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Universidade argentina adota voluntariado obrigatório para compensar ensino gratuito

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A partir de 2017, os cerca de 320 mil alunos da Universidade de Buenos Aires (UBA) passarão a ter que realizar atividades solidárias para concluir os estudos e obter seu diploma, de acordo com uma resolução da própria entidade – que é pública e gratuita.

A partir de 2017, UBA terá disciplina de 'educação prática solidária' em todos os cursos

A partir de 2017, UBA terá disciplina de ‘educação prática solidária’ em todos os cursos

Marcia Carmo, na BBC Brasil

No entendimento de diretores e professores, a sociedade deve ser “recompensada” por ter dado a eles a oportunidade do ensino gratuito, afirmou a BBC Brasil a secretária de assuntos acadêmicos da UBA, a pedagoga Maria Catalina Nosiglia.

Com isso, a matéria de “educação prática solidária” vai ser um requisito obrigatório para os estudantes.

“Nosso objetivo é que os alunos tenham compromisso com nossa sociedade”, argumentou Nosiglia. “Afinal, toda a sociedade está de certa forma pagando para que eles estudem gratuitamente. Além disso, somos de uma região desigual e essa responsabilidade social é fundamental.”

Ela afirmou ainda que não se trata “apenas de solidariedade, mas de educação”.

Cada faculdade da universidade deverá adaptar até 2017 o currículo para incluir a matéria, que será cursada a partir do segundo ano e com a orientação de tutores.

Nosiglia contou que já foram definidos detalhes do chamado “projeto pedagógico e de intervenção social”.

Famílias carentes

A matéria terá 42 horas e o aluno deverá ser aprovado por seu tutor. No caso das carreiras de administração e de economia, os alunos poderão, por exemplo, ajudar as famílias carentes, ONGs ou pequenos empresários sobre como organizar um orçamento e capacitá-los para conseguir microcrédito para empreendimentos.

“Outra forma de educação solidária será orientar as mães de famílias carentes sobre como administrar melhor seus recursos”, afirmou.

A medida foi criada em 2010 e regulamentada em 2011, mas, na semana passada, foi estipulado o novo prazo para que todos os currículos estejam adaptados e o projeto entre em prática em 2017.

Nosiglia reconheceu, porém, que será “um desafio” incluir a matéria em algumas faculdades. “A parte mais difícil está ligada às ciências exatas e naturais”, disse.

Para estes, o projeto deve incluir aulas de computação a pessoas carentes e, no caso de biologia, por exemplo, projetos de conscientização sobre o meio ambiente. “É importante que todos, sem exceção, tenham responsabilidade social”, afirmou a pedagoga.

Algumas carreiras já incorporaram a medida em seus planos de estudo, como as faculdades de medicina, arquitetura e de veterinária – que já contam com a matéria prática de educação solidária nos currículos.

O reitor da faculdade de veterinária da UBA, Marcelo Miguez, disse à BBC Brasil que a disciplina de sociologia urbana e rural, com prática solidária, foi incluída em 2007 no plano de estudo da carreira, com visitas a lugares carentes, onde alunos e orientadores abordam temas básicos de saúde pública, vacinas nos animais a prevenção de doenças.

A faculdade de veterinária tem atualmente 4 mil alunos, e cerca de 500 deles já realizaram a “matéria solidária”.

O estudante Santiago Pillado, de 25 anos, no terceiro ano de veterinária, apoiou a inclusão da disciplina no currículo. “Podemos não apenas curar animais, mas ter a consciência social de ajudar as pessoas. Visitamos granjas e ajudamos os pequenos produtores agrícolas a prevenir doenças. Aprendemos como colaborar na adoção dos animais de rua, ou ajudamos aos alunos de escolas técnicas a estudar, despertando seu interesse em cursar a faculdade.”

O especialista argentino em educação Alieto Guadagni afirmou que, ante o aumento no número de alunos da UBA – inclusive com estudantes vindos de universidades privadas -, a medida é “bem-vinda”.

Biografia de um beagle

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Dieta à parte, Dusty foi um cachorro feliz por muitos anos: ganhava churrasco e arroz com certa frequência, principalmente no inverno.

