Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Anne Frank

Versão original e completa do “Diário de Anne Frank” publicada pela primeira vez

0

Um dos livros mais importantes sobre a era do holocausto foi publicado pela primeira vez em Berlim sem correções e retoques que a autora e o pai fizeram. A nova edição inclui a versão A e B da obra.

Publicado no Observador

O “Diário de Anne Frank”, um dos livros mais importantes sobre a era do holocausto, foi publicado pela primeira vez na versão original completa, sem correções e retoques que a autora e o pai fizeram antes da publicação.

Anne Frank, cujo o “Diário” foi declarado património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), morreu em 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen (Alemanha), deixando duas versões do “Diário”.

A primeira, que se conhece agora como sendo a versão A, a jovem começou a escrevê-la espontaneamente, enquanto a sua família estava escondida dos nazis, em Amesterdão, na Holanda, refere a agência de notícias espanhola EFE.

Assim que ouviu na rádio um apelo para documentar o sofrimento dos judeus holandeses, Anne Frank reescreveu parcialmente o “Diário”, na esperança de ver o texto publicado após o fim da guerra, que ficou conhecido como a versão B do livro.

A jovem sonhava ser escritora e pensava publicar o seu “Diário” com o título: “A casa de trás”.

Após o fim da II Guerra Mundial e a morte da filha, o pai de Anne Frank preparou uma terceira versão, na qual optou por eliminar passagens relacionadas com as crises típicas da puberdade.

A nova edição original e completa inclui a versão A e a versão B do livro.

O “Diário de Anne Frank”, escrito originalmente em holandês, foi traduzido em dezenas de idiomas e é considerado um dos “documentos chave” da época nazi.

Anne Frank nasceu em Frankfurt (centro da Alemanha) em 12 de junho de 1929, no seio de uma família judia que em 1934 fugiu dos nazis para a Holanda.

Em 1940, as tropas nazis invadiram a Holanda e em 1942 intensificaram a perseguição aos judeus naquele país, o que obrigou a sua família a esconder-se nos fundos de uma casa (anexo), em conjunto com outras famílias judias, no qual permaneceram durante dois anos.

Anne Frank começou a escrever o “Diário” em 12 de junho de 1942 quando completou 13 anos. “Espero poder confiar-te tudo o que não pude confiar a ninguém”, refere a primeira anotação.

A última passagem descrita no livro está datada de 01 de agosto de 1944, três dias antes de os nazis terem descoberto o esconderijo e detido a sua família e os restantes judeus.

O “Diário” ficou em Amesterdão e foi conservado pelos empregados de Otto Frank, pai de Anne Frank, a quem entregaram os escritos depois do fim da guerra.

Anne Frank morreu em março de 1945 e poucas semanas depois o campo de concentração de Bergen-Belsen foi libertado pelos britânicos.

Das oito pessoas que foram detidas na casa “esconderijo” de Anne Frank o seu pai foi o único que sobreviveu ao cativeiro.

Traição à família de Anne Frank é investigada e vai virar livro

0

Anne Frank em maio de 1942 (Anne Frank House/VEJA)

Ex-agente do FBI retomou a investigação sobre quem delatou o esconderijo de famílias judias — entre elas, a de Anne Frank

Publicado na Veja

– O que – ou quem – levou à prisão de Anne Frank e sua família em 1944 é a pergunta que Vincent Pankoke, um agente aposentado do FBI, tenta responder. Ele lidera uma investigação que envolve uma equipe multidisciplinar, novas técnicas e moderna tecnologia – e que promete os primeiros resultados para 4 de setembro de 2019, 75 anos depois de o esconderijo da família Frank e de outros quatro judeus ter sido denunciado e todos terem sido levados a campos de concentração nazistas.

Anne Frank (1929-1945), autora do famoso diário, morreu quase um ano depois, em Bergen-Belsen. Pankoke mantém um diário com os “bastidores” de seu trabalho no site http://www.coldcasediary.com. Tudo bem construído e com cara de que vai virar filme… e livro. O livro acaba de ser confirmado. Anne Frank: A Cold Case Diary será publicado simultaneamente em 2020 em pelo menos 13 países – incluindo o Brasil – pela HarperCollins.

