30 anos em 23 cidades. A pesquisa levou em consideração 21 indicadores de bem-estar agrupados em três categorias: oportunidade educativa e laboral, qualidade de vida e ócio.

Principais achados

1 – A grande maioria dos jovens da América Latina se mostra orgulhosa e satisfeita de viver em suas cidades; 64,5% dos entrevistados conside- ram que sua cidade é a melhor para ser jovem;

2 – A segurança é o tema de maior preocupação para os jovens latinos: 72,4% mencionaram que este é o maior problema a ser resolvido na sua cidade. A mobilidade é o segundo problema de maior inquietude –56,7%;

3 – Ser independente e ter acesso a uma casa própria preocupa 39,1% dos jovens; costumam dispender uma média de US$ 225 por mês para dividir moradia;

4 – Oito em cada 10 jovens pensam que há suficiente oferta cultural e opções de entretenimento na sua cidade;

5 – O tema de abertura para as diversas sexualidades ainda pode melhorar; em uma escala de 1 a 5, os jovens latinos acreditam pontuaram em 3.4 quando questionados o quão gay-friendly é sua cidade.

Confira o estudo completo em: www.dadaroom.com

Brasileira de 16 anos é finalista da feira de ciências internacional do Google

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(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

 

Bruno Vaiano, na Galileu

Maria Vitória Valoto, de 16 anos, está de viagem marcada para o Vale do Silício, na Califórnia. A estudante de ensino médio de Londrina, no interior do Paraná, é a única finalista latino-americana da feira de ciências internacional do Google – a Google Science Fair, que seleciona os melhores projetos de iniciação científica feitos por alunos de ensino fundamental e médio do mundo todo. O encontro dos selecionados ocorrerá em 27 de setembro.

Para chegar lá, a regra é inovação. O grupo de elite é composto por 16 estudantes de oito países diferentes, vários com maior tradição acadêmica que o Brasil. Todos têm propostas com potencial para melhorar o mundo. A de Valoto é um novo passo no combate à intolerância à lactose: uma cápsula reaproveitável que, ao ser posta no leite, faz a hidrólise do açúcar que dá dor de cabeça a 40% da população do Brasil.

“A maior parte dos medicamentos que estão disponíveis para quem é intolerante é de uso oral e contém a enzima. A pessoa usa e depois pode consumir derivados do leite”, explicou a jovem pesquisadora à GALILEU. “No Brasil, esses produtos vêm do exterior e o custo é bem alto.”

A hidrólise da lactose, ou seja, a quebra da molécula de açúcar, é parte da digestão em pessoas que podem consumir leite normalmente. Os intolerantes não possuem a enzima lactose, que é responsável pela hidrólise no sistema digestório. Com a cápsula de Valoto, o leite já entraria no organismo com a molécula quebrada em dois monossacarídeos menores, a glicose e a galactose, que são mais fáceis de se digerir.

A jovem não teve medo de encarar o desafio. “Eu queria fazer um projeto legal, mas não achei que fosse ser possível no laboratório da escola, que é muito pequeno”, contou Maria Vitória, que pediu para seu professor orientador entrar em contato com uma universidade e checar se havia algum projeto disponível. Deu certo.

“Os pesquisadores acharam diferente”, conta Maria, rindo. “Eles só tinham contato com alunos de mestrado e doutorado. Na época, quando eu comecei, tinha só 14 anos. Ainda sabia muito pouco de química, fazia muitas perguntas.”

“Até agora eu não acredito, para ser bem sincera. Eu me sinto muito orgulhosa de ser a primeira brasileira ali, e a única representante da América Latina”, comemora Valoto. “É bom para o brasileiro ver que há muita coisa boa por aqui. Há muitas pessoas que não acreditam no potencial do nosso país”.

*Com supervisão de Isabela Moreira.

Biblioteca Mário de Andrade inaugura serviço de empréstimo e devolução de livros 24 horas por dia

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Clássicos brasileiros já são os mais buscados pelos vestibulandos na madrugada

Publicado no R7

 Serviço de autoatendimento é o 1º da América Latina Divulgação

Serviço de autoatendimento é o 1º da América Latina Divulgação

Inédita no país, a iniciativa da Biblioteca Mário de Andrade disponibilizará os cerca de 60 mil títulos da biblioteca por meio de um sistema de automação que permite que os leitores emprestem ou devolvam materiais automaticamente, sem necessidade de um funcionário. A Biblioteca é a 1ª da América Latina a ter funcionamento 24 horas.

