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Filho de catadora passa em 1º lugar em escola federal estudando com livros achados pela mãe no lixo

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Publicado em Hypeness

Um exemplo de perseverança e luta, o garoto Thompson Vitor, 15 anos de idade, filho de uma catadora de lixo e de família simples, passou em primeiro lugar no exame de seleção Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), onde irá cursar Multimídia este ano. A história deste jovem nos ensina a não desistir dos nossos sonhos independentemente dos obstáculos que apareçam no caminho.

Falta de dinheiro não é desculpa para não estudar. O garoto acorda todos os dias as 05h30 e percorre 6 km de bicicleta para chegar à escola. A família mora em Alecrim, um bairro localizado na comunidade de Paço da Pátria, em Natal. Após voltar do colégio, ele passa a tarde toda estudando e utiliza livros que sua mãe trazia do lixão. “Eu pegava os livros que os ricos jogavam no lixo e trazia pra casa. Eu dava pra eles aqueles livros bonitinhos e colocava eles pra estudarem. Aí eu incentivei eles a gostarem de livro”, diz Rosângela, a mãe do garoto.

Em 2014, Thomson fez o exame de seleção do IFRN, mas não alcançou nota suficiente para a aprovação. Ele até pensou em desistir, mas foi incentivado por professores a continuar estudando. Com muita persistência, conquistou seu grande sonho: “Só sei que não estudo por obrigação, estudo porque gosto. É o que falo pra todo mundo, estudar pra mim é como uma arte. E não tem muito segredo, tem que ter foco.“, afirma.

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O garoto virou orgulho para seus pais, que não completaram o ensino fundamental. A mãe dele ficou muito feliz com o resultado: “Sempre ouvi que filho de pobre só dá pra ser bandido. Quero mostrar pra sociedade que isso não é verdade, os meus não são bandidos e vão ser grandes. Nisso sim, sempre tive fé”, afirma.

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Aprovada na UFPE pelo Sisu, travesti recebe trote da mãe e posta manifesto no Facebook

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Maria Clara Araújo é a primeira pessoa da família a entrar na universidade e vai cursar Pedagogia

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Publicado em O Globo

RIO – “Hoje tive minha sobrancelha raspada por minha mãe, emocionada por ter sido a primeira pessoa de minha família a ser aprovada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O que pra ela é uma realização pessoal de mãe que, diga-se de passagem, sempre me incentivou a estudar, para mim, uma travesti negra, é uma conquista com imenso valor simbólico.” Com estas palavras, a estudante Maria Clara Araújo, de 18 anos, inicia um manifesto que já teve mais de 7 mil compartilhamentos no Facebook. O texto foi a maneira escolhida por ela para comemorar sua aprovação no curso de Pedagogia pelo Sisu.

Ao longo do depoimento, acompanhado por uma imagem que mostra o trote aplicado pela mãe, Maria relembra toda a sua trajetória até chegar ao banco de uma universidade.

“Desde muito cedo, o âmbito educacional deixou o mais explicito possível suas dificuldades em compreender as particularidades de minha vida: aos 6 anos, desejando ser a Power Range Rosa , aos 13 usando lenços na cabeça, aos 18 implorando pelo meu nome social e, logo, o reconhecimento de minha identidade de gênero. Nenhuma foi atendida”, escreve.

A luta pelo reconhecimento dos seus direitos, como ela bem sabe, está longe de terminar. Uma das questões que tem pela frente, por exemplo, é garantir que será tratada pelo nome social na universidade. “Se ontem a professora tirou a boneca de minha mão, hoje o Reitor diz não ter demanda para meu nome social.”

Em entrevista por telefone, Maria contou que fez o manifesto ao observar que era a primeira travesti a passar na UPPE. Justamente por isso, queria fomentar o debate sobra a falta deste público no ambiente educacional.

– Estou muito feliz com minha aprovação e, por ser a primeira, quero levar essa reflexão às pessoas. Por que sou a primeira? Por que tantas outras não têm a mesma oportunidade que eu? – questiona a jovem, que tem se aproximado cada vez mais com a militância.

Em seu relato no Facebook, ela também faz questão de lembrar as violências que sofreu em função da sua identidade sexual durante toda a sua rotina escolar e as consequências dessa realidade sobre a vida das pessoas:

“Não era só comigo, mas fui a única que aguentei. Vi, de pouco em pouco, outras possíveis travestis e transexuais desaparecendo daquele ambiente, porque ele nunca simbolizou um espaço de acolhimento, educação e aprendizagem. Mas sim de opressão, dor e rejeição.”

Ao finalizar o texto, ela comenta que a própria escolha do curso parte da vontade de mudar essa realidade:

“Optei por Pedagogia com a esperança de poder ser um diferencial. De finalmente pautar a busca por uma educação que nos liberta e não mais nos acorrente”, afirma. “A escolha é apenas uma: lutar ou lutar. E eu, Maria Clara Araújo, escolhi ser um símbolo de força.”

