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Confira entrevista com Jeff VanderMeer, autor da saga de ‘Aniquilação’

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História de Jeff VanderMeer deu origem ao filme da Netflix protagonizado por Natalie Portman
(foto: Peter Mountain/Divulgação)

Livro que inspirou o filme Annihilation usa a ficção científica para traçar paralelo entre a relação homem/natureza

 

Adriana Izel, no Correio Braziliense

Desde que foi lançado em março na Netflix, o filme Annihilation (Aniquilação, em português) dividiu opiniões. A obra é inspirada no livro homônimo de Jeff VanderMeer e é o primeiro de uma trilogia. Os livros chegaram este ano ao Brasil pela Editora Intrínseca, que também lançará em breve outro livro do autor, a obra Borne.

Com mudanças consideráveis em relação ao livro, a versão cinematográfica acompanha a bióloga Lena (Natalie Portman) em expedição, composta apenas por mulheres, que visa entender a Área X, local do planeta Terra que está envolto de um brilho onde acontecem coisas inexplicáveis e de onde quase ninguém volta, exceto o marido dela, o sargento Kane (Oscar Isaac). Ele reaparece de forma misteriosa e com um comportamento estranho, e isso motiva a personagem a tentar entender o local.

O autor lamentou algumas alterações da adaptação. “Lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre a representação visual da história”, afirma ao Correio.

(foto: Kyle Cassidy/Divulgação)

Qual foi a sua motivação para escrever Aniquilação, primeiro livro da trilogia Comando sul?
Há algum tempo, eu queria escrever algo na Flórida. Minha primeira tentativa foi sobre uma festa chamada Festival da Lula de Água Doce, que dizia que uma lula de água doce chegou à Flórida em um navio-contêiner vindo do Brasil e, agora, vivia em um lago na Flórida Central. Infelizmente, as pessoas pensaram que era tão real que estavam ligando para a cidade vizinha falando sobre o festival e até um programa sobre a vida selvagem da BBC me procurou querendo filmar sobre a lula. Então, claramente, uma outra forma de abordagem era necessária.

Como você fez isso, então?
A ideia surgiu em um sonho em que eu entrava em uma torre de túneis com palavras vivas na parede. Quando acordei, ficou claro que o que quer que estivesse escrito estaria lá embaixo e eu logo encontraria. De manhã, eu não tinha apenas as palavras escritas na torre do túnel do meu sonho, mas a personagem de uma bióloga em minha mente, a situação inicial e a ideia de uma agência secreta enviando expedições para esse deserto em que coisas estranhas estavam acontecendo. Meio que (a história) se escreveu naquele momento.

Você teve alguma influência no roteiro da versão cinematográfica de Aniquilação?
Não, eu só vi muito, muito tarde. Alex Garland (o diretor do filme) estava nervoso sobre a minha reação, já que é muito diferente. Mas, é claro, um roteiro é apenas parte de um filme. E o filme é, de certa forma, mais diferente nos detalhes do que no roteiro. A textura e certos elementos visuais são muito parecidos com o livro.

O que você achou da adaptação?
Foi difícil assistir no começo, porque eu tinha não só a imagem do set (de filmagem), mas do livro na minha cabeça. Mas, na terceira vez em que vi, eu realmente amei, apesar de lamentar algumas coisas que foram perdidas do livro. Acredito que o último ato é genial e, toda vez que o vejo, percebo as pessoas se contorcendo como marionetes em cordas invisíveis devido ao desconforto físico de ver algo realmente original na tela. A trilha sonora também é genial.

O livro e o filme têm diferenças significativas. O que você acha sobre essas mudanças?

Eu lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre uma representação visual de sua história. Por outro lado, eu sempre tenho visto muitas artes feitas por fãs com base na série e gostado. Em algum nível, eu estava preparado para essa transformação. E também há muitas traduções do livro ou reações da parte de Garland. Um bom exemplo é o urso, que é uma combinação do javali e da criatura que se lamentava no livro. A aldeia de musgo é tirada do livro e a cena lá com Tessa Thompson (que interpreta Jodie Radek) é uma que eu gostaria muito de ter pensado para a saga.