Para isso, o usuário precisará apenas cadastrar uma senha e passar o código de barras do livro em um dos equipamentos disponíveis na biblioteca, na hora de pegar o material. Um comprovante em papel será impresso, com as informações sobre a retirada e prazo para devolução. Fabricio Reiner, supervisor de planejamento do local, conta que os clássicos brasileiros já são os mais buscados pelos vestibulandos na madrugada e explica melhor o processo.

— O projeto de expandir os horários da Biblioteca começou no ano passado quando abrimos os espaços de convivência durante toda a noite. Iniciamos o processo com as viradas culturais e vamos conclui-lo agora, quando os testes do sistema de automação ficaram prontos proporcionando à população a retirada de livros em qualquer horário do dia ou da noite.

Para incentivar a ocupação, a biblioteca vai realizar uma festa por mês ao espaço, sempre no último sábado. Neste dia 27 de Agosto a balada começa às 23h30 e terá discotecagem do filósofo Vladmir Safatle. A Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, na zona central de São Paulo.

‘Crescer na América Latina me mostrou que talento está em toda parte’, diz venezuelano à frente da universidade de tecnologia mais famosa do mundo

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Rafael Reif quer usar inovações para ampliar o acesso aos conhecimentos do MIT

Rafael Reif quer usar inovações para ampliar o acesso aos conhecimentos do MIT

 

Rafael Reif teve uma infância pobre na Venezuela, uma experiência que o marcou e o ajudou a determinar uma direção em uma carreira acadêmica de muito sucesso que o levou a dirigir uma das universidades de maior prestígio do mundo.

Luis Fajardo, na BBC Brasil

Desde 2012, o engenheiro elétrico é reitor do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), universidade localizada em Boston e renomada globalmente.

Na universidade, ele desenvolveu iniciativas como o MITx e o edX, duas plataformas de cursos online que oferecem para estudantes de todo o mundo mais oportunidades que as disponíveis na época em que Reif fazia faculdade e não podia pagar para frequentar um campus americano.

Reif confessa que ele mesmo era um estudante distraído que não aguentava mais de dez minutos em classe sem perder a concentração. Hoje, está à frente de uma instituição acadêmica dotada de um poderio titânico que deriva de sua fama.

O MIT já produziu 85 prêmios Nobel, em todas as áreas. Seus 130 mil graduados fundaram 30 mil empresas com vendas anuais de US$ 2 bilhões – se fossem um país, seria a décima maior economia do mundo.

Em uma conversa com a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Reif conta como quer usar inovações para abrir as fronteiras do MIT e, assim, colocá-lo em sintonia com o que acredita ser uma mudança no modelo global da universidade.

BBC Mundo – Você cresceu na Venezuela. Como isso influenciou a forma como dirige o MIT?

Rafael Reif – Crescer na Venezuela me mostrou que a inteligência e o talento estão em todas as partes, mas nem todos têm a sorte de ter acesso às oportunidades.

Quando era um universitário na Venezuela, lembro que ninguém tinha dinheiro para comprar os livros. Todos nós na universidade éramos pobres, como a maioria dos universitários venezuelanos e na América Latina.

Os livros eram um luxo. Íamos à biblioteca para pegar livros emprestados, e eu peguei um livro escrito por um professor do MIT. Até hoje pensar nisso me emociona.

Apenas tocar nesse livro era algo incrível. Sabia que poderia ficar com o livro emprestado por dois dias e tinha que aproveitar isso ao máximo, e entregá-lo em bom estado para que outra pessoa pudesse pegá-lo.

Fui a uma universidade pública, gratuita, mas tinha de pagar pela comida, aluguel, e, por isso, não eram muitos os que podiam se dar ao luxo de ir para a universidade.

Era nisso que pensava quando vim para cá e criei as plataformas de cursos online. Se nesta época tivesse o que está disponível agora… Uma pessoa pode estar em qualquer parte do mundo e fazer um curso online do MIT com os melhores professores. E fazer isso junto com 50 mil estudantes no mundo.

É uma experiência que empodera, algo que eu buscava criar aqui no MIT.

BBC – Diz-se que o modelo de universidade está mudando em todo o mundo. Como o MIT se adapta à transformação?

