Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Aparecida

Paraíba terá o primeiro campus universitário dentro de presídio

0
Croqui da unidade da UEPB que será inaugurada em complexo penitenciário no dia 20

Croqui da unidade da UEPB que será inaugurada em complexo penitenciário no dia 20

William de Lucca, na Folha de S.Paulo

Uma penitenciária em Campina Grande, na Paraíba, será a primeira do Brasil a ter um campus universitário em suas dependências para que os presos estudem.

O campus da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) será inaugurado no dia 20, mas as aulas devem começar só no ano que vem.

Um desafio será encontrar alunos: apenas 13 dos 769 presos condenados cursaram o ensino médio e podem entrar em uma graduação.

A ideia é aproveitar este semestre para que eles concluam o ensino médio em um supletivo oferecido no local. Só então poderão fazer o Enem, teste que será usado como forma de seleção para a universidade. O campus pode atender a 80 alunos.

Durante o período, será feita uma pesquisa com os presos para definir quais cursos eles gostariam de cursar. Até lá, os presidiários poderão fazer cursos de extensão.

O campus ficará em um prédio separado, longe das celas. Tem oito salas de aula, um auditório e um escritório modelo para estagiários de direito. As instalações já existiam e foram adaptadas.

Segundo a coordenadora do campus, Aparecida Carneiro, a ideia foi bem recebida pelos docentes. “A adesão será voluntária, mas não há nenhum receio sobre segurança por parte deles.”

Ainda não foi definido se os dias de estudos contarão para a redução da pena, como acontece com dias trabalhados. A medida é discutida entre a Secretaria de Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça.

Para ajudar aluna com deficiência, professor cria mouse adaptado

0

Peças de informática que viravam sucata foram utilizadas no protótipo.
Equipamento fabricado no Paraná custou apenas R$ 50.

Professor criou um mouse adaptado para aluna especial (Foto: Luciane Cordeiro/ G1 Paraná)

Professor criou um mouse adaptado para aluna especial (Foto: Luciane Cordeiro/ G1 Paraná)

Luciane Cordeiro, no G1

De fala mansa e jeito simples o professor de informática Jair Oliveira Júnior está revolucionando a vida da estudante Michelle Aparecida Peixoto, de 27 anos. Ela nasceu com paralisia e após ter terminado o ensino médio, se inscreveu no curso técnico em Informática do Colégio Estadual São Vicente de Paula, em Nova Esperança, no noroeste do Paraná. Michelle nunca tinha tido contato com computador e como tem dificuldades motoras, não conseguia mexer o mouse com precisão. Por isso, quase abandonou o curso. Foi aí que o professor Jair resolveu agir e em três dias criou um mouse adaptado às necessidades da aluna. Um ano depois, Michelle consegue formatar e desmontar computadores com facilidade.

Eu fiz uma cotação de preço para comprar um mouse adaptado, mas na época custava cerca de mil reais. Foi então que decidi fazer um mouse pra ela”
Jair Oliveira Júnior, professor de informática

Depois de pesquisar bastante, Jair Oliveira Júnior chegou a um protótipo de mouse que pesa pouco mais de 500 gramas e pode ser levado para todos os lugares. Ele reuniu sensores de mouses inutilizados, rolamentos e eixos de impressoras que seriam jogados fora, dois pedais de máquina de costura que estavam virando sucata em uma caixa de madeira e estruturou o equipamento. Dessa forma, ela pode acompanhar a turma de 20 alunos. “Eu fiz uma cotação de preço para comprar um mouse adaptado, mas na época custava cerca de mil reais. Foi então que decidi fazer um mouse pra ela”, conta tranquilamente o professor. O protótipo custou R$ 50 e em dez horas estava pronto para uso.

Mouse foi criado com a ajuda de uma caixa, rolamentos de impressoras e sensores de mouses velhos. (Foto: Luciane Cordeiro/G1)

Mouse foi criado com a ajuda de uma caixa, rolamentos de impressoras e sensores de mouses velhos. (Foto: Luciane Cordeiro/G1)

“Antes demorava muito para fazer as atividades da aula, o mouse me ajudou a ser mais precisa nos cliques e também a coordenar os movimentos”, comemora a estudante. Foi com o invento do professor que aos poucos ela passou a movimentar o mouse tradicional com tranquilidade e se adaptar ao computador.

Com o mouse pronto, agora o professor trabalha em um teclado adaptado para computador. Ele comprou uma placa de acrílico que é encontrada em vidraçarias, desenhou em cima dela as teclas do computador e com uma furadeira está fazendo furos nesses espaços. “Como ela não tem tanta precisão para digitar, os dedos escorregam no teclado e, em vez de digitar a letra D sai a F, por exemplo, com os furos a digitação vai ficar mais fácil e rápida ”, explica o professor Jair . A placa se adapta a qualquer teclado e por ser leve também pode ser transportada para qualquer lugar.

Michelle, agora, que vem de uma família carente e ainda não tem computador em casa, faz planos e não pensa em mudar de área. “Amei o curso e no fim do ano vou fazer vestibular para o curso de Sistemas de Informação na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Não quero largar a informática tão cedo”, se diverte a estudante.

O professor que dá aulas há três anos afirma que não quer registrar as invenções, mas passar o que aprendeu pra frente. “Quem quiser ver como eu fiz é só vir aqui na escola que eu ensino, não tem segredo”, garante.

Criança consegue vaga em escola de MT após campanha no Facebook

0

Mãe publicou fotos da filha pedindo uma vaga em escola de Rondonópolis.
Menina ficou dois anos sem ir à escola e, nesta segunda, foi matriculada.