Qual é a maior mensagem que você queria discutir com Aniquilação?
Em parte, a Área X é, para nós, o que somos para os animais: uma força aparentemente inexplicável, que age contra eles por razões ruins ou desconhecidas. Isso é muito importante para a ideia de renegociar a distância entre natureza e cultura. Agora mesmo, em nossa destruição do meio ambiente e nosso inútil assassinato de animais — diretamente ou por meio da derrubada de seu habitat —, estamos nos comportando francamente como se fôssemos insanos. Eu também queria explorar como os seres humanos são muito mais irracionais do que pensamos. Alguém que não consegue algo para o café da manhã pode mudar as principais decisões políticas. Alguém que está tendo um caso com alguém em um departamento do governo pode ter esse mesmo efeito. Em suma, tendemos a descrever o racional com algum mito de que somos lógicos em nosso comportamento, mas ele é retroativo ao que realmente está acontecendo.

Você está trabalhando em alguma sequência para essa história? Quais são seus projetos agora?
Estou trabalhando em um thriller ambiental, Hummingbird Salamander, no qual uma ex-ativista ambiental da Argentina morre e deixa uma chave para uma unidade de armazenamento para o narrador do romance. Na unidade de armazenamento estão corpos taxidermizados de dois animais: um beija-flor e uma salamandra. Eles se tornaram espécies ameaçadas de extinção e, ao explorar o mistério, o narrador mergulha mais sobre o tráfico de vida selvagem, o ecoterrorismo, o bioterrorismo e o fim do mundo.

História do livro Borne
O romance apocalíptico biotecnológico segue a personagem Rachel, uma catadora que coleta organismos geneticamente modificados feitos pela empresa The Company e acaba descobrindo uma criatura em forma de anêmona do mar, que ela batiza de Borne.

Livros que ganharão adaptações no cinema e na TV em 2018

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Os livros que serão adaptados para cinema e TV em 2018 (//Divulgação)

Os livros que serão adaptados para cinema e TV em 2018 (//Divulgação)

 

Dá tempo de correr até a livraria e se preparar para ver filmes e séries que prometem

Publicado na Veja

A literatura é campo prolífico para o cinema e a televisão. E não serão diferentes os seus reflexos em 2018, quando boas obras escritas ganham versões em filmes e séries que merecem um espaço na agenda.

Confira abaixo 14 livros para ler antes da estreia nos cinemas ou na TV.

O que te faz mais forte

Jeff Bauman foi uma das principais vítimas do atentado terrorista de Boston, em abril de 2013. O rapaz, que perdeu as duas pernas, estava na linha de chegada da maratona quando a primeira bomba explodiu perto dos seus pés. As memórias de Bauman, parte do livro O Que Te Faz Mais Forte, misturam detalhes da readaptação à vida ao mesmo tempo em que narram detalhes da caçada aos irmãos chechenos apontados como autores do crime. No cinema, o filme está previsto para 8 de fevereiro, com Jake Gyllenhaal na pele do protagonista.

Aniquilação

O primeiro livro da bem-sucedida trilogia Comando Sul chegará aos cinemas em 22 de fevereiro, com Natalie Portman como protagonista. No mundo sombrio criado pelo autor Jeff VanderMeer, uma parte dos Estados Unidos é isolada devido a anomalias misteriosas. Nenhuma expedição até o local tem sucesso. Os estudiosos envolvidos têm finais trágicos, como suicídio ou câncer. O grupo que encara a 12ª incursão é composto por quatro mulheres que são tratadas por suas especialidades: uma bióloga (Natalie), uma topógrafa (Tessa Thompson), uma psicóloga (Jennifer Jason Leigh) e uma antropóloga — que, ao que tudo indica, será vivida por Gina Rodriguez, com algumas alterações na personagem.

‘O Conto de Aia’ (‘The Handmaid’s Tale’)

O drama The Handmaid’s Tale, original do serviço de streaming Hulu, ainda não disponível para os brasileiros, chega ao Paramount Channel em fevereiro. A trama que ganhou oito estatuetas no Emmy é inspirada no romance O Conto de Aia, lançado pela canadense Margaret Atwood em 1985, e mostra uma sociedade em que mulheres são escravas de um sistema religioso e totalitário. A protagonista, vivida por Elisabeth Moss, é uma das últimas mulheres férteis obrigadas a repopular o planeta.

