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Museus devem incentivar perguntas no lugar de dar respostas

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Sabine, no Blog Folha

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Crianças devem frequentar museus de ciências para aprender sobre ciência, certo? Errado.

De acordo com Robert Semper, um dos diretores do museu Exploratorium, que fica em São Francisco, EUA, o objetivo de espaços de divulgação científica como os museus é despertar a curiosidade das crianças para as ciências e não ensinar conceitos que devem ser memorizados. “Isso é função da escola”, diz. “Espaços não formais de educação devem instigar a curiosidade dos visitantes.”

Essa conversa interessante surgiu durante uma visita técnica ao Exploratorium, acompanhada de Semper e de um colega saudita, Amr Almadani, que coordena um espaço de interação de ciências voltado para a questão energética (Mishkat Interactive Center for Atomic and Renewable Energy). A ideia era entender como os museus de ciência contribuem para a educação científica e como podem estimular as crianças para as carreiras de ciência e as engenharias (“STEM”, na sigla em inglês).

Curiosamente, EUA, Arábia Saudita e Brasil –os três países envolvidos nesse encontro– sofrem por falta de mão-de-obra nas carreiras científicas. O Brasil, por exemplo, forma menos de 50 mil engenheiros por ano (precisaria de pelo menos o dobro) e carece de profissionais em áreas como física e química. De acordo com o MEC, há pelo menos 70 mil vagas sem dono para ministrar aula nessas áreas. A preferência nacional dos estudantes é por cursos como administração e direito.

Para Semper, os museus de ciência servem para atrair o aluno para aquilo que ele está aprendendo na escola, mas não devem ter o propósito de ensinar.”A escola é obrigatória e a maioria dos alunos não liga para o que está estudando. Aqui, as crianças vêm ao museu porque querem, no final de semana, e se conectam com aquilo que vêm.”

No Exploratorium, as crianças (e adultos –vi vários deles) interagem com luzes e espelhos, brincam com aparelhos que mostram com a propagação do som, interagem com uma bola eletromagnética famosa por deixar os cabelos em pé. Tudo simples, barato e manuseável. “Se alguma coisa quebrar, a gente conserta facilmente aqui mesmo na nossa oficina”, diz Semper.

E como avaliar se os vistantes aprenderam os conceitos científicos apresentados no museu? De acordo com Semper, não se trata de fazer os visitantes preencherem um formulário respondendo a perguntas conceituais. “A proposta é que as pessoas saim do museu mais questionadoras, mais interessadas e com perguntas mais inteligentes.”

TREINAMENTO

Isso tudo que acontece no museu, claro, não é desconectado da escola. Hoje, 30% do orçamento do Exploratorium (que vem do governo, de associações e do ingresso individual –em torno de R$50,00) é despendido com treinamento de professores. Quem dá aula nos EUA pode aplicar para uma espécie de bolsa do Exploratorium e, se aprovados, passam as férias de verão em treinamento no espaço de São Francisco, recebendo um salário extra.

Outros espaços de ciência que conheci nos EUA, como o Lawrence Hall of Science, que fica no topo de uma montanha na Universidade de Berkeley, igualmente na Califórnia, também trabalham com professores. O Lawrence Hall é conhecido pelo seu programa de desenvolvimento de currículo e de material didático para as aulas de ciências, exportado, hoje, para 25 países. Um dos projetos principais desenvolvidos lá junta ciência e literatura, por meio de livros sobre a lua, por exemplo. Afinal, por que não ler sobre ciência?

No Brasil, há museus de ciência igualmente ricos e interessantes, como o Catavento, que fica no centro de São Paulo. O problema é que a maioria dessas iniciativas está concentrada justamente em São Paulo, onde, estima-se, 18% da população frequenta museus (indicador semelhante ao encontrado em países europeus). Se considerarmos o país todo, apenas 4% da população declara visitar museus com frequência, de acordo com um estudo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Considerando que os museus de ciência contribuem para estimular as pessoas para as áreas científicas, será que não está na hora de aumentarmos esse indicador?

Esse post foi escrito da São Francisco, onde estou conduzindo uma pesquisa com Amr Almadani e outros colegas sobre inovação, empreendedorismo e educação com apoio da Einsenhower Fellowships.

