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Posts tagged AMY WINEHOUSE

Astros do pop ganham biografia mesmo com pouca idade

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Artistas como Justin Bieber, McFly e Lady Gaga já são retratados em livros, que formam um filão milionário
História do grupo McFly vendeu 14 mil exemplares em 2 meses
No Brasil, as biografias não autorizadas ainda são proibidas

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Michele Miranda, em O Globo

RIO – Justin Bieber, Katy Perry, Rihanna, Lady Gaga, Adele, McFly e The Wanted. Além de alcançar a fama bem antes dos 30 anos, serem milionários, verem suas vidas estampadas em tabloides pelo mundo, o que mais eles têm em comum? Esse elenco estelar da música pop é protagonista de autobiografias ou títulos não autorizados sobre suas histórias — apesar da pouca idade. Com expressivos números de vendas, esses jovens artistas, com incontáveis fãs do Ocidente ao Oriente, viraram alvo do filão que tem sido motivo de comemoração em editoras nacionais e internacionais.

— Se alguém fizer o leite, a tesoura ou a mochila da marca Justin Bieber, vai vender. Qualquer produto com o nome dele vai ser um sucesso. Por que não uma biografia para contar a história desse tipo de fenômeno? — indaga Chas Newkey-Burden, jornalista britânico e biógrafo especialista em celebridades instantâneas. — As pessoas adoram ler sobre seus heróis, saber de onde vieram e o segredo para chegar onde estão. Quanto mais velha a pessoa, mais fácil de escrever, porque há mais capítulos. Mas meus livros mais vendidos são sobre as pessoas mais jovens que já escrevi: Justin Bieber e Adele.

Com seus livros traduzidos para 13 idiomas, Newkey-Burden conta nunca ter tido problema com o conteúdo abordado por ele. No Brasil, foram lançadas “Adele” (Leya), “Justin Bieber” (Editora Prumo) e “Amy Winehouse – Biografia” (Globo Livros), esta última chegou às lojas em 2008, três anos antes de a cantora morrer, aos 27, por abuso de bebidas alcoólicas.

Nascida da mesma Inglaterra do escritor em 2003, a boy band McFly, com integrantes de vinte e poucos anos, lançou em outubro sua primeira biografia (publicada no Brasil em março), que contém 336 páginas de relatos sobre o amor, família, crises e até uma sessão de massagem bem apimentada durante uma das turnês. No principal argumento do grupo para lançar “McFly: unsaid things… Nossa história” (BestSeller), que vendeu 14 mil exemplares no Brasil em dois meses, está o aniversário de uma década.

— Esperamos completar dez anos para fazer este projeto. Queríamos ser honestos sobre a nossa vida, e falar de coisas que não costumamos abordar em entrevistas. Passei por uma crise de ansiedade e depressão aos 17 anos e nunca falei disso com tanta sinceridade como no livro. E essa é a idade em que muita coisa acontece, temos dilemas, conflitos e coisas legais para dividir — conta o músico Tom Fletcher, de 28 anos, que já tem ideia para uma continuação da saga. — Espero que na próxima biografia possamos contar detalhes do nosso primeiro show na Lua ou em Marte — brinca.

Na próxima semana, chega às lojas a autobiografia da boy band britânica The Wanted pela Record. Entre os títulos mais vendidos da história do grupo editorial está “One Direction — a biografia”, escrito por Danny White, que foi lançado em outubro e já vendeu cerca de 60 mil exemplares. “Adele” foi um dos mais bem-sucedidos da Leya, com 15 mil livros vendidos desde o lançamento em janeiro de 2012, ocupando por duas semanas a lista de mais vendidos no Brasil. O detalhe é que as duas são biografias não autorizadas. E nem sempre o sucesso das vendas é encarado com bons olhos pelos artistas envolvidos.

— Tento ficar longe das biografias não autorizadas — diz Danny Jones, de 27 anos, também integrante do McFly, banda protagonista de muitos produtos não oficiais. — Não me importo com o que escrevem sobre mim. Muita coisa não é verdade, e a gente sabe que vão tocar em assuntos delicados. Não quisemos mentir e não houve assuntos proibidos no nosso livro, porque, no fim das contas, nós somos humanos, e não somos perfeitos.

