Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Anos 50

Artista retrata games da Nintendo como se fossem livros

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Geekness, no Catraca Livre

O ilustrador e pintor Astor Alexander recriou alguns games da Nintendo como se fossem livros, com capas típicas de obras clássicas.

Os games escolhidos pelo artista são Mario Bros, Zelda, Metroid e de quebra também há Bioshock, que apesar de não ser da Nintendo, também é um excelente título.

As obras estão no Behance, e retratam livros sci-fi dos anos 50.

Confira!

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Confira outras imagens no Geekness.

Johnny Cash, entre o céu e o inferno em autobiografia

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Em obra recém-lançada, o lendário cantor de country e gospel lembra amigos, drogas e June Carter Cash

Roberto Nascimento, no Estadão

Popularizada no filme Johnny & June, de 2005, a história de Johnny Cash é a quintessencial trajetória cristã de um grande artista, desde o triunfo inicial à penumbra do pecado e, finalmente, à redenção: um caminho tão humano quanto divino, que o lendário cantor soube traduzir como poucos em letras e interpretações, de gospel ao blues, ao rockabilly. Basta ouvir os discos de sua série American, gravada nos últimos compassos de sua carreira, para compreender o tom transcendental com que Cash imbuiu sua música, assumindo um papel de pecador confesso cuja sinceridade arrebatadora ressoou entre o público.

Divulgação Livro tem a sinceridade da música de Cash

Divulgação
Livro tem a sinceridade da música de Cash

Na época em que os seis Americans foram gravados, Johnny Cash, morto em 2003 por causa de complicações causadas pela diabete, também preparou o seu segundo livro de memórias Cash: A Autobiografia, que chega agora às livrarias brasileiras em tradução da Editora Leya. (O Estado publicou uma matéria sobre o livro em 2010, quando a autobiografia estava em processo de lançamento, mas por alterações na grade, a editora o segurou até agora.)

No início dos anos 2000, Cash vivia uma renascença artística, possibilitada pelo produtor Rick Rubin, que o apresentou a uma nova geração de fãs por intermédio de um repertório equilibrado entre gospel e canções atuais, como Hurt, do Nine Inch Nails.

A sinceridade cortante das gravações ecoa nas palavras escritas por Cash que, pressentindo o fim, narra sua história com sabedoria curtida em anos de sofrimento e redenção. A primeira metade passa pelas origens de sua carreira, nos meados dos anos 50, quando Cash gravou seus primeiros discos pela lendária Sun Records, gravadora de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins e Roy Orbison. Há a descrição da mítica jam session entre Cash, Elvis, Lewis e Perkins, lançada no disco Million Dollar Quartet (Cash abriu mão de seu barítono e cantou uma oitava acima para combinar com Elvis).

Há os dramas do pianista, cantor e pastor Jerry Lee Lewis, que tinha certeza de que iria para o inferno quando via jovens se esfregando ao som de sua música (“Estou fazendo o que Deus mandou, mas estou levando todo mundo para o inferno. É para lá que eu vou se continuar cantando”, dizia Jerry). E há uma defesa de Elvis, que, para Cash, no início de sua carreira era tão invejado que foi tachado como um bad boy pelos próprios colegas. Mas um carinho especial é dado pelo cantor em sua abordagem do trágico amigo Roy Orbison, que suportou um sofrimento sobre-humano ao perder dois de seus três filhos em um incêndio em sua casa no Tennessee, enquanto fazia turnê pela Inglaterra. Cash e Orbison eram muito próximos. Cash morava do outro lado da rua da casa que pegou fogo e depois que Orbison conseguiu se reestruturar, comprou o terreno e prometeu ao amigo que jamais o venderia. Além dos colegas, boa parte de Cash: A Autobiografia concentra-se em drogas e problemas familiares.