‘Roleta Russa’ (‘Operação Red Sparrow’)

Lançado em 2013, o drama policial Roleta Russa conquistou a crítica internacional ao narrar a trama de uma bailarina recrutada pelo serviço secreto russo. Ela é direcionada para um instituto chamado Escola de Pardais, onde homens e mulheres são treinados para seduzir e espionar. O autor da obra, Jason Matthews, é ex-integrante da Diretoria de Operações da CIA e lança mão de seus conhecimentos para enriquecer a narrativa com detalhes e manobras de tirar o fôlego. O filme no Brasil adaptou o nome original da obra escrita, Red Sparrow, e está previsto para estrear em 1º de março, com Jennifer Lawrence na pele da protagonista.

‘Uma Dobra no Tempo’

Clássico da literatura, o romance de Madeleine L’Engle, publicado em 1962, mistura ficção científica e fantasia ao abrir caminho entre dimensões, enquanto narra a trama de uma garota em busca do pai desaparecido. A série é composta por cinco livros com outras aventuras da família. No cinema, a direção ficou com Ava DuVernay (Selma) e o roteiro com Jennifer Lee, vencedora do Oscar por Frozen. O elenco traz Oprah Winfrey, Chris Pine, Reese Witherspoon, entre outros. Previsto para 29 de março, o filme é uma das superproduções do ano, com orçamento estimado em mais de 100 milhões de dólares.

‘Jogador Nº 1’

Apesar de ter sido lançado em 2011, o livro Jogador Nº 1 já é tratado como cult pelos fãs de ficção científica. Steven Spielberg assumiu a direção da adaptação, marcada para estrear em 29 de março. A história ambientada em 2044 mostra uma Terra devastada por fome, guerras e pobreza. Para fugir da realidade, pessoas se conectam ao OASIS, uma utopia virtual global, que dá aos participantes a chance de ser e fazer o que quiser. A realidade paralela também esconde segredos que, se desvendados, podem render uma fortuna.

‘Simon vs. a agenda Homo Sapiens’ (‘Love, Simon’)

Aos 16 anos, Simon enfrenta um dilema: como assumir para amigos e familiares que é gay? Tudo fica ainda mais complicado quando ele se apaixona por um rapaz misterioso na internet. O romance adolescente de Becky Albertalli fez sucesso em 2015 ao tratar com bom humor as agruras do amadurecimento. Tanto que sua adaptação já chega aos cinemas americanos em março de 2018. Ainda não há data marcada para a estreia no Brasil. Dirigido por Greg Berlanti (Juntos por Acaso), o elenco traz Josh Duhamel e Jennifer Garner na pele dos pais de Simon, que é vivido por Nick Robinson (de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros). Katherine Langford, a Hannah de 13 Reasons Why, reforça o elenco jovem da trama.

‘Mulheres Alteradas’

Os quadrinhos da argentina Maitena Burundarena chegam aos cinemas em 5 de abril com uma adaptação brasileira. Em uma leitura livre da obra da quadrinista, o filme traz quatro mulheres encarando diferentes problemas. Deborah Secco interpreta uma personagem em crise no casamento, ao contrário de Sônia, vivida por Monica Iozzi, que está cansada da vida doméstica e tem saudade de quando era solteira. Alessandra Negrini dá vida a Marinati, jovem viciada no trabalho, e Maria Casadevall interpreta Leandra, que sofre as inseguranças de não ter constituído família. Os cinco volumes com as tirinhas femininas foram lançados pela Rocco no começo dos anos 2000.

‘Minha Fama de Mau’

A autobiografia de Erasmo Carlos, lançada em 2009, acompanha o músico desde a infância no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, passando pelo sucesso com a Jovem Guarda, nos anos 1960, e com o amigo Roberto Carlos até o começo da década de 1990. Outros nomes da música nacional são personagens do livro, como Tim Maia, Wanderléa e Carlos Imperial. As páginas são recheadas de divertidas anedotas de bastidores. No cinema, o Tremendão será vivido por Chay Suede, Roberto Carlos ficou sob a responsabilidade de Gabriel Leone e Wanderléa será interpretada pela atriz Malu Rodrigues. Nara Leão, será interpretada por Bianca Comparato. O filme está previsto para estrear em 19 de abril.

