Posts tagged animais

Número de corujas vendidas na Ásia aumentou por causa de Harry Potter

0

2529

Publicado na Galileu

A quantidade de corujas vendidas em alguns países aumentou muito nos últimos anos — e acredita-se que um dos responsáveis pelo fenômeno seja a saga Harry Potter. Segundo o jornalThe Guardian, a procura por animais da mesma raça de Edwiges, a fiel escudeira do bruxinho, cresceu notavelmente.

Em 2001, ano do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, apenas algumas centenas de animais foram vendidos nos mercados da Indonésia. Em 2016, esse número chegou a marca de 13 mil aves, que custam entre US$ 10 e 30 (por volta de 31 e 95 reais).

Para os especialistas Vincent Nijman e Anna Nekaris da Universidade Brooks de Oxford, na Inglaterra, o fato representa uma ameaça: “A popularidade das corujas como animais de estimação na Indonésia chegou a tal ponto que pode colocar em risco a conservação de algumas das espécies menos abundantes”.

A dupla defende que o país asiático deve colocar os animais na lista de “espécis de aves protegidas”, já que o encarceramento desses bichinhos pode resultar em muito estresse, levando as corujas rapidamente a morte.

Esse crescimento, entretanto, não se deu apenas na Indonésia. O deputado indiano Jairam Ramesh culpou os fãs do bruxinho pela diminuição do número de corujas selvagens no país. “Entre os seguidores de Harry Potter, parece que existe uma estranha fascinação, até nas classes médias urbanas, em presentear seus filhos com corujas”, observa.

Ainda não há provas da ligação direta entre a saga de livros e filmes com o aumento dessas aves — e outros aspectos como tráfico de animais e utilização deles em rituais religiosos não podem ser ignorados. Mas fato é que alguns desses bichinhos estão sendo chamados de “pássaros de Harry Potter”.

Além disso, muitas corujas vendidas no sul da Ásia hoje tem nomes dos personagens dos livros, incluindo Edwiges. “Duas semanas atrás eu estava em Bangkok e vi duas corujas, chamadas Edwiges e Harry, e os visitantes podiam acariciá-las e tirar fotos com elas, vestidos como Harry ou Hermione”, relata o especialista Nijman.

Ainda no início do fenômeno, a escritora da série, J.K. Rowling, fez questão de falar que corujas não deveriam ser capturadas como animais de estimação: “Se alguém foi influenciado por meus livros e pensa que uma coruja seria mais feliz fechada em uma pequena gaiola e mantida em uma casa, gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer que ‘você está errado’. As corujas dos livros de Harry Potter nunca tiveram a pretensão de retratar o verdadeiro comportamento ou as preferências de corujas reais”.

A escola que fica dentro de uma fazenda orgânica – e não tem salas de aula nem carteiras

0

escola-fica-dentro-fazenda-organica-nao-tem-salas-aula-nem-carteiras

Jéssica Miwa, no The Greenest Post

A ideia de conectar crianças à natureza enquanto aprendem lições fundamentais já é conhecida (e adorada) mundialmente. Lembra da Green School Bali, que é feita de bambu e ensina permacultura aos alunos? Tem também a escola suíça que fica, literalmente, em uma floresta, faça sol ou neve!

É fato: o modelo de aprender brincando tem se espalhado mundo afora. Crianças pequenas têm curiosidade natural com tudo que é relacionado à terra, plantas e animais. Por que não se aproveitar disso para ensiná-las matérias importantes ao desenvolvimento, como química, biologia, matemática e história? De quebra, o amor e respeito ao meio ambiente cresce junto com o pequeno cidadão.

Conheca-pre-escola-tambem-uma-horta-urbana-sem-salas-de-aulas-carteiras-02

Foi pensando nisso que Edoardo Capuzzo e alguns outros designers italianos criaram o conceito de “Fazenda Pré-escola” — e ganharam o prêmio de arquitetura AWR International Ideas Competition. Edoardo não quer que a escola simplesmente tenha uma horta, mas que ela seja uma fazenda onde alimentos orgânicos sejam cultivados e animais sejam criados e atraídos.

Além de serem responsáveis pelo cultivo (e aprender tudo relacionado ao assunto), as crianças também têm contato com tecnologias supermodernas de energia solar e eólica, que abastecem a escola-fazenda.