Ler um livro pode ser tão bom quanto sexo

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Foto: flickr.com/jaytkendall/

Foto: flickr.com/jaytkendall/

Carol Castro, no Ciência Maluca

Você está imerso no mundo do personagem de um livro, quando descobre que ele tem prosopagnosia. E só vai entender o que isso significa algumas frases depois: ele não consegue reconhecer o rosto de ninguém. Nem o dele mesmo. Ao aprender essa nova palavra seu cérebro despertou as mesmas áreas de prazer que ativa durante o sexo. É por isso que ler pode ser tão prazeroso quanto uma noitada de sexo.

Foi essa a descoberta de pesquisadores alemães e espanhóis. Eles pediram a 36 adultos para ler um texto cheio de palavras possivelmente desconhecidas, enquanto tinham seus cérebros escaneados. E perceberam que ao aprender palavras novas, o cérebro desses voluntários aumentava as atividades na região do corpo estriado, associada ao sistema de recompensa. É a mesma área ativada quando comemos, fazemos sexo ou usamos drogas.

Segundo a pesquisa, desenvolver a capacidade de linguagem aumentou as chances de sobrevivência do homem no mundo selvagem. Era mais fácil formar grupos e se unir contra as ameaças quando a comunicação fluía bem. E por isso o cérebro deu uma força ativando as áreas de prazer.

Veja 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo

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Quer aprender cada vez mais? Confira 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo e incorpore-as a sua rotina

Publicado no Universia Brasil

5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo

Fonte: Shutterstock
Quem está sempre aprendendo se livra do temor e mergulha de cabeça em novas possibilidades

O aprendizado não ocorre somente na escola ou em aulas online: existem várias atitudes que podemos tomar no dia-a-dia a fim de absorvermos mais conhecimento com facilidade. Inspire-se a adquirir cada vez mais conhecimento descobrindo as 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo:

1 – Elas não deixam o medo impedi-las de tentar

Tentativas e erros são ótimas formas de aprender coisas novas, mas só funcionam quando você deixa de lado o seu medo de tentar. É por isso que quem está sempre aprendendo se livra do temor e mergulha de cabeça em novas possibilidades.

2 – Elas viajam

Viajar implica em conhecer novas pessoas e culturas, e não precisa ser para o exterior: existem diversas localidades no Brasil nas quais você aprenderá muito, portanto faça as malas e vá!

3 – Elas aprendem um hobbie

Ao aprender um hobbie, você adquirirá uma nova habilidade e, de quebra, conseguirá relaxar. Uma mente tranquila é essencial para desencadear um aprendizado ainda maior.

4 – Elas andam bem acompanhadas

Não é só com aulas e atitudes individuais que se aprende: muito do conhecimento que você adquire vem de pessoas que o cercam. Por isso, pessoas que estão sempre aprendendo andam bem acompanhadas.

5 – Elas leem

A leitura é uma ótima forma de aprender coisas novas. Caso você não tenha dinheiro para comprar livros, vá a bibliotecas ou leia grátis e sem sair de casa baixando alguns dos mais de 1.500 livros para download gratuito que a Universia Brasil disponibiliza.

Fonte: Universia Brasil

8 técnicas pra memorizar as coisas que você aprende

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Técnicas para memorizar o que se aprende

Foto: The LEAF Project/ flickr/ creative commons)

Ana Freitas, na Galileu
Como anda sua memória? De acordo com estudo científicos, sua resposta só é honesta se você disser: mal, bem mal. É que pesquisas mostram que nos lembramos apenas de 10% daquilo que aprendemos. Os outros 90% são esquecidos rapidamente, logo depois que a gente aprende.

Infelizmente, não dá pra escrever esse argumento no vestibular e passar na faculdade, ou então dizer pro professor e esperar aprovação na prova. Especialmente no ensino tradicional, que quase sempre avalia a capacidade de reproduzir conteúdo, a memória é fundamental. Por isso, se você conhecer algumas técnicas que te ajudem a memorizar as coisas que você aprende, pode sair na frente. Confira:

1. Ler e ouvir não bastam
A melhor maneira de aprender é discutindo em grupo ou ensinando o que se está tentando aprender. É que se concentrar é muito mais fácil (mandatório, até) quando você está conversando com alguém sobre um tema ou explicando aquilo. Ler ou ouvir alguém falando é muito mais suscetível a distrações e interrupções no seu processo de concentração.

