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Aos 68, Dona Êda é educadora de jovens e adultos e líder em tempo integral

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publicado no UOL

A professora Êda Luiz, 68, entra no trabalho às 7h e sai às 22h, de segunda a sexta-feira há, pelo menos, 18 anos no Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, que fica na zona sul da cidade de São Paulo.

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Apesar do tempo de casa e de serviço, ela ainda se emociona — todos os dias, garante — com as histórias dos alunos (adolescentes, jovens e adultos) da escola em que atua. “É algo inexplicável a energia dessas pessoas”, diz. “Ninguém é obrigado a vir para a escola – as pessoas vêm porque querem.”

Dona Êda, como é mais conhecida, acabou se tornando uma liderança da comunidade que frequenta o estabelecimento de ensino. Professora aposentada, ela prestou um concurso para a EJA (Educação de Jovens e Adultos) anos atrás e pouco depois foi convidada para coordenar o Cieja, na rede municipal.

São cerca de 1.300 alunos, divididos em dois ciclos: o Ciclo 1, ou de pré-alfabetização, e o Ciclo 2, de pós alfabetização. Desse total, 400 são jovens e adolescentes de 15 a 17 anos – não raro, entre eles, alunos expulsos de outras escolas –; outros 300, alunos com necessidades especiais, e o restante, adultos e idosos.

Não há separação dos alunos deficientes: eles participam das aulas nas turmas regulares, mas têm aulas específicas. Surdos, por exemplo, aulas de libras; cegos, de braile.

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Aos 19 anos, jovem tira nota 1.000 na redação do Enem pela segunda vez

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Raphael de Souza busca uma vaga em medicina.
Ele garante que treinar a escrita é o segredo do bom desempenho.

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Publicado em G1

Raphael de Souza, aos 19 anos, tremia quando descobriu que havia conseguido, pelo segundo ano consecutivo, conquistar a nota máxima na redação do Enem. O jovem, nascido em Niterói (RJ), busca uma vaga em medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) ou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Não achava que tiraria 1.000, foi choque total. Minha mãe gritava pela casa, foi uma surpresa muito grande”, conta. Ele considera que o apoio da família e dos amigos tenha sido fundamental para não desistir de cursar medicina.

Mesmo com o desempenho de destaque na redação, a pontuação no Enem 2014 não foi suficiente para aprová-lo no ensino superior. Neste ano, ele espera conseguir ingressar na universidade. Tomando como referência a primeira nota de corte do Sisu divulgada nesta terça (12), o jovem está acima do mínimo exigido para o curso de medicina da UFRJ e poucos pontos abaixo do esperado na UFF – ele acredita que pode ser chamado na lista de espera.

Dicas
De acordo com o candidato, um dos segredos para ter sucesso no exame é treinar formular a redação. Raphael diz que escrevia uma ou duas dissertações por semana, durante o ano inteiro, e mostrava os textos para a monitoria do cursinho pré-vestibular. “Me apontavam os erros e eu ia consertando a cada semana”, relata.

Com o treino constante, ele passou a escrever redações no formato exigido pelo Enem com mais rapidez. “É importante já ter a estrutura do texto em mente, porque aí basta adaptá-la ao tema pedido no exame. O tempo é curto, então é uma batalha conseguir escrever uma boa redação”, afirma. Raphael também conta que escolhe títulos de impacto, para conseguir impressionar os corretores do Enem.

O jovem recomenda que os candidatos comecem a prova pela redação, para que redijam o texto quando ainda estiverem descansados.

“Não dá para chutar na redação, caso o tempo acabe. Então vale mais a pena estar com a mente fresca na hora de escrever. Ainda mais para medicina, curso em que a área de Linguagens tem um peso importante na nota final”, diz.

Raphael conta que, mesmo após ter tirado a nota máxima no Enem 2014, não se acomodou e continuou exercitando sua capacidade de escrita. “Em 2015, foquei mais no que não consegui ir bem no ano passado. Mas treinei redação também, porque não tem como garantir nada no Enem e nos vestibulares. É muito imprevisível.”

