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Veja aplicativos e outros recursos digitais que ajudam na preparação para o Enem

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André Henrique Almeida é um dos milhares de estudantes que contam com a tecnologia para melhor se preparar para provas

André Henrique Almeida é um dos milhares de estudantes que contam com a tecnologia para melhor se preparar para provas

Ferramentas organizam a rotina de estudos e ajudam o aluno a se preparar para o Enem, vestibulares e concursos

Publicado no Estado de Minas

Você está pensando em fazer algum concurso ou já fez sua inscrição para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre nos dias 8 e 9 de novembro? Se a resposta é sim, por que, então, não passa a usar seu smartphone ou seu tablet como importante ajuda para estudar, em vez de ficar o tempo todo nos joguinhos, conversando pelo WhatsApp ou postando nas redes sociais? Lembre-se de que vai longe o tempo em que se preparar para provas importantes requeria horas se debruçando sobre pilhas de livros. A tecnologia evoluiu muito e está aí também para auxiliar os estudantes nessas horas.

Para o professor do Colégio Cotemig Israel Roque Pereira, é muito válido estudar pelo smartphone ou tablet a partir de aplicativos, pois o aluno estará desenvolvendo competências e habilidades similares às dos métodos de estudos convencionais, com o diferencial da praticidade e da flexibilidade proporcionadas pela tecnologia. “O estudante que optar pelo estudo nessa modalidade deve selecionar corretamente os aplicativos que deseja utilizar. Cada app tem objetivos e especificidades diferentes e peculiares, que variam de simples questões para simulados à organização do tempo e conteúdo”, afirma.

Segundo Pereira, a qualidade das informações obtidas por meio de aplicativos também deve ser levada em consideração na escolha dos softwares. “O aluno deve dar preferência àqueles que já tenham recebido algum tipo de avaliação positiva por profissionais da área”, diz ele, indicando o aplicativo Pense + Enem, pelo qual o usuário tem acesso às questões de provas anteriores do exame em forma de simulados, separados de acordo com as categorias estipuladas pelo MEC. “O aplicativo Enem: Quase lá também oferece simulados com questões de provas anteriores, mas com o diferencial da proposta de um plano de estudos estipulado em níveis para cada tipo de usuário”, explica o professor, ressaltando que vale ainda destacar o app Pérolas do Enem, que em um tom muito descontraído indica quais respostas jamais deverão ser escritas em uma prova.

Youtube
Minas Gerais é o segundo estado com o maior número de inscrições no Enem, com 979.259 alunos. O estudante André Henrique Nogueira de Almeida, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio do Colégio ICJ, é um deles. O jovem vem se preparando para os exames com a importante ajuda da tecnologia. “Sei que existem vários aplicativos que auxiliam para as provas, como o AppProva, o Nota 10, o Pense +, e até já usei alguns, mas o que uso mais são os vídeos de aulas do YouTube. Eles não são como os aplicativos com seus simulados, e sim verdadeiras aulas às quais a gente assiste com a vantagem de, quando não entender algo, voltar a matéria quantas vezes quiser, pois o tempo para usar é ilimitado”, diz André.

O estudante revela que o serviço que mais procura no site de vídeos é o Khan Academy, uma organização sem fins lucrativos que tem por missão oferecer ensino de qualidade gratuito para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. “É só acessar o site da fundação (https://pt.khanacademy.org) que lá o estudante pode baixar aulas de qualquer matéria e estudar tranquilamente. Aproveito sempre as filas de ônibus ou uma ida ao médico ou ao dentista para acessar o site”, acrescenta o garoto, que sonha em obter no Enem pontuação suficiente para estudar história na Universidade Federal de Minas Gerais.

Para quem vai fazer o Enem, e também para quem pretende participar de concursos ou vestibulares e quer o auxílio de algumas ferramentas para estudar, preparamos um guia de aplicativos e outros recursos que, certamente, serão de grande utilidade para o aluno. Para baixar qualquer um deles, basta digitar o nome do programa no sistema de busca do Google para encontrar várias opções de como fazer.

Aplicativos para o Enem

» AppProva
É um jogo que testa conhecimentos em questões do Enem e dos principais vestibulares do país. São mais de 9 mil questões já analisadas que contemplam tanto questões do modelo de disciplinas tradicionais quanto questões multidisciplinares.

» Questões Enem
O app apresenta um banco de dados que reúne todas as questões do Enem, de 2009 a 2013, para que o aluno possa testar seus conhecimentos e se preparar melhor para as provas.