Ao contrário da Inglaterra, país de origem de Newkey-Burden, no Brasil as biografias não autorizadas ainda são proibidas. Mas o desfecho parece estar perto. No início de abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, a alteração do artigo 20 do Código Civil, que assegura o direito à privacidade, e tem sido usado como argumento de personalidades públicas para suspender a publicação deste tipo de gênero. Caso não haja recurso, a proposta segue para o Senado, liberando a divulgação de informações em biografias mesmo sem autorização. O caso mais conhecido pelos brasileiros é “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta), escrita por Paulo César Araújo em 2006 e proibida depois de o cantor entrar na justiça alegando justamente a invasão de privacidade. O episódio foi lembrado pelo britânico, que revelou sua estratégia para ser aceito pelos artistas.

— Nunca escrevi sobre alguém que já tenha demonstrado falta de vontade de ter sua história contada, como aconteceu com o Roberto Carlos aí no Brasil. Só escrevo sobre pessoas de que eu gosto, com perspectiva positiva. Costumo procurar os artistas, suas famílias e amigos para darem depoimentos. Em alguns casos, como aconteceu com Simon Cowell (“Simon Cowell: The Unauthorized Biography”), eles leem e até adicionam informações. Mesmo que seja contra a vontade do artista e o que está escrito não seja justo, ainda assim, abiografia aqui (Inglaterra) é comercializada. Na biografia sobre Amy Winehouse, retratei a relação dela com as drogas, mas essas notícias estavam todos os dias nos jornais e todos sabiam detalhes dessas histórias.

Garrincha, sim. Justin Bieber, não

Ruy Castro é autor da biografia “Estrela solitária – Um brasileiro chamado Garrincha” (Companhia das Letras), que enfrentou entraves judiciais para continuar em circulação – e a editora ainda precisou pagar uma indenização à família do jogador. O escritor, que também é responsável por títulos como “O Anjo Pornográfico – A Vida de Nelson Rodrigues” (Companhia das Letras), não considera que a vertente teen seja uma vilã.

— Sempre houve livros oportunistas e sérios. Pode ser uma boa forma de introduzir os leitores muito jovens neste universo. Quem compra esses livros são as mesmas pessoas que ouvem seus discos. Um dia, crescerão. Espera-se — diz o escritor, aproveitando para opinar sobre a possível mudança nas regras sobre biografias não autorizadas. — Se a lei for mudada e acabar essa censura, todo mundo sairá ganhando: biógrafos, editores e, principalmente, os leitores.

Já que não é contrário às biografias de jovens artistas, será que Ruy Castro aceitaria um desses projetos?

— Está brincando? Ainda não estou completamente familiarizado nem com o Donga e o João da Baiana, e você quer que eu biografe o não-sei-o-quê Bieber? — arremata.

Amy Winehouse vai virar história em quadrinhos

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Publicado por Zero Hora

Livro dará início a série sobre artistas que morreram com 27 anos

História em quadrinhos sobre Amy Winehouse sairá em março Foto: Conrad / Divulgação

História em quadrinhos sobre Amy Winehouse sairá em março
Foto: Conrad / Divulgação

A editora Conrad promete para março o lançamento de um livro que contará a trajetória de Amy Winehouse em história em quadrinhos. O volume dá início à série O Clube dos 27, sobre artistas que morreram com esta idade. É o caso de Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Kurt Cobain.