(Com Agência Estado)

Diário de Anne Frank ganha versão em HQ e alerta para riscos da intolerância

0
Cena de "O diário de Anne Frank em quadrinhos" - Reprodução

Cena de “O diário de Anne Frank em quadrinhos” – Reprodução

 

Lançado simultaneamente em 50 países, obra foi adaptada por Ari Folman e David Polonsky

Fernando Eichenberg, em O Globo

PARIS – Quando foi contatado pela Fundação Anne Frank para realizar um filme de animação e uma história em quadrinhos baseados no célebre diário da jovem judia que permaneceu escondida durante a Segunda Guerra Mundial e acabou morrendo, aos 15 anos, no campo de concentração nazista de Bergen-Belsen, o cineasta israelense Ari Folman foi categórico em sua resposta: “Não”.

— Era muito grande o nome Anne Frank, e tudo já havia sido feito sobre o diário. Mas voltei para casa, fiquei pensando na razão pela qual haviam me solicitado, e cheguei à conclusão de que era algo que tinha de fazer. Levou uma semana para mudar de ideia e aceitar — explicou o diretor, em entrevista concedida em Paris.

Folman convenceu o diretor de arte e ilustrador David Polonsky, seu parceiro no premiado filme “Valsa com Bashir” (2008) e também em “O Congresso Futurista” (2013), no início também reticente à ideia, e este mês, 70 anos após a primeira publicação do “Diário de Anne Frank”, será lançada em 50 países a inédita versão do livro best-seller em HQ (edição brasileira pela Record). O filme de animação vai estrear nas telas de cinema em 2019, ano do 90° aniversário de nascimento de Anne Frank.

A iniciativa da Fundação Anne Frank foi motivada pela mudança de comportamento de leitura das novas gerações, apegadas às imagens e ilustrações nas telas de tempos virtuais. O objetivo era dar uma nova vida ao relato literário e histórico. Folman utilizou 70% do texto original, condensados em 150 páginas, e os recursos de diálogos e de imagens são reivindicados como uma fiel inspiração da escrita da jovem autora, com a inlusão de elementos dramáticos, mas não ficcionais.

A família Frank partiu de Frankfurt para Amsterdam no final de 1933 por causa da crescente perseguição aos judeus após a ascensão de Hitler ao poder. Mas com a invasão nazista na Holanda, em 1940, o temor recrudesceu. A partir de 6 de julho de 1942, o núcleo familiar (os pais Otto e Edith e as irmãs Margot e Anne) e mais outros quatro foragidos se esconderam no chamado “Anexo”, um apartamento secreto improvisado nas dependências da empresa do pai de Anne.

Em 4 de agosto de 1944, provavelmente graças às informações de um delator até hoje desconhecido, a polícia secreta alemã descobriu o esconderijo, prendeu e deportou seus inquilinos. Após ter passado pelos campos de Westerbork e Auschwitz, Anne Frank morreu de tifo no início de 1945 em Bergen-Belsen, pouco tempo antes da chegada das forças aliadas. Nos 743 dias de cativeiro, ela escrevia a sua amiga imaginária “Kitty” em seu precioso diário. Suas últimas palavras manuscritas datam de 1° de agosto de 1944. Publicado em 1947 por Otto Frank (1889-1980), único sobrevivente da família na guerra, o diário transformado em livro alcançou sucesso internacional, traduzido em mais de 70 idiomas, e gerou ao longo de décadas filmes, documentários e montagens teatrais.

Folman conta que não foi marcado pela primeira leitura da obra, aos 14 anos de idade. Mas ao se deparar novamente com o texto para preparar a HQ, confessa ter ficado “chocado” pela “inacreditável qualidade da escrita”:

— É impressionante sua capacidade de observação. Ela é muito aguda, e por vezes pode ser cruel de tão verdadeira ao contar histórias sobre adultos, suas fraquezas, suas relações, de como estão conectados. É espantoso para uma jovem de 13 anos. E à medida em que ela vai crescendo, é incrível as mudanças na qualidade de escrita e de observação. É uma grande obra. Li umas vinte vezes cada página para trabalhar no roteiro. Em cada uma delas, me dizia: ” Uau, isso deveria entrar na íntegra”. A tarefa mais dura foi fazer os cortes. Trabalhava em 30 páginas do diário para fazer 10 páginas da HQ.

Cena de "O diário de Anne Frank em quadrinhos" - Reprodução

Cena de “O diário de Anne Frank em quadrinhos” – Reprodução

Folman e Polonsky encararam o duplo desafio – HQ e filme – como uma “missão” de memória e de alerta em tempos sombrios. Para o ilustrador, era importante não cair no lugar comum nem no que define como a “indústria do Holocausto”.

