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Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

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Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

Tema da redação foi considerado bom e contemporâneo

Carolina Vellei, no Guia do Estudante

Neste domingo (4), os candidatos selecionados para a segunda fase do vestibular da Fuvest 2015 fizeram provas de português e redação. Para os professores, a Fuvest manteve o nível exigente de outras edições e mostrou que candidato deveria ter profundo conhecimento das obras literárias da lista de leituras obrigatórias para responder bem às questões.

“Só quem leu os livros conseguiria responder de fato as questões da prova, não bastava apenas ter lido resumos ou assistido a videoaulas”, explica Luís Ricardo Arruda, coordenador do Anglo Vestibulares. Para ele, além de exigir uma leitura interpretativa das obras aos estudantes, a prova também pedia uma base de conhecimentos sobre o contexto histórico das livros. Por exemplo, na questão número 8 os estudantes precisaram relacionar correntes filosóficas e científicas da época em que Memórias Póstumas de Brás Cubas foi escrito com o conceito de Humanitismo, “sistema de filosofia” presente no livro. Para o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, essa pergunta, assim como outras da prova, exigiam uma boa preparação do aluno: “A prova não foi difícil, mas foi bem feita e exigente”.

Sobre a redação, os professores elogiaram o tema “Camarotização: a segregação da sociedade”. “A redação teve um tema bem específico, mas com base em uma questão que é bem discutida no Brasil”, diz Tasinafo. O professor de redação do Anglo Vestibulares, Aníbal Telles, concorda sobre a abordagem de uma proposta contemporânea. “Não foi um tema óbvio, foi um tema interessante e do universo cultural do candidato. Embora o tema seja atemporal, os exemplos que poderiam ser usados na argumentação poderiam ter sido recentes, dados a partir do cotidiano do estudante”, entende Telles. Como exemplo, o professor cita alguns pontos que poderiam ter feito parte da abordagem do estudante: “Poderiam ter falado dos ‘rolezinhos’ que ficaram famosos no começo de 2014, quando jovens de classes menos privilegiadas começaram a ocupar locais que antes eram frequentados apenas por pessoas mais abastadas como símbolo de contestação e até mesmo ter falado da resistência recente de moradores de Higienópolis em aceitar uma estação de metrô e ciclovias no local com medo de uma ‘invasão’ de pessoas mais pobres”.

O maior risco, na prova de redação, é a fuga do tema, segundo os professores. “É o maior problema a pessoa fugir do tema e não ler os textos de apoio apresentados e colocar o que está na cabeça”, argumenta o coordenador Arruda. “Era preciso seguir a diretriz da coletânea e do tema proposto, sem fugir para outras questões, como por exemplo abordar apenas a distribuição de renda como assunto central da redação”, comenta Tasinafo.

Segunda fase continua nesta segunda-feira (5)

Para o segundo dia, que terá 16 questões sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e questões interdisciplinares), Tasinafo espera uma prova mais trabalhosa do que hoje. “É o dia com maior número de questões, mas com o mesmo tempo dos outros dias. O ideal é que o aluno saiba controlar bem o tempo”, aconselha o professor.

A segunda fase da Fuvest 2015 termina na terça-feira (6), com 12 questões de duas ou três disciplinas incluindo questões interdisciplinares, de acordo com a carreira escolhida.

Provas de habilidades específicas

Para os candidatos de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura e Design, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

Resultado

A primeira lista de aprovados no vestibular 2014 da Fuvest poderá ser consultada em 31 de janeiro.

Como parar de enrolar e começar a estudar em 7 passos

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Publicado no Já é Notícia

Foto por: Divulgação

Foto por: Divulgação

Você é daqueles que ficam deixando tudo para depois e acabam sempre acumulando um monte de coisa para estudar? Conversamos com especialistas para reunir dicas práticas para ajudar a vencer esse hábito

É ano de vestibular e há um monte de coisa para estudar e livros para ler. Você ia começar a maratona de estudos em janeiro, mas todos os seus amigos ainda estavam de férias e você achou que merecia relaxar um pouco também. Justo. Mas, em fevereiro, ainda estava em ritmo de férias e achou que teria tempo suficiente para estudar ao longo do ano. Resultado: adiou tudo mais um pouquinho. Então chegou o mês de março. Mas aí seu irmão veio com um videogame novo e você foi incapaz de focar nos estudos enquanto não zerasse os jogos que ele comprou. E agora já estamos quase em maio e já tem matéria acumulada para estudar.