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Dhiego Maia, no G1

Uma semana depois de uma campanha iniciada em uma rede social, a mãe da pequena Júlia Jasche Quadros, de quatro anos, comemorou o ingresso da filha em uma escola de educação infantil na rede pública da terceira maior cidade de Mato Grosso, Rondonópolis, localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sem conseguir matricular a garota em nenhuma unidade escolar da cidade desde 2011, Melissa Jasche Quadros, de 36 anos, passou a publicar fotos da filha segurando um cartaz com uma mensagem informal ao prefeito Percival Muniz e à secretária de Educação da cidade, Ana Carla Muniz. Nos cartazes, as mensagens diziam as seguintes palavras: “Hoje não fui para a escola, pois não há vaga para eu estudar”.

A Secretaria de Educação de Rondonópolis reconheceu ao G1 que há um déficit de vagas para alunos na idade de Júlia. De acordo com a pasta, 49 unidades escolares contam, no momento, com 8.373 crianças de zero a cinco anos. Outras 2.933 crianças estão na fila de espera. A secretaria disse ainda que foram criadas neste ano 530 vagas e que mais 1,4 mil vagas devem ser criadas quando novas unidades estiverem construídas.

Nesta segunda-feira (6), Júlia estampou o último post da campanha com um cartaz mostrando a escola em que foi matriculada. Ela participou da primeira aula na Escola Municipal de Educação Infantil Elaine Aparecida e, segundo a mãe, saiu do local feliz. “Ela gostou muito da escola e disse que uma professora é legal. A escola fica bem longe da minha casa, mas o mais importante é que a Júlia está estudando”, afirmou Melissa.

Até conseguir a vaga para a filha, Melissa contou ao G1 que enfrentou vários problemas. Ela é estudante de Geografia no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem ter onde deixar Júlia, ela perdeu as contas das vezes que levou a menina para a universidade.

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 2011, para atenuar o problema, a família resolveu economizar para pagar uma escola particular para a menina. A mensalidade de R$ 220 por mês pesou no orçamento da família e Júlia teve que abandonar as aulas. “Não tive condições de pagar e ainda estou devendo duas mensalidades”, declarou Melissa.

No início deste ano, Melissa afirmou ter passado por uma decepção. Ela colocou o nome da filha em uma lista de espera em uma escola próxima da casa dela. Dias depois, quando retornou, o local estava fechado. “O espaço para os pequenos era anexo a uma escola. Quando fui lá para ver se tinha vaga para minha filha, o local não estava funcionando”, disse.

Mudança
Segundo o Ministério da Educação (MEC), uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, tornou obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. De acordo com a lei 12.796, publicada no dia 4 de abril deste ano, estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

USP de São Carlos (SP) registra o terceiro caso policial em 16 dias

0

Fernanda Testa, na Folha de S.Paulo

O campus da USP em São Carlos (232 km de São Paulo) registrou em menos de um mês três casos policiais. O mais recente envolve a suspeita de estupro de um estudante que teria ocorrido dentro da universidade.

Após a polêmica do “Miss Bixete”, em que três alunos ficaram nus, supostamente jogaram bebida e hostilizaram um grupo de feministas que protestavam contra o desfile no campus, outras duas ocorrências foram registradas.

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote 'Miss Bixete' realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote ‘Miss Bixete’ realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Na quarta-feira (13), a estudante Giseli Aparecida Braz de Lima, 30, doutoranda em ciências da computação e matemática, morreu após ser atingida na cabeça por um galho de árvore próximo a uma das cantinas do campus.

De acordo com a Polícia Civil, o galho atingiu a estudante enquanto ela lanchava na universidade.

A USP classificou o caso como uma “fatalidade” e decretou luto oficial de três dias no ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), local onde a estudante cursava a pós-graduação.

A história mais recente é de um estudante de ciências exatas da universidade, que na noite de quarta acusou oito colegas de estupro dentro do campus.

O jovem de 22 anos compareceu ao plantão policial para relatar o caso nesta quarta-feira (13). Segundo a polícia, ele disse que o crime aconteceu na noite do dia 4.

O estudante, após participar de uma reunião acadêmica no campus, disse que foi abordado por oito colegas no alojamento da universidade.

De acordo com o aluno, os colegas fizeram ameaças e depois o estupraram. A vítima disse ainda que os alunos são moradores do alojamento e que sabe reconhecê-los.

“Vamos identificar e ouvir as pessoas para verificar a veracidade dos fatos. O aluno disse à polícia que os conhece por apelidos”, disse o delegado Aldo Donisete Del Santo, que assumiu o caso.

Segundo ele, o episódio foi registrado como suspeita de estupro. O próprio estudante que relatou o abuso será chamado para falar com Del Santo –na quarta-feira, ele conversou com outro delegado, que estava no plantão.

A Folha tentou contato com o estudante, mas não conseguiu. A polícia não divulgou seu nome nem quis passar o contato para não atrapalhar as investigações.

INVESTIGAÇÃO

A assessoria de imprensa da USP informou, em nota, que o estudante compareceu ao Serviço de Promoção Social do campus na última segunda-feira (11) para relatar o caso. Na ocasião, “todas as ações e procedimentos pertinentes foram realizados pelos profissionais do setor, respeitando o sigilo próprio da atividade”, diz a nota.

Após o registro do boletim de ocorrência, no entanto, a universidade verificou “incongruência nos relatos”.

A USP não informou, porém, quais versões registradas no BO são diferentes em relação ao relato que o aluno fez no dia 11.

Go to Top