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Educação na era digital: será que as redes sociais podem atrapalhar o ensino?

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Apesar de muito útil, redes sociais podem atrapalhar o ensino se usadas em excesso

Apesar de muito útil, redes sociais podem atrapalhar o ensino se usadas em excesso

 

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

As redes sociais e a internet como um todo são ótimas ferramentas para a educação na era digital. Mas será que elas podem atrapalhar o ensino? Alguns caminhos apontam que, sem o devido cuidado, elas podem, sim, causar problemas no aprendizado, porém, é possível contornar.

O primeiro problema das redes sociais é o uso excessivo de gírias e abreviações. Muitas vezes, por conta do uso constante com um jeito mais informal de escrever, os estudantes acabam por transportar essa “linguagem da internet” para a realidade. É frequente encontrar erros assim em avaliações e redações, afinal, é a maneira mais usada de comunicação no dia a dia.

Apesar de ótimas na hora de apresentar aplicativos e ferramentas que auxiliam no ensino, as redes sociais e a internet podem ser fontes constantes de distração. O mais sério, porém, é que isso pode se agravar levando a transtornos como a ansiedade. É comum alunos ficarem tensos e ansiosos para voltarem logo aos dispositivos e conferirem uma resposta, resultado ou apenas checarem se algo novo apareceu na rede.

A solução para as desvantagens das redes sociais e do uso da internet é simples e combina bastante com um ditado que muitas avós conhecem: é preciso utilizar com parcimônia. Assim como qualquer ferramenta, o uso em excesso pode atrapalhar. Cabe aos pais e aos educadores regularem o acesso e, sempre que possível, atraírem os alunos para atividades do “mundo real”.

Via Universia

Conheça cinco aplicativos essenciais para vida acadêmica

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A tecnologia facilitou a vida de muitas maneiras, inclusive na organização para que os estudos possam render

Publicado no IBahia

Quadro negro nunca mais! E caderno, então? O modelo da sala de aula não muda, mas os alunos sim. A tecnologia facilitou a vida de muitas maneiras, inclusive na organização para que os estudos possam render. Listamos aplicativos que vão ajudar – e muito – no sucesso da vida acadêmica.

Lecture Capture

Aulas, aulas e mais aulas, uma atrás da outra. É fácil se perder e ao chegar no cantinho de estudo querer rever algum conteúdo. Com esse aplicativo é possível gravar palestras em vídeo e ter acesso ao material mesmo offline. O app vai além dos gravadores padrões dos celulares, que permitem apenas ouvir. Com o Lecture Capture, o estudante pode criar notas e marcadores, além de montar suas próprias listas de reprodução. É compatível com iOS e Android.

StudyBlues

Tanto faz: iOS ou Android. Nos dois sistemas operacionais o aplicativo é gratuito. Nele é possível montar seu próprio plano de estudo através de cartões de memorização ou folhas de revisão. São mais de 250 milhões de notas de estudo disponíveis. Além de conseguir avaliar o progresso no aprendizado, há lembretes que o próprio aluno configura, como os horários de prova.

Timetable

A principal tarefa do Timetable é organizar em planilhas os trabalhos de casa e as datas das provas. O aplicativo, disponível na versão Android, é responsável por silenciar o telefone durante as aulas. Quem tem iPhone pode optar pelo Class TimeTable, que também é gratuito, mas possui uma versão mais atualizada por 99 centavos de dólar.

EasyBib

Pense num aplicativo que já deixa no modo correto as referências bibliográficas? Pois é, aquele trabalho de fim de curso e artigos ganhou um reforço. É só escanear o código de barras ou digitar o nome do livro que as informações já entram na padronização. Mas, como as normas variam entre as faculdades, estão disponibilizados diversos modelos. A dificuldade aqui pode ser que o aplicativo seja em inglês e reconhece muito mais fácil os títulos de fora. Quem tem iPhone ou Android pode fazer o download gratuitamente.

Scribd

Antes dos artigos começarem a ser escritos, deve-se ter em mente a linha da pesquisa. É aí que o Scribd entra: o aplicativo disponibiliza livros, audiobooks, notícias, revistas, documentos e até partituras. Enquanto muitos dos sites de notícias limitam as leituras aos seus assinantes, aqui é permitido ler qualquer material jornalístico que desejar. Estão disponíveis matérias da Bloomberg Businessweek, Time Magazine, People Magazine, Fortune e Money Magazine. Mas, em compensação, a versão gratuita garante acesso somente a três livros e um audiobook por mês. Montada a biblioteca no seu Android ou iPhone, é fácil: se acessa de qualquer lugar, inclusive offline.

