Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged AméRica Latina

Jornalista dá versão politicamente incorreta da história do mundo em novo guia

0

Danúbia Guimarães no Portal Imprensa

O jornalista Leandro Narloch já passou pelas redações de revistas como Veja, Superinteressante e Aventuras na História, mas de uns anos para cá tem se dedicado a um trabalho mais autoral. Logo em sua estreia como escritor, em 2009, integrou a lista dos dez livros mais vendidos do País, feito repetido também em 2011. O “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” e o “Guia Politicamente Incorreto da América Latina”, respectivamente, trouxeram informações nada convencionais sobre personagens como Zumbi dos Palmares, Santos Dumont, entre outros heróis da história, caindo quase que automaticamente no gosto dos leitores mais jovens.
Lançado no início de agosto, o “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo”, da editora Leya, chega com proposta semelhante. Reunindo dois anos de pesquisas e, pelo menos, 150 estudos e materiais de referência, a obra promete contrariar muitos fatos dados como concretos da história tradicional dos livros didáticos mundo afora.
No guia, o leitor terá acesso a informações que apontam, por exemplo, que Dalai Lama não teria sido um governante tão “zen” quando comandava o Tibete. Segundo o autor, “a maior parte dos tibetanos vivia em um rígido sistema de servidão. Transgressores e criminosos eram punidos com açoites e amputação de orelhas, braços e olhos”.
Como diferencial, o livro traz ainda uma pesquisa exclusiva e polêmica realizada na Câmara dos Deputados. Ao longo do dia, os governantes eram questionados se concordavam ou não com uma série de frases sem saber que se tratavam de citações do ex-ditador fascista Benito Mussolini.   Segundo Narloch, o objetivo era “mostrar que quando é tirado o nome do líder italiano, a ideia de que o Estado deve ter total poder sobre as escolhas individuais permanece arraigada”.
A seguir, o jornalista fala à IMPRENSA sobre o processo de produção e apuração de seu mais novo livro e o impacto que ele deve causar.
IMPRENSA Como foi o processo de apuração de seu novo livro? Como elegeu fontes confiáveis diante da incapacidade de comprovar 100% a veracidade dos fatos?
LEANDRO NARLOCH – Procurei falar com especialistas no assunto. Para falar sobre Hitler e o nazismo, por exemplo, falei com o Ian Kershaw, que é um grande historiador e um de seus biógrafos mais importantes [do ex-líder nazista]. Também fui até Oxford, na Inglaterra, consultar alguns pesquisadores, além do material de consulta, que foram cerca de 150 publicações. Foram dois anos de entrevistas e pesquisas.

Nielsen BookScan vai monitorar venda de livros impressos no Brasil

0

Serviço que mapeia vendas no mercado editorial cobre dez países, entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália

Publicado no Uai

  (sxc.hu / stockphoto)

Destacando o crescimento do Brasil como uma potência literária, os analistas de varejo da Nielsen lançam seu primeiro serviço de monitoramento da América Latina no país de Machado de Assis, Euclides da Cunha e Ferreira Gullar.

O novo serviço BookScan vai mapear os 600.000 livros impressos que são vendidos a cada semana, o que equivale a R$ 20 milhões em receitas. A Nielsen também vai comparar o preço real de venda com o preço de venda recomendado como medida de desconto aos varejistas.

Com o Brasil, o serviço BookScan cobre agora dez países, entre eles os EUA, o Reino Unido, a Irlanda, a Austrália, a Nova Zelândia, a África do Sul, além de Itália, Espanha e Índia.

Amazon, Google e Kobo abriram lojas virtuais para consumidores brasileiros no fim do ano passado, com a Apple já estabelecida de longa data no país.

 

Livro conta bastidores da eleição do Papa Francisco

0

Obra de Gerson Camarotti é fruto da cobertura de dois conclaves em Roma. Para autor, visita de Bergoglio ao Brasil se relaciona com reforma da Igreja.