» Pense + (Enem)
Traz simulados do Enem com questões divididas por disciplinas (história, geografia, inglês, ciências, matemática etc.), sistema de busca, gabarito com respostas e a possibilidade de salvar os testes para avaliar a evolução do desempenho.

» Nota 10 – Simulados do Enem
O app dá acesso a diversos simulados preparativos para o Enem. O usuário pode montar o seu próprio simulado definindo as matérias de interesse, número de questões e se quer ou não usar o cronômetro de tempo para fazer as provas.

» EstudaVest
Um dos maiores sites de questões para o Enem e outros vestibulares do Brasil. Você pode estudar as questões cadastradas escolhendo a disciplina e a área específica e testar seus conhecimentos participando dos desafios e simulados exclusivos
do espaço.

» +Questões Enem
Além de apresentar simulados, o app oferece vídeos explicativos de cada questão do Enem. E elabora um ranking obedecendo ao desempenho de cada participante. Ideal para estudantes sem tempo que aproveitam pequenos momentos, como no ônibus, para estudar.

» Enem Quase lá
App gratuito para Android que oferece questões do Enem 2010 e 2011 para os estudantes praticarem os conhecimentos. É possível escolher entre cinco planos de estudo predefinidos ou montar um
plano próprio.

» AcheProvas
Aplicativo para Android, Windows Phone e Web, permite baixar e visualizar as provas do Enem e de vários vestibulares do Brasil. Com ele o usuário pode ver o que já caiu e assim se preparar para a próxima prova.

Para estudos em geral

» Evernote
Possibilita fazer anotações com vários recursos para o aluno se organizar. Permite ainda a criação de cadernos (de cada uma das disciplinas), e todo o material é sincronizado em todos os dispositivos configurados com sua conta (o aparelho precisa estar conectado à internet para realizar as funções).

» MyScript Calculator
Uma calculadora bem diferente das tradicionais, que consegue interpretar números, sinais e símbolos matemáticos desenhados na tela para resolver as operações em seguida. Um app muito bom, mas só para verificar resultados e cálculos, já que os exames não permitem o uso de calculadora.

» Fórmula Free
O app reúne fórmulas das várias áreas da matemática. Com uma interface muito simples, também oferece conversor de medidas e recursos para calcular valores de triângulos e outras figuras geométricas.

» Fórmulas para concursos
O aplicativo é uma ótima biblioteca de fórmulas para de física, química e matemática. Conta com materiais bem mais avançados do que normalmente se exige em vestibulares e outros exames ao alcance do aluno por meio de poucos toques.

» Mecânica
Para quem busca dicas e ensinamentos de física, o app cumpre bem o papel. Apresenta esquemas bem explicativos da disciplina e oferece inclusive desenhos e gráficos que ajudam bastante o estudante a entender a matéria.

» Michaelis Nova Ortografia
A redação escrita de vestibulares e concursos só será corrigida com base no último acordo ortográfico a partir de 2016. Mas vale saber sobre as novidades acertadas. Com o app, o estudante encontra explicações objetivas e exemplos a respeito das mudanças para escrever corretamente.

Aprenda jogando

» Filosofighters
Cada jogador escolhe o seu filósofo favorito e o põe para sair no tapa com o escolhido por um adversário. À medida que a luta ocorre, o jogador aprende sobre sua linha de pensamento, sua história e suas ideias, com textos acessíveis e gostosos de ler.

» EnemWars
A ideia do jogo é ajudar no treinamento de interpretação de texto para jovens estudando para o Enem, tendo como pano de fundo o mundo dos asteroides.

» Jogo do Arqueólogo
O jogador recebe cartas com acontecimentos históricos e tem de cavar fundo para encontrar respostas.

Moleskine Livescribe: o melhor do analógico e do digital

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Feito para funcionar em conjunto com uma caneta inteligente Livescribe, esse Moleskine transforma suas anotações em versões digitais

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Jacqueline Lafloufa, no B9

Durante uma aula ou reunião, ter um computador para fazer as suas anotações pode ser ágil, mas te distrair. No entanto, deixar todas as suas notas presas ao papel parece insensato – e se você quiser fazer uma busca depois? Ou, pior, e se de repente você perder o caderno? Será que não daria para fazer um backup das suas anotações?