8 aplicativos úteis para quem ama ler

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Apaixonado por livros e tecnologia? Preparamos uma lista de aplicativos que vão facilitar ainda mais a sua vida

Publicado em O Globo

Aplicativos de leitura estão em todo smartphone e tablet. Mas as pessoas ligadas em livros pra valer têm opções que vão além dos apps comuns da Amazon, Google Books ou livros para iPhone.

Redes sociais específicas, livros digitais para colorir ou plataformas de publicação independente saem do computador e vão no bolso dos leitores. Conheça alguns dos mais usados e veja também outros aplicativos que vão ajudar você a ganhar tempo para o que importa.

Audible

Não é bem um aplicativo, mas a biblioteca de audio books da gigante online Amazon. Que tal aproveitar o tempo no trânsito ou na academia para ouvir histórias ou aprender algo? Os livros em áudio não são novidade, mas ganharam força extra com as funcionalidades de apps para smartphones e tablets. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Colorfy

Os livros para colorir nunca deixaram as livrarias e não é por acaso: são uma delícia! E como nem sempre é possível ter lápis de cor e papel à mão, o formato existe também no digital. O Colorfy traz desenhos que você pode pintar para passar o tempo. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

GoodReads

O site é a mais usada rede social para amantes de literatura no mundo e reúne tanto leitores quanto escritores consagrados e novatos de diversos gêneros. O GoodReads promove grandes lançamentos e não raro permite que fãs possam enviar perguntas diretamente para escritores. O aplicativo é útil para quem gosta de manter organizadas as listas de livros que leu ou quer ler, e também para encontrar sugestões baseadas no seu gosto. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Instapaper

Quantas vezes você já deixou de ler uma reportagem ou artigo interessante porque guardou para depois e esqueceu? O Instapaper resolve isso guardando os links para você ler offline. Funciona não só no smartphone e tablet, mas também em e-readers como Nook e Kindle Fire. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Itaú Criança

O aplicativo do Itaú coloca som, efeitos lúdicos e animações em cima de histórias que as crianças amam. É uma boa forma de passar tempo junto dos pequenos que só querem saber de telas. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Skoob

Similar ao GoodReads, o Skoob é uma rede social de leitores. A diferença é que essa é criada no Brasil e reúne livros (nacionais ou não) em língua portuguesa. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Syllable

Para leitores profissionais e para todo mundo que não consegue evitar a distração ao ler no iPhone ou iPad. Apenas para iOS, o Syllable ajuda você a manter a velocidade usando técnicas de leitura dinâmica. Não é só uma questão de ler rápido, mas de trabalhar concentração e absorver o texto. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS

Wattpad

A maior comunidade de escritores do mundo, a Wattpad é considerada um “Youtube da literatura” e pula os intermediários como editoras e lojas ao oferecer livros diretamente aos leitores. O aplicativo é bastante ágil e tem funcionalidades de rede social.

Smartphones na sala de aula: seis apps e plataformas para se dar bem

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Nem só para caçar Pokémon Go vive seu smartphone. Confira 6 ferramentas que podem turbinar seu desempenho na escola ou faculdade, sem cola

Publicado no PC World

Eles caçam Pokémon, mandam mensagens, tocam músicas, produzem vídeos, fotos e, acredite, até ajudam a passar de ano, sem cola. Os smartphones são dispositivos controversos quando o assunto é escola, mas a vertente de empresas de EduTech está surgindo para provar que, de vilões, eles podem ser a melhor ferramenta para ajudar professores e alunos.

Confira seis ferramentas, incluindo uma da Google, que vão ajudar a melhorar o ano:

AppProva: Ferramenta gratuita que possibilita ao usuário testar seus conhecimentos em questões do ENEM e dos principais vestibulares do país. Permite acumular pontos, desafiar amigos e descobrir pontos fortes e fracos. A startup tem como objetivo democratizar a educação de qualidade do Brasil e a missão de oferecer mais oportunidades para estudantes dos níveis básico e superior, bem como ajudar instituições e corporações com testes, diagnósticos, planos de estudos personalizados e certificações. A plataforma está disponível para versões WEB, IOS e Android.

Qranio: O Qranio é um aplicativo que funciona como um quizz, tem mais de 1 milhão de usuários inscritos e 18 milhões de perguntas respondidas. Disponibilizando premiações onde os usuários podem trocar suas moedas virtuais (os Qi$) por prêmios reais, a empresa já entregou mais de 6 mil prêmios desde sua criação.