Rotina
Durante o ano, Raphael acordava às 6 horas para estudar em casa. À tarde, ia para o cursinho e, quando voltava, continuava revisando os conteúdos até as 23 horas. Nos fins de semana, frequentava as aulas especiais e fazia os simulados.

“Sei que é muito difícil ser aprovado em medicina. Mesmo estudando, tem gente que está se preparando há mais tempo. É como se fosse uma fila que vai andando, uma hora chega a sua vez”, conta.

Mesmo com a forte concorrência, ele não desistiu de cursar medicina. Os interesses pela ciência e pelo funcionamento do corpo humano fizeram com que ele optasse pela profissão quando estava no ensino médio. “Eu já brincava, quando era pequeno, de dizer que que queria ser médico. Depois, mesmo tendo a real dimensão da escolha, tomei a decisão. Gosto de cuidar das pessoas”, diz.

Aos 55 anos, marceneiro é o 1º preso a concluir graduação em São Paulo

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Preso por homicídio, Venilton Vinci diz que estudo o ajudou a mudar de vida.
Às vésperas de cumprir regime semiaberto, detento planeja pós-graduação.

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Adriano Oliveira, no G1

“Quero ser um espelho que reflita uma nova realidade, pois hoje me torno pedagogo.” A declaração emocionada encerrou o discurso de formatura de Venilton Leonardo Vinci, de 55 anos. Um marceneiro cuja história não se destaca pela idade com a qual cursou a primeira faculdade da vida, mas pelas condições que enfrentou para isso.

Preso há dez anos na Penitenciária I de Serra Azul (SP), Vinci é o primeiro detento do estado de São Paulo a concluir o ensino superior. “Agora, eu só penso em sair da prisão e contar a minha história para os jovens, mostrar que o crime não leva ninguém a lugar nenhum. Quero ser um instrumento de transformação na vida dessas crianças”, diz.

Condenado a 28 anos de prisão por roubo e homicídio, Vinci tem uma extensa ficha criminal. Em 2005, quando foi detido pela última vez, já não contava mais com o apoio da família, nem dos amigos. Sozinho na cela, o detento decidiu reescrever sua história e o primeiro passo foi se matricular nas aulas dentro do presídio, para concluir o ensino médio.

Em um ano e meio, Vinci acabou se tornando monitor e passou a alfabetizar os colegas, sob a supervisão dos professores. Aprendeu o método braile por meio de um projeto desenvolvido dentro do sistema penitenciário paulista e, a partir disso, conseguiu ajudar outro detento, com deficiência visual, a concluir o ensino fundamental.

“Através dos estudos, eu mudei totalmente a minha cabeça. Quem quer conversar comigo tem que falar de educação, do que está acontecendo no mundo. Esse papo de voltar para o crime não produz nada”, diz o pedagogo, que aos finais de semana dá aulas de reforço a outros presos. “Eu entrego caderno, borracha e lápis para cada um e pergunto: ‘Você quer mudar a sua vida? Então vem comigo’.”

Trajetória
Vinci foi detido pela primeira vez aos 20 anos de idade, quando trabalhava como marceneiro e se envolveu com o furto de carros. A partir daí, não sabe contar quantas vezes esteve atrás das grades por diversos crimes, entre eles tráfico de drogas, porte de arma e, por último, homicídio.

“Eu acabei enveredando por esses caminhos porque, quando a gente é jovem, quer pegar uns atalhos na vida. Mas, a minha vida foi piorando e eu fui me enrolando. Até que um dia eu pensei: ‘Preciso dar um basta nisso. Agora, está na hora de reconstruir a minha vida’”, relembra.

Matriculado nas aulas dentro da penitenciária de Serra Azul, onde está detido desde 2005, Vinci concluiu o ensino médio em um ano e meio. Quando não estava na sala de aula, aproveitava para ler os livros na biblioteca do presídio, inclusive aos sábados e domingo. “Até inglês eu estudei por conta própria”, afirma.

A dedicação foi notada pela direção do complexo penitenciário e Vinci foi convidado a ser monitor do Programa de Educação pelo Trabalho (PET). Nessa função, começou a alfabetizar os colegas e, vendo a transformação de cada um, conta que ficou ainda mais entusiasmado em continuar estudando.

