Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged aprendizado

Nem balé, nem karatê: “Minecraft” é a nova estrela das salas de aula

0
Jovem estudante de São Paulo usa "Minecraft" para aprender programação

Jovem estudante de São Paulo usa “Minecraft” para aprender programação

 

Pedro Henrique Lutti Lippe, no UOL

“Não posso dizer que não é difícil conviver com tablets e smartphones na escola. É claro que nos atrapalha, principalmente no meio de uma aula teórica. Mas o fato é que essa é a realidade de hoje, e precisamos aprender a ver vantagem nisso, fazer uso da ‘parte boa'”, revela a professora Gisela Aquino, que hoje ensina História para crianças de 11 a 12 anos de uma maneira incomum: através do “Minecraft”.

Sob a coordenação da professora, um grupo de alunos do 7º ano da unidade Morumbi do Colégio Visconde de Porto Seguro construiu um feudo dentro do game. O plano era ensinar aos estudantes como viviam os europeus durante a Idade Média – mas os benefícios do uso do jogo foram muito além.

“Os alunos nessa faixa etária adoram esse jogo, e ficaram encantados quando souberam que teriam que ‘jogar’ nas aulas de História”, revela Gisela. “Por causa do jogo, além da base teórica de leitura e pesquisa, conseguimos trabalhar também na prática, o que torna a aprendizagem mais prazerosa e eficaz”.

A professora relata como alguns alunos inicialmente se ocupavam desfazendo os trabalhos dos colegas, mas que a atitude rapidamente mudou. “A interação entre eles foi muito grande. Quando uma equipe terminava o trabalho, partida para ajudar aqueles que estavam construindo estruturas mais complexas”, diz. “Também nos chamou a atenção o aparecimento de novas lideranças, no caso de crianças com muita habilidade no jogo mas que em sala de aula normalmente não atuam como líderes”.

“Tivemos ainda a vantagem de trabalharmos valores como o respeito e a colaboração”.

 

O professor Francisco Tupy, que também usa “Minecraft” em suas aulas, ecoa o discurso de Gisela a respeito das vantagens do jogo como ferramenta de aprendizado. “Todo mundo tem o mesmo celular, os mesmos aplicativos, conversa com os amigos por texto utilizando a mesma fonte. O ‘Minecraft’ é um espaço em que cada um pode ser de sua própria maneira”, afirma.

Além de ser uma maneira prática de permitir que jovens estudantes ‘coloquem a mão na massa’ e realizem trabalhos criativos dentro da sala de aula, “Minecraft” também tem aplicações de aprendizado ainda mais específicas.

Por conta da presença de um item que imita circuitos elétricos, o game também já é usado para transmitir noções básicas de programação, por exemplo.

Esse potencial inato do game não passou despercebido pela dona da marca, a Microsoft. A empresa já distribui gratuitamente para professores e instituições de ensino “Minecraft: Education Edition”, uma versão do game voltada exclusivamente para fins educativos. A partir de setembro de 2016, o serviço se tornará pago.

Apesar de não revelar números precisos, a Microsoft garante que “dezenas de milhares de salas de aula pelo mundo” já usam “Minecraft” como ferramenta de estudo.

De fábrica, o pacote traz módulos voltados para alunos de várias faixas etárias, cobrindo temas desde o aprendizado de conceitos matemáticos como fatores e múltiplos até a perda de biodiversidade causada pelo aquecimento global. Professores ainda podem compartilhar roteiros de estudo próprios com outros educadores pelo site oficial do game.

Acompanhando uma aula de História ministrada dentro de um mundo compartilhado por professor e alunos no “Minecraft”, UOL Jogos pôde perceber o engajamento das crianças. Elas se divertiam com os ‘blocos de montar’ do game, mas até enfileiravam seus avatares virtuais na frente do boneco do professor quando era hora de receber instruções.

“Acredito que temos que nos apropriar da tecnologia para tornar a aprendizagem algo mais concreto usando ferramentas mais próximas da realidade do aluno”, afirma a professora Gisela.

O que é importante na escolinha do seu filho – e o que pode ser prejudicial?

0
Pré-escola municipal em São Paulo; especialistas defendem que crianças experimentem diferentes tipos de atividades lúdicas e estímulos

Pré-escola municipal em São Paulo; especialistas defendem que crianças experimentem diferentes tipos de atividades lúdicas e estímulos

 

A creche e a escolinha são muito mais do que apenas os locais onde as crianças passam seu tempo enquanto os pais estão trabalhando.

