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Posts tagged Apostila

Estudantes de colégio municipal carioca onde livros foram jogados da janela não têm kit escolar

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Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Luã Marinatto e Fernanda Pizzotti, no Extra

Os livros atirados pela janela da Escola Municipal Renato Leite, numa cena que gerou revolta nas redes sociais e deu início a uma sindicância interna da Secretaria de Educação, estão longe de ser o único problema enfrentado pelos alunos da colégio da Taquara, na Zona Oeste. Os estudantes ainda não receberam da prefeitura os uniformes nem o kit escolar, que inclui mochila, cadernos e lápis, entre outros itens.
Até agora, o único material entregue é uma apostila multidisciplinar de uso bimestral, chamada pela Secretaria de Educação de caderno pedagógico e elaborada por educadores da rede.

De acordo com o órgão, os livros didáticos do Ministério da Educação (MEC) estão disponíveis na escola, mas utilizá-los ou não fica a critério de cada professor.

– Eles só receberam as apostilas até agora. Não veio livro nenhum – protesta, mesmo assim, a dona de casa Joelza Oliveira, mãe de três alunas, do 3º, do 6º e do 8º anos do Ensino Fundamental.

Uma estudante do 7º ano faz crítica semelhante:

– Eles nem usam os livros. Na maioria das vezes, a gente tem que copiar a matéria inteira do quadro e fazer os exercícios da apostila.

Apesar das queixas, a secretaria não deu prazo para solucionar a falta de kit e uniforme. Por nota, o órgão afirma que o material está “em processo de entrega para todas as escolas da rede” e que a unidade da Taquara “também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online”.

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

Pais e adolescentes criticam descarte

Os internautas não foram os únicos que se revoltaram com o vídeo que mostra livros sendo jogados do quarto andar da Escola Renato Leite. Na porta da unidade, estudantes e responsáveis também criticaram a cena.

– É um absurdo! Tinha que dar um jeito de reaproveitá-los – reclamou uma aluna do 9° ano, que viu o flagrante no Facebook.

– Qualquer material didático jogado assim é desperdício. Eles deveriam ter um destino para livros antigos. Tem tanta criança precisando de livro por aí – opinou a mãe de dois alunos, um de 9 e outro de 11 anos.

Estudantes contaram ainda que uma funcionária da escola passou de sala em sala orientando os alunos a não falarem com a imprensa. A mesma pessoa teria dito que os livros eram de 15 anos atrás e seriam doados. O diretor Vitor Hugo Almeida, que assumiu o cargo há dois meses, chegou a dizer, em mensagens que foram apagadas da internet, que o destino do material seria a reciclagem. Confira o vídeo do descarte.

A íntegra da nota da Secretaria Municipal de Educação

“A Secretaria Municipal de Educação esclarece que não há falta de material didático na Escola Municipal Renato Leite. Assim como toda a rede municipal, a unidade escolar conta com os livros do MEC e os cadernos pedagógicos, preparados por professores da rede. A escola também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online de cada disciplina, com material de suporte aos professores, planos de aula, jogos pedagógicos e vídeos, entre outras ferramentas. A Secretaria esclarece ainda que os kits escolares, compostos de caderno, mochila, entre outros itens, estão em processo de entrega para todas as escolas da rede municipal. Eventualmente esta escola, pelo que pudemos verificar, ainda não recebeu as mochilas dos alunos.”

Escola no Ceará é acusada de utilizar conteúdo homofóbico

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Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais recebeu queixa de aluno

Apostila utilizada nas salas de aula do terceiro ano gera polêmica Reprodução Algbt

Apostila utilizada nas salas de aula do terceiro ano gera polêmica Reprodução Algbt

Juliana Dal Piva, em O Globo

RIO – O material de uma aula de física do terceiro ano do ensino médio virou caso de Justiça no Ceará. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais denunciou nesta terça-feira (5) ao Ministério Público do Ceará e ao Ministério da Educação que o material utilizado pela escola da Organização Educacional Farias de Brito, em Fortaleza, teria conteúdo homofóbico.

A denúncia é motivada por uma apostila produzida pela própria escola e utilizada para explicar o princípio da atração e repulsão de cargas elétricas. Na ilustração, a imagem de dois meninos próximos é afastada por duas setas com indicação de “repulsão”. Na mesma página, há uma referência semelhante para duas meninas.

O secretário de educação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, Toni Reis, explicou que a questão foi levada à associação por um aluno da escola que diz ter sido motivo de chacota durante aula com a apostila e, por este motivo ele não foi identificado.

— Os desenhos são muito nítidos ao mostrar a homofobia. O menino tem só 16 anos e pensa até em desistir de estudar — contou Reis, ao dizer que quer uma investigação sobre o caso.

De acordo com o diretor-superintendente da Organização Educacional Farias Brito, Tales de Sá Cavalcante, a escola ainda não recebeu uma denúncia formal sobre o caso e abrirá uma investigação sobre assunto. Até lá, a apostila continua em sala de aula.

— Não é justo que se impute a duas crianças um desejo homossexual que não existe nessa idade. Nós temos funcionários homossexuais, professores homossexuais, alunos homossexuais — afirmou Cavalcante.

Para a escola, no entanto, o caso pode significar sabotagem da concorrência.

— Infelizmente isso é fruto de concorrência desleal. Aqui no Ceará, os outros colégios não se conformam com o sucesso do Farias Brito em termos nacionais — afirmou Cavalcante.

A escola existe há 77 anos e possui 13.500 alunos atendendo alunos desde a educação infantil até o ensino superior.

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