O livro sobre Amy Winehouse, morta em julho de 2011, é de autoria do trio francês Goffette, Eudeline e Fernandez. A Conrad lançará um livro da série por ano. O próximo deverá ser a respeito de Kurt Cobain, ex-líder do Nirvana.

dica do Jarbas Aragão

Morte trágica de ídolos cria mercado para livros que trazem pouca novidade

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Shaun Curry/AFP - 17/3/09

Mitch Winehouse descreve o envolvimento da filha, Amy, com as drogas

Mariana Peixoto, no Divirta-se

Astros da música e do cinema com histórias trágicas costumam gerar boas biografias. Quando escritas por jornalistas ou pesquisadores que pretendem ir além da tragédia, enfocando também a obra do biografado, tornam-se leitura prazerosa e obrigatória para os fãs. Há nesse universo, no entanto, um subgênero que vem crescendo a olhos vistos: as biografias unilaterais, que trazem o olhar de alguém próximo ao personagem em questão. Dois lançamentos que chegaram recentemente às livrarias brasileiras se encaixam nesse perfil.

O primeiro trouxe muito barulho: Amy, minha filha (Record, 348 páginas), de Mitch Winehouse, lançado um ano depois da morte da cantora mais celebrada na última década. O outro é Meu amigo Michael (Sextante, 314 páginas), de Frank Cascio, ex-faz-tudo de Michael Jackson. Ainda que ambos tenham muitos pontos em comum, sua razão de ser é bem diferente.

Quem acompanhou a fugaz carreira de Amy sabe que Mitch Winehouse foi um pai presente. Com esse livro, cuja renda é destinada à fundação que leva o nome da filha, ele pretende dar um ponto final às especulações em torno dela. Ainda que abranja a trajetória da cantora de seu nascimento à morte, aos 27 anos, a ênfase está na relação de Amy com as drogas. Sem rodeios, o autor culpa o ex-marido dela, Blake Fielder-Civil, pelo drama da filha.

Não havia escapatória para Amy, com seu entra e sai de clínicas de reabilitação e a dificuldade em ouvir os outros. A maior parte disso veio a público. Para os fãs, mais interessante é a primeira parte, em que Mitch relata a história da artista desde a primeira infância (sim, ela sempre foi rebelde, nunca deu ouvido para os outros), sua relação com os amigos e a família. Doído, o relato se justifica também por causa da pouca bibliografia em torno da figura de Amy. Como um livro quase instantâneo, com escrita rasteira e emotiva, ele nada exige do leitor.

Nesse sentido, Meu amigo Michael é ainda mais fraco, com sua narrativa em tom de redação escolar. Vamos e venhamos, a trajetória de Michael Jackson ganhou vários registros mais respeitados. Frank Cascio conheceu Jacko quando tinha 4 anos – o pai trabalhava no hotel nova-iorquino em que o astro costumava se hospedar.

RECORD/REPRODUÇÃO

AMY, MINHA FILHA De Mitch Winehouse Editora Record, 348 páginas Preço médio: R$ 30

NEVERLAND Assim como os parentes, o autor passou a conviver com o cantor. Sua família, de origem italiana, frequentava com bastante constância Neverland, a mansão de Michael. Os irmãos Cascio, ainda crianças, viajavam com o astro. Sim, dividiam a cama com ele. Mas Frank nega que tenha ocorrido algo além do normal.

O fantasma do molestador sexual, grande drama na vida de Jacko, permeia quase toda a narrativa, mas Frank rebate todos os rumores a respeito. “Quero deixar isto bem claro, registrado no papel, para que todos possam ler e entender: o amor de Michael pelas crianças era inocente e gravemente mal interpretado”, escreveu.

Cascio afirma que Jackson gostava de mulheres. Conta, inclusive, sobre algumas relações fugazes dele com fãs, mas revela que o astro era totalmente inibido.

O autor de Meu amigo Michael escreve com certa propriedade, porque depois da convivência direta na infância e adolescência com o astro, aos 18 anos passou a trabalhar para ele. Começou como assistente pessoal e chegou a ser empresário.

O tom infantilizado de sua escrita vai ao encontro da maneira como Jackson vivia. Relata ainda, num crescendo, o problema do consumo excessivo de remédios que acabou matando o cantor.

Nos últimos anos afastado do astro (devido a um mal-entendido, de acordo com o autor, em torno de nova acusação de assédio), mas ainda presente, Cascio reatou os laços com Michael, mesmo que de um jeito torto.