MonsterJoy: O aplicativo permite que os professores elaborem exercícios para que os alunos possam estudar. Dessa forma, eles conseguem saber quais realmente concluíram as tarefas. Com o app, é possível enviar imagens, gráficos, documentos em PDF e páginas do aplicativo. Um dos seus diferenciais é a integração a outras ferramentas como Gmail, Drive e Google Docs. Ele está disponível para Android e IOS.

MonsterJoy: Aplicativo que tem como objetivo oferecer as escolas opções divertidas para os alunos estudarem e realizarem os deveres de cada. Por meio de um game, os professores disponibilizam aos alunos diversas atividades que valem pontos, e a partir do momento que os mesmos acertam as questões eles têm a possibilidade de subir de nível, desbloquear acessórios e elevar o ranking de pontuação. Disponível para Android, IOS, tablets, smartphones e computadores.

Edumais: Rede social voltada para a educação em que os professores disponibilizam conteúdo pago ou gratuito como vídeoaulas, resumos, simulados ou até eventos ao vivo, com o objetivo de se aproximar de professores e alunos, A interação entre eles é feita por meio de uma timeline ou mensagem direta e mecanismos de notificação alertam o professor quando o aluno faz alguma pergunta, assim como alertam o aluno quando o professor responde à dúvida. No site é possível encontrar materiais voltados para cursos livres (que não exigem autorização do MEC) possibilitando aos estudantes se prepararem para concursos públicos, ENEM, exames de categorias profissionais e cursos de idiomas.

Você Aprende Agora: curso de inglês online baseado na Cambridge University para que você aprenda rápido e use o inglês a seu favor em sua carreira profissional, estudos, viagens e relacionamentos. Criado por Felipe Dib, o modelo de ensino foi pensado para que você aprenda da maneira mais rápida e eficiente possível e não precise ir pessoalmente a um curso.

Como a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura

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Rômulo Neves, no Metropoles

É comum nos depararmos com opiniões que colocam o computador e as novas tecnologias como inimigas do livro, seja pelo tempo que elas consomem de nossas vidas, seja porque as informações são apresentadas num suporte diferente do papel. Os apreciadores dos livros temem que a internet tire público da literatura.

O receio não é de todo descabido: ao mesmo tempo em que os indicadores de leitura – especialmente a venda de livros – vêm caindo no Brasil, o brasileiro é, segundo estatísticas, o usuário de internet domiciliar que fica mais tempo conectado – e esse tempo só aumenta, com a popularização dos smartphones.

Mas atacar a tecnologia não é o caminho para reverter esse quadro. É possível que muitos jovens prefiram a internet à leitura, mas, paradoxalmente, é entre os jovens que o hábito de ler cresce, pelo menos um pouco, enquanto o livro perde público na faixa etária dos adultos jovens.

Outro aspecto interessante dessa questão é que, na maior parte dos casos, bons leitores também são pessoas bem informadas e usuárias de internet. O assunto tecnologia e literatura, inclusive, é um dos quatro temas-chave da Bienal do Livro de Brasília, que começa no dia 21 de outubro de 2016, no Estádio Mané Garrincha.
A saída para superar essa falsa dicotomia entre leitura e tecnologia é aproveitar as novas facilidades tecnológicas para estimular e não competir com a leitura. A internet pode ser o meio de entrada para um bom livro. Aliás, este é o propósito desta coluna”

Meu palpite é o de que o melhor caminho para que a tecnologia seja parceira da leitura é torna-la filtro e guia para títulos de qualidade. Esse é o caso de diversos aplicativos, portais, blogs e programas que, com base na tecnologia, buscam valorizar o livro e estimular a leitura.

A combinação mais óbvia do novo com o tradicional são os e-books. Trata-se de uma solução tecnológica que simula a leitura do livro em um suporte eletrônico. É uma solução que barateou o acesso, já que os e-books são, algumas vezes, até 50% mais baratos do que o exemplar físico.

Mas isso depende da quantidade de livros que o camarada consome, já que, para ler o e-book, você precisa de um e-reader. Esse custo precisa ser diluído na economia com os livros. A partir de dez livros, já começa a valer a pena ter um e-reader. O kindle, da Amazon, é o mais conhecido, mas não o único. A Saraiva, com o Lev, e a Cultura, com o Kobo, também entraram no mercado. O problema aí é que competem com um conglomerado mundial, capaz de trabalhar com margens de lucro bastante baixas.

A adoção do e-book não é, entretanto, sem traumas. Muita gente – inclusive o colunista aqui – tem um fetiche pelo objeto livro e por folhear as páginas, ler passagens aleatórias, às vezes sem compromisso. Com o e-book, a leitura é mais objetiva, planejada, direta. A compensação é o acesso imediato a dicionários, notas, outros textos e materiais, que podem tornar a leitura mais interessante – mas também menos concentrada. Fazer anotações também é bem mais simples no e-book.