Daniel Galera em O Globo

Dusty nasceu em Curitiba, provavelmente em 1988. Não se sabe ao certo a data, os registros foram perdidos. O que se sabe é que foi doado, junto com uma prima, Brisa, a uma família de classe média na zona sul de Porto Alegre. Aterrissou naquela cidade em janeiro de 1990, dentro de uma casinha de madeira, sedado e assustado. Quando a portinha foi finalmente aberta, encontrou um pátio cheio de mato e seus novos donos, um casal e dois pirralhos de nove e onze anos. A ração que lhe deram para comer era da marca Pedigree Champ. Ele não gostava muito dessa ração, mas comeria a mesma coisa pelo resto da vida.

Dieta à parte, Dusty foi um beagle feliz por muitos anos. Ganhava churrasco e arroz com certa frequência, principalmente no inverno. Seu apetite era brutal, comia até pedaços de tijolos. Como todo beagle, era um farejador exímio e um caçador nato. Gambás e ratos eram deixados diante da porta dos fundos como oferenda aos donos. Perdia em agilidade para a prima Brisa, que foi flagrada mais de uma vez abocanhando passarinhos. No pequeno reino do quintal, os dois cavavam buracos imensos, desenterravam a fiação do ar condicionado, sumiam em tocas invisíveis. De vez em quando fugiam pulando o muro. Sofriam de cretinice geográfica e eram encontrados a quilômetros de distância.

Dusty era tricolor. Brisa era branca com pintas marrons. Eram altos e esguios, do tipo perdigueiro. Nos dias de sol, os meninos deitavam no chão e os cães deitavam em cima da barriga deles e dormiam. Imunes ao tabu do incesto, procriaram. Foram quatro filhotes. Um deles era meio bobalhão, não sabia nem mamar direito. A família ficou com ele e o batizou de Boomer.

Com o tempo, o pátio em que viviam ganhou uma piscina e requintes paisagísticos. Os beagles foram realocados em outro pátio menor. Dali em diante foram menos felizes. Dusty passou a ter ciúmes do filho. As brigas eram encarniçadas e resultavam em orelhas e línguas dilaceradas, sangue para todo lado. Os meninos cresceram e os cães foram negligenciados. Estavam sempre bem alimentados e tratados, mas algo faltava. No olhar de Dusty lia-se uma dúvida. Ele já não sabia muito bem o que estava fazendo ali.

Boomer, fraquinho, foi o primeiro a morrer. Dusty teve câncer em 2003. Estava com quinze anos. A família optou por não operá-lo. A natureza precisa levar todo ser vivo embora de algum jeito. Tomou remédios, analgésicos, e um dia amanheceu duro dentro da casinha. Brisa, com saúde perfeita, restou sozinha. Tudo indica que decidiu ir embora também. Poucos dias depois, deitou placidamente no solzinho e morreu. Estava tão pacificada que levaram tempo para perceber que não estava só dormindo.

A privacidade é uma invenção humana (ou um instinto, depende da teoria). Não faz sentido para os cães, de modo que não temo estar sendo injusto ou indiscreto com Dusty e os outros dois. As fontes desse relato são os donos. Há um pouco de liberdade criativa, de invenção. Toda história tem uma dimensão estética, toda narrativa tem um efeito particular que está ancorado na subjetividade do narrador. Uma biografia não escapa disso, mesmo que seja a biografia de um beagle. Mas ele não teria como se importar. E sua história não nos interessa tanto quanto a de um humano, seja ele anônimo, notório ou público.

Mas talvez ela ganhe uma pequenina relevância no momento em que beagles são retirados de um laboratório de pesquisas sobre câncer por ativistas dos direitos animais e isso vira notícia e inflama um debate nacional. É difícil opinar. Leio artigos defendendo todos os lados, leio uma declaração de cientistas de Cambrigde atestando que todos os mamíferos possuem substrato neurológico capaz de engendrar consciência, considero o critério da “intenção de sobrevivência” pregado por Peter Singer para delinear nosso círculo de empatia e construir uma ética em relação a todos os seres vivos; também leio documentos atestando a importância ou não do uso de animais em pesquisas médicas, penso no que faria se a vida de um filho meu dependesse de um medicamento testado em animais e pondero se alguma dose de especismo não seria inevitável num mundo onde nascer e prosperar implica em morrer e (fazer) sofrer. Não sou contra testes em animais por princípio, mas acho que devem ser evitados ao máximo, e realizados apenas para buscar a cura de doenças — nunca para cosméticos, produtos de limpeza et cetera. O que está a nosso alcance, talvez, é conhecer, refletir e minimizar o dano. A ética possível é fazer isso incansavelmente.

