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Posts tagged Antoine de Saint-Exupéry

Em Itaipava, casa frequentada por autor de ‘O pequeno Príncipe’ tem passeio guiado

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A varanda da casa La Grand Vallée, onde começa a visita Foto: Marcelo de Jesus / Agência O Globo

Anfitrião conta curiosidades sobre Saint-Exupéry e sobre a história da aviação

Julian Amin, em O Globo

RIO — Na agradável varanda de uma casa na estrada do Ribeirão Grande, o jornalista aposentado José Augusto C. Wanderley convida os visitantes a se acomodarem em cadeiras e em um sofá. Com fala calma e rica em detalhes, ele inicia o encontro que vai durar cerca de uma hora e 30 minutos. O anfitrião conta que a residência é chamada de La Grande Vallée, batizada assim, em francês, por seu antigo dono, o piloto Marcel Reine. É aí que a prosa vai ficando cada vez mais interessante. Reine era amigo de Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O pequeno príncipe” e frequentador da antiga fazenda. Apaixonado por literatura e por aviões, José Augusto, como é conhecido, resolveu, há cerca de dois anos e meio, fazer de sua casa um espaço de visitação guiada mediante agendamento (R$ 25), em que relata curiosidades de Saint-Exupéry e da história da aviação no país e no mundo.

De dezenas de edições da obra em diferentes idiomas a fotos antigas do autor enquanto pilotava e até xícaras com a aquarela infantil, a casa é toda decorada com referências ao Pequeno Príncipe e a Saint-Exupéry. A paixão pelo livro e pelo escritor, que também era piloto, surgiu de criança, já que seu pai comprou o sítio antes mesmo de ele nascer. José Augusto cresceu em meio a histórias sobre os antigos frequentadores do lugar e, num curso natural, começou a pesquisar detalhes do passado.

—Este é o meu projeto de vida. Comecei há dois anos e meio e estou crescendo numa escala aritmética. Recebo pequenos grupos e muitas escolas, creches… Já veio um grupinho de crianças francesas com deficiência auditiva. Tem sido muito lúdico alcançar esse meu objetivo, porque eu gosto de História, gosto de aviação e praticamente nasci aqui — ressalta José Augusto.

José Augusto C. Wanderley mostra uma edição de 1953

Em sua explanação aos visitantes, ele retorna ao início do século XX, quando foi criada em Toulouse, na França, a empresa de aeronaves Latécoère — depois se chamou Aéropostale, e atualmente é a Air France — , primeira a fazer a travessia do Oceano Atlântico. Uma rota com 11 cidades foi traçada de Natal, no Rio Grande do Norte, até Pelotas, no Rio Grande do Sul, e uma das paradas era justamente no Campos dos Afonsos, no Rio. Em uma de suas rápidas idas à Serra, Marcel Reine resolveu comprar uma fazenda que estava à venda. Era La Grande Vallée. Adiquiriu e pediu aos seus superiores autorização para ficar lá nos dias em que não estava pilotando — os funcionários eram obrigados a permanecer nos alojamentos da empresa. Conseguiu a permissão não só para ele, mas também para seus amigos do trabalho. Um deles era Antoine de Saint-Exupéry.

Aviação e literatura

A fazenda era o grande momento de lazer dos pilotos. Segundo José Augusto C. Wanderley, eles passavam de dois a três dias lá, cavalgando pela manhã e, à noite, ouvindo música pelo gramafone na companhia de amigas, sempre com bons vinhos e queijos franceses. De todos os funcionários da Latécoère, Marcel Reine foi o único a comprar uma propriedade fora da França.

— Os pilotos conseguiram a autorização para dormir na casa alegando que precisavam vir aqui para fazer pagamentos. Que nada! Eles eram jovens e bonitos, e vinham para se divertir. Cientes de que estavam a cada voo de frente para a morte, eles detestavam usar essa palavra. Marcel escreveu que iria se “retirar” aqui, mas quando a Latécoère foi comprada por outro grupo e passou a se chamar Aéropostale, ele e os amigos saíram da rota do Brasil. Ele vendeu a casa para um amigo de meu pai, que loteou o terreno. Papai comprou a sede da fazenda em 1938 — conta José Augusto.

Fotos, sinalizador e até uma rosa, colhida do jardim de José Augusto, decoram o espaço de visitação Foto: Marcelo de Jesus;marcelodejesus / Agência O Globo

Como seu público é bem diversificado — vai de crianças a franceses viajantes —, o anfitrião procura selecionar fatos de acordo com o interesse dos seus interlocutores. Para os pequenos, por exemplo, conta sobre o funcionamento de aviões, fala sobre Santos Dumont, que morou em Petrópolis, mostra algumas miniaturas que coleciona e o sinalizador usado pelos pilotos quando sofriam algum acidente — as quedas eram muito comuns naquela época, diz José Augusto: a cada sete voos um caía.

