Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged amor

10 poemas de amor para receitar e rolar sem moderação

0

publiucado no Bula

Pode ser que ele a surpreenda com um colar de estrelas cadentes caídas direto do céu da sua boca. Pode ser que ela fique louca com um anel de dias antes, um artefato simples e ordinário, feito de plástico, que ele descobriu por acaso, futricando dentro, garimpando no fundo de um saco de balas, feito um menino. O afeto disfarça-se nos detalhes, de acordo com o universo feminino. Pode ser que beijos doces redimam um homem amargo que desaprendeu com o tempo a dizer Eu te amo. São coisas que acontecem. A vida é dura. O amor amolece. Pode ser que ela banque pacotes completos para viajarem na fantasia, com tudo incluso, inclusive planos para um futuro breve e leves poemas para serem digeridos após se cometer loucuras a dois. Contra as iniquidades do mundo, a união faz a força. Pode ser que ele ouse na culinária, cozinhe, tempere de maneira extraordinária, a seu gosto, aquele prato predileto, e a convide, sem rodeios, direto, para jantarem fora, no jardim de casa, nus, hilários, criativos por causa e consequência do vinho, competindo brancuras com o luar. Pode ser que a velha chama reacenda — com o combustível dos vagalumes — corações em estado de latência. Pode ser que a ciência confirme, para o desagravo dos poetas por opção, que amar faça bem à saúde dos que se afeiçoaram à solidão.

Book pages in the shape of a heart

Book pages in the shape of a heart

*Por ocasião do Dia dos Namorados, a Revista Bula conclama os seus leitores a presentear com poesia os ouvidos de quem se ama. Pode parecer démodé — e deve ser — , mesmo assim, seguem 10 dos melhores poemas de amor de todos os tempos para recitar e rolar sem moderação.

Amor é fogo que arde sem se ver
(Luís Vaz de Camões)

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(mais…)

5 livros para ler num dia chuvoso que o público deveria conhecer

0

publicado no Verificar

Já é possível sentir uma brisa fresca, a qual traz um prenúncio de chuva. A chuva é considerada frequentemente um obstáculo à diversão, agoirando uns tão desejados dias de descanso, e muitos preferem ficar em casa a sair e sentir a umidade desconfortável. Porém, existem muitas alternativas caso seja uma das pessoas que abomina chuva. Pode, por exemplo, optar por ir para um café ou sentar-se no seu sofá e ler um bom livro – afinal de contas, deve existir algum motivo pelo qual muitos apreciadores de literatura apreciam uma boa obra enquanto a chuva cai.

O Ver[e]Ficar apresenta algumas sugestões de livros que poderá optar por ler um dia chuvoso. E não se esqueça do acompanhamento: uma bela chávena de chá, café ou chocolate quente.

Liv01040510_f

Contigo Para Sempre, de Takuji Ichikawa
Os dias de chuva também são um pretexto para literaturas mais românticas – esta é uma das concepções mais generalizadas entre o público feminino. Contigo Para Sempre é um livro que poderá agradar a todos os que apreciam um enredo com romance e drama. Porém, esta obra distancia-se um pouco da banalidade de muitos livros cujas capas repletas de mulheres belas, flores, casais ou letras brilhantes prometem um amor ora trágico, ora apaixonante.

A história segue a vida de Takumi, um homem que perde a mulher, Mio, e que se vê diante da solitária tarefa de criar o filho. Porém, num dia chuvoso, Takumi e Yuji reencontram Mio. No entanto, a mulher não possui quaisquer memórias dos seus familiares, e Takumi mostra-lhe como era a sua vida antigamente, celebrando esta maravilhosa nova oportunidade. O livro foi recebido com entusiasmo no Oriente, tendo sido adaptado em filme.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Tendo Barcelona como pano de fundo, com as suas ruas lúgubres, repletas de neblina e de uma chuva constante, a popular história de Carlos Ruiz Zafón é uma aventura maravilhosa. A Sombra do Vento é um livro mágico, onde a intriga se adensa e segue um fio condutor inquietante.

Nesta obra, Daniel Sempere, um rapaz curioso, descobre um local chamado Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que se assemelha a um autêntico labirinto. É aqui que Daniel encontra um livro intrigante, “A Sombra do Vento”. Movido pela curiosidade, Daniel procura mais informações sobre o autor, descobrindo, porém, que poucas pessoas o conhecem e que os seus livros são constantemente queimados por alguém. A partir daqui, inicia-se uma aventura ímpar, capaz de aliciar qualquer apreciador de histórias.