Reif – Estamos incorporando tecnologias digitais em nosso campus para fazer um melhor trabalho educando.

O modelo de universidade residencial (quando os estudantes moram na universidade onde estudam) é o melhor modelo, mas também o mais caro.

E tem limitações de capacidade. Gostaríamos de receber todos os estudantes talentosos, mas não temos espaço. Por isso criamos outras ferramentais online para aprender, para atingir às pessoas que têm o desejo e a motivação de aprender, mas que não podem estar aqui.

Oferecemos o modelo online e de educação tradicional. Queremos que eles disputem entre si e que um leve o outro mais longe rumo à excelência.

Ao longo da história, 85 prêmios Nobel já estudaram no MIT

Ao longo da história, 85 prêmios Nobel já estudaram no MIT

 

BBC – A universidade do século 21 vai ser muito diferente do que estamos acostumados?

Reif – Muitas coisas vão mudar. Outras seguirão as mesmas. Muitos alunos vão à aula, escutam a lição e estão concentrados para depois lembrar de tudo, aprendem dessa forma. Mas outros assistem a dez minutos de aula e se distraem. Eu era um deles. Não aguentava uma hora seguida em sala.

Por isso temos agora uma iniciativa para entender como as pessoas aprendem, desde o primário até a idade adulta, porque muitos estudantes não têm sucesso com o modelo de ensino atual da universidade. E não é porque falte inteligência, mas porque não estamos ensinando de uma forma com a qual consigam aprender.

Muito do que fazemos hoje continuará no futuro, mas haverá outras maneiras para fazer os estudantes virem ao nosso campus aprender. E aí são importantes todas as ferramentais digitais.

O que pode mudar também é o modelo de admissões. Por exemplo, hoje temos quase 20 mil estudantes que se candidatam todos os anos para 1,1 mil vagas. Com isso, a concorrência é brutal.

O escritório de admissões diz que a metade dos estudantes que se candidatam poderiam entrar no MIT, mas não temos espaço para eles. Admitimos com base em cartas de recomendação e alguns exames.

Mas, agora, temos um novo modelo, com o qual estamos fazendo um projeto piloto para um mestrado de dois semestres. O primeiro semestre é online, e é possível participar à distância com um baixo custo. E, se você tiver bons resultados e passar numa prova final, terá o direito de vir ao MIT pessoalmente no segundo semestre para obter o título de mestre.

Isso inverte o processo de admissão. Não aceitamos o estudante porque ele tem boas cartas de recomendação ou qualificações na escola. O admitimos porque demonstrou no curso online que tinha talento para isso.

28 leituras para enxergar a América

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Homem caminha enquanto lê um livro na livraria Juan Rulfo, em Madri. LUIS SEVILLANO

Homem caminha enquanto lê um livro na livraria Juan Rulfo, em Madri. LUIS SEVILLANO

 

Da Argentina aos EUA, o EL PAÍS sugere uma seleção de obras que enriqueceram 2015 na região

Publicado no El País

Do diário de um escritor argentino ao de um preso mauritano em um presídio hediondo em um canto de Cuba. Do capitalismo do conhecimento da Costa Oeste dos Estados Unidos à memória chilena. Da infância prosaica e hilária em São Paulo à ditadura brasileira. De um massacre de chineses no México há um século a todas as formas possíveis de violência que a Colômbia desencadeou, e tenta deixar de desencadear. Não sabemos o que é exatamente a América. Mas uma maneira de procurar saber é lendo-a. As redações de EL PAÍS Brasil e América propõem uma seleção de obras que enriqueceram o ano na região. Da Argentina aos Estados Unidos.

Los Diarios de Emilio Renzi. Años de Formación (Os Diários de Emilio Renzi. Anos de formação)

Ricardo Piglia (Anagrama)

Ricardo Emilio Piglia Renzi nasceu há 74 anos na Grande Buenos Aires, e no processo de se transformar em um dos principais escritores argentinos dividiu seu nome em dois: o autor Ricardo Piglia e seu alterego, Emilio Renzi. Neste primeiro volume de seus diários, relata o começo como escritor, as primeiras leituras e os encontros com Borges e Walsh. ALEJANDRO REBOSSIO

La forma de las ruinas

Juan Gabriel Vásquez (Alfaguara)