Paula Adamo Idoeta, na BBC Brasil

O período da educação infantil tem forte impacto no desenvolvimento da criança de zero a seis anos e é capaz, inclusive, de ampliar ou reduzir as desigualdades educacionais e sociais do país: quem frequenta creches de baixa qualidade, públicas ou privadas, acaba partindo de um patamar inferior a quem recebeu estímulos enriquecedores, experiências produtivas e afeto nesse período, dizem especialistas.

“Pesquisas de neurociência comprovam que é nos três primeiros anos de vida que o ser humano alcança o ápice do aprendizado de capacidades como linguagem, memória e atenção, importantes para a vida toda”, diz à BBC Brasil Beatriz Ferraz, gerente de educação infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

“Ela faz conexões cerebrais em alta velocidade. A falta de estímulos nessa fase é um grande desperdício. É muito mais custoso (aprender) mais para frente.”

O pesquisador da Faculdade de Economia e Administração da USP de Ribeirão Preto Daniel Santos compilou diversos dados e estudos sobre educação infantil e concluiu que a má qualidade de grande parte da rede brasileira pode prejudicar essas crianças mais adiante, tanto em seu desempenho escolar quanto no desenvolvimento emocional.

Os impactos podem se estender à renda futura dessas crianças e até seu envolvimento com a criminalidade, agrega Alejandra Meraz Velasco, do movimento Todos Pela Educação.

Então, o que é importante observar na escolinha do seu filho, seja pública ou particular? A BBC Brasil listou alguns pontos levantados por especialistas, em nove tópicos:

1. Estímulos e brincadeiras são cruciais para aprender – e ficar à toa é a pior opção

Espaços ao ar livre são muito importantes nas creches, mas podem ser compensados por outros estímulos em ambientes internos

Espaços ao ar livre são muito importantes nas creches, mas podem ser compensados por outros estímulos em ambientes internos

 

E o aprendizado se dá sobretudo pela brincadeira. Atividades individuais e coletivas enriquecerão seu repertório de sentidos e experiências.

“São as brincadeiras, ações, interações (…) que levam a criança a ter curiosidade sobre temas, práticas e ideias”, diz trecho da Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que, quando concluído, orientará o currículo escolar do país.

Isso envolve, por exemplo, coletar folhas e galhos no jardim, brincar de roda e de jogos, transformar objetos comuns em brinquedos, ouvir histórias, desenhar e pintar.

O pior para a criança nessa fase é passar o dia à toa: “A escolinha tem de ter um conjunto de atividades que sejam intencionalmente provocadoras de estímulo. Creches onde a criança passa o dia dormindo e assistindo TV são um crime, por mais carinhosas que sejam as educadoras”, adverte Daniel Santos, da USP-Ribeirão Preto.

E isso, no entanto, ainda ocorre no Brasil, como herança da época em que creches eram vistas não como período de educação, mas de mera assistência social, “quando era suficiente que a criança estivesse alimentada, limpa e sem doenças”, agrega Santos.

“Para muitos pobres (sem acesso à pré-escolas de qualidade), a creche piora o desenvolvimento da criança. É um problema bastante agudo num momento em que fala-se tanto em expandir esse serviço no Brasil.”

2. A criança gosta de ir à escola?

Para Santos, “a primeira coisa a observar, independentemente do método (da escola), é se a criança está gostando de ir, se não está se estressando exageradamente – isso é um grande risco à educação infantil”.

Por trás disso estão, além das atividades enriquecedoras, professores afetuosos.

“O professor tem que ser uma presença brincante, lúdica, alegre e amorosa”, diz Shirley, do CEI Suzana Campos.

Portanto, é bom também que não haja muita rotatividade de educadores, porque eles acabam se tornando referência afetiva para as crianças pequenas.

3. Espaço, brinquedos e livros

Com diferentes materiais e atividades, crianças farão mais conexões neurais e se desenvolverão mais

Com diferentes materiais e atividades, crianças farão mais conexões neurais e se desenvolverão mais

 

Os especialistas consultados pela reportagem dizem que o ambiente da pré-escola tem de ser aconchegante e acessível às crianças. Mas mais importante do que as instalações em si são os estímulos que elas proporcionam.