Mas o e-book e o e-reader são apenas suportes. A tecnologia também tem formas de estimular a leitura pelo conteúdo e pela agilidade na aquisição dos próprios livros. As compras pela web, por exemplo, colocam, virtualmente, qualquer livro ao alcance de qualquer leitor.

Novamente a Amazon desponta como destaque – aliás a Amazon definitivamente não é uma livraria, mas um modelo de negócios -, porque uma vez que você se cadastra e compra no site, suas próximas compras são simplificadas e, se for sua opção, direcionadas de acordo com suas preferências, com promoções diárias em sua caixa de mensagens.

As brasileiras estão correndo atrás: Cultura e Livraria da Travessa, por exemplo, já adotaram algo parecido e enviam suas mensagens aos e-mails dos clientes cadastrados, mas a infinidade de dados e o ganho de escala da operação da Amazon é algo assustador e a inteligência artificial por trás da mensagem: “quem comprou esse livro comprou também esse, esse e mais esse” é um risco para qualquer conta de cartão de crédito.

Livros usados também ficaram muito mais fáceis de serem acessados. A Estante Virtual – uma ideia genial – coloca ao alcance dos dedos um acervo potencialmente infinito, incluindo os títulos fora de catálogo que, 15 anos atrás, consumiam dias de busca pelos sebos e sua desorganização cativante.

Novamente, troca-se o prazer do ato de vagar meio sem rumo pelas prateleiras, por uma busca limpa, objetiva e asséptica. Mas os algoritmos de buscas inteligentes devem chegar em breve ao mundo dos sebos virtuais: “quem comprou esse, comprou esse, esse e mais esse”.

Outra vertente da cooperação entre a tecnologia e a literatura são conteúdos e aplicativos que buscam estimular a leitura de livros. Colunas como esta ou de resenhas curtas, como a leioedoupitaco.blogspot.com.br, buscam apresentar livros e debates sobre a literatura.

Outro exemplo é o goodreads.com, que funciona na plataforma Facebook, conectando leitores que queiram compartilhar experiências de leituras. Uma ideia genial, mas que ainda não pegou é o aplicativo Livrio (livr.io), de compartilhamento de livros entre amigos. Você coloca sua biblioteca à disposição para empréstimo e pode emprestar o livro de alguém que usa o aplicativo.

Uma boa novidade é o TagLivros (taglivros.com). Trata-se de um negócio que combina celebridades, bons livros, conveniência e, claro, uma mensalidade. Cada mês o serviço reúne um grupo de curadores famosos – iniciaram com grandes escritores, mas o cardápio pode variar -, que selecionam um livro surpresa, que é enviado para os assinantes do serviço, com uma revista crítica. A tecnologia aqui é mero suporte para juntar o que interessa: um bom produto, uma boa apresentação e a facilidade logística.

Os escritores também fazem uso da tecnologia para driblar as dificuldades do mercado editorial. Ainda que os custos de publicação tenham caído bastante – até pelos efeitos dessa mesma tecnologia -, eles ainda são altos e muitos escritores optam por lançar suas obras inicialmente no formato e-book, para depois lançarem em papel.

Experiência mais radical ainda é a disponibilização do material na rede, como é o caso do portal da revista Vida Secreta, que tem as edições em formato digital, mas, também, obras excelentes de autores como Marcelino Freire (“Poeminhas tamanho p”) e Adriane Garcia (“Enlouquecer é ganhar mil pássaros”). Você lê na Internet, mas dá uma vontade danada de ter o exemplar físico!

Essa pendenga entre livro e internet, porém, é apenas o retrato de questões mais profundas e carências e limitações na formação dos leitores. O exemplo de pais que leem e de professores que apresentam bons livros na escola dificilmente é esquecido.

Mesmo com toda a atração dos jogos eletrônicos e da profusão de manchetes do mundo virtual, o hábito da leitura, gerado na infância e na juventude, se estiver bem embasado, dificilmente será abandonado. Antes de brigar com a tecnologia, divirta-se com um bom livro e ensine o seu filho ou aluno a se divertir também.

Desordem (trecho)

dir-se-ia
então
que
para dizer
a desordem
da fruta
teria a fala
– como a pera –
que se desfazer?
que de certo
modo
apodrecer?

mas a fala
é só rumor
e ideia
não exala
odor
(como a pera)
pela casa inteira

a fala, meu amor,
não fede
nem cheira

Ferreira Gullar (Em Alguma Parte Alguma, 2013)

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