— Se fizéssemos algo só didático não seria certo, e só artístico também não. A indústria do Holocausto é quando se usa essas histórias para promover ideologias ou provocar medo. É quando a escola envia crianças de Israel para Auschwitz, numa excursão de um dia, sem que elas realmente entendam tudo o que aconteceu, na única intenção de fomentar o sentimento nacionalista. Isso é ruim — defende Polonsky.

Folman não tem dúvidas de que aumentam o antissemitismo, o racismo e a intolerância no mundo.

— Quem poderia imaginar que após Barack Obama os Estados Unidos teriam este estúpido do Donald Trump, nesta maneira como reagiu à manifestação em Charlottesville dos supremacistas brancos, à Ku Klux Klan etc. Em Israel, aqui na França também acontecem coisas. Mas algo bom é que há uma reação. Em 2015, refugiados começaram a chegar em maior número em muitos países ocidentais. Não diria que foram totalmente bem-vindos, mas portas foram abertas para eles, o que não foi o caso em 1939. Algo aconteceu. Há uma esperança, um pequeno otimismo.

Acaso da história, os pais de Folman desembarcaram deportados no campo de Bergen-Belsen no mesmo dia em que Anne Frank. A infância do cineasta foi repleta de relatos do Holocausto. A HQ obedece aos escritos da jovem Anne e termina na última página do diário. Mas para a realização do filme, o diretor exigiu mais liberdade na concepção, que terá uma parte contemporânea, e impôs como condição que fossem abordados os sete meses finais da vida de Anne, desde sua detenção até sua morte.

— Cerca de 40% do filme será o diário, e o restante se passará nos dias de hoje, em Amsterdam. A personagem que conta a história será Kitty, e seu namorado possui um abrigo para refugiados na cidade. Serão constantes os reflexos entre o passado e o presente. E nós não sabemos o capítulo Auschwitz de Anne Frank. Bergen-Belsen era viver no inferno, já era quase a morte chegar lá. Uma das razões pelas quais ela se tornou tão icônica é que ninguém teve de lidar com essa terrível parte final. A percepção é a de que esta jovem menina em cativeiro produziu este diário maravilhoso e depois parou de escrever, não se fala deste período entre agosto de 1944 até março de 1945. No filme vamos tratar disso, será bom para todo mundo.

Sofrimentos à parte, os dois autores afirmam que foi bastante prazeroso o processo de criação da HQ, ao explorarem também o humor da escrita de Anne Frank, apesar de sua trágica condição no “Anexo”. Polonsky conta ter uma avó “drama queen” como a Senhora Van Dann, presente no esconderijo, e com quem Anne se disputava com frequência.

— A ideia foi trazer a história para a vida. Se você tratá-la como algo sagrado, não é algo vivo. Anne Frank tinha muito senso de humor — diz o ilustrador.

Folman trabalhou na mesma sintonia:

— Parece estranho dizer, mas foi muito divertido fazer e criar a HQ. Nos tornamos amigos dos personagens. Meus filhos são um exemplo radical de crianças de computador, não querem saber de livros. Não vou criticar, porque ainda não sabemos no que vai dar esta geração online. Mas nossa ideia era não tratar Anne Frank apenas como um ícone. Soa como um clichê, mas foi mesmo como uma missão para nós, deixar algo para crianças e adultos que não leram o texto original.

‘O Diário de Anne Frank’ ganha versão em quadrinhos feita por israelenses

0

Diogo Bercito, na Folha de S.Paulo

No mesmo ano em que passeatas racistas ocorreram nos EUA, com arroubos de antissemitismo, Anne Frank (1929-45) voltará às prateleiras.

Seu diário, um dos registros mais conhecidos do Holocausto, será transformado em história em quadrinhos.

Uma das ilustrações d'"O Diário de Anne Frank" em quadrinhos, que será lançado no Brasil em outubro

Uma das ilustrações d'”O Diário de Anne Frank” em quadrinhos, que será lançado no Brasil em outubro

O livro foi apresentado em Paris nesta quinta-feira (7), 70 anos após a publicação do original. O gibi será lançado em 50 países. No Brasil, o título será distribuído em 2 de outubro pela editora Record.