Identificou-se com essa história? Se a resposta for sim, saiba que você não é o único. E que essa enrolação toda tem até um nome (bem feio, por sinal): procrastinação. A palavra, do latim, significa basicamente deixar de lado ou postergar para outro dia. “Esse problema não acomete só os estudantes; os adultos também fazem isso”, explica o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo Vestibulares. “Quando vamos viajar, por exemplo, mesmo que tenhamos comprado as passagens há meses, acabamos sempre fazendo a mala na última hora”, completa.

A procrastinação é algo tão comum entre os estudantes, que muitas universidades americanas mantêm páginas em seus sites oficiais com conselhos de como vencê-la. Depois de consultar estudos e especialistas no assunto, reunimos aqui algumas dicas para ajudar você a parar de enrolação.

1. Saiba o que quer.

Quando você realmente quer algo, se sente mais motivo a lutar por isso. Se não está muito certo, fica mais difícil. É o que acontece, por exemplo, caso o seu pai queira que você se empenhe para passar em Medicina, enquanto sua preferência é pelo Jornalismo. Assim, resolva essa questão o quanto antes e descubra o que realmente quer fazer.

2. Organize-se. Mas respeite o seu tempo para a diversão também

É preciso ter tempo para tudo, incluindo dormir o suficiente, comer e se divertir um pouco. Você não precisa (nem pode!) riscar essas coisas do seu planejamento. “O que não pode é reservar mais tempo para o lazer do que para o estudo”, diz o professor Alberto. A melhor maneira de organizar isso é ter um bom planejamento. “Se não tiver isso, a pessoa acaba passando quatro horas no Facebook e deixa só meia hora para estudar”, completa. Assim, monte um cronograma com as tarefas que precisam ser feitas, mas inclua nele um espaço para um cineminha e coisas assim.
– Aprenda a organizar seus estudos

3.Seja realista quanto ao tempo que você levará para cada tarefa

“Os procrastinadores tendem a ser “heroicos” em relação ao tempo: eles estimam que levarão duas horas para completar uma tarefa para a qual a maioria das pessoas levaria quatro”, diz a página sobre procrastinação do site da Universidade da Carolina do Norte. Antes de fazer seu planejamento, descubra quanto tempo você realmente leva para fazer as coisas ao traçar planos – mas leve sempre em consideração imprevistos e interrupções. Em uma tarde de perfeita concentração e disposição, pode ser que você leve apenas uma hora para resolver todos os exercícios de gramática que tem para aquele dia. Mas se o mais comum é que esteja sempre meio cansado quando senta para resolvê-los, precisa ser realista e considerar que precisará de mais tempo. Estabelecer alvos difíceis de cumprir só irá desanimá-lo.

4. Comece!

Para o especialista em procrastinação Timothy A. Pychyl, deixar tudo para depois pode virar mania – e, para vencê-la, é necessário estabelecer um novo hábito: começar as coisas já. Trocar o “depois eu faço” pelo “vamos resolver isso logo” é um primeiro passo fundamental para vencer a enrolação. Sem contar que, quanto mais a gente enrola, mais complicadas as tarefas parecem ser. Se você matar os exercícios de logaritmo logo depois da aula, terá grandes chances de descobrir que a matéria não é tão impossível quanto parece (até porque a explicação do professor ainda estará mais fresca em sua cabeça).

5. Livre-se das distrações

Quando for estudar, desligue a TV e o celular. Se o videogame é uma grande tentação, esconda-o até colocar suas tarefas em dia. Dependendo do seu nível de procrastinação, pode ser necessário tomar atitudes mais radicais. Se o Facebook se tornou um vício, por exemplo, instale algum programa que controle o acesso a redes sociais no seu navegador ou desinstale o aplicativo do seu smartphone. O importante é detectar o que atrapalha você e se livrar disso.
– Confira 13 dicas para se concentrar na hora dos estudos

6. Encare seus estudos como uma profissão

Você está se preparando para entrar em uma faculdade com o objetivo de virar um bom profissional, certo? Isso quer dizer que, quando arrumar um emprego na área dos seus sonhos, você pretende se dedicar ao máximo e ser responsável. “Assim como acontecerá em sua vida profissional, é necessário que você, como estudante, cumpra horários, se organize, faça cronogramas de trabalho e siga os planos com seriedade”, explica o professor Alberto. Acredite: no trabalho, você não terá a opção de esperar até ter vontade de fazer as coisas. Por que não começar a adquirir para si essa responsabilidade agora mesmo?

7. Aprenda a gostar de estudar

Às vezes, precisamos nos acostumar com certos alimentos que nos fazem bem, como alguns legumes e vegetais. Com o tempo, a gente acaba até gostando. O mesmo pode acontecer com os estudos – ou com as matérias em que você tem mais dificuldade. Esforce-se para aprender a gostar delas. Quando começamos uma tarefa com pensamentos como “que droga, vou ter que estudar essa matéria horrorosa!”, a coisa já começa mal e sua mente não vai ajudar tanto quanto ajudaria em algo prazeroso – como o videogame.

Fonte: Redação com guia do estudante

Veja como evitar que a sua redação seja anulada no Enem

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Marcelle Souza, no UOL

Neste ano, o candidato que colocar receita de miojo ou hino do time no meio da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá o seu texto anulado pela banca. Além de trechos sem conexão com o tema, é preciso ficar atento à quantidade de linhas, aos argumentos usados e à estrutura do texto para não zerar a redação.

O exame será realizado nos dias 26 e 27 de outubro e, na hora de escrever a redação, é preciso ter cuidado com argumentos que podem ser interpretados como desrespeito aos direitos humanos, o que pode acabar com o sonho da vaga em uma universidade.

“A redação do Enem exige que o candidato demonstre o mínimo de respeito pela vida, então é importante evitar opiniões unilaterais, extremas, radicais e discriminatórias”, afirma Francisco Platão Savioli, professor da USP (Universidade de São Paulo) e supervisor de português do Anglo Vestibulares.

Por isso, é recomendável que o estudante evite defender no texto atitudes extremas e questionáveis, como a pena de morte, a violência policial e a deportação de imigrantes. “A boa redação é a que mostra uma visão ampla, sustentada com bons argumentos, que tenham o menor grau de refutação possível”, afirma Savioli.

Para a professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso e colégio Objetivo, o texto do Enem é um exercício de cidadania e deve evitar deboches e preconceitos. Se o tema for violência no trânsito, por exemplo, o candidato pode ter a redação zerada se defender a máxima “olho por olho, dente por dente”.

“O texto deve propor civilidade, educação no trânsito, campanhas na mídia, atuação mais rígida dos órgãos fiscalizadores, mas jamais defender a morte de um motorista que causou um acidente”, afirma.

Para ter uma boa nota
Quem pretende tirar uma boa nota deve, em primeiro lugar, ler atentamente o enunciado da redação e os textos de apoio. A partir daí, o aluno precisa entender qual é a proposta central e pensar em um texto que mostre o seu próprio repertório de leitura e que utilize dados dos textos da coletânea apresentada pelo exame.

Nesse sentido, se o tema proposto é a violência causada pela desigualdade social, por exemplo, o aluno vai perder pontos se abordar outro aspecto ligado à violência, já que a banca pode entender a abordagem como fuga do tema.

A leitura atenta da proposta também costuma indicar qual ponto de vista é proposto pelo exame. Como exemplo, ela cita o tema do Enem 2012 “Movimento imigratório para o Brasil no século XXI“. A partir dos apresentados na proposta, a professora diz que não foi bem vista a redação que defendia a expulsão dos imigrantes do país ou a redução de direitos desses cidadãos.

Se o estudante for contra, vai precisar usar argumentos muitos sólidos e que em nenhum momento agridam os direitos humanos. “Não é para fazer média com a banca, mas usar os textos para apresentar uma análise crítica, com uma proposta de intervenção”, afirma a professora do Objetivo.

Outras dicas
Além do cuidado com os argumentos utilizados, o candidato precisa ficar atento ao tipo de texto pedido: dissertativo-argumentativo. Escrever uma narração ou uma poesia, por exemplo, é garantia de anulação da prova.

A banca exige ainda que o texto tenha no mínimo sete linhas, ou então será considerado insuficiente e será zerado pela banca.

Inserir desenhos e textos completamente desconexos com o tema da proposta serão considerados “descompromisso com o exame” e redação será anulada.

Correção
A redação do Enem será corrigida por dois especialistas, de forma independente. Cada corretor dará uma nota entre zero e 200 para cada uma das cinco competências exigidas, totalizando mil pontos. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas dos dois corretores.

Caso ocorra uma diferença de 100 pontos ou mais entre as duas notas totais ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências for superior a 80 pontos, a redação passará por uma terceira correção.

Se não houver discrepância entre o terceiro corretor e pelo menos um dos outros dois corretores, a nota final do candidato será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem, sendo descartadas as notas não convergentes.

Caso o terceiro corretor apresente discrepância com os outros dois corretores, a redação corrigida por uma banca composta por três corretores que atribuirá a nota final ao texto do candidato.

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