2. Ache um enfoque do assunto que lhe interesse
É mais fácil lembrar de algo do seu interesse do que de algo que não lhe interessa – óbvio. É por isso que, se você gosta de uma matéria, provavelmente tem muito mais facilidade em aprendê-la. Tente achar um enfoque dentro de um assunto que não te interesse tanto, um recorte ou uma abordagem que tenha mais apelo pro seu gosto pessoal. Depois, na vida adulta, se possível, estude só o que você gosta. A vida vai ser mais fácil.

3. Concentre-se
Deixe de lado as notificações do celular e foque no que está estudando. Se você estiver cansado ou distraído, é muito mais difícil para o cérebro fixar o conteúdo com o qual você está tomando contato.

4. Lembretes na hora certa
Há horas melhores e piores para se lembrar de algo que você aprendeu (e o resgate desse conteúdo ajuda você a fixar as coisas na memória). Se você precisa fixar algum conteúdo, a dica é: estude, estude de novo dali uma hora e depois de 24 horas. Ou use o SuperMemo, um site que calcula o tempo exato em que você vai se esquecer de algo e te ajuda a lembrar imediatamente antes de esquecer.

5. Descanse
Faça pausas entre os estudos. Não dá pra saber exatamente quanto e como você deve parar porque isso varia de indivíduo para indivíduo, mas uma boa técnica é estudar por 45 minutos, que é o tempo máximo que alguém consegue se focar em uma tarefa, na média, e dar uma pausa de 15 a 20 minutos antes de recomeçar. De novo, isso pode variar, então fique atento aos sinais da sua mente.

6. Antes de dormir, logo que levantar
Estudar nessas horas é uma boa maneira de fixar conteúdo, por causa das substâncias químicas liberadas pelo cérebro nesses horários.

7. Faça conexões entre o que você aprende e o que você já sabe
Aprender é um processo conectado, e não individual. Uma maneira excelente de fixar algo novo é conectando isso com algo que você já saiba ou conheça. Por exemplo: ao aprender uma palavra nova em outra língua, você pode tentar conectá-la com um som com que ela se pareça em uma língua que você já conheça, por exemplo.

8. Reflita sobre o que você aprendeu
Reserve 15 a 20 minutos entre cada sessão de estudo pra refletir sobre o que você acaba de aprender. Essa reflexão sobre o conteúdo, que provavelmente vai fazer você questionar e correlacionar o aprendizado com coisas que já sabe, também ajuda a fixar coisas na memória.

Quer aprender um novo idioma mais rápido? Foque no conteúdo certo

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Fonte: Shutterstock Para facilitar o processo de aprendizado o essencial é começar com as palavras cotidianas

Publicado no Universia Brasil
Quem quer aprender um novo idioma costuma ter pressa. Alguns querem aprender para conseguir cargos melhores na carreira, outros para estudar fora. Enfim, não importam os objetivos: o fato é que quanto mais rápido o aprendizado ocorrer, melhor para o estudante, e a melhor forma de garantir essa rapidez é focar no conteúdo certo.

É claro que você deve aprender o máximo possível sobre outra língua, bem como regras gramaticais e pronúncia, mas para facilitar o processo de aprendizado o essencial é começar com as palavras cotidianas, aquelas que você usará com mais frequência no dia-a-dia. São elas que você colocará em prática e, assim, é por meio delas que melhorará a sua compreensão.

Quando você dominar as expressões cotidianas, começará a perceber que a compreensão de frases e contextos será muito mais fácil e então se sentirá pronto para prosseguir com o aprendizado, incorporando tempos verbais, gírias e elementos novos.

Não se esqueça também que para aprender com eficiência é essencial que você vá além dos livros e cadernos: assistir a filmes legendados, ouvir músicas de outros países e ler jornais estrangeiros são ótimas formas de melhorar o seu domínio.

Para aprender um novo idioma, não tente ir mais rápido do que você deve e comece devagar, com termos familiares. Seu aprendizado se dará de forma muito mais leve e tranquila.

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