‘Objetos Cortantes’

Da autora Gillian Flynn, conhecida pelo best-seller A Garota Exemplar, Objetos Cortantes será transformada em uma série de oito episódios pela HBO. Prevista para junho, a atração traz Amy Adams na pele da protagonista, a repórter policial Camille Preaker, que acaba de sair de uma passagem por um hospital psiquiátrico. Ela é incumbida da missão de voltar à sua pequena cidade, onde ocorreu o assassinato de duas pré-adolescentes. A narrativa tensa monta um interessante quebra-cabeça, daqueles rapidamente devorados pelo leitor.

A atriz Amy Adams será protagonista da série ‘Objetos Cortantes’ (Alberto E. Rodriguez/Getty Images)

‘O Paciente’

O novo filme de Sergio Rezende (Zuzu Angel) trará Othon Bastos na pele de Tancredo Neves. O roteiro é inspirado no livro O Paciente – O Caso Tancredo Neves, de Luis Mir, lançado em 2010. Na obra, o pesquisador acompanha, com direito a reprodução de prontuários, a controversa história que levou à morte o primeiro presidente eleito no país após a ditadura militar. Neves nunca tomou posse. Foi internado com dores abdominais, passou por diversas cirurgias e morreu vítima de infecção generalizada. Previsto para chegar aos cinemas no segundo semestre de 2018.

‘Estranha Presença’

A autora Sarah Waters é conhecida por histórias de mistério, ambientada na era vitoriana e com um forte tom sexual. É dela o livro que deu origem ao filme A Criada (2016). Ela volta aos cinemas este ano com a adaptação de Estranha Presença, trama que se passa no Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial. Dr. Faraday (Domhnall Gleeson) é um médico que atende um chamado em uma antiga mansão de uma família em declínio. O local sinistro e o passado dos personagens criam o cenário de terror que será dirigido pelo cineasta Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack). O longa está previsto para estrear no fim de agosto nos EUA.

‘A Garota na Teia de Aranha’

O quarto livro da série best-seller Millennium, do escritor sueco Stieg Larsson, chega aos cinemas em outubro, pelas mãos do diretor Fede Alvarez, do intenso O Homem nas Trevas. Quem assina a continuação da obra é David Lagercrantz, autor eleito pela família de Larsson para dar continuidade à história da hacker Lisbeth Salander e do jornalista Mikael Blomkvist. Na nova trama, Lisbeth, agora interpretada por Claire Foy, invade computadores da NSA, a agência de segurança dos EUA. Esta será a segunda adaptação da série por Hollywood, que lançou em 2011 Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Na Suécia, a trilogia completa chegou aos cinemas.

‘A Amiga Genial’

A tetralogia napolitana assinada por Elena Ferrante vai ganhar uma série com oito episódios pela HBO, baseados no primeiro livro, A Amiga Genial. Ainda não há data de lançamento nem informações de elenco. Sabe-se que a produção será conduzida pelo cineasta Saverio Costanzo, do filme A Solidão dos Números Primos (2010), e que tem por cenário a cidade italiana de Nápoles. Os quatro livros da saga acompanham seis décadas da amizade de Elena Greco e Raffaela Cerullo, chamada pela narradora de Lila. A obra inicial começa na década de 1950, quando a dupla passa da infância para adolescência.

5 Livros para ler após assistir o filme ‘Interestelar’

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Depois do auge da ficção científica que se deu na década de oitenta, é difícil imaginar que o gênero conseguisse se reerguer e atingir novamente tal patamar de sucesso com alguma outra produção ligada ao tema após perderem a maioria de seus clichês com a chegada do século XXI. Mas felizmente filmes como ‘Gravidade’, o remake de ‘Star Trek’‘Interestelar’ demonstram que o Sci-Fi parece ter muita lenha pra queimar. Tendo como grande característica a habilidade de contar histórias inteligentes fundamentadas na ciência, parece que a ficção científica ainda mantém o dom de fomentar ideias e imagens deslumbrantes na cabeça do público.

Aproveitando o ensejo do súbito sucesso do filme ‘Interstellar’ que tem arrancado uma excelente crítica de seus expectadores, passamos um pano em nossa prateleira e separamos algumas leituras que podem ajudar na ressaca de quem já assistiu o filme e saiu do cinema com gostinho de quero mais.