Parente é serpente

Ex-dançarino, assistente pessoal e diretor artístico de Madonna, Christopher Ciccone, três anos mais novo que a estrela, publicou A vida com minha irmã Madonna, em 2008. Na época, eles estavam rompidos (a culpa teria sido do casamento dela com Guy Ritchie). O mano diz esperar que “as lições da cabala a tenham ajudado a entender que ela não é o centro do universo.”

Em 2009, foi a vez de Lynne Spears cometer um livro. Britney Spears: a história por trás do sucesso traz a trajetória da problemática cantora por meio do relato da própria mãe. Só que a primeira parte da biografia conta, na verdade, a história de Lynne, seus problemas com parentes e com o casamento. Como se alguém estivesse interessado…

Biografia é pedido de desculpas do pai a Amy Winehouse

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Amy Winehouse com seu pai Mitch, durante a premiação Q Awards, em Londres, 2006

Amy Winehouse com seu pai Mitch, durante a premiação Q Awards, em Londres, 2006 – Dave Hogan/Getty Images


Carol Nogueira, na Veja

Para o mundo, Amy Winehouse era a garota que quiseram mandar para a reabilitação e que disse “não, não, não”. Assim como a letra de Rehab, o hit com que ela estourou em 2007, tudo em sua imagem levava a crer que a cantora britânica vivia em um mundo completamente sem regras. Sua morte, em julho de 2011, era uma tragédia anunciada, que cada manchete dos tabloides ajudou a construir. Para o resto do mundo, a vida de Amy era qualquer coisa, menos tediosa. Mas era exatamente o oposto do que narra seu pai, Mitch, no livro Amy, Minha Filha, recém-lançado pela editora Record.

Na biografia, que tem como fio condutor a história do vício de Amy em drogas e cujo lucro se destina à Amy Winehouse Foundation, criada pelo pai logo após a morte da cantora para cuidar de dependentes químicos carentes, o que mais impressiona é a sensação de se tentar de tudo e não conseguir sair do lugar – em um ponto, ele se compara a um hamster em uma rodinha. As tentativas para livrar Amy das drogas, e mais tarde do álcool, que acabou por matá-la, foram tantas e tão cansativas que Mitch reconhece que nem ele aguentava mais a filha. “Eu precisava de férias dela”, afirma em uma passagem. Essa não é a única faceta de Amy mostrada no livro – o pai conta ainda vários detalhes de sua infância e de seu amor pelo jazz e pelas cantoras dos anos 1960 –, mas é a mais impactante.

O livro não traz nenhuma grande novidade, mas contextualiza os principais escândalos em que Amy esteve envolvida – e, na maioria das vezes, de maneira sincera. Em uma das passagens do livro, o pai conta que a cantora brigou com o produtor Mark Ronson porque ambos foram convidados para compor o tema de um filme de James Bond, mas não conseguiram por causa da irresponsabilidade da cantora com prazos. Em outra, narra com detalhes a noite em que Amy foi fotografada com arranhões pelo corpo após brigar com o então marido, Blake Fielder-Civil. Mas é claro que, em algumas explicações, Mitch prefere bancar o paizão ingênuo, como quando afirma que a imprensa armou para fotografar Amy nua no meio da rua ou quando culpa os traficantes por Amy não conseguir largar as drogas.

O início do livro, repleto de sentimentalismos, pode espantar o leitor, mas insistir na leitura compensa quando a história de Amy vai ganhando complexidade e outros personagens. Os mais importantes são Fielder-Civil e seus pais, apontados por Mitch como os vilões da história. Segundo o pai, foi o ex-marido quem apresentou Amy a drogas como heroína e crack – em seus primeiros shows, ela entrava no palco gritando algo como “Drogas pesadas não estão com nada”. Curiosamente, o ex-marido fica afastado de Amy em seus anos mais difíceis. Preso desde 2008 por agredir o dono de um bar e depois tentar suborná-lo, Fielder-Civil reaparece poucas vezes nos últimos anos de Amy – na última delas, é enxotado da casa da cantora a pontapés pelo sogro. No entanto, estava bem representado pelos pais, que segundo Mitch vendiam histórias mentirosas para os tabloides ingleses.