Sem estudar há 28 anos, homem supera vício e é aprovado na Ufes

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Ângelo Corrêa, de 47 anos, comemorou a aprovação no VestUfes (Foto: Ângelo Corrêa/ Arquivo Pessoal)

Ângelo Corrêa, de 47 anos, comemorou a aprovação no VestUfes (Foto: Ângelo Corrêa/ Arquivo Pessoal)

Ângelo Corrêa, de 47 anos, foi aprovado para o curso de Biblioteconomia.
Apaixonado por leitura, ele ainda quer escrever livro e abrir biblioteca.

Viviane Machado, no G1

Aos 47 anos e sem estudar há 28, o repositor de supermercados Ângelo Corrêa realizou o sonho de passar no vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), nesta quarta-feira (28). Alcoólatra em processo de desintoxicação, Ângelo ficou surpreso ao ser aprovado para o curso de Biblioteconomia. “Queria dar esse orgulho à minha mãe, que tem Alzheimer em estado terminal. Vai ser uma mudança radical de vida. Não quero parar de estudar mais e um dia ainda vou escrever um livro sobre a minha história”, disse.

O repositor nunca havia tentado o vestibular, mas resolveu arriscar. “Inicialmente eu me inscrevi no Enem só para saber como era a prova. Minha sobrinha ficou insistindo para eu tentar. Não esperava ter a pontuação que tive. Parei de estudar há 28 anos e desde então não tinha visto mais nada. Achei a prova fácil, apesar de todos esses anos parado”, contou.

Apaixonado por literatura e bibliotecas, Ângelo ficou empolgado com o Enem e resolveu se inscrever no vestibular da Ufes para o curso de Biblioteconomia. “Desde pequeno eu gosto do lado artístico, de leitura. Tenho paixão por cultura e há falta desses profissionais no mercado. Eu sempre frequentei bibliotecas e é um mundo mágico. É um lugar que ninguém consegue te perturbar. Gosto de estar entre os livros, de restauração da parte de arquivos. Estou muito feliz com essa escolha”, falou.

“A melhor coisa que aconteceu na minha vida”
Para Ângelo, a aprovação no vestibular representa uma mudança radical de vida. Há quatro anos, ele largou o vício do álcool e está em processo de desintoxicação. “A melhor coisa que aconteceu na minha vida. Estava sem estudar há muito tempo e sou um dependente em recuperação. É como se eu tivesse tirado o maior prêmio da minha vida. Esse resultado eu sinto. Já chorei, já comemorei. Foi emocionante para mim e para toda a minha família”, afirmou.

O recém-aprovado já está ansioso com o início das aulas. Ângelo disse que está se sentindo como um jovem de 18 anos com a conquista. “Estou feliz, alegre e não vejo a hora de estar na sala de aula. Estou pensando nisso o tempo todo. Sei que estudar não é fácil, mas quero passar por isso como todo mundo”.

A alegria foi tanta, que Ângelo resolveu fazer como a maior parte dos jovens aprovados – ele raspou a cabeça para comemorar. “Quando a gente passa, tem que fazer como manda o figurino. Eu mesmo fui até o barbeiro e pedi para ele raspar a minha cabeça. Quem passa no vestibular faz isso e se alguém vê uma cabeça raspada na rua sabe que aquela pessoa foi aprovada”, falou.

Futuro
Embora tenha tentado o vestibular aos 47 anos, Ângelo não poupou nos planos para o futuro. Ele quer realizar um outro sonho, o de construir uma biblioteca em sua casa e abrir o espaço para as crianças carentes do bairro onde mora, em Aribiri, Vila Velha.
“Muita gente já me doou livros e estou reunindo todo o material. Tenho um acervo aqui em casa, onde estou organizando. Eu quero fazer da minha casa um centro cultural. Somos carentes de espaços assim aqui no bairro. Não tem um lugar onde as pessoas possam ouvir uma música e ler um bom livro”, disse.

Assim que ficar pronta para ser inaugurada, o futuro universitário planeja dar ao espaço o nome de sua mãe, Maria Isaura Gorza Corrêa. “Eu vou dar o nome da minha mãe, porque ela sempre foi apaixonada por cultura e incentivou muito os filhos a estudarem. Hoje, ela tem Mal de Alzheimer aos 90 anos. Está na fase final, mas conseguiu me ouvir dizendo que passei no vestibular. Foi emocionante, porque essa também é uma conquista para ela”, completou.

Quando terminar o curso, Ângelo ainda quer escrever um livro para contar sobre a sua história. “Daqui a uns tempos, e são planos bem para o futuro, pretendo escrever o meu próprio livro. Vou contar sobre como entrei no álcool, como eu saí e como consegui apesar disso tudo entrar na faculdade”, finalizou.