— Eu ajudo as crianças da região a terem orgulho de pertencerem, nascerem ou viverem em Petrópolis — afirma.

Sobre Saint-Exupéry, são muitas curiosidades. Nem o casamento do autor escapa. Durante os anos em que o francês escreveu “O pequeno príncipe”, em uma casa isolada nos Estados Unidos, ele não estava acompanhado de sua mulher, Consuelo. Foi seu único livro infantil. A grande obra foi publicada em 1943, mas só chegou à França em 1946, dois anos depois da morte do autor. Seu avião foi abatido por nazistas durante combate na França na Segunda Guerra Mundial.

A visita termina com um café quentinho nas xícaras do Pequeno Príncipe. No futuro, José Augusto pretende servir pequenos almoços de gastronomia francesa, inspirados na época. Os interessados em conhecer La Grande Vallée podem agendar horários de quarta a domingo, das 11h às 16h, pelo telefone 24 2222-1388.

Leiloado exemplar de ‘O Pequeno Príncipe’ com desenhos de Saint-Exupéry

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Exemplar de O Pequeno Príncipe com anotações originais do autor (Foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

Exemplar de O Pequeno Príncipe com anotações originais do autor (Foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

 

Edição original em francês, o exemplar foi arrematado por € 90 mil.

Publicado no G1

Um exemplar original de “O Pequeno Príncipe”, do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, com quatro desenhos e dedicatória do autor, foi leiloado neste sábado (3) em Paris por quase € 90 mil, informou a casa Cazo.

Edição original em francês, o exemplar, oferecido por Saint-Exupéry ao tenente-coronel e amigo Lionel-Max Chassin, estava avaliado entre € 80 mil e € 100 mil, segundo a Cazo.

Ele foi arrematado hoje por € 89.467, gastos incluídos, informou o leiloeiro Wilfrid Cazo. O comprador preferiu se manter anônimo. O exemplar vendido hoje está dedicado a “Doudou Chassin”, filho mais velho de Lionel-Max Chassin.

A amizade entre Lionel-Max Chassin e Saint-Exupéry começou em 1929, quando o primeiro foi professor de navegação aérea do segundo.

Ambos se reencontraram em Argel, em 1943. Chassin ajudou Saint-Exupéry a retomar o serviço, apesar de ser considerado um piloto superado, incapaz de pilotar um avião de combate moderno, como o P-38 Lightning, em que o escritor desapareceu em frente a Marselha (sudoeste) em 31 de julho de 1944, aos 44 anos.

Traduzido para 270 idiomas, foram vendidos até hoje 145 milhões de exemplares de “O Pequeno Príncipe” em todo o mundo.

As lições atemporais de “O Pequeno Príncipe”

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Publicado no Contioutra [via Época]

Quando era criança, na década de 1960, frequentava muito a Biblioteca Monteiro Lobato, na Rua General Jardim, na Vila Buarque, em São Paulo. Um dia, esbarrei n’O Pequeno Príncipe. O livro, com ilustrações lindas, contava a história de um principezinho que morava num asteroide longínquo, o B612. Ele sai em uma viagem pelo universo e chega a um deserto aqui na Terra, onde conhece um piloto cujo avião está encalhado na areia.

O Aviador escuta as histórias que o pequeno viajante tem para contar e relembra com ele grandes lições de vida, apagadas pelas asperezas dos anos. Eles se tornam grandes companheiros. Lembro-me de querer ter um amigo como o Aviador. Minha mãe morreu quando nasci e não tive irmãos. Era muito magro e alto, sofria com as brincadeiras das outras crianças. Era um garoto introvertido. Fiquei muito feliz de ter sido convidado para dar voz ao Aviador, meu personagem favorito, no novo filme animado O Pequeno Príncipe, que chega aos cinemas nesta semana.

A animação, dirigida pelo americano Mark Osborne, traz uma nova narrativa para esse clássico da literatura infantojuvenil. Desta vez, é uma garotinha que fica amiga do Aviador – agora um velhinho que mora na casa ao lado da dela. Ela precisa estudar muito durante as férias para entrar na escola que a mãe quer. Mas o Aviador está em busca de um amigo e conta para ela todas as histórias que ouviu do Pequeno Príncipe. Aos poucos, a garotinha percebe que a vida não pode ser tão séria quanto sua mãe prega. E que há algo de precioso na infância – a facilidade de se encantar com a essência das pessoas – que se deve carregar para sempre. “O problema não é crescer”, diz o Aviador. “É esquecer.”