A adaptação foi feita por dois israelenses, o ilustrador David Polonsky e o cineasta Ari Folman. A dupla já havia trabalhado junta no filme “Valsa com Bashir” (2008), sobre a guerra no Líbano.

Folman, um filho de sobreviventes do Holocausto, trabalha simultaneamente em uma adaptação do diário para um filme de animação.

A dupla inicialmente rejeitou a oferta de trabalhar com o clássico de Anne Frank, a partir do qual tantos outros produtos culturais já tinham sido lançados, como filmes, mangás e musicais.

Polonsky e Folman foram convencidos mais tarde pela importância da história. Os últimos sobreviventes do Holocausto vêm morrendo e, com eles, seus relatos. Mas o antissemitismo persiste.

A alemã Anne Frank testemunhou a ocupação nazista da Holanda durante a Segunda Guerra (1939-1945).

Naquela década, judeus foram detidos, enviados a campos de concentração e sistematicamente assassinados —fuzilados, cremados, asfixiados em câmaras de gás (“talvez seja o modo mais rápido de morrer”, ela escreveu). Estima-se que 6 milhões de judeus tenham sido mortos.

Anne Frank viveu essa história de 1942 a 1944, escondida com a família no anexo de um apartamento em Amsterdã, confidenciando a um diário ao qual chamava de Kitty (“você será minha melhor amiga, como nunca tive na vida”). Estão ali os detalhes banais de seu cotidiano, como as brigas com a irmã, mas o livro registra também as angústias de uma garota vivendo a violência do nazismo.

Anne Frank dorme mal, e sonha em repetidas noites com o futuro nas mãos do regime de Adolf Hitler. Sua família foi capturada em 1944, e ela morreu em abril de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, Alemanha.

O texto foi descoberto, editado e lançado em 1947 por Otto, seu pai e único sobrevivente da família, que criou uma fundação com o nome da filha. Ativa ainda hoje, a fundação, aprovou a adaptação do diário aos quadrinhos. Em outras ocasiões, a entidade recusou sua chancela por preocupação com a fidelidade histórica de novas versões.

Não são abundantes as boas adaptações literárias para gibis, e neste caso havia o agravante de se tratar de um diário, formato pouco visual. Mas a HQ de “Diário de Anne Frank” faz jus ao original.

O texto foi reduzido pelos artistas israelenses e transformado em ilustrações, mas não perdeu o frescor da perspectiva de uma criança —ela tinha 15 anos ao morrer— diante das atrocidades que marcaram o século 20.

Ao jantar, Anne Frank ouve a notícia de que a princesa Juliana espera um bebê e se imagina no meio de uma fanfarra. As ilustrações acompanham o sonho.

Mas, na cama, “os maus pensamentos se insinuam”, ela escreve. E os artistas desenham Anne Frank deitada em cima de um Exército enquanto um trem e um furgão passam carregando detentos, engolidos pela fumaça.

Poema escrito à mão por Anne Frank vai a leilão

0
Anne Frank em foto não datada - Reprodução

Anne Frank em foto não datada – Reprodução

 

Item pode alcançar até R$ 108 mil

Publicado em O Globo

RIO – Um poema de Anne Frank, datado de 28 de março de 1942, vai a leilão e a expectativa é bater os 50 mil euros (cerca de R$ 180 mil). Escrito à mão e com oito linhas, o texto, devidamente assinado, foi encontrado no “livro da amizade” da irmã mais velha de Jacqueline van Maarsen, melhor amiga de Anne.

“Minha irmã (apelidade Cricri) arrancou essa página do livro da amizade dela e me deu, por volta de 1970”, escreveu Jacqueline em carta que acompanha o poema. “Sei que minha irmã não estava tão apegada a esses versos de Anne como eu fiquei com os que ela fez para mim, e esse é o motivo de eu estar colocando isso à venda”.

Segundo a casa de leilões Bubb Kuyper, o poema é um daqueles “tipicamente edificantes, do tipo que costumava ser escrito nesses álbuns de amizade, exortando o dono a fazer o seu melhor e a ser diligente nos trabalhos, para que qualquer um que o reprovasse fosse respondido de maneira honrosa”.

O poema foi escrito meses antes de a família de Anne Frank se refugiar no escritório de Otto, pai de Anne, em fuga pela perseguição dos nazistas aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Foi lá que Anne escreveu seu diário, publicado postumamente e sucesso no mundo todo.

Go to Top