Ângelo quer abrir sua casa para que crianças carentes possam estudar (Foto: Ângelo Corrêa/ Arquivo Pessoal)

Ângelo quer abrir sua casa para que crianças carentes possam estudar (Foto: Ângelo Corrêa/ Arquivo Pessoal)

‘Sensação maravilhosa’, diz jovem que passou em 9 vestibulares

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Para passar nos vestibulares, Alisson estudava mais de 14 horas por dia. (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Para passar nos vestibulares, Alisson estudava mais de 14 horas por dia. (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Alisson Belini foi aprovado em medicina em 6 particulares e 3 públicas.
Pai diz que garoto sempre foi inteligente e se destacava na escola.

Luciane Cordeiro, no G1

Foram 9 aprovações em vestibulares de medicina em pouco mais de três meses. A cada lista divulgada, um grito de alívio e de alegria. Conquistas que para Alisson Belini, de Iporã, no noroeste do Paraná, de 18 anos, são resultados surpreendentes e reflexos de um ano puxado, dedicado apenas para os estudos. “É uma sensação maravilhosa passar em tantas universidades. Quando vi o meu nome nas listas da UEM [Universidade Estadual de Maringá] e da UFPR [Universidade Federal do Paraná] não acreditei. Demorou um bom tempo para cair a ficha”, diz o estudante.

Além da aprovação na UEM e na UFPR, Alisson ainda tem como opções as faculdades Pequeno Príncipe, Evangélica, Universidade Positivo, em Curitiba, a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), em Cascavel, e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Em todas essas instituições de ensino, a concorrência para o curso de medicina era superior a 30 candidatos por vaga. O estudante ainda espera o resultado de outras duas universidades federais.
Um garoto diferenciado e que desde pequeno era destaque na escola, tanto pelas notas altas quanto pelo perfil extrovertido, disposto a ajudar os colegas. O pai de Alisson, Nelson Belini, não esconde a felicidade de ver o filho conquistando desafios que pareciam impossíveis, quase inimagináveis.

“Nós já sabíamos do potencial dele. Desde pequeno sempre foi muito inteligente, ficava entre os melhores da escola e não era um cara de deixar as coisas acontecerem. O Alisson corre atrás dos objetivos que ele quer conquistar”, conta o pai orgulhoso.

Filho de funcionários públicos municipais, Alisson concluiu o ensino fundamental em uma escola pública de Iporã e o ensino médio em um colégio particular de Umuarama. Como os pais não tinham dinheiro para pagar as mensalidades, o calouro de medicina participou de um processo seletivo em que a escola deu cinco bolsas de estudos para os melhores colocados.

“Nunca pensei em desistir da bolsa, mesmo o colégio sendo em outra cidade. Nos dois primeiros anos, eu pegava um ônibus às 5h da manhã e voltava para casa perto das 14h. No terceiro ano me mudei para Umuarama e decidi que era hora de me dedicar ao vestibular”, lembra.

Alisson já decidiu: vai fazer medicina na UEM para ficar perto da família e da namorada (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Alisson já decidiu: vai fazer medicina na UEM para
ficar perto da família e da namorada (Foto: Arquivo
Pessoal/Alisson Belini)

Planejamento de estudos
Mesmo com aulas de manhã e tarde, a aprovação não veio em 2013. Assim que terminou o período de férias, Alisson já estava com um plano de estudos montado. Detalhou erros e matérias com mais dificuldade e ainda determinou quantas horas teria que disponibilizar somente para os estudos.

“Eu ia para a aula de manhã, almoçava e participava de aulas específicas no cursinho à tarde. Fazia um intervalo e a noite estudava até as 23h”, detalha o estudante. “Foi uma rotina exaustiva. Deixei de fazer muita coisa, inclusive ir para a casa dos meus pais aos fins de semana. No entanto, sabia que tinha que estudar muito para conquistar uma vaga. Com isso na cabeça não tive tempo para desanimar”, acrescenta.

Depois de tanta dedicação, o garoto é firme ao afirmar que a aprovação só vem quando se tem foco e objetivos. “A pessoa que quer passar precisa prestar atenção na aula, absorver o máximo do conhecimento que o professor passou e nunca se apegar a teorias. Teoria às vezes atrapalha. O mais importante em provas de vestibulares são os exercícios, então quanto mais exercício fizer por dia, mais vai entender a matéria. Não tem segredo. A aprovação só vem com muito estudo”, argumenta Alisson Belini.

Diante de tantas possibilidades, Alisson vai fazer a matrícula na Universidade Estadual de Maringá(UEM), onde ficou em 13° lugar. “Maringá fica mais perto de Iporã. Eu posso morar com a minha avó e ainda fico perto da namorada que faz engenharia química na UEM”, diz o estudante. “Claro que também pesquisei sobre os conceitos dos cursos, e a UEM é a melhor conceituada”, brinca Belini.