Com o Moleskine Livescribe, é possível ser analógico, hipster e conectado ao mesmo tempo. Ele foi criado com um número determinado de linhas, margens e ‘botões especiais’ que são reconhecidos pela caneta inteligente Livescribe. Assim, todas as anotações e rabiscos que você fizer são replicados em um aplicativo para dispositivos móveis, que pode até mesmo reconhecer a sua escrita e convertê-la em texto editável.

O único problema é o precinho: cada Moleskine Livescribe custa 30 dólares, e a caneta inteligente tem preços variados conforme a versão, sendo que a mais básica custa 150 dólares.

No entanto, pode ser um investimento interessante para quem quiser digitalizar a própria vida – a Bia Kunze, do Garota sem Fio, explica a diferença entre cada uma das canetas, e oferece também sugestões sobre como implementar isso sem necessariamente precisar da Livescribe, como ao utilizar um Moleskine feito para uso combinado com o Evernote.

Amazon lança KDP Kids, serviço de autopublicação para autores de livros infantis e juvenis

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Autores poderão criar seus livros ilustrados ou não e vendê-los para qualquer pessoa que tenha um Kindle ou use os aplicativos da empresa

(Foto: Todd Anderson/NYT)

(Foto: Todd Anderson/NYT)

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

Queridinha dos leitores, por causa dos preços, e temida por editores e livreiros, também por causa dos preços, a Amazon lançou nesta quinta-feira, 4, mais um serviço que deve fortalecer sua plataforma de autopublicação – a Kindle Direct Publishing – e distanciá-la ainda mais dos concorrentes.
Agora, autores de livros infantis e juvenis, ilustrados ou não, poderão publicar suas obras pela KDP Kids, vendê-las no formato digital para qualquer pessoa do mundo que use um Kindle ou seus aplicativos e ganhar até 70% de direitos autorais.

Para publicar o livro, basta fazer o download do programa Kindle Kids’ Book Creator, também lançado agora. É possível fazer livros ilustrados importando imagens e livros só de texto, em capítulos, além da capa. O autor pode indicar a faixa etária a que a obra se destina.

A autopublicação tem sido uma boa alternativa para quem quer publicar um livro, mas não consegue fazê-lo por uma editora tradicional. E também para aqueles que querem ter o controle de todo o processo.
Ao mesmo tempo concorrente de editoras e vitrine para a descoberta de novos autores, a Amazon não é a única empresa a investir na autopublicação, mas alguns de seus autores têm se destacado. Foi o que aconteceu com o americano Hugh Howes, que veio ao Brasil na semana passada lançar, pela Intrínseca, Silo, publicado, antes, em e-book. A obra já foi comprada por editoras tradicionais em 32 países e vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares.

Há bons exemplos aqui também, como o da dentista de Niterói F M Pepper. Ela foi aos Estados Unidos aprender como lançar, sozinha, seu livro e que depois de certo sucesso fechou acordo para editar, em papel, pela Valentina, sua trilogia. Os dois foram personagens de uma matéria que publicamos sobre o assunto durante a Bienal do Livro de São Paulo, que terminou no domingo passado.

Distrito escolar nos EUA troca livros e cadernos por laptops a 24 mil alunos

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‘Conversão digital’ foi feita nas 42 escolas de Huntsville, no Alabama.
Segundo o distrito, proficiência em matemática subiu de 48% para 78%.

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Ana Carolina Moreno, no G1

Um distrito escolar nos Estados Unidos decidiu mergulhar de cabeça na “conversão digital” há um ano e, hoje, colhe frutos como o aumento da proficiência dos alunos e a redução dos casos de indisciplina. No início do ano letivo de 2012-2013, o distrito de escolas de Huntsville, no Alabama, aboliu os livros didáticos e os cadernos em 100% de suas 42 escolas, que têm 24 mil alunos. Eles foram trocados por laptops para todos os alunos e professores, que podem levar o equipamento para casa. Os computadores foram equipados com um currículo digital que inclui, além de livros eletrônicos, conteúdo interativo e multimídia.

No caso das crianças da pré-escola ao segundo ano, tablets com aplicativos educacionais são guardados nas salas de aula e usados de acordo com a atividade preparada pelo professor. Para garantir a conectividade, o distrito instalou wifi nas escolas e nos ônibus escolares. Além disso, a maioria das salas de aula foram equipadas com lousas inteligentes.

Segundo Rena Anderson, diretora de engajamento comunitário do distrito, isso tudo foi feito sem o aumento do orçamento das escolas. “Nós redirecionamos o orçamento, gastando o que normalmente usamos em livros didáticos, por exemplo”, afirmou ela ao G1.