Um jardim oferece às crianças a chance de contato com a natureza, mas a ausência desse espaço pode ser compensada de outras formas.

“Você pode construir cenários (dentro da própria escola), trazer histórias e elementos diferentes às crianças, visitar praças ou parques, usar fantoches e tendas”, sugere Marcia de Castro Ferreira dos Santos, diretora do CEI Suzana Campos.

Não é preciso ter um monte de brinquedos tradicionais, como bonecas e jogos, já que eles podem ser combinados com os chamados materiais não estruturados: caixas e tecidos, por exemplo.

“Esses materiais dão às crianças um espaço de criação muito maior. O pano pode virar capa de super-herói, avental de cozinha, cobertor, cabelo da princesa”, conta Shirley.

Livros infantis são cruciais, mas eles sozinhos não promovem a experiência com a literatura. “É o adulto quem faz isso”, diz Marcia. “Crianças que entram na escola sem estarem habituadas a ler ignoram os livros e só vão se interessando quando fazemos rodas de história e projetos de leitura.”

4. Ter um projeto pedagógico

Por trás de todas as atividades é preciso haver um projeto pedagógico - ou seja, elas não são aleatórias nem visam apenas ocupar o tempo da criança

Por trás de todas as atividades é preciso haver um projeto pedagógico – ou seja, elas não são aleatórias nem visam apenas ocupar o tempo da criança

 

Todos os especialistas consultados pela reportagem concordam que é essencial que escolinhas e creches tenham um projeto pedagógico, ou seja, que haja um motivo por trás das atividades oferecidas às crianças.

As responsáveis pelo CEI Suzana Campos explicam que seus professores planejam quais experiências pretendem proporcionar às crianças a cada semana – linguagens, sons, arte e literatura – e registram diariamente como cada aluno reagiu.

Mas Alejandra, do Todos Pela Educação, faz uma ressalva: “O brincar é o elemento importante e não deve ser abandonado nessa fase. O objetivo não é adiantar o ensino fundamental”.

5. Preservar a autonomia e a individualidade

É preciso que todas as crianças da mesma turma façam a mesma atividade ao mesmo tempo? Nem sempre, dizem os especialistas.

Projetos e brincadeiras em grupo são importantes, mas também o são os momentos em que as crianças podem escolher entre uma aquarela para pintar ou um livro para ler. O objetivo é dar-lhe liberdade e autonomia.

Outra forma de estimular isso é durante as refeições, por exemplo permitindo que crianças de 2 ou 3 anos comecem a tentar se servir. “Há pais que se surpreendem em ver que seus filhos conseguem fazer algumas coisas sozinhos”, explica Marcia, do CEI Suzana Campos.

Daniel Santos orienta também que se fique atento “à criança que está fora do grupo e buscar entender o porquê (de ela não participar das atividades)”.

Além disso, é preciso enxergar as crianças como seres singulares, que vão vivenciar as experiências cada uma a seu modo.

Marcia sugere, por exemplo, que bebês fiquem nos berçários com algum pedaço de pano que tragam de casa, cujo cheiro remeta à família. “Eles estão aprendendo outros vínculos além da mãe”, explica.

A disponibilidade para atender os pais e incluí-los no projeto pedagógico é outro ponto crucial, diz Shirley.

“Fazemos encontros temáticos com os pais, sobre brincadeiras, o Estatuto da Criança, a importância da leitura – até para eles entenderem que quando o seu filho voltar para casa de bermuda suja de terra ou tinta será um sinal de que ele brincou, explorou, desenvolveu capacidade de equilíbrio, confiança e força.”

6. Qualificação e quantidade de educadores

Os educadores precisam por lei ser formados em pedagogia, mas recomenda-se que tenham também uma formação específica para lidar com essa faixa etária (de zero a seis anos) e vivências práticas.

“É o professor quem vai trazer elementos ao imaginário da criança, com estratégias como jogos, músicas, histórias”, explica Marcia.

“Os dados parecem mostrar que a formação prática tem mais efeito do que o diploma (na capacidade do educador nessa fase)”, diz Santos.