O modelo já chamou a atenção de um psicólogo infantil que reside em Roma e está interessado em tirar o projeto do papel. O nome do moço ainda é mantido em sigilo, mas segundo Capuzzo, o maior desafio será lidar com as regulamentações locais, que assumem que escola precisa ter salas de aulas.

“Nós acreditamos que é muito importante criar espaços verdes onde crianças possam interagir, principalmente em cidades grandes, como Londres e Roma”, comenta o designer.

5 lições que “A Revolução dos Bichos” nos ensinou

0

animalfarm_3096015a-large

Bruno Vaiano, na Galileu

Em 17 de agosto de 1945 a obra a A Revolução dos Bichos (“Animal Farm”) era publicada na Inglaterra. Na fábula distópica de George Orwell, autor do também clássico 1984, um grupo de animais revolucionários toma o poder dos donos humanos de uma fazenda e organiza um regime igualitário e justo no local. O equilíbrio é ameaçado, porém, por uma dupla de porcos totalitários. Não daremos mais spoilers, leiam!

O livro é uma sátira ácida das práticas do ditador Joseph Stálin e da própria história da União Soviética, feito por um socialista democrático crítico ao que o regime instituído pela Revolução Russa se tornara. E está, claro, repleto de lições sobre o que foi o mundo no meio século 20. Essas são algumas delas.

1. Que a tradução de um título pode ser um spoiler

Em inglês, o título da fábula ácida de Orwell é mais simples: “Animal Farm”, que em tradução literal é algo como “fazenda dos animais”. Ou seja, não diz nada sobre o fato de que os animais da fazenda em questão organizariam uma revolução.

Em Portugal, os tradutores também não foram menos cruéis que aquele amigo dos comentários de uma matéria sobre Stranger Things. Houve a versão “A Quinta dos Animais”, idêntica ao inglês – “quinta” é fazenda em português de Portugal –, mas também houve o comprometedor “O Triunfo dos Porcos”.

É difícil discordar do apelo das versões lusófonas. Afinal, entre as incontáveis opções de uma livraria, você escolheria uma menção discreta ao fato de que há animais em uma fazenda ou uma promessa de guerra civil no chiqueiro? Pois é. O título pouco revelador da edição original, porém, não impediu que ele se tornasse um hit literário do pós-guerra, cujas vendas continuam aumentando até hoje (Trump, alguém?).

2. Que alianças diplomáticas e militares não se baseiam em ideais, mas em interesses

Orwell foi combatente na Guerra Civil Espanhola, espécie de “ensaio” para a Segunda Guerra Mundial que foi coberto também pelo então repórter Ernest Hemingway. Lá, conheceu de perto o horror propagado pelo exército soviético de Stálin – e percebeu que o sanguinário regime totalitário não tinha nada a ver com o socialismo democrático em que acreditava.

Para piorar a situação, a aliança formada entre Inglaterra e União Soviética para combater a Hitler – é difícil de acreditar que logo após o final da guerra a suposta “amizade” diplomática se tornaria a Guerra Fria – gerou uma cartilha de práticas midiáticas que tinham o intuito reabilitar a imagem da URSS no imaginário britânico. A ideia era fazer a população acreditar que o “terror vermelho” – que entre execuções em massa, trabalhos forçados e fome foi responsável pela morte de algo entre três milhões e 60 milhões de soviéticos – era uma invenção da propaganda nazista, justificando a aliança.

Orwell, que na época trabalhava no grupo de mídia BBC, pediu demissão, e escreveu o livro motivado a revelar, de maneira velada e alegórica, o real caráter do regime stalinista.

3. Que rock n’ roll e literatura são uma ótima combinação

Não foram só leitores comuns que aprenderam muito com A Revolução dos Bichos. No topo da lista de ídolos que fizeram música inspirada na obra de Orwell está o Pink Floyd com o álbum Animals. Em 1987 o R.E.M. escreveu a canção “Disturbance at the Heron House” com o escritor britânico em mente, às vésperas do anúncio de que o conservador George H. W. Bush – pai do Bush que era presidente na época dos ataques de 11 de setembro – iria concorrer à presidência.