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A obra que inspirou a animação foi publicada originalmente em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele próprio era piloto, assim como o personagem de seu livro. Exupéry morreu apenas um ano depois de lançar o livro, numa missão francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Nem sonhava com o sucesso que sua obra faria. Ela emociona pessoas há 70 anos – é mais tempo do que eu mesmo estou vivo. Nesse período, o livro foi traduzido para mais de 250 línguas e dialetos. Está na lista dos mais vendidos anualmente. No Brasil, vende 300 mil exemplares por ano.

O Pequeno Príncipe é uma obra atemporal. Quando li o livro, aos 13 anos, entendi que havia uma mensagem além da narrativa simples. Mas só com o passar dos anos suas várias nuances se fizeram mais claras para mim. O que ficou foi a lição de que temos de conjugar mais o verbo “ser” do que o “ter”. Somos pessoas melhores quando nutrimos relações baseadas no carinho, quando encaramos a vida de maneira lúdica. Não podemos criar crianças sem fantasia, sem amigos. Elas precisarão dessa infância amorosa e imaginativa para ser bons adultos. Foi a educação que eu dei para meus filhos e a que eles dão a meus netos, Clarice, de 5 anos, e Breno, de 2. Fiquei muito emocionado depois que acabei a dublagem e vi o resultado. O filme reflete minha relação de amizade com meus netos. Eu os vejo pelo menos três vezes por semana e tento proporcionar a eles uma vida livre e criativa. Nesse sentido, sou um pouco como o Aviador. Meus netos têm um amigo lúdico que crê numa vida com menos obrigações e menos tarefas.

Temos de nos preocupar com o que as crianças são hoje, e não com o que elas terão amanhã. Com a rapidez da vida moderna e os avanços tecnológicos, não olhamos mais para o outro, não nos vemos como irmãos. Estamos sempre focados em objetivos profissionais, financeiros e mercadológicos e nos esquecemos de que a vida também é feita de imaginação e criatividade. O Pequeno Príncipe não nos deixa esquecer.

Texto de Nina Finco

Em domínio público desde janeiro, “O Pequeno Príncipe” dispara nas vendas

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Publicado no NE10

“O Pequeno Príncipe” é um clássico setentão com fôlego de garoto. Publicado originalmente em 1943, o livro já vendeu aproximadamente 145 milhões de exemplares no mundo.

No Brasil, estima-se que 2 milhões de títulos foram vendidos desde 1952.

Neste ano os números ganharam ainda mais impulso. Em 1º de janeiro, “O Pequeno Príncipe” caiu em domínio público. Ou seja, pode ser publicado por qualquer editora sem o pagamento dos direitos autorais.

Pelas leis brasileiras, todas as obras de um autor ficam protegidas por 70 anos após sua morte, contando a partir de 1º de janeiro do ano seguinte à morte. Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro, morreu em 31 de julho de 1944.

Uma pesquisa da empresa Nielsen BookScan indica o reflexo disso nas vendas do livro.

PEQUENO PRÍNCIPE – No primeiro semestre deste ano, 58 edições do livros, nacionais ou estrangeiras, foram comercializadas nas livrarias do Brasil. No mesmo período do ano passado, havia 37 versões disponíveis.

“O Pequeno Príncipe” vendeu neste primeiro semestre quase 159 mil exemplares (alta de 123% em relação ao primeiro semestre de 2014) e arrecadou R$ 2,6 milhões (crescimento de 69%).

Uma versão da editora Agir, com a tradução de dom Marcos Barbosa de 1952, foi a campeã de vendas neste ano – 63 mil cópias vendidas. Os dados são da empresa Nielsen BookScan.

Esta mesma edição foi a mais vendida também em 2014 – no ano passado, o grupo Ediouro, do qual a Agir faz parte, detinha os direitos exclusivos da obra.

Com a queda do livro em domínio público, novas editoras passaram a explorar a mina de ouro, oferecendo novas traduções ao público.

O segundo “Pequeno Príncipe” mais vendido entre janeiro e junho deste ano – quase 29 mil exemplares – é uma edição da Geração Editorial em capa dura, traduzida por Frei Betto. A editora lançou também mais duas outras versões da história, em formato de bolso.

A L&PM lançou nas livrarias o clássico infantil em dois formatos, o tradicional e o pocket, com tradução de Ivone C. Benedetti. O formato pocket, marca da editora, já vendeu 7.500.

A Zahar publicou uma edição traduzida por André Telles. Já a versão da Autêntica foi vertida para o português por Gabriel Perissé.
A Casa da Palavra (Grupo Leya) uniu dois filões valiosos no mercado e lançou no começo de junho “O Pequeno Príncipe Para Colorir”.