Se os Fielder-Civil são os vilões da história de Amy, Mitch não se esforça para parecer o herói. Pelo contrário: ele aponta os próprios erros no tratamento da dependência da filha. Além de ter recusado ajuda de profissionais logo que Amy começou a usar drogas (o famoso verso “Meu pai acha que eu estou bem”, de Rehab), o pai conta que chegou a dar bebida alcoólica à filha para evitar sintomas de abstinência e conseguir com que ela desse entrevistas e aparecesse na televisão. Embora assuma sua parcela de culpa no destino de Amy, Mitch nega especulações de que teria se aproveitado para lucrar com o sucesso da filha, inclusive se lançando como cantor – ele afirma ter trabalhado como taxista até perto da morte da cantora.

Por mais que soubesse que a vida da filha corria risco, Mitch não ficou menos abalado com sua morte – ele afirma acreditar que Amy lhe manda sinais por meio de pássaros e borboletas. No fim, o livro é o pedido de desculpas de um pai que errou – e que pai não erra?

Leia trecho da biografia sobre Amy Winehouse, escrita pelo pai da cantora

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Capa da biografia de Amy Winehouse, escrita por seu pai, Mitch

Capa da biografia de Amy Winehouse, escrita por seu pai, Mitch

Publicado originalmente na UOL.com

Capítulo 3 – Quando ela se apaixonou

Acabou sendo bom que Sylvia Young mantivesse contato com Amy depois que ela saiu da escola, porque foi Sylvia quem inadvertidamente impulsionou a carreira de Amy numa direção totalmente nova.

Mais para fns de 1999, quando Amy estava com 16 anos, Sylvia ligou para Bill Ashton, o fundador, diretor musical e presidente vitalício da National Youth Jazz Orchestra, para tentar marcar um teste para Amy. Bill disse a Sylvia que eles não faziam testes.

— Basta mandar que ela venha — disse ele. — Ela poderá se juntar a nós se quiser.

Amy foi e, numa manhã de domingo, mais ou menos um mês depois, pediram que cantasse quatro músicas com a orquestra naquela noite porque uma das cantoras não ia poder se apresentar. Ela não conhecia as músicas muito bem, mas isso não a desconcertou. Para Amy foi moleza. Um ensaio rápido, e já tinha aprendido todas elas.

Cantou com a NYJO por uns tempos e fez uma de suas primeiras gravações de verdade com eles. Organizaram um CD e Amy cantou nele. Quando Jane e eu ouvimos, quase caí duro — não podia acreditar como sua voz estava fantástica. Minha música preferida nesse CD sempre foi “The Nearness Of You”. Já a ouvi cantada por Sinatra, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Dinah Washington e Tony Bennett. Mas nunca a ouvi cantada como Amy a cantou. Foi e continua a ser belíssima.

Não havia dúvida de que a NYJO e as próprias apresentações de Amy exercitaram ainda mais sua voz, mas foi um amigo dela, Tyler James, quem realmente deu o pontapé inicial. Os dois tinham se conhecido na escola de Sylvia Young e continuaram grandes amigos até o fim da vida de Amy. Na escola de Sylvia Young, Amy estava um ano abaixo de Tyler, de modo que eram de turmas diferentes. Já nos dias de canto e dança, frequentavam as mesmas aulas, pois tinham permitido que Amy pulasse um ano. Assim, ensaiavam e faziam testes juntos. Conheceram-se quando seu professor de canto, Ray Lamb, pediu que quatro alunos cantassem Parabéns para você numa fita que estava fazendo para o aniversário da sua avó. Tyler ficou abismado quando ouviu aquela menininha cantando, nas palavras dele, “como uma rainha do jazz”. A voz dele ainda não tinha mudado, e ele estava cantando como um Michael Jackson ainda jovem. Tyler diz que reconheceu o tipo de pessoa que Amy era assim que avistou seu piercing no nariz e soube que ela o fizera sozinha, usando um pedaço de gelo para abrandar a dor.

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