✔ Perdido em Marte, de Andy Weir

Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável -, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.

Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

✔ Uma Dobra do Tempo, de Madeline L’Engle

“Uma linha reta não é a distância mais curta entre dois pontos.” Esta ideia está por trás da incrível história da família Murry, traçada em Uma dobra no tempo, ganhador do Newbery Award em 1963 e ainda capaz de fascinar uma nova geração de leitores. No livro, a autora Madeleine L´Engle proporciona uma verdadeira viagem, com dissolução e reconstituição de corpos no espaço, através de atalhos que fogem do longo caminho dos anos-luz, e dá lugar a uma passagem da quarta para a quinta dimensão, impensável no espaço tridimensional que conhecemos.

Os Murry viviam a cerca de oito quilômetros da aldeia, isolados, em uma rua afastada. A geniosa Meg – a menina azarada e considerada má aluna na escola – e o pequeno Charles Wallace, rotulado como o “irmão bebê idiota”, compartilhavam o peso de serem crianças com um nível de intelectualidade acima do comum, o que causava certa dificuldade no relacionamento com as outras. Dennys e Sandy eram seus irmãos gêmeos, que não eram nem ruins, nem excelentes no colégio, mas eram fortes, bons corredores e se saíam bem nos jogos.

Em um ambiente de cumplicidade, os irmãos e a mãe, uma bela cientista, conviviam bem, apesar das diferenças. Mas carregavam um vazio dentro de casa. O sr. Murry era um físico famoso e, desde que partiu para uma missão confidencial – e perigosa – do governo, não tiveram mais notícias dele. A vizinhança, curiosa, especulava a respeito.

✔ A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger

O livro conta a história do casal Henry e Clare. Quando os dois se conhecem Henry tem 28 anos e Clare, vinte. Ele é um moderno bibliotecário; ela, uma linda estudante de arte. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal.

Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro.

Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Em A Mulher do Viajante do Tempo, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras, inclusive a mais implacável de todas: o tempo.

✔ Aniquilação – Trilogia Comando Sul, de Jeff VanderMeer

A Área X está isolada do restante do mundo há décadas, e a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Uma primeira expedição de reconhecimento voltou de lá relatando uma terra intocada, um paraíso edênico; a segunda terminou em suicídio em massa; a terceira, em um tiroteio dentro do próprio grupo.

Até que os membros da décima primeira expedição retornaram como meras sombras do que eram antes e, após algumas semanas, morreram de câncer.

Em Aniquilação, primeiro volume da trilogia Comando Sul, o leitor se junta à décima segunda expedição.

O novo grupo é formado por quatro mulheres: uma antropóloga, uma topógrafa, uma psicóloga – líder da missão – e uma bióloga, a narradora do livro. Seus objetivos são mapear o terreno, identificar todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem. As mulheres atravessam a fronteira esperando o inesperado… e é exatamente isso o que encontram. Mas o que de fato vai definir os rumos da expedição não é o que está lá, e sim o que elas trazem consigo desde o outro lado da fronteira e os segredos que guardam umas das outras.

✔ Encontro Com Rama, de Arthur C. Clarke

Vencedor de renomados prêmios, entre eles o Hugo e o Nebula, Encontro com Rama, conta a história de uma terrível colisão de um meteorito contra o continente europeu. Após o acontecimento, líderes mundiais e cientistas reuniram esforços para evitar que catástrofes dessa natureza voltassem a acontecer. Quase cinquenta anos depois, a humanidade atônita acompanha a chegada de um novo astro ao Sistema Solar. De proporções inimagináveis, Rama espanta e ameaça, pois avança firmemente na direção de nosso Sol.

Uma expedição é enviada para explorar os mistérios do que se imagina ser um colossal meteoro. Mas, num misto de surpresa e apreensão, Rama se revela uma sofisticada construção, repleta de enigmas que desafiam a mente e os conceitos humanos. Inestimável fonte de pesquisa para a ciência ou ameaça para a segurança da humanidade, Rama torna-se palco de uma das mais fascinantes jornadas de descobrimento da ficção científica; um espelho da genialidade de um dos autores mais criativos do século 20.

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