Quanto à proporção, os parâmetros de qualidade do (mais…)

Manter contato com o idioma mesmo após a aula é fundamental para manter o aprendizado

0
Foto: Unsplash / Divulgação

Foto: Unsplash / Divulgação

 

Dica vale tanto para quem estuda no Brasil quanto para quem viaja para um intercâmbio

Publicado no Zero Hora

Não importa se você quer aprender uma nova língua por meio de cursos ou dedicando-se por conta própria. Para todo idioma que se estude, há uma certeza: se a gramática, a fala e a compreensão não forem praticadas com frequência, a tendência é de que o conhecimento vá se diluindo no turbilhão de outras informações que temos de assimilar diariamente.

Manter contato rotineiro com a língua ajuda a desenvolver e manter as habilidades de comunicação. E isso vale tanto para quem estuda no próprio país quanto para os forasteiros que foram se aventurar fora da “pátria amada, idolatrada” – não são raros os exemplos de pessoas que estão em outras nações, mas não aproveitam a oportunidade para interagir com a cultura e os costumes do local que estão visitando.

– Ao usar a língua frequentemente, consegue-se manter a fluência e ampliá-la. O aluno que faz aulas costuma sair da sala e já falar português, por exemplo. O ideal é trazer o idioma que se está estudando para a vida – sugere a coordenadora do Centro de Idiomas da Feevale, Evanize Veiga Spitzer.

Para inserir um idioma estrangeiro no dia a dia, não há mistério, basta planejamento. Dicas simples como fazer a lista de mercado ou configurar as ações do celular em outra língua funcionam bem. Assistir a filmes ou seriados e dedicar um tempo para a leitura de revistas, livros e sites no idioma que se busca fixar também são boas opções.

Mesmo gente que está fora do Brasil deve se esforçar para não deixar a prática de lado. Não são incomuns casos de viajantes que preferem trocar figurinhas com conterrâneos e evitam o contato com nativos ou mesmo estrangeiros de outras nacionalidades.

– Para quem viaja para fora do Brasil com o objetivo de aprender, é importante imergir. É preciso se impor e tentar se informar sobre o lugar visitado – aconselha Evanize.
A professora universitária e pesquisadora Adriana Amaral, 40 anos, é experiente em vivências longe de casa em razão do trabalho acadêmico que desenvolve sobre cultura pop. Entre 2015 e 2016, ela morou temporariamente em Londres por seis meses. Em 2004 e 2005, também viveu um período em Boston, nos Estados Unidos. Por conta dessas experiências, ela reforça a importância de se explorar possibilidades em território gringo.

– A interação com o local se dá nas pequenas coisas: indo ao supermercado, dando uma volta no quarteirão, conversando com as pessoas, pegando metrô ou ônibus. Enfim, situações corriqueiras, para além de aulas, cursos etc. Quando estou no Brasil, procuro ler, ver programas de TV e, por conta do meu trabalho, também tenho muito contato com outros pesquisadores falando via Skype – exemplifica.

1 2

Let’s Talk: 5 hábitos de quem aprende inglês mais rápido

0
Fonte: Universia Brasil

Fonte: Universia Brasil

Centro Britânico apresenta formas de acelerar seu processo de aprendizado em inglês

Publicado no Universia Brasil

O que faz afinal com que algumas pessoas aprendam mais rápido outro idioma do que as outras? Seria talento? Facilidade em aprender outros idiomas? Seria algum truque usado que não percebemos?

Na verdade essa chamada facilidade seria nada menos que o hábito, ou seja, algo que é feito regularmente. Ele também pode ser usado por quem quer aprender outro idioma, mais especificamente o inglês, como veremos no decorrer deste artigo.

1 – Praticar o inglês dentro e fora da sala de aula

Alguns dos alunos que demostram grande facilidade para o aprendizado de inglês na escola ou em cursos de idiomas normalmente gostam de fazer pelo menos uma das seguintes coisas: assistir filmes ou séries, ouvir música, ler livros ou jogar videogame. E são esses gostos que normalmente ajudam a aprender inglês mais facilmente. Vamos usar um exemplo muito simples: se você gosta muito de música, está sempre escutando e às vezes se depara com alguma que te fascina e fica mais curioso sobre ela. É nesse ponto em que o aluno que tem mais facilidade em aprender inglês se destaca. Ele vai buscar a música na internet e olhara letra. Às vezes ele pode não entender a música na sua totalidade, então procurará a tradução, sem se fixar somente nela. Há uma tentativa de entender como a língua funciona e o que se diz na música como um todo.