O grupo punk The Clash usou uma imagem de uma animação inspirada no livro de Orwell como capa do single “English Civil War”, lançado em 1979, e em uma menção mais discreta, o Radiohead cita a obra em um dos versos da canção “Optimistic”.

c

4. Que na guerra a liberdade de expressão é muito relativa

Não houve censura estatal instituída formalmente na Inglaterra durante a Segunda Guerra. Mas o medo de discordar da posição governamental gerou um notável processo de autocensura, completamente voluntário. Poucas editoras, durante o conflito, teriam coragem de manchar a própria imagem junto ao Ministério da Informação publicando obras que ameaçassem, mesmo que de forma velada, a visão positiva da opinião pública sobre a aliança entre Estados Unidos, URSS e Inglaterra.

Orwell afirmaria posteriormente, em um artigo escrito na revista Partisan Review, que “agora é impossível imprimir qualquer coisa que se oponha demais à Rússia. Livros contrários à Rússia aparecem por aí, mas a maioria é de editoras católicas e tem um ponto de vista religioso e reacionário.”

5. Que força física sem consciência política não significa nada

Orwell teve a ideia para sua fábula distópica após se dar conta de que o ser humano é capaz de domar e comandar animais pelo fato de que eles, apesar de mais fortes, não têm consciência de que estão sendo dominados, e que uma relação parecida se estabelecia entre patrões e o proletariado.

Ou seja, se serviu do próprio princípio da fábula, a inversão entre o papel humano e o animal, como paralelo para a organização do trabalho na sociedade capitalista, para então demonstrar que as relações de poder que se formariam entre os próprios proletários após a revolução poderiam deturpar o ideal socialista. Uma aula de história.

*Sob supervisão de Nathan Fernandes.

Fotógrafo lança livro com série de retratos íntimos e expressivos de animais domésticos

0

Publicado no Hypeness

O fotógrafo britânico Robert Bahou cresceu numa casa onde os animais transitavam livremente. Gatos, cachorros e até mesmo cavalos marcaram sua infância e fizeram com que seu olhar pudesse captar, no futuro, a “Alma Animal”.

Animal Soul é o primeiro livro de fotografias do artista, financiado via Kickstarter. Para compor a publicação, Robert contou que fez uma cuidadosa curadoria dos animais, a fim de captá-los de perto; e acrescenta que os animais têm uma relação diferente da nossa ao serem fotografados: “Eles não se ajustam, não escolhem seu melhor lado, já têm o rosto preparado e não escondem nada. O que nos resta é um momento verdadeiramente honesto entre eles e a câmera”.

AnimalSoul1

AnimalSoul2

livro2

livro3

 

livro4

livro5

livro6

livro8

livro9

livro10

livro11

livro13

livro15

livro17

Todas as fotos © Robert Bahou

Plástico bolha e filhotes ajudam alunos ansiosos de universidade britânica

0

Acariciar animais de estimação e estourar plástico bolha podem ajudar os alunos nos exames

Publicado no R7

Universidade encomendou centenas de metros de plástico e desenvolveu um plano para instalar estações com animais Reprodução

Universidade encomendou centenas de metros de plástico e desenvolveu um plano para instalar estações com animais Reprodução

A Universidade inglesa de Leicester decidiu oferecer aos estudantes estressados plástico bolha e sessões de carícias em caes para ajudá-los a relaxar na época de exames.

Segundo o jornal britânico The Independent, a instuição afirma que a “gratificação instantânea” de acariciar animais de estimação e estourar plástico bolha podem ajudar os alunos ansiosos lidar com o estresse e reduzir a tensão.

Assim, a universidade encomendou centenas de metros de plástico e desenvolveu um plano para instalar estações com animais no campus. Os estudantes terão que pagar 1 libra (moeda do Reino Unido) para acariciar os caezinhos e aliviar o stress.

Os estudantes também terão apoio convencional durante a temporada de exame, incluindo copos de chá, espaços dedicados para estudo e jogos de tabuleiro para aqueles que querem uma pausa de revisão dos conteúdos cobrados nas provas.

Michael Rubin, diretor de educação e presidente eleito da Universidade da União dos Estudantes de Leicester  disse que as medidas “tentam reduzir o stress através da prestação de ajuda na unidade de educação”.

Go to Top