O mais recente “Pequeno Príncipe” saiu no final de agosto pela Companhia das Letras, traduzido por Mônica Cristina Corrêa. A bela edição em capa dura traz aquarelas de Saint-Exupéry e textos de análise de Corrêa, especialista na obra do escritor.

“O que realmente pesou nas nossas escolhas foi o estudo da obra de Saint-Exupéry e de sua biografia, com que estou trabalhando há praticamente dez anos”, afirma ela.

“Assim, tanto o contexto em que foi escrita quanto a análise à luz das demais obras do autor foram primordiais para algumas opções e para o ‘tom’ da tradução. Há trabalhos numa linguagem mais direta e contemporânea, mas preferimos manter, dentro do possível, um vínculo com o original.” (mais…)

O Pequeno Príncipe em 3D estreia nos nos cinemas nesta quinta

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Foto: Divulgação

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Publicado na Tribuna da Bahia

A animação O Pequeno Príncipe, inspirado pela obra-prima de Antoine de Saint-Exupéry, escrita em 1942, estreia nos cinemas nesta quinta-feira. Dirigido e produzido por Mark Osborne e roteiro escrito por Irena Brignull e Bob Persichetti, a história é centrado na amizade entre um excêntrico velho, O Aviador e uma garotinha bem crescida que se muda para a casa ao lado com sua Mãe. Através das páginas do livro do Aviador e seus desenhos, a menina descobre a história de como ele há muito tempo caiu em um deserto e encontrou o Pequeno Príncipe, um menino enigmático de um planeta distante. As experiências do Aviador e o conto das viagens do Pequeno Príncipe para outros mundos fazem a menina e o Aviador ficarem muito próximos, embarcando juntos em uma aventura memorável.

O filme produzido por Aton Soumache, Dimitri Rassam e Alexis Vonarb, sócios do No Animation Studios ganhou as vozes de Jeff Bridges/ Marcos Caruso (O Aviador), Rachel McAdams/ Priscila Amorim (a mãe), Marion Cotillard/ Aline Ghezzi (A Rosa), James Franco/ Hércules Franco (A Raposa), Albert Brooks/ Élcio Romar (O Homem de Negócios), Mackenzie Foy/ Larissa Manoela (A Menina), Benicio Del Toro/ Marco Antonio Costa (A Cobra), Ricky Gervais/ Marcio Simões (O Homem Vaidoso), BudCort/ Isaac Bardavid (O Rei) e Riley Osborne/ Mattheus Caliano (O Pequeno Príncipe).

Segundo o diretor, o mundo da menina e sua mãe são apresentados no mais avançado estilo de animação CGI, usado habilmente como moldura para a clássica história do Pequeno Príncipe, que vem à vida de uma forma com a técnica de stop-motion, representando os olhos e a imaginação da menina. A música do filme é composta por Hans Zimmer. “Em 2009, meu agente me perguntou se eu sabia do livro, porque dois produtores franceses queriam fazer um grande filme de animação baseado nele”, lembra Mark Osborne, contando que, conhecia o livro muito bem e é por isso seu primeiro instinto foi dizer não. “Eu acreditava que não havia nenhuma maneira que permitisse fazer uma adaptação. Mas eu pensei mais sobre isso e percebi que o material era bom demais para dizer não. Era a chance de uma vida para construir uma história deste ponto de partida; os temas do livro são tão ricos e emocionam tanto. Além disso, a oportunidade de unir o livro com o filme era algo que eu não podia deixar passar. Quando eu sugeri que construíssemos uma história em torno do livro, para protegê-lo, em vez de expandi-lo, eu estava exultante que seria bom para a propriedade intelectual”.

Osborne revela que o livro o afetou profundamente em nível pessoal, quando anos atrás sua esposa, ainda sua namorada, lhe deu um exemplar. Os dois eram estudantes universitários e tentavam manter vivo seu relacionamento à distância. “O Pequeno Príncipe nos manteve juntos”, ele admite, explicando que, “significa muito para mim e para todos os que leram o livro, porque ele conecta você com as relações e amizades significativas em sua vida”.

O diretor diz que ele se aproximou do filme como um enigma a ser resolvido. “A grande questão era como você pode fazer uma experiência cinematográfica paralela ou igual à experiência emocional muito profunda da leitura do livro?”, diz o diretor, contando que, a grande idéia era explorar a relação comovente entre a versão mais antiga e excêntrica do Aviador e a menina que se muda para a casa ao lado. “Eu senti que finalmente teria de ser a história da menina aprendendo a dizer adeus a uma amizade, fazendo profundamente o paralelo com o livro. Parecia o caminho certo para abordar este material muito delicado. Mas, honestamente, eu nunca esperava que tudo fosse acontecer”, afirma.

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