Vamos supor que na aula anterior do seu curso de inglês você aprendeu uma tag question, como aren’t we. Ao observar a letra da música você se depara com essa mesma estrutura e entende melhor qual a função dentro do texto. Na sua próxima aula de inglês você usa o exemplo da música e tem mais facilidade para criar outro, já que entendeu, com um exemplo de fora da sua sala de aula, melhor como essa expressão funciona. É exatamente essa atitude, a de procurar exemplos fora da sala de aula e tentar aplicar isso ao seu dia a dia que faz você ser mais bem sucedido ao aprender uma nova língua. E isso pode ser aplicado aos mais diferentes tipos de atividades que você pratica diariamente.

2 – Motivar-se constantemente

A pessoa que escutou a música no exemplo acima queria entender as letras das músicas que ouvia e não somente aprender inglês por motivações externas, tais como carreira, família, ou outros.

Há pessoas que desejam aprender inglês para poder passar de fase no seu jogo favorito, outros ainda por que desejam ler livros no idioma original ou até mesmo porque não há tradução de determinada obra na sua língua mãe. Outros ainda assistem séries e desejam usar o idioma tão bem como os atores e até mesmo chegam a imitá-los.

De onde vem sua motivação não é importante, o que importa é que você a descubra e ao achá-la para estudar você conseguirá ter excelência e conseguir usufruir mais e melhor do seu aprendizado.

3 – Não ter medo de errar

Normalmente, quando nos deparamos com uma situação diferente e temos que sair da nossa zona de conforto, ficamos com receio de modificar nosso comportamento e não fazemos algo desafiante. É esse ponto que o estudante que aprende melhor inglês faz diferente, já que ele não tem medo de sair da sua zona de conforto, de errar e de não saber.

Você pode utilizar isso ao tentar falar com um estrangeiro nativo no idioma inglês ou até mesmo quando na sala de aula a professora pergunta algo e você acha que sabe a resposta, mesmo não tendo certeza, o importante é que você tentou responder e é dessa maneira que você aprende mais.

4 – Não se prender à “lógica” da língua

Ao aprender uma língua é comum ficar surpreso que algumas regras gramaticais não fazem muito sentido. Um bom exemplo disso é o verbo read (ler) que tem a mesma grafia no passado e no presente, porém são expressados de uma forma bem diferente nesses dois tempos, você pode pensar “ora, isso não faz sentido, por que se escreve igual mas se fala de forma diferente?”.

Quando você conseguir superar esse primeiro obstáculo e não se fixar tanto na lógica da língua, conseguirá aprender melhor, uma vez que entenderá o funcionamento da língua sem se prender no que faz ou não sentido lógico.

5 – Dedicar parte de seu tempo ao estudo do inglês

Dedicação ao aprender uma nova língua é fundamental. Utilizando as dicas acima você provavelmente irá dedicar mais tempo ao estudo do inglês. Você pode fazer isso ouvindo músicas no idioma, assistindo filmes ou séries ou até mesmo jogando. Basta que você, ao se deparar com algo que não sabe, pesquise mais sobre o tema e sobre qual seriam as traduções para as expressões que você não conhece.

Aprender inglês não precisa ser um grande suplício, você pode aprender fazendo o que você gosta.

 

Fonte: Centro Britânico – Paula Rossi (coordenadora pedagógica do Centro Britânico unidade Parque São Domingos / Especial para a Universia Brasil

Confira uma pequena lista com as 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

1

Publicado no Amo Direito

Um estudo publicado na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez comuns técnicas de estudo para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.

Técnicas de estudo bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três técnicas de estudo foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

É a ciência desaprovando boa parte das nossas técnicas de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

Se você quer uma visão mais detalhada de como funciona o aprendizado, é recomendado fortemente que leia o livro Os 7 Pilares do Aprendizado, de Paulo Ribeiro, que já escreveu no Mude.nu como a ciência pode melhorar o seu aprendizado.

Antes de prosseguir, lembre-se de que o ranking reflete os resultados da pesquisa, porém cada pessoa tem suas próprias técnicas de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas de estudo (das piores para as melhores).

1. Grifar, a de menor utilidade entre as técnicas de estudo

1

Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.

Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

2. Releitura (utilidade: baixa)

2

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

3. Mnemônicos (utilidade: baixa)

3

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.

Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.

Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

4. Visualização (utilidade: baixa)

4

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.

Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.

Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.

De qualquer maneira, o resultado do estudo é que (mais…)

Go to Top