Renan Ramalho no G1

"Segredos do Conclave", de Gerson Camarotti (Foto: Reprodução/Geração Editorial)Na mesma semana em que desembarca no Brasil o Papa Francisco, chega às livrarias do país um livro que conta os bastidores de sua escolha para o comando da Igreja Católica e as esperanças depositadas no pontífice para uma reforma da maior e mais antiga instituição religiosa do mundo.

Em “Segredos do Conclave” (Geração Editorial, 304 páginas), o repórter da GloboNews e blogueiro do G1 Gerson Camarotti relata não apenas os conchavos e intrigas que elevaram o argentino Jorge Mario Bergoglio ao posto mais alto da Santa Sé, mas faz também um prognóstico da guinada evangelística que o primeiro papa jesuíta da história pretende dar ao catolicismo, principalmente a partir da América Latina.

O livro é fruto da experiência do jornalista na cobertura dos dois últimos conclaves do Vaticano e o intervalo entre eles.

Já no primeiro capítulo, Camarotti narra em detalhes a sutil articulação de cardeais latinos, africanos e asiáticos em busca de uma renovação da Cúria ante o establishment europeu no conclave de março.

 

 

 

Leia trecho do livro
     Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Foi possível acompanhar uma sequência de fatos inéditos que teve início com a decisão de Bento XVI de renunciar a seu pontificado. Isso não ocorria no Vaticano havia seis séculos. O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para a realização de mudanças que ele próprio não conseguiu fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.     Foram dias turbulentos na cúria romana, marcados por uma forte disputa de poder entre os cardeais. Vieram à tona novos escândalos de pedofilia. O cardeal de Edimburgo renunciou ao posto para evitar o desconforto dos colegas no Conclave. Em meio à crise envolvendo o Banco do Vaticano, foi escolhido às pressas um novo presidente para o Instituto para Obras Religiosas (IOR). Pouco antes, em dezembro de 2012, o papa já havia concedido o perdão a seu mordomo, que vazara os documentos secretos do Vaticano.

     Foi nesse ambiente de águas agitadas, como registrou o próprio Bento XVI, que se realizou o Conclave que elegeu o papa Francisco. Fechados na Capela Sistina, os cardeais sinalizariam claramente um movimento de mudança na Santa Sé. Isso começou a ficar claro um pouco antes, já nas reuniões das congregações gerais. Os purpurados que chegavam dos continentes mais distantes cobravam transparência da cúria romana. Estavam assustados com o noticiário e queriam abrir a caixa‑preta do Vaticano.

     Foi esse sentimento de mudança que permitiu que surgisse com força a candidatura do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Mario Bergoglio.

O jornalista mostra, por exemplo, que nas conversas reservadas, Bergoglio surgiu forte desde o início, mas sua campanha era imersa em segredo e passava longe das especulações na mídia justamente para preservá-lo de ataques que poderiam minar sua pretensão. Enquanto Bergoglio era figura ausente nas apostas dos principais vaticanistas, foi Camarotti, aliás, um dos primeiros na imprensa mundial a detectar a preferência dos latinos pelo argentino, em detrimento do brasileiro Odilo Scherer, até então apontado como um dos favoritos (relembre aqui no post de seu blog).

(mais…)

Diminuir deserção é o grande desafio para universidades latino-americanas

0

Publicado no Terra

As universidades da América Latina se encontram em “pleno replanejamento” e enfrentam o desafio de reduzir a alta deserção, avançar em matéria de educação em linha e melhorar a qualidade do ensino sem deixar de lado os mecanismos para o acesso em massa.

A América Latina, com quase 600 milhões de habitantes, tem mais de “10 mil instituições de educação, 37% delas universidades que abrigam cerca de 19 milhões de estudantes”, disse à Agência Efe Pedro Henríquez-Guajardo, diretor do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC).

Perante a “grande” proliferação de universidades que houve nos últimos anos, o que permitiu aumentar o acesso à educação superior na região, a IESALC pede “que as instituições tenham foco, vejam por onde têm que ir e possam se colocar à altura dos tempos”.