A chegada ao ensino superior
Em 2009, a partir de uma parceria entre o Claretiano Centro Universitário em Batatais (SP) e a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Vinci e outros quatro detentos se tornaram a primeira turma a cursar o ensino superior dentro de um presídio paulista. O curso oferecido foi pedagogia, em sistema de ensino à distância (EAD).

O grupo prestou vestibular dentro da penitenciária e, pelo desempenho, conquistou 50% de desconto nas mensalidades, que eram pagas com o salário recebido como monitor do PET, cerca de R$ 300. As aulas eram assistidas diariamente, em um computador instalado dentro da unidade prisional, com acesso exclusivo ao site do centro universitário.

Mas, nem todos foram tão perseverantes quanto Vinci, o único a concluir o curso, em setembro desse ano. “Eu agarrei essa oportunidade com todas as minhas forças. Eu fazia os exercícios, os trabalhos e pedia mais. Os professores mandavam apostilas e eu passava horas na cela estudando”, lembra.

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Vinci conta que a sua perseverança e a vontade de mudar começou a ser notada pelos outros presos, que passaram a se aproximar dele para pedir conselhos e, principalmente, ajuda nas tarefas escolares. Sem visitas aos sábados e domingos, o ex-marceneiro se tornou um “guardião” das salas de aula do presídio, onde sempre está disponível para ensinar.

Observando as dificuldades dos presidiários, Vinci diz que adaptou a metodologia de ensino à realidade vivida por eles no cárcere. A leitura, a escrita e até a matemática são ilustradas pelo “professor”, como é chamado, com situações do cotidiano.

“Eu digo para eles: você tem dez sabonetes, quanto custa cada sabonete? Eles dizem R$ 1. Então quanto você tem em sabonetes? Dez vezes um, é R$ 10. E se você precisa dividir isso com um companheiro de cela? Então são cinco sabonetes para cada um. As pessoas usam a matemática no dia a dia, mas não se dão conta disso”, explica.

Liberdade
A um passo de cumprir o regime semiaberto, que já foi concedido pela Justiça, Vinci aguarda a transferência para um Centro de Progressão Penitenciária, onde deverá se apresentar apenas no período noturno. Com as manhãs e as tardes livres, o pedagogo já planeja cursar pós-graduação na área de educação.

Graças às notas obtidas na faculdade, Vinci conquistou uma bolsa de estudos no mesmo centro universitário em que se graduou. Além disso, também pretende realizar palestras na Fundação Casa e levar a sua história de vida para outras pessoas.

“Quando eu vejo um professor que não veste a camisa, que não se preocupa com seus alunos, eu fico muito chateado. Se a gente quer construir um país melhor só tem uma saída: educar, preparar essas crianças para o futuro”, diz.

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Aos 14, aluno de escola pública passa em medicina na Federal de Sergipe

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José Victor Menezes Teles tem 14 anos e obteve nota no Enem 2014 para entrar em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe)

José Victor Menezes Teles tem 14 anos e obteve nota no Enem 2014 para entrar em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe)

Publicado em UOL Educação

Conquistar uma vaga numa faculdade de medicina já é uma vitória a qualquer vestibulando. E o se candidato em questão não tiver sequer terminado o ensino médio na escola pública? José Victor Menezes Teles, 14, obteve nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) suficiente para ser calouro do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe) esta semana.

O garoto de corpo franzino é aluno do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Murilo Braga, em Itabaiana (SE), a 52 km da capital, Aracaju. Ele conta que sempre gostou de ler, estudar e apontou os pais, ambos professores da língua portuguesa na rede pública, como principais motivadores. “Eles sempre acreditaram no meu potencial. Sempre me incentivaram e eu sempre corri atrás de meus objetivos”, disse.

Segundo o garoto, ele se dedicava a 5 horas de estudos por dia, fora o tempo da escola. Para treinar, usou a estratégia recomendada por dez entre dez professores: fazer provas anteriores. Se ele percebia dificuldades, como foi o caso de assuntos de química e física, buscava reforço.  “Durante as férias fiz cursinho aqui em Itabaiana e Aracaju”, lembrou.