Escola pública de Fortaleza é campeã no Enem e se destaca na aprovação em universidades

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Das turmas de 2013 da Escola Estadual Adauto Bezerra, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, sendo 144 em universidades públicas

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Roberta Tavares, na Tribuna do Ceará

Grades esverdeadas, quadras esportivas e bibliotecas repletas de estudantes na hora do intervalo e muito (muito!) barulho. A Escola Estadual Adauto Bezerra, em Fortaleza, poderia passar despercebida entre tantas na cidade. A diferença dela seria o estudante João Victor Santos, que, aos 16 anos, surpreendeu o Brasil depois de acertar 172 de 180 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Mas não é apenas isso.

Em todos os cantos da escola pública são exibidos cartazes com o desempenho dos alunos. Os resultados enchem os olhos. “O caso do João Victor trouxe ênfase no nosso trabalho escolar. Ele trouxe uma dinâmica meio louca para a escola, que foi noticiada em todo o país e deu uma visibilidade muito grande para a escola pública. A nossa sociedade precisava ouvir isso: que a escola pública tem sua importância”, afirma o coordenador Humberto Mendes.

Logo na entrada, um cartaz mostra que foram 60 aprovações na Universidade Federal do Ceará (UFC), 21 no Instituto Federal do Ceará (IFCE), 18 na Universidade Estadual do Ceará (Uece), 45 em outras instituições de ensino e 80 no Programa Universidade Para Todos (Prouni). Das turmas de 2013, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, 144 em universidades públicas. “O pessoal olha para esses resultados e sente vontade de fazer parte disso. O Adauto Bezerra realmente é um grande link do aluno para chegar à universidade”, conta o diretor Otacílio Bessa.

Em 2014, a escola voltada para o Ensino Médio conta com cerca de 2 mil alunos nos três turnos. O diferencial é a motivação dos estudantes, encorajando-os a acreditar que podem alcançar os sonhos desde o primeiro dia de aula. “O trabalho de motivação é um dos carros-chefe da nossa escola. A gestão anda muito em sintonia com o trabalho. Logo que o aluno chega aqui, a gente conversa, discute técnicas, troca informações sobre profissões, sobre Ensino Superior e sobre Enem”, explica.

A escola Adauto Bezerra, no Bairro de Fátima, é central e recebe alunos de toda a Região Metropolitana de Fortaleza. Anualmente, são matriculados alunos de 140 bairros e comunidades diferentes, algumas bem distantes. “Eles já vêm na perspectiva de que a escola dê esse suporte para entrarem na universidade”, acrescenta o coordenador. Os estudantes participam de simulados e de concursos desde os primeiros anos. No 3º ano do Ensino Médio, a vontade de estudar vai se intensificando cada vez mais. “Costumamos participar de concursos estaduais ou nacionais. Tivemos 17 menções honrosas da Olimpíada Nacional de Matemática das escolas públicas”, comemora Otacílio.

A escola também direcionou o ensino para a prova do Enem. Os alunos participam de oficinas temáticas, como a de redação. Em pequenos grupos, eles são orientados pela professora de literatura, que explica onde estão os erros de cada um. Outro ponto positivo que os gestores indicam é a inexistência de processo seletivo para a entrada na escola. A maioria dos estudantes vem da rede municipal ou estadual. “O aluno que chega com todas as suas deficiências, em três anos consegue ampliar seus horizontes e tem uma grande chance de entrar na universidade”, diz o coordenador.

De acordo com a aluna Jéssica Oliveira, de 15 anos, vencedora do prêmio Cidadania Judiciária, com uma redação sobre acesso aos direitos sociais, o estímulo dos professores é essencial para o sucesso dos alunos. “Eu ganhei um tablet no concurso, e isso devo aos professores que preparam a gente muito bem. Eles não dão apenas aula, eles são amigos da gente. Isso me dá gosto de vir para a escola. O Adauto Bezerra tem condições de formar bem um aluno, porque outras escolas não têm estrutura e nem professores suficientes”, lembra a estudante, que está no 2º ano do Ensino Médio e pretende ser psicóloga.

O estudante David Mota dá ênfase à formação dos docentes. Segundo o aluno que pretende cursar Jornalismo na UFC, a maioria tem pós-graduação, Mestrado e até Doutorado. “Os professores dão aula com prazer, e aqui acaba sendo uma grande família. Eu acredito que a gente pode entrar na faculdade, tanto pelo incentivo que a escola dá quanto por nós mesmos. O Adauto é uma escola pública e muitos alunos são de baixa renda, mas têm visão de futuro ampliada. ‘O impossível é só questão de opinião”, finaliza.

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