Viciado em anfetaminas, barbitúricos e tudo o que viria a matar os ídolos do rock nos anos 60, o cantor foi um pioneiro em dramas de fama e dependência química. Chegou a passar dias alucinado no deserto como um pré-Jim Morrison. Botou fogo em uma reserva nacional. Alugou um avião para se transferir de um hospital, com medo que soldados de elite fossem plantar uma bomba em seu dormitório. Quebrou a porta do quarto de seu guitarrista a machadadas – feito que, em suas palavras, o levou a ser o “pioneiro do vandalismo de motel que tanto é glorificado no rock de hoje em dia”.

Cash conta suas melhores histórias ao relembrar o amor que teve por June Carter, sua alma gêmea e santa protetora até o fim da vida, passado entre Nashville e uma casa na Jamaica. Quando se deparava com o “cachorro negro”, nome que dava para o seu lado sombrio e autodestrutivo, era June quem o salvava, deixando claro que sua carreira se desfaria sem a companheira.Na mais singela das provas de amor de June Carter, Cash – sofrendo de síndrome de abstinência ao tentar se livrar das drogas – sente uma brisa que o guia, como a luz na alegoria de Platão, à entrada da caverna. Quando sai, lá está June, que o espera com uma cesta de maçãs.

O cantor morreu em setembro de 2003, quatro meses depois de sua mulher.

Flip confirma John Banville

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Publicado no brpress

John Banville: Man Booker Prize por O Mar. Foto: Barry McCall/wbur.org

John Banville: Man Booker Prize por O Mar. Foto: Barry McCall/wbur.org

Vencedor do Booker Prize, e nome cotado ao Prêmio Nobel de Literatura, o romancista irlandês John Banville confirma presença na 11ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 3 e 7 de julho. Antes, em 22 de fevereiro, Banville recebe o Prêmio PEN irlandês, em uma cerimônia em Dún Laoghaire.

Seu título mais recente, Luz Antiga (Ancient Light), será lançado no Brasil pela Globo Livros (Biblioteca Azul) durante sua visita à Festa. O romance, o 16º publicado pelo autor, acompanha a história de um ator cuja carreira parece seguir para o fim – assim como sua própria vida.

Diante do processo, Alexander Cleave passa a viver de suas recordações, memórias de seu primeiro amor (um relacionamento delicado com uma mulher bem mais velha e mãe de seu melhor amigo) e de sua falecida filha.

Beckett e Joyce

Banville é autor de uma obra em que se combinam uma dicção exuberante, marcada pelo lirismo e pelos jogos de linguagem, e enredos complexos. Dizendo-se influenciado acima de tudo pelo realismo sofisticado do americano Henry James, Banville é comparado pela crítica a mestres da literatura moderna como os irlandeses Samuel Beckett e James Joyce, e o russo Vladimir Nabokov.

Colecionador de prêmios ao longo de sua trajetória, Banville foi agraciado, em 2001, com o Prêmio Franz Kafka. Seu maior sucesso, O Mar (2005), recebeu o Man Booker Prize, mais importante distinção da literatura em língua inglesa.

Escrevendo sob o pseudônimo de Benjamin Black, Banville publicou ainda sete romances policiais, entre eles O Cisne de Prata e O Pecado de Christine (Ed. Rocco). Ambientados na Irlanda dos anos 50, os romances compõem uma intrincada teia de romances e adultérios envolvendo o protagonista Garret Quirke.

O autor

Nascido em 8 de dezembro de 1945, em Wexford (Irlanda), Banville, o mais velho dos três filhos do casal Doran Née e Banville Martin, declarou, após o período escolar, que a faculdade teria pouco benefício para ele.

Dono de um espírito aventureiro, o escritor começou a trabalhar cedo, como balconista, na companhia aérea Aer Lingus, que lhe permitiu viajar a preços muito baixos. Na época, aproveitou para explorar países como Itália e Grécia e, mais tarde, se mudou para os Estados Unidos, onde viveu entre 1968 e 1969. Em seu retorno à Irlanda, trabalhou como jornalista e editor.

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