Existem dois tipos de pessoas: as que acreditam no azar e as que transformam qualquer acontecimento em uma oportunidade para armar uma teoria da conspiração. Essas versões do ser humano se encontram no último romance de Juan Gabriel Vásquez (Bogotá, 1973) enredadas em dois momentos relevantes na história da Colômbia: os magnicídios do político Jorge Eliécer Gaitán e do senador liberal Rafael Uribe Uribe. ANA MARCOS

Desmonte

Gabriela Massuh (Adriana Hidalgo)

Gabriela Massuh (Tucumán, 1954) narra em seu terceiro romance a viagem de uma jornalista da área literária que prefere ocupar-se de histórias que “não interessam a ninguém”, segundo a recriminação de seu editor. Massuch, ex-professora, jornalista, tradutora e diretora do departamento cultural do Instituto Goethe de Buenos Aires, conta a desgraça dos indígenas deslocados. ALEJANDRO REBOSSIO

Historia Secreta de Chile (História Secreta do Chile)

Jorge Baradit (Editora Universitária)

O livro de Jorge Baradit (Valparaíso, 1969) foi um dos fenômenos editoriais no Chile. O escritor, que usa diferentes plataformas narrativas, como trilhas sonoras, peças audiovisuais, mockumentários, quadrinhos, ilustrações e livros-objetos, conquistou os leitores com 12 relatos de não ficção. ROCÍO MONTES

Qué Vergüenza (Que Vergonha)

Paulina Flores (Editorial Hueders)

Um livro que reflete o dinamismo das narradoras chilenas é esta estreia de Paulina Flores (Santiago, 1988), por meio de nove relatos de uma visão despojada da vida dos chilenos de hoje. Mulheres que moram em apartamentos de classe média, homens que perderam o emprego e que revelam os sustentos frágeis das famílias, jovens que trabalham em fast-foods, Uma visão dura, mas terna, da realidade chilena. ROCÍO MONTES

Nuevos Juguetes de la Guerra Fría (Novos Brinquedos da Guerra Fria)

Juan Manuel Robles (Seix Barral)

É a primeira obra do escritor peruano Juan Manuel Robles. Formado na escola de cronistas da revista limenha Etiqueta Negra, Robles se lança aqui a uma história que brinca com a essência da recordação, da memória, com o fato em si de voltar neuroniamente ao passado, seu significado, sua arquitetura química. Uma história de espionagem que transcorre entre Havana, Lima, Nova York e La Paz em um tempo que já se foi. PABLO FERRI

Zona de obras

Leila Guerriero (Anagrama)

Há quem se queixe de que nas relações de cronistas latino-americanos o único nome feminino seja Leila Guerriero (Junín, 1967), mas o certo é que este livro, que recompila artigos e conferências, e agora é editado no México, Argentina e Colômbia, transpira paixão pelo jornalismo. CECILIA BALLESTEROS

Niebla al Mediodía (Névoa ao Meio-Dia)

Tomás González (Alfaguara)

Apaixonar-se por alguém radicalmente diferente pode vir a ser um absurdo. E também uma viagem para entender a alma de uma pessoa. Por meio de uma história simples, Tomás Conzález (Medellín, 1950) volta a recriar um mundo complexo em Niebla al Mediodía, como já havia feito em La Luz Difícil (A Luz Difícil). Dizer que se trata de um romance sentimental seria reduzir à mínima expressão a complexidade que o leitor encontra ao longo de apenas 148 páginas. JAVIER LAFUENTE

La Oculta

Héctor Abad Faciolince

Em La Oculta, novo romance de Héctor Abad Faciolince (Medellín, 1958), a morte de Ana, a matriarca de uma família de classe média alta, desata a ação. Seus filhos, Antonio, Eva e Pilar, combinam o luto com os problemas cotidianos trazidos pela morte dos pais e o terror que se vive na zona rural colombiana. LUIS PABLO BEAUREGARD

La Ruidosa Marcha de los Mudos (A Ruidosa Marcha dos Mudos)

Juan Álvarez (Seix Barral)

Um romance histórico a partir de grandes épicos pode ser excelente, mas logo de início não será muito original. Aí reside o valor de La Ruidosa Marcha de los Mudos, onde Juan Álvarez (Neiva, 1978) dá voz a José María Caballero Llanos, um homem que não (mais…)

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