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Posts tagged Amores

Concurso Cultural Literário (14)

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Dez anos depois do aclamado O caçador de pipas (que ganha agora edição comemorativa pela Globo Livros), o escritor afegão Khaled Hosseini volta à cena literária com O silêncio das montanhas. O romance, que chega às livrarias em 21 de maio, traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Segundo o próprio Hosseini, o novo título “fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O silêncio das montanhas tanto quanto eu os amo”.

Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia –, a história se expande, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

“Dizem que a gente deve encontrar um propósito na vida e viver este propósito. Mas, às vezes, só depois de termos vivido reconhecemos que a vida teve um propósito, e talvez um que nunca se teve em mente” (trecho do livro)

Para participar desta nova edição do concurso cultural basta responder na área de comentários qual você considera ser o maior propósito de sua vida.

Três internautas vão enriquecer a biblioteca com um exemplar de O silêncio das montanhas, novo sucesso de Khaled Hosseini, autor do best-seller “O caçador de pipas”.

O resultado será divulgado dia 3/10 às 17h30 neste post e no perfil @livrosepessoas.

Lembrete: Se você for participar pelo Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

***
Parabéns aos ganhadores: João Paulo Brito, Paulo Gilmar Borges Guimarães e Ranniery A. Marques
Enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

Concurso Cultural Literário (12)

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O que você faria se pudesse voltar no tempo?
Será que, ao fazer escolhas diferentes, você conseguiria mudar sua vida para melhor?

Anita tem 30 anos, e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao reencontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece, e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.

Quer concorrer a 3 exemplares do primeiro romance da blogueira Bruna Vieira?

Na mesma vibe do livro, é só responder na área de comentários: O que você faria se pudesse voltar a ter 15 anos?

O resultado será divulgado no dia 12/9 às 17h30 aqui no post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Lembrete: se você participar através do Facebook, por gentileza deixe o seu e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

 

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Parabéns: Kaia Clarice Salinet, Isabela Lapa e Talita Rodrigues! =)

Por gentileza enviar seus dados completos para: [email protected] em até 48 horas.

As maiores declarações de amor da literatura universal

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O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

Car­los Wil­li­an Lei­te, no Revista Bula

Dando sequencia a série de melhores trechos de livros, pedi aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre passagens literárias memoráveis, quais eram as maiores declarações de amor da história da literatura.

Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles, apenas a paixão flamejante. De Humbert Humbert, personagem de Vladimir Nabokov, descrevendo Dolores Haze, em “Lolita”— o mais citado —,  até a metáfora da pedra de Bolonha, do romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe, que imortaliza não apenas o amor de Werther por Carlota, mas todos os grandes amores da literatura universal.

Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do amor incendiário dos personagens selecionados.

Carta a D.
André Gorz
(De André Gorz para Dorine Keir)

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher. Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida?

Primo Basílio
Eça de Queiroz
(De Basílio para Luísa)

Que outros desejem a fortuna, a glória, as honras, eu desejo-te a ti! Só a ti, minha pomba, porque tu és o único laço que me prende à vida, e se amanhã perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma boa bala, a esta existência inútil. E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante.

Dom Quixote
Miguel de Cervantes
(De Dom Quixote para Dulcinéia)

Ó Dulcinéia del Toboso, dia da minha noite, glória da minha pena, norte dos meus caminhos, estrela da minha ventura (assim o céu te depare favorável em tudo que lhe pedires!), considera, te peço, o lugar e o estado a que a tua ausência me conduziu, e correspondas propícia ao que deves à minha fé! Ó solitárias árvores, que de hoje em diante ficareis acompanhando a minha solidão, dai mostras com o movimento das vossas ramarias de que vos não anoja a minha presença! Ó tu, escudeiro meu, agradável companheiro em meus sucessos prósperos e adversos, toma bem na memória o que vou fazer à tua vista, para que pontualmente o repitas à causadora única de tudo isto!

Romeu e Julieta
William Shakespeare
(De Julieta para Romeu)

Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.

Lolita
Vladimir Nabokov
(Humbert sobre Dolores Haze)

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.  Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial.

Os Sofrimentos do Jovem Werther 
Johann Wolfgang von Goethe
(Werther sobre Carlota)

Hoje não pude ir ver Carlota, uma visita inesperada me segurou em casa. Que havia a fazer? Mandei o meu criado ao encontro dela, só para ter junto de mim alguém que tivesse estado em sua presença. Com que impaciência o esperei, com que alegria tornei a vê-lo! Não tivesse vergonha e teria me atirado ao seu pescoço e coberto seu rosto de beijos. Falam que a pedra de Bolonha, quando exposta ao sol, absorve seus raios e reluz por algum tempo durante a noite. Dava-se o mesmo comigo e aquele rapaz. A lembrança de que os olhos de Carlota haviam pousado em seu rosto, em suas faces, nos botões de sua casaca e na gola de seu sobretudo, tornava-o tão querido, tão sagrado para mim!

A Trégua
Mario Benedetti
(Martín Santomé sobre Avella­neda)

Ah, os velhos tempos em que Avellaneda era só um sobrenome, o sobrenome da nova auxiliar (faz apenas cinco meses que anotei: A mocinha não parece ter muita vontade de trabalhar, mas pelo menos compreende o que a gente explica), a etiqueta para identificar aquela pessoinha de testa ampla e boca grande que me olhava com enorme respeito. Ali estava ela agora, diante de mim, envolta em sua manta. Não me lembro de como era ela quando me parecia insignificante, inibida, nada além de simpática. Só me lembro de como é agora: uma deliciosa mulherzinha que me atrai, que me alegra absurdamente o coração, que me conquista.

dica do Walter Mendes

Erros de português das celebridades (4)

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Publicado por UOL

1

No caso da estrela do sertanejo universitário Luan Santana, o problema foi a concordância para se referir ao fim das férias. O cantor também tem um jeito peculiar de dizer que suas fãs são uns “amores”

2

Já o cantor Latino escorregou mesmo foi na ortografia. Ao fazer uma referência bíblica, trocou “exaltados”, por “exaustados”

3

A apresentadora Regina Casé se empolgou um pouco com a volta do programa “Esquenta” e sambou no português. Além de não atentar para o fim do acento agudo em “plateia”, também adicionou um “i” em “ritmistas”

4

O autor de novelas Aguinaldo Silva, por sua vez, quase acertou. Não fosse o “em” no fim da frase, o seu “saiba por quê” estaria correto.

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