José Victor se diz um aficionado usuário de internet e a utilizou como uma ferramenta importante nos estudos. “A internet me ajudou muito através das vídeoaulas, nas consultas, nas dúvidas”, disse o garoto, lembrando ainda que a rede mundial de computadores também lhe servia como fonte de lazer.

Não é muito novo?

Afiado nas respostas, o itabaianense respondeu sem titubear que seus 14 anos não lhe atrapalhariam no desempenho no curso superior. “Não se mede a capacidade pela idade. Estou sim preparado para cursar medicina. Era meu sonho e estou perto”, respondeu o adolescente, mais velho entre quatro irmãos.

Agora, ele aguarda uma decisão judicial para poder comemorar a vitória. O garoto, apesar da pontuação no Enem, não concluiu o ensino médio — exigência da UFS para se matricular. “Não se coloca limite de idade para ingressar na Universidade Federal de Sergipe”, afirmou o diretor do departamento de administração acadêmica da UFS, professor Antônio Edilson do Nascimento.

Já a secretaria estadual de Educação não pode lhe conceder o certificado de conclusão do ensino médio por causa da sua idade. Apenas jovens com mais de 18 anos, com pontuação de 450 e que não tenham zero na redação, podem pedir um certificação.

Os pais de José Victor entraram na Justiça pedindo para que a Secretaria de Estado da Educação conceda ao filho o direito de realizar a prova de proficiência e, portanto, um certificado que lhe ateste o ensino médio.

“Entramos com o mandado na Justiça. Meu filho teve média no Enem e merece essa oportunidade. É um menino que gosta de correr atrás das coisas. Com certeza ele pode fazer esse curso [medicina]. Tem maturidade”, disse o pai de José Victor, José Mendonça, conhecido na cidade como “Professor Tostão”.

O desempenho de José Victor no Enem não foi uma surpresa para o pai que contou, orgulhoso, outro feito do garoto. “Ano passado ele ganhou uma bolsa por ser medalhista na Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas”, destacou.

José Victor obteve  751,16 pontos na prova e 960 na redação.

Neymar fenômeno das letras? Aos 22 anos, atacante é estrela de seis livros

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Gustavo Franceschini, no UOL

Neymar tem só 22 anos, mas se você quiser saber mais sobre o jovem jogador, não lhe faltarão opções na livraria mais próxima da sua casa. Com uma carreira longa pela frente, o prodígio já inspirou ao menos seis livros sobre a sua história ainda incompleta. O motivo? Autores e editores se dividem entre a proximidade da Copa do Mundo e o crescimento do mercado editorial.

A lista de publicações impressiona (veja todas no quadro abaixo). Neymar já foi descrito em forma de alfabeto, teve sua história relatada em contos e até a relação do jogador com seu pai virou tema de um livro. É normal tudo isso?

“Diante da trajetória dele, acreditamos que seja normal sim. É um jogador fora de série, extremamente midiático, ídolo dentro e fora do Brasil. Acho normal que se queira entender o fenômeno que o Neymar se tornou, assim como contar sua história singular”, disse a Editora Paralela, que acaba de lançar “O Planeta Neymar – Um Perfil”, feito pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil.

O processo é novo no Brasil. Nunca foram tão produzidos tantos livros sobre futebol quanto em 2014, enquanto em países da Europa como a Inglaterra a oferta dentro do tema é muito maior.

“As pessoas querem receber informações sobre o Neymar. O consumidor é que vai saber definir o que é bom e o que é ruim, até porque livro é um produto relativamente caro”, explica Marcelo Duarte, dono da Panda Books, que editou o livro “Neymar Jr. de A a Z”.

A coleção de curiosidades foi o primeiro livro oficial do jogador, aproveitando uma série que já existia na editora com grandes estrelas adolescentes, como Justin Bieber e Jonas Brothers. Neymar ainda chancelaria um livro sobre a relação com seu pai, escrito pelos jornalistas Mauro Beting e Ivan Moré e publicado pela Universo dos Livros. O livro escrito por Paulo Vinícius Coelho não tem relação comercial com o atleta e seu estafe, mas igualmente não se pretende uma biografia.

