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MIT, nos EUA, aprova número recorde de estudantes brasileiros este ano

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Quatro jovens foram aprovados e mais quatro estão na lista de espera.
Alunos agora aguardam resultado do pedido de bolsa de estudos.

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Publicado no G1

O número de estudantes brasileiros aceitos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas do mundo, foi recorde este ano, segundo os representantes do instituto no Brasil. Ao todo, quatro alunos tiveram seus pedidos de aplicação aprovados e quatro ficaram na lista de espera do MIT. O melhor desempenho até então foi em 2013, com quatro aprovados e três na lista de espera. O resultado foi divulgado diretamente para os alunos no sábado (14).

“Dos mais de 600 inicialmente interessados no curso de graduação do MIT, tivemos um recorde de 115 candidatos que completaram o processo de aplicação. Destes, 17 excelentes candidatos brasileiros foram filtrados para a fase final da seleção”, destaca a doutora Elaine Lizeo, do MIT Educational Council, coordenadora do time de entrevistadores no Brasil. A equipe é formada por ex-alunos do MIT, atualmente empresários, altos executivos e consultores.

O G1 destacou na terça-feira (16) a história de um desses aprovados, o estudante Gustavo Torres da Silva, de São Paulo, morador do bairro do Capão Redondo e bolsista no Colégio Santo Américo. Os outros alunos aceitos foram Allan dos Santos Costa, do Colégio COC de Bauru (SP); Felipe Alex Hoffman, de Erechim (RS), que atualmente está no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP); e Mateus Bezrutchka, de Taboão da Serra (SP), aluno do Colégio Etapa.

Eles esperam agora a resposta ao pedido de bolsas de estudo (parcial ou integral) do MIT. O curso de graduação custa em média US$ 65 mil por ano.

Outros quatro alunos brasileiros estão na fila de espera aguardando alguma desistência: Matheus Carius Castro, do Colégio Farias Brito, de Fortaleza; Felipe Pires, do Cefet-RJ; Samuel D. Gollob, da Escola Americana de Belo Horizonte; e Chungmin Lee, da Escola Graduada de São Paulo.

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Do ITA para o MIT

Felipe Alex Hofmann, de 18 anos, foi aprovado em dezembro para o curso de engenharia aeroespacial do ITA. Ele disse ter ficado muito surpreso com a notícia da aprovação no MIT. “Fiz o application para algumas universidades americandas, como Harvard, Yale e Stanford. Mas jamais imaginei que passaria no MIT”, comemorou Felipe, que ainda espera a resposta das outras universidades, mas está decidido a ir mesmo para o instituto de tecnologia.

Filho de um tenente-coronel da Polícia Militar e uma enferemeira em Erechim, o estudante participou de várias olimpíadas científicas no ensino médio. “Foi muito bom para mim. No interior do Rio Grande do Sul a gente não fica sabendo muito dessas olimpíadas. Então decidi correr atrás e participei de olimpíadas de vários temas, como robótica, linguística e biologia”, diz Felipe. O jovem até criou site virandolimpico.com com exercícios e aulas para quem quer participar destas competições.

Ansioso para esta nova fase de sua vida, Felipe colocou como foto do seu perfil no Facebook a frase “Partiu mudar o mundo”.

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De Bauru para Boston
Allan dos Santos Costa, de 17 anos, já foi notícia no G1 quando ganhou medalhas em olimpíadas científicas, entre elas um bronze na Olimpíada de Astrofísica na Grécia. “Essas olimpíadas atuam não só na parte do domínio do conhecimento, mas nos abre uma visão de mundo incomparável”, destaca o jovem. “Temos contato com tecnologia de faculdade, algo que não encontramos no ensino médio, e fazemos um grande networking com gente de várias partes do mundo.”

No MIT, Allan pensa em explorar áreas além das exatas. “Meu plano agora é fazer biotecnolgia e engenharia biológica. Seria meu curso principal. Quero fazer como curso secundários em humanas como relações internacionais e história ou em química.”

O jovem pratica capoeira há dois anos e meio, e diz que o esporte foi fundamental no seu sucesso. “A filosofia da capoeira ensina a não querer lutar contra a vida, mas a dançar com ela. Temos de olhar os obstáculos não de forma agressiva, mas levar com fluidez