“Enquanto não avançarmos no caráter de universidade do século XXI e no conceito da mesma nos âmbitos de formação, pesquisa e vinculação com o meio, vai ser muito difícil alcançarmos instituições de classe mundial”, alertou o diretor do IESALC, um órgão da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Entre os maiores desafios que o sistema enfrenta agora está o objetivo de conseguir que os estudantes terminem seus estudos, concordaram reitores e outras autoridades universitárias latino-americanas reunidos recentemente em um seminário no Panamá organizado pela IESALC.

“Os dados são duros no âmbito da deserção e a principal causa é sócio-econômica”, afirmou Henríquez-Guajardo, que disse que na região a cobertura líquida em ensino superior alcança um máximo de 44%.

É “indiscutível” o aumento na matrícula na região nos últimos anos, “mas seria preciso ser um pouquinho mais exaustivo e levar a análise até o final: quantas dessas matrículas que aumentaram efetivamente alcançaram o rendimento final e retorno”, questionou o diretor do IESALC.

No caso da Argentina, que junto com o Brasil e México têm o maior número de universidades e as mais bem posicionadas, há um “alto nível de matrícula, mas como contrapartida também há índices muito altos de deserção, particularmente nos primeiros anos” da carreira.

“Os índices de graduação na Argentina são muito baixos”, acrescentou em declarações à Agência Efe o membro do Conselho de Administração do IESALC e vice-presidente da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), reitor Alvor Cantard.

O também reitor da Universidade Nacional do Litoral da Argentina atribuiu o fenômeno não só ao tema econômico, mas também às deficiências na qualidade do ensino em nível meio.

Uma forma de aumentar o nível de graduação universitária pode ser o uso das tecnologias de informação e a comunicação (TIC), além da educação em linha, “a revolução do conhecimento”, como chamou Henríquez-Guajardo.

Em matéria do uso das TIC em ensino universitário “acho que, em linha gerais, estamos alguns passos atrás, não há dúvidas, por questões” como acesso à banda larga e sua velocidade, características que além disso variam muito entre os países da região, reconheceu Cantard.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) alertou que a América Latina conta com um serviço lento e caro de banda larga, e apenas uma de cada oito pessoas tem acesso a ela.

As autoridades universitárias da região tem consciência de que “a educação aberta, à distância e on line em suas diferentes variantes, está muito vinculada a um futuro muito próximo e é uma área na qual é preciso trabalhar, e muito”, acrescentou Cantard.

“Mas não é somente preciso melhorar as tecnologias, é preciso trabalhar para uma mudança de mentalidade de nossos professores e da maneira de ensinar. Hoje estamos recebendo meninos que são nativos informáticos, e nós seguimos reproduzindo o ensino de uma maneira muito tradicional. É preciso provocar esta mudança cultural particularmente em nós que somos professores”, refletiu o reitor.

Biblioteca Digital Mundial reúne acervo histórico em sete idiomas

0

Publicado no Agrosoft Brasil

O primeiro texto impresso da história, trabalhos científicos árabes sobre o universo da álgebra, a Bíblia de Gutemberg e fotos antigas da América Latina. Esses são apenas alguns dos mais de mil documentos divulgados na Biblioteca Digital Mundial, um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras 32 instituições.

Através da página virtual, os internautas têm acesso a textos, fotos, mapas e gravuras em sete línguas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. O acervo não tem publicações atuais. “Nosso acervo tem valor patrimonial, para ajudar a compreender melhor as culturas do mundo”, afirma o coordenador da ação, Abdelaziz Abid.

Clique aqui para acessar a página. O acesso é gratuito.

Entre os filtros disponíveis, é possível pesquisar por períodos, zonas geográficas, instituições e tipo de documento.

FONTE

Portal EBC
Allan Walbert

Com informações da Agência ONU

Go to Top