Os resultados preliminares deixaram todos no distrito “muito surpreendidos”, contou Rena. Três vezes ao ano (no outono, inverno e primavera no Hemisfério Norte), todos os alunos do primeiro ao último ano do ensino básico passam por um teste em matemática e leitura. Desde a implantação do sistema 100% digital, os resultados melhoram a cada avaliação. De acordo com Rena, entre o outono de 2011 e a primavera de 2013 a porcentagem média de alunos de todos os anos proficientes em matemática subiu de 48% para 78%.

No quesito leitura, a média de proficiência era de 46% no outono de 2011. No último teste, feito na primavera de 2013, ela subiu para 66%. O resultado representa a média de todos os alunos dos doze anos do ciclo básico (do 1º ao 12º ano).

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores, laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores,
laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web
(Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Modelo para o país

Rena afirma que muitas escolas já estão fazendo a migração digital, mas Huntsville foi, segundo ela, o primeiro distrito escolar a fazer isso para todas as suas escolas de uma vez. “Dois anos atrás, começamos um programa-piloto com todos os alunos do sexto ano. Todo eles receberam um netbook para levar para casa. Depois daquele primeiro ano, tudo pareceu dar certo, e decidimos que iríamos pular com os dois pés”, explicou ela.

Huntsville agora virou inspiração para outras regiões dos Estados Unidos, e Rena afirma que suas escolas recebem cerca de 100 visitantes por mês de outros distritos, interessados em conhecer de perto a experiência. Segundo ela, o governo da Flórida atualmente estuda implantar o sistema em todas as escolas do estado. Rena sugere a todos os visitantes que não tenham medo de “se adaptarem aos tempos”.

A princípio, a maior resistência veio dos pais, que não sabiam como poderiam ajudar seus filhos a irem bem na escola. Por isso, oficinas foram feitas para mostrar como os pais também teriam acesso, mesmo no computador de casa, às aulas, lições de casa, boletins e relatórios de frequência.

Já os alunos mostraram retorno imediato ao novo sistema. Com a liberdade de progredirem em seu próprio ritmo, o engajamento dos estudantes às aulas aumentou e, com isso, os atos de indisciplina diminuíram. De acordo com um relatório disponível no site oficial do distrito, nove semanas após a conversão, o número de alunos que receberam alguma suspensão por mau comportamento caiu 45%.

Além do currículo digital, Huntsville também testou diversos filtros para garantir que os estudantes não se distraiam navegando pela internet. Atualmente, eles adotaram um sistema que bloqueia conteúdos como redes sociais e jogos nas máquinas dos alunos, mas os permite na dos professores. Além disso, o professor pode acessar, em seu laptop, a tela do computador de um aluno, para saber o que ele está fazendo. Por fim, o filtro bloqueia os serviços de e-mail nos computadores dos estudantes durante o dia, para evitar que eles desperdicem tempo trocando mensagens, mas permite seu uso após o horário escolar, quando eles levam o laptop para casa.

Nos ônibus escolares que fazem as rotas mais compridas, também foram instaladas conexões sem fio. Assim, os estudantes podem estudar, fazer lição de casa ou se entreter no caminho para casa. O distrito ainda lista, em seu site, os hotspots de internet em locais públicos e privados da cidade, para facilitar o acesso dos alunos à rede.

Custos da conversão digital*:

Laptops, currículo e treinamento: R$ 1.020 por aluno (por ano)

Infraestrutura: R$ 440 por aluno (gasto pontual)

*Fonte: Distrito Escolar de Huntsville, Alabama

Remanejando custos

São quatro os tipos de gastos que o distrito teve para fazer a conversão digital: os equipamentos individuais dos estudantes, o conteúdo didático digital, a infraestrutura de internet e o treinamento de professores. Em vez de comprar os computadores, eles são alugados por um período de três anos, já que até o fim do contrato novos e melhores modelos estarão disponíveis.

O custo por aluno por ano desse aluguel é de US$ 245 (cerca de R$ 540). O currículo digital que será instalado nos computadores portáteis custa US$ 120 dólares por aluno por ano (cerca de R$ 260).

Já o treinamento dos professores, que inclui o acompanhamento e assessoramento in loco do trabalho dos docentes, custa US$ 100 por ano por aluno (cerca de R$ 220). Por fim, Rena explica que há um custo para aumentar a banda da internet e expandir a rede de conexão sem fio, pago uma vez só, no valor de US$ 200 por aluno (cerca de R$ 440).