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
Sendo um clássico da literatura inglesa, O Monte dos Vendavais dispensa apresentações. A história do amor intempestivo de Catherine Earnshaw e de Heathcliff é intemporal, tendo sido adaptada por diversas vezes em filme. Porém, nada ultrapassa a escrita magistral de Emily Brontë, a qual descreve com precisão os sentimentos das personagens, retratando-nos uma história repleta de paixão, amor e vingança.

Se nunca teve oportunidade de ler este livro, aproveite o dia convidativo que se afigura. O ambiente chuvoso irá proporcionar uma atmosfera rica, sendo impossível não se embrenhar e envolver nesta história.

As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
Constituída por quatro volumes, a série As Brumas de Avalon é uma das histórias mais famosas de Marion Zimmer Bradley. Ambientada numa época medieval, a história segue a vida das figuras que marcaram a lenda do Rei Artur.

No entanto, o enredo não traduz uma simples cópia das lendas que todos conhecemos. Ao invés disso, a autora explorou uma perspectiva diferente, centrada em Morgaine e no poder feminino.

A Mãe Que Chovia, de José Luís Peixoto
Mãe Que Chovia é um livro infantil escrito por José Luís Peixoto e ilustrado por Daniel Silvestre da Silva, no qual o protagonista é o filho da própria chuva. Sendo uma história curta e repleta de belas ilustrações, é também uma ode à figura maternal, bem como à importância do amor.

9 livros sobre amor indicados por leitores da Galileu

0

livro-amor

Publicado em Galileu

Estávamos nos sentindo românticos (óun <3) e decidimos pedir aos nossos leitores indicações de livros bacanas que falem sobre o amor. Como sempre, as sugestões de leitura foram sensacionais. Selecionamos algumas das melhores aqui (leia o post completo com todas as sugestões abaixo):

1. Senhora – de José Alencar (por Ana Paula Felix)

Ver/ler o poder do amor superando a amargura e quebrando resistência é bom demais.

2. O Pequeno Príncipe – de Antoine de Saint-Exupéry (por Sarah Damasceno Ribeiro)

Na minha opinião, mostra uma forma de amor tão simples e tão pura, repleta de ensinamentos e reflexões!

3. O Amor nos Tempos do Cólera – de Gabriel García Márquez (por Alexsander Todescato)

É a minha obra de referência quando o assunto é o amor.

4. O Morro dos ventos uivante – de Emily Brontë (por Fernanda Zandonadi)

Além de um amor transcendental, o livro tem personagens que vão além do bem e do mal. Acho lindo e assustador.

5. Cyrano de Bergerac – de Edmond Rostand (por Angela Oliveira)

Um amor platônico de Cyrano, poeta e exímio espadachim por sua bela prima Roxane. Ele não se julgava a altura dela, por ter um nariz desproporcional, ajudando Cristiano a conquistá-la. Este com a beleza e Cyrano com as palavras. Uma história que vai além de um amor não correspondido, de coragem, humor e poesia. Simplesmente Cyrano e seu penacho…

6. O Concurda de Notre Dame – de Victor Hugo (por Themis Ortega Sampaio)

O amor do Quasímodo por Esmeralda, apesar de não ser recíproco, é puro e eterno (o autor deixa essa eternidade clara no último capítulo, ao narrar que o corpo de Quasímodo é encontrado abraçado ao da cigana nas profundezas de Notre Dame, e desfeito em pó).

7. Orgulho e preconceito – de Jane Austen (por Elisa Baracchini Cury)

Orgulho e preconceito de Jane Austen, por ser um livro bem construído, no qual todos os personagens têm profundidade. Contém uma crítica severa de uma época, onde o amor, num casamento, não era o principal, porém, o casamento era o único futuro para uma mulher.

8. Trilogia Millennium – de Stieg Larsson (por Alenes Frida)

Não é romântico, nem meloso, e em nada clichê, porém é dedicação, abnegação, necessidade de ajudar e proteger… A forma como ele a entende e aceita é lindo! Uma química incrível!!!!! Se isso não é amor, o que mais pode ser?

9. Os sofrimentos do jovem Werther – de Johann Wolfgang von Goethe (por Amanda Pedrini)

Foi uma obra muito detalhada e profunda. Werther amava Carlota apesar de todos os obstáculos e desejava que ela fosse reconhecida por todos como a mais perfeita das mulheres.

Concurso Cultural Literário (126)

20

1228-20150601161613Entre o amor e a vingança

Sarah MacLean

O que um canalha quer, um canalha consegue

Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.

Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres.

Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles…

…até mesmo seu coração.