Meu cão está deitado embaixo da escrivaninha enquanto escrevo. Tempos atrás falei para um amigo que jamais colocaria uma foto dele (do cão) nas redes sociais para preservar sua privacidade. O amigo lembrou que privacidade é coisa de humanos. Eu sei. Mesmo assim algo me impede. Ouço essa voz e a respeito.

O livro que mudou a minha vida

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A história de um personagem pode fazer com que o leitor se reconheça por meio de suas palavras e ações. O processo é chamado cientificamente de “identificação” e pode ajudar a resolver dilemas da vida cotidiana

Autoconhecimento para ajudar o próximo - Filho adotivo de mãe alemã e pai italiano, desde muito cedo Cláudio Assiz, 62 anos, foi incentivado à leitura. Foi seminarista, formou-se em História, Filosofia e Direito, trabalhou como radialista e acabou ingressando na carreira policial. Dedicou 35 anos da sua vida à Polícia Civil e, agora, aposentado e com mais tempo em mãos, dedica esse tempo aos animais. A rotina policial não é nada fácil, recorda Cláudio. “É uma atuação desconfortável, pois a Polícia tem a obrigação de ser a guardiã da sociedade.” Foi no ambiente familiar, na religião e na intimidade com livros que encontrou suporte que o permitiu ter uma visão aberta para entender os problemas sociais que rodeavam sua profissão. “Procurei praticar a polícia cidadã, sem violência. Julgar os atos e não as pessoas foi um discernimento que veio com os livros de filosofia”, diz. Em sua biblioteca já passaram desde a coleção completa de Monteiro Lobato a obras de filosofia, direito, antropologia, e esotéricos. Mas foi na leitura do Manual Básico de Teosofia, de Antônio Geraldo Buck, que Assiz encontrou respostas a algumas de suas inquietações. “O livro mistura ciência, religião e filosofia, e me aprofundou nas questões de autoconhecimento. E, ao me entender melhor, tenho mais compaixão e tolerância com o próximo”, conta (Wlater Alves / Gazeta do Povo)

(Wlater Alves / Gazeta do Povo)

Carol Benelli, no Gazeta do Povo

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros mudam as pessoas”, disse uma vez o poeta gaúcho Mário Quintana. Parece simples, mas como entender o significado que um livro tem para cada um?

Autoconhecimento para ajudar o próximo – Filho adotivo de mãe alemã e pai italiano, desde muito cedo Cláudio Assiz, 62 anos, foi incentivado à leitura. Foi seminarista, formou-se em História, Filosofia e Direito, trabalhou como radialista e acabou ingressando na carreira policial. Dedicou 35 anos da sua vida à Polícia Civil e, agora, aposentado e com mais tempo em mãos, dedica esse tempo aos animais. A rotina policial não é nada fácil, recorda Cláudio. “É uma atuação desconfortável, pois a Polícia tem a obrigação de ser a guardiã da sociedade.” Foi no ambiente familiar, na religião e na intimidade com livros que encontrou suporte que o permitiu ter uma visão aberta para entender os problemas sociais que rodeavam sua profissão. “Procurei praticar a polícia cidadã, sem violência. Julgar os atos e não as pessoas foi um discernimento que veio com os livros de filosofia”, diz. Em sua biblioteca já passaram desde a coleção completa de Monteiro Lobato a obras de filosofia, direito, antropologia, e esotéricos. Mas foi na leitura do Manual Básico de Teosofia, de Antônio Geraldo Buck, que Assiz encontrou respostas a algumas de suas inquietações. “O livro mistura ciência, religião e filosofia, e me aprofundou nas questões de autoconhecimento. E, ao me entender melhor, tenho mais compaixão e tolerância com o próximo”, conta

O escritor italiano Ítalo Calvino declara em seu livro Assunto Encerrado que as coisas que a literatura pode revelar são “pouco numerosas, mas insubstituíveis”. Nesses aprendizados estão sentimentos como a maneira de ver o próximo e a si mesmo, de atribuir valor às coisas, de encontrar as proporções da vida e o lugar do amor e morte nela, além de outros temas como a rudeza, a piedade, a tristeza, a ironia e o humor.