No total, o custo por aluno por ano gasto no sistema 100% digital para a sala de aula é de R$ 1.020, ou cerca de R$ 24,5 milhões, no caso de todo o distrito de Huntsville, mais o investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura.

Para o cientista e professor Rob Kadel, do Centro de Pesquisas de Aprendizagem Online e Rede de Inovação da Pearson nos Estados Unidos, os custos não são necessariamente altos se for levada em conta a economia feita com a conversão. Ele estima que uma escola do ensino médio no país gaste, em média, 150 mil folhas de papel por ano em cartazes e recados para os pais, sem contar os equipamentos como impressoras e máquinas de fotocópia, e os cartuchos de tinta usados para a produção de material impresso.

Segundo o pesquisador, que nos próximos vezes vai aplicar uma série de testes para avaliar o desempenho dos alunos de Huntsville, a alfabetização é um dos poucos momentos em que os cadernos ainda estão presentes na sala de aula, mas as crianças aprendem a escrever em letra cursiva ao mesmo tempo em que também começam a praticar a digitação.

Rob Kadel, pesquisador norte-americano (Foto: Divulgação/Pearson)

Rob Kadel, pesquisador norte-americano
(Foto: Divulgação/Pearson)

Professores facilitadores

Kadel, que veio ao Brasil nesta semana para falar sobre tecnologia educacional, explicou ao G1 que, mais do que a mudança de equipamentos, é necessário promover uma mudança cultural dentro da sala de aula antes de esperar resultados concretos da tecnologia.

“Não é só aprender sobre como clicar nesse botão ou como abrir aquele site, mas como pensar sobre quais são as maneiras mais eficazes para usar esses computadores”, disse ele, que sugere aos gestores escolares primeiro decidirem o que querem fazer com a tecnologia para depois decidir que equipamento comprar.

Segundo ele, também é necessário engajar os professores, que muitas vezes ficam apreensivos a respeito de sua função na sala de aula. Para Kadel, a tecnologia permite que o docente acompanhe com mais facilidade o progresso individual de cada aluno e, por isso, seu papel passa a ser mais o de um facilitador: para os estudantes mais avançados, os currículos digitais permitem que eles vão comprovando o domínio dos conteúdos e avançando sem precisar esperar os demais. Já no caso dos alunos com alguma dificuldade, o professor pode dar um atendimento diferenciado e garantir que eles aprendam.

Amazon e Google começam a vender e-books e filmes no Brasil

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Renato Rodrigues, no IDG Now!

A quinta-feira marca a chegada de dois gigantes ao País. Às 0h, entrou no ar a loja de e-books da Amazon, e a Google Play começou a venda de livros e filmes no Brasil. Até então, o serviço da gigante de buscas vendia para usuários brasileiros apenas aplicativos Android.

O catálogo de ambos traz preços em reais. Na Play, quem tem uma conta Google pode fazer o pagamento pelo cartão de crédito associado, como já fazia com os apps para Android. Na Amazon, é preciso criar uma conta – ainda não está claro se quem já possui uma poderá transferi-la para a loja brasileira.

Os e-books da Play podem ser lidos em smartphones, tablets, computador e leitores digitais compatíveis (e-readers). Em dispositivos Android, basta baixar um aplicativo. Alguns preços, no entanto, ainda não são competitivos com obras em papel – é bom pesquisar e comparar com outras livrarias.

Já os da Amazon são exclusivos para o Kindle, o leitor eletrônico da empresa. O dispositivo começa a ser vendido no País nas próximas semanas por 300 reais. No entanto, há apps para leitura em aparelhos iOs, Android, PC e Mac. A empresa americana já tem acordos as principais editoras brasileiras, como a Companhia das Letras, a Intrínseca (dona do hit “Cinquenta Tons de Cinza”, e a DLD (Distribuidora de Livros Digitais), onde estão Record, LP&M e Planeta, entre outras.

A Amazon tem planos de vender também produtos físicos, mas ainda não há previsão de quando a operação completa irá começar no Brasil.

O aluguel de filmes na Play custa de 4 a 8 reais – alguns não permitem a compra, como o blockbuster Vingadores. A navegação é algo confusa, e ao todo, o catálogo ainda tem pouco mais de 100 obras.

Além disso, não é possível saber se a resolução de um determinado título é HD (720p). No caso de uma locação o usuário tem 30 dias para começar a assistir o filme – e 24 horas para terminar. Os filmes tem legendas em português.

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