***

Vamos sortear 3 exemplares de “Entre o amor e a vingança“, lançamento da Gutenberg.

Para concorrer, responda à pergunta abaixo na área de comentários.

Você estaria disposto(a) a apostar qualquer coisa para realizar seus desejos?

Se participar via Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 6/8 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

Vamos aos sorteados?

Thiago Felício

Luma Silva

Patricia Queiroz

Parabéns!

10 devastadoras histórias de amor da literatura: o que aprendemos com elas?

0

Francesco_Hayez_008

A literatura, enquanto manifestação artística, é uma das formas mais belas de expressão da essência humana. Na sequência, uma lista com as 10 histórias de amor mais devastadoras da história da literatura. O destino de cada um dos personagens já foi traçado, mas o nosso final ainda podemos mudar. O que aprendemos com cada uma dessas histórias?

Wellington Freire Machado, no Obvious

O amor, quando agracia os humanos com sua bênção, geralmente deixa marcas e experiências para a vida inteira. Muitos casais cometem erros grotescos na arte de amar e a experiência do outro muitas vezes pode servir de inspiração para nós, ainda que seja para que não cometamos os erros alheios. Nesta lista foram selecionadas 10 obras que nos ensinam verdadeiras lições sobre o relacionamento a dois.

#1 Otelo, o mouro de Veneza, de William Shakespeare

A inveja secreta e o ódio que Iago alimenta por Otelo é o grande elemento desencadeador da tragédia do mouro, que culmina matando Desdêmona, a mulher que ama. Tudo isso graças às intrigas fomentadas por Iago, o falso amigo de Otelo. Com essa obra, Shakespeare nos mostra que nem todos os supostos amigos que nos rodeiam são realmente o que mostram ser. Relacionamentos felizes podem estar sujeitos ao ódio de pessoas que fingem ser o que não são. Com a experiência de Otelo aprendemos que nem todo amigo bem intencionado é amigo, e menos ainda bem intencionado. E que amar pressupõe confiar.

#2 O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez

Dizem que o amor da vida, apesar de ser para a vida inteira, é aquele com quem não ficamos juntos para sempre. Não é o que nos ensina O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez. No magistral romance contado pelo autor colombiano conhecemos a história de Florentino, um homem que espera a vida inteira pelo reencontro com sua amada Fermina. Após envelhecer com a esperança de concretizar este amor, Florentino a reencontra e pode viver o amor sonhado ao longo de uma vida. Com Gabo aprendemos que esperar por um amor de verdade vale a pena quando amar é um sentimento puro.

#3 Caim, de José Saramago

Na distopia saramaguiana, o anti-herói Caim – personagem bíblico – sai pelo mundo após cometer o terrível crime de matar seu irmão Abel e protagonizar uma briga antológica com Deus. Ao chegar em um local nos confins do mundo Caim consegue um emprego como amassador de barro. Lilith, a grande dona do povoado, apaixona-se loucamente por Caim e, sem ligar para a opinião alheia, o coloca em um posto temido por tantos: o de cônjugue. Ao superar as convenções impostas, Lilith nos ensina que o amor não possui barreiras sociais. Ensina mais: para viver um amor é preciso despir-se das máscaras deste mundo.

#4 Ilíada, de Homero

Imagine um amor que mobiliza o ódio de deuses e de humanos. Este é o amor de Paris por Helena. Em um ato desafiador o jovem rapta a amada, gerando fúria em Menelau, o marido dela. Vingativo, Menelau não deixa barato e convoca a maior armada já vista. O propósito? Resgatar Helena e dar início a uma das guerras mais incríveis da história da literatura. Com Ilíada entendemos que a presença do ser amado — quando motivada pela vontade de estar junto — não pode ser algo furtado pelo medo e pela covardia. Amar é para os corajosos.

#5 Bonsai, de Alejandro Zambra

Um amor tão realista que quando abrimos as primeiras páginas do livro já nos damos conta que os protagonistas estão predestinados ao fim. Emilia morre e Julio fica sozinho. É a história da consciência do fim. E não é assim que acontece na vida real? O realismo maximizado de Bonsai nos mostra a faceta mais crua da realidade amorosa: É necessário aproveitar cada momento com o ser amado, pois o fim é uma certeza e já está determinado como um carimbo em nossa certidão de nascimento.

#6 PS. Eu te amo, de Cecelia Ahern

Ao morrer prematuramente o jovem Gerry deixa uma série de cartas para sua amada Holly, que se encontra, tal como Gerry supunha, arrasada pela tristeza e (mais…)

Go to Top