“É um perfil do Neymar. São vários textos do tamanho de uma coluna de jornal que contam aspectos diferentes da vida dele. É o livro que eu sou capaz de escrever, com o tempo que eu tenho. Não daria para mergulhar na vida do pai dele, ir até Mogi das Cruzes conhecer as pessoas da infância dele. Mas eu descobri coisas novas fazendo o livro dele, coisas que eu acho que outras pessoas não conheciam”, disse Paulo Vinícius Coelho.

Em geral, a maior parte das publicações encontram um recorte da vida e da carreira do jogador para fugirem do status de biografias. Editores e autores ouvidos pela reportagem concordam que nenhum livro sobre Neymar pode ser definitivo.

Nada que se compare a um “Anjo Pornográfico”, de Ruy Castro, referência em termos de biografia no país que conta a história de Nelson Rodrigues. O mesmo autor, que é colunista da Folha de S. Paulo, escreveu “A Estrela Solitária”, sobre a vida de Mané Garrincha.

“É um cara que tem 22 anos, não dá para comparar. Nas biografias do Ruy Castro ambos já estavam mortos, tinham história para contar. Quem, com 22 anos, rende um grande livro? Estão aproveitando a fama dele para ganhar dinheiro. Não tem história suficiente do Neymar para render um bom livro”, disse Mauricio Stycer, crítico do UOL.

“Eu tenho um respeito reverencial ao livro. O próprio Ruy Castro diz que não se pode biografar gente viva. E mais ainda. Diz que só se deve biografar depois de cinco anos da morte da pessoa”, diz Juca Kfouri, jornalista do UOL Esporte e da Folha de S. Paulo.

Alguns, porém, se propõem a contar tudo da curta vida do jogador. Joaquim Piera é catalão, trabalha há dez anos no Brasil como correspondente do diário Sport, em Barcelona, e publicou “Neymar, la joya prodigiosa”, editado pelo próprio jornal.

“Desde os anos 1990, todo ano o Sport publica a biografia de um jogador em 23 de abril, que é dia do livro. Meu jornal achou que era interessante contar a história do Neymar. É uma biografia do que ele fez até agora. Tentei fazer uma apresentação dele para o Barcelona de um ponto de vista pedagógico, explicando com calma, por exemplo, o que é um campeonato estadual”, disse Piera, que está cobrindo a seleção em Teresópolis, onde o time se prepara para a Copa do Mundo.

O livro tomou como base uma série de reportagens do próprio Piera em 2012. Boa parte do material, portanto, não era inédito. O Sport, segundo o jornalista, já retratou em formatos semelhantes jogadores como Romário e Ronaldinho Gaúcho.

O meia, hoje no Alético-MG, também foi biografado por um autor que tem predileção por obras do tipo. Luca Caioli é um jornalista italiano que vive em Madri desde o começo do século. Especializado em “livros de ocasião”, ele já falou da vida de Ronaldinho, Zidane, Messi, Lance Armstrong, Karin Benzema e… Neymar (Neymar – O último poeta do futebol, da L&M Pocket).

“Isso acontece muito lá fora. Tem de ver como vai ficar depois da Copa do Mundo por aqui. O número de livros vai cair, mas pode ser diferente se o futebol crescer. Há 20 anos, por exemplo, você não tinha tantos livros sobre futebol na Inglaterra”, disse Paulo Vinícius Coelho.

Os livros sobre Neymar

– Neymar, la joya prodigiosa
Joaquim Piera / Diário Sport

– Neymar – o Sonho Brasileiro
Peter Banke / Planeta do Brasil

– Neymar – Conversa Entre Pai e Filho
Ivan Moré e Mauro Beting / Universo dos Livros

– Neymar Jr. de A a Z
Ed. Panda Books

– Neymar – o Ultimo Poeta do Futebol
Luca Caioli / Ed. L&PM

– O Planeta Neymar – Um Perfil
Paulo Vinicius Coelho / Ed. Paralela

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