Em uma sociedade regida pelo relógio e de procura por respostas instantâneas, o tempo de leitura permite resgatar o contato com o “eu interior”. “Ao ler um livro, cria-se um espaço para que emoções e pensamentos se assentem, promovendo uma recomposição e reestruturação no nosso próprio ser”, revela o professor de História da América da Universidade Federal de São Paulo, Rafael Ruiz Gonzalez.

Além disso, a narrativa de um livro também tem grande poder transformador. “Quando a gente se defronta com uma história que fala com o ser humano na sua intimidade, é como se um sinal de ‘pare’ aparecesse na nossa frente”, lembra o professor.

Eu, personagem

Aristóteles dizia que imitar é próprio da natureza humana. Rafael Ruiz explica que durante a leitura “nos colocamos em diálogo com os personagens e nos vemos por meio de suas palavras e ações”. Esse processo psicológico é chamado de identificação. “O sujeito assimila um atributo, pensamentos ou comportamentos do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo que o outro fornece”, relata Naim Akel Filho, coordenador da especialização em Neurociência da PUCPR.

O neurocientista ainda vai além. Ele conta que “a personalidade se organiza a partir de nossas experiências, baseada nos modelos com os quais nos identificamos. Portanto, esse processo de identificação com personagens literários pode mesmo moldar a personalidade de alguém com a mesma força das figuras centrais da vida do sujeito”.

É a maturidade do leitor que vai fazer com que, ao folhear algumas obras, elas causem perturbações no comportamento. Indepen­­dentemente da idade, obras da literatura clássica sempre tem um lugar na cabeceira, pois já tiveram sua qualidade atestada. “O clássico é aquilo que foi confirmado pelo tempo porque atinge o ser humano em qualquer época ou lugar, comoveu e provocou questões no homem desde a antiguidade e o toca na sua essência”, orienta o professor Rafael Ruiz.

Silêncio, por favor

Você parou para pensar por que aquele conselho dado a uma pessoa próxima nunca é ouvido? Se o conselho não viesse falado, mas em forma de papel, seria diferente. Akel Filho explica que “quando lemos, rebaixamos nossas defesas racionais e deixamos a emoção e a fantasia substituírem a racionalidade. Por isso é mais fácil sermos seduzidos pela ‘ficção’ do que convencidos pelo mundo real”.

Pesa também que nem sempre as pessoas estão prontas para receber um conselho, e quando um amigo ou terapeuta fala, a sugestão é repelida. Enquanto que a literatura fala manso com o leitor, penetrando no seu coração e mente.

Remédio de papel
Entre tantos espaços de terapia para as inquietações da alma, que tal um lugar diferente, onde você entra, conta sua questão, e sai medicada com um livro? Pensando nisso, a paulista Angélica Ayres trouxe para Curitiba a Mahatma, Livraria de Expansão. “É um espaço onde são selecionados livros que podem ser úteis para uma tomada de decisão, mudança ou redirecionamento de vida”, conta.

Lá é possível encontrar livros de psicologia, comportamento, terapias complementares e até alguns de auto-ajuda. Com 34 anos de experiência no mercado editorial, Angélica é formada em Jornalismo e conta que instalou a livraria em um local calmo. “Não quero clientes de passagem, pois procuro pessoas que de fato querem refletir sobre suas vidas. E Curitiba é uma cidade mais introspectiva por causa do clima, o que favorece a leitura”.

O que diferencia o espaço de uma livraria comum é o atendimento personalizado dado a cada um dos clientes e o conhecimento que a proprietária tem do acervo. Angélica lembra, entretanto, que a literatura é somente uma das ferramentas possíveis para o autoconhecimento. “O livro não substitui algo que a pessoa precisa de caráter físico ou psicológico. É um caminho que vai ajudar as pessoas a entenderem suas necessidades”, pondera.

Coragem para enfrentar a vida - Por vezes, é nas páginas de um livro que as cortinas do teatro da vida se abrem. Foi o que aconteceu com a atriz e artista plástica Graci Mello, 32 anos, após a indicação do livro Montanha Mágica, de Thomas Mann, feita por um professor da universidade. A recomendação era de que era uma leitura obrigatória para a transição da fase adulta. “Acredito que quando era estudante estava carente de experiências, queria ver com meus próprios olhos, e não seguir o caminho que meus pais queriam e imaginaram para mim”, comenta. Nesse livro, a narrativa do personagem principal mostra que o medo é inerente e comum. “Saber disso permitiu enfrentar meus temores e não deixar o medo sobrepor à vontade de fazer as coisas”. E a história escrita a partir desse momento impactou a vida da atriz. Aos 23 anos, saiu da casa dos pais e foi morar com o namorado. “Estamos juntos há 17 anos e tem sido uma experiência linda. Sempre nos apoiamos muito e é um relacionamento tranquilo”, comenta. Parte do enfrentamento do “eu interior”, também tomou forma quando Graci decidiu fazer faculdade de Artes Cênicas. “Era muito envergonhada e, aos poucos, o teatro me mostrou como encarar as oportunidades que aparecem. Ensinou também a vivenciar o momento e não ter medo de me expor em público”, explica a atriz - (André Rodrigues / Gazeta do Povo)

(André Rodrigues / Gazeta do Povo)

Coragem para enfrentar a vida – Por vezes, é nas páginas de um livro que as cortinas do teatro da vida se abrem. Foi o que aconteceu com a atriz e artista plástica Graci Mello, 32 anos, após a indicação do livro Montanha Mágica, de Thomas Mann, feita por um professor da universidade. A recomendação era de que era uma leitura obrigatória para a transição da fase adulta. “Acredito que quando era estudante estava carente de experiências, queria ver com meus próprios olhos, e não seguir o caminho que meus pais queriam e imaginaram para mim”, comenta. Nesse livro, a narrativa do personagem principal mostra que o medo é inerente e comum. “Saber disso permitiu enfrentar meus temores e não deixar o medo sobrepor à vontade de fazer as coisas”. E a história escrita a partir desse momento impactou a vida da atriz. Aos 23 anos, saiu da casa dos pais e foi morar com o namorado. “Estamos juntos há 17 anos e tem sido uma experiência linda. Sempre nos apoiamos muito e é um relacionamento tranquilo”, comenta. Parte do enfrentamento do “eu interior”, também tomou forma quando Graci decidiu fazer faculdade de Artes Cênicas. “Era muito envergonhada e, aos poucos, o teatro me mostrou como encarar as oportunidades que aparecem. Ensinou também a vivenciar o momento e não ter medo de me expor em público”, explica a atriz

As diversas vidas que vivemos - O que seria da vida se fosse possível despir-se de preconceitos e aceitar a transição e a constante mudança? Para Cláudia Janiscki, 43 anos, especialista em I Ching e numeróloga, esse desafio teve início ao ler um livro milenar chinês. “Ler o I Ching ou Livro das Mutações foi como olhar no espelho. Fez com que eu enxergasse com clareza minhas vontades e qual caminho tomar para transformar aquilo que me causava insatisfação”, explica. Na época, Cláudia era dentista e não hesitou em largar anos de prática para tomar a estrada do auto-conhecimento. De lá pra cá, com o aprofundamento das questões humanas, também veio tranquilidade e a descoberta de um novo caminho trabalhando com pessoas. “Abri uma escola de ioga, onde pude praticar uma atividade que trazia benefícios diretos ao público. Agora, estou focada em numerologia e leitura de I Ching e acredito que não existe limite para melhorar e mudar”, comenta - (Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

 (Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

As diversas vidas que vivemos – O que seria da vida se fosse possível despir-se de preconceitos e aceitar a transição e a constante mudança? Para Cláudia Janiscki, 43 anos, especialista em I Ching e numeróloga, esse desafio teve início ao ler um livro milenar chinês. “Ler o I Ching ou Livro das Mutações foi como olhar no espelho. Fez com que eu enxergasse com clareza minhas vontades e qual caminho tomar para transformar aquilo que me causava insatisfação”, explica. Na época, Cláudia era dentista e não hesitou em largar anos de prática para tomar a estrada do auto-conhecimento. De lá pra cá, com o aprofundamento das questões humanas, também veio tranquilidade e a descoberta de um novo caminho trabalhando com pessoas. “Abri uma escola de ioga, onde pude praticar uma atividade que trazia benefícios diretos ao público. Agora, estou focada em numerologia e leitura de I Ching e acredito que não existe limite para melhorar e mudar”, comenta.

dica do Chicco Sal

No Facebook, aluno conta ‘dramas’ da vida universitária em charges

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Estudante usa charges para compartilhar dramas da vida universitária

Estudante usa charges para compartilhar dramas da vida universitária

Cristiane Capuchinho, no UOL

Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

Aluno de letras, Lucas Carvalho, 19, criou a página em dezembro de 2012, quando ainda estava no primeiro semestre do curso. A rotina se tornou fonte inesgotável de problemas, críticas e piadas. “A universidade tem muita coisa diferente, tem gente de todo tipo e todo tipo de problema e de situação engraçada”, comenta.

Da população felina do campus da UFC (Universidade Federal do Ceará), onde estuda, surgiu seu principal personagem: o gato Sofrêncio Xerox. É ele quem comenta fotos e situações esdrúxulas compartilhadas por Lucas e por muitos de seus seguidores, que sugerem novos desenhos diariamente.

Há um pouco de tudo: insetos na comida do bandejão, filas imensas para tirar xerox, noites insones antes de provas ou entregas de trabalho, professores que faltam, custo da vida estudantil. Mas nem tudo são problemas, festas e namoros também estão ali representados.

Estudante de universidade pública
Os dramas do estudante Lucas começaram já no vestibular. Sem muita certeza do curso que gostaria de seguir, começou a estudar no curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, no IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará).

“Queria desistir no primeiro mês. Tinha muita matéria de exatas, aulas de cálculo. Sempre fui de humanas, fui para lá por causa da nota de corte no Sisu [processo seletivo]”, lembra.

No processo seletivo de inverno conseguiu uma vaga na Federal do Ceará para o curso de letras. Mas a universidade passava por uma longa greve, que o deixou em casa à espera por meses até o início das aulas.

Mas seu principal drama é o transporte, diz. Morador de Cascavel (a 64 km de Fortaleza), o universitário passa mais de três horas por dia no transporte público para chegar à faculdade. “É muito tempo, o ônibus é cheio. Às vezes é mais cansativo que as aulas”, conta.

Mudar-se para Fortaleza não é uma opção. A falta de dinheiro é outro drama universitário comum. Por enquanto, o tempo é usado para bolar os desenhos que serão postados no dia seguinte.

Agora, Lucas Carvalho pensa em transformar o hobby em trabalho. A exemplo do desenhista Carlos Ruas, da página Um Sábado Qualquer, Lucas quer ampliar o número de personagens e fazer produtos para venda, como camisetas. Como forma de tranquilizar a família, garante: “Se não der certo, terei concluído a faculdade e vou ter uma profissão”.

Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

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O custo das mensalidades do ensino superior é um dos temas abordados pelo cartunista e estudante Lucas Carvalho em suas charges. A página de Facebook Drama Universitário já tem mais de 136 mil seguidores.

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O cansaço é um dos “dramas universitários” ironizados por Lucas Carvalho em sua página. Aluno de letras, Lucas criou a página em dezembro de 2012, quando ainda estava no primeiro semestre do curso e já tem mais de 136 mil seguidores. A rotina se tornou fonte inesgotável de problemas, críticas e piadas. “A universidade tem muita coisa diferente, tem gente de todo tipo e todo tipo de problema e de situação engraçada”, comenta.

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A dificuldade em chegar à universidade é o principal “drama universitário” da vida do estudante e cartunista Lucas Carvalho. Morador de Cascavel (a 64 km de Fortaleza), o universitário passa mais de três horas por dia no transporte público para chegar à faculdade. “É muito tempo, o ônibus é cheio. Às vezes é mais cansativo que as aulas”, conta.

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Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

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Falta de segurança é um dos problemas enfrentados por estudantes do país. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro

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Personagens de Game of Thrones foram simpsonizados… ou revistos na versão Os Simpsons

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Eduardo Moreira, no SpinOff

Os personagens de Game of Thrones foram simpsonizados. Os homens, mulheres, animais e até s[imbolos de casas da história de George R.R. Martin foram transformadas para o mundo de personagens de pele amarela, graças ao trabalho do artista Adrien Noterdraen (ou ADN).

Não é a primeira vez que Adrien transforma personagens populares em personagens dos Simpsons. Na verdade, o seu tumblr Draw the Simpsons tem exatamente esse objetivo: transformar grandes hits da cultura pop em possíveis personagens dos Simpsons.

Abaixo você tem várias imagens da HBO no formato de desenho animado. Fico imaginando as ideias que Matt Groening pode ter ao ver essa página em sua casa, durante as férias. Ou no período de pré-produção da próxima temporada de The Simpsons.

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dica do Fabio Martelozzo Mendes

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