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Globo Livros vai lançar finalista do Man Booker Prize

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Jhumpa Lahiri, vencedora do Pulitzer 2000

Jhumpa Lahiri, vencedora do Pulitzer 2000

Publicado na Veja on-line

Mais uma boa notícia para quem acompanhou a divulgação dos finalistas ao Man Booker Prize 2013. Lowland, inédito da escritora anglo-indiana Jhumpha Lahiri que entrou para a lista de concorrentes, será lançado no Brasil pela  Biblioteca Azul, a linha de alta literatura da Globo Livros. Também de Jhumpha, uma filha de indianos nascida em Londres, em 1967, e crescida em Rodhe Island, nos Estados Unidos, a Globo relançará o livro de contos Intérprete de Males, vencedor do Pulitzer 2000, e O Xará.

Da lista de finalistas, o mercado brasileiro já tem  O Testamento de Maria, do irlandês Colm Tóibín, recém-lançado pela Companhia das Letras. A Tale for the Time Being, de Ruth Ozeki, pode sair pela Casa da Palavra. Outro que pode sair por aqui é TransAtlantic, de Colum McCann, autor que veio à Flip em 2010 e teve livros publicados pela Girafa (O Bailarino) e pela Record (Deixe o Grande Mundo Girar, considerado o primeiro grande romance sobre o 11 de Setembro, e O Outro Lado da Luz, com que venceu a premiação irlandesa Hennessey Award, na categoria romance de estreia).

O vencedor do Man Booker Prize 2013, que levará 50.000 libras (cerca de 170.000 reais) será anunciado em 15 de outubro.

Biblioteca Virtual espanhola lança portal dedicado à obra de Machado de Assis

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Publicado no Portal Imprensa

Título original: Biblioteca lança portal dedicado à obra de Machado de Assis

Nesta quinta-feira (11/7), a Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes lançou um portal dedicado ao escritor brasileiro Machado de Assis. O professor José López Alfonso, da Universidade de Valência, responsável pelo portal, afirma que Machado foi “um dos grandes professores do realismo arcaico” e, “talvez, o primeiro grande contista latino-americano”.
                               Crédito:Reprodução
                                 Site traz material sobre o escritor brasileiro

Segundo a Folha de S.Paulo, Alfonso também disse que o número de estudos sobre a obra de Machado “continua crescendo de maneira impressionante” não somente no Brasil, mas também “no mundo anglo-saxão”.

O professor espera que o site “desperte a curiosidade daqueles que ainda não tiveram a sorte de ler um narrador tão notável […] Sua inteligência profunda e seu humor, terno e cáustico ao mesmo tempo, fazem dele um dos melhores continuadores do legado de Cervantes”.
Também podem ser acessadas no portal imagens de Machado de Assis e da sociedade em que viveu, manuscritos do autor e obras de Machado de Assis (em português) digitalizadas.

 

Escritor Salman Rushdie narra tensão dos anos de condenação e perseguições

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Roberto Midlej, no Correio

Era 14 de fevereiro de 1989, Dia dos Namorados na Inglaterra. O escritor anglo-indiano Salman Rushdie, que vivia em Londres, não chegou a festejar a data com a mulher, a romancista americana Marianne Wiggins. O casamento deles, que tinha pouco mais de um ano, já estava em crise e o clima não permitia comemorações.

A vida de Rushdie, 65 anos, ficaria muito pior naquele mesmo dia, quando ele recebeu uma ligação de uma jornalista, lhe dando uma notícia que transformaria sua vida num imenso “túnel escuro”, como ele mesmo classifica. A repórter perguntou: “Como você se sente sabendo que foi condenado à morte pelo aiatolá Khomeini, líder supremo do Irã?”. Rushdie respondeu parecendo menos preocupado do que realmente estava: “Não me sinto bem”.

Começava naquele dia um período de trevas na vida do escritor, que duraria quase dez anos. A condenação acontecera porque, segundo o aiatolá Khomeini (1900-1989), Rushdie, no romance Os Versos Satânicos, havia blasfemado contra o líder dos muçulmanos, Maomé.

O livro Joseph Anton – Memórias (Companhia das Letras/R$ 54,50/616 págs), com lançamento mundial, trata desse período após a condenação, chamada de fatwa. A autobiografia ganhou esse título porque, durante o período em que viveu sob a condenação, Rushdie usou o pseudônimo Joseph Anton.

O nome, além de contribuir para a sua proteção, servia para homenagear dois autores: o inglês Joseph Conrad (1857- 1924) e o russo Anton Tchecov (1860-1904).

Nômade
Enquanto a fatwa permaneceu em vigor, Rushdie viveu um período de extrema privação. Os contatos eram raros até com o filho, Zafar, que tinha nove anos quando o escritor soube que sua cabeça estava a prêmio. Ele passou a viver como nômade, mudando-se de cidade com frequência e sob proteção da Scotland Yard, a poderosa polícia londrina.

Com o apoio do governo britânico, Rushdie se tornou a terceira pessoa mais protegida da Inglaterra, atrás somente da Rainha Elizabeth e do primeiro-ministro britânico. Ele passou a ter à disposição dois carros, dois motoristas e dois agentes de proteção que permaneceriam ao seu lado durante anos.

O livro, como uma biografia tradicional, segue a ordem cronológica e conta a vida de Rushdie desde o período em que viveu na Índia, passando pela vida de estudante na Inglaterra e início da carreira profissional como publicitário após formar-se em história. Apaixonado por literatura, Rushdie decidiu deixar a carreira de redator numa agência publicitária, que lhe pagava muito bem, para se dedicar exclusivamente à escrita.

Projeção
Mais tarde, ele provou que tinha razão na troca. Já em seu segundo livro, Filhos da Meia- Noite, o autor venceu o Booker Prize em 1981, o mais importante prêmio da literatura de língua inglesa. Rushdie só ganhou grande projeção internacional com Os Versos Satânicos, não exatamente pela qualidade literária, mas pelas consequências que o livro lhe traria.

O período posterior à condenação de Rushdie toma mais de 80% da biografia e é aí que o autor acerta, já que isso é o que mais interessa ao leitor. Narrado como um romance, como ele mesmo reconhece, o livro, escrito em terceira pessoa, ganha toques de suspense e, embora saibamos desde o começo que Rushdie terminará vivo, em alguns momentos chegamos a duvidar disso, tamanha a tensão que ele cria.

E acabamos nos perguntando como ele sobreviveu, já que até um tradutor japonês de Os Versos Satânicos acabou assassinado. Sua sobrevivência, além de ter contado com a competência da polícia inglesa, teve, sem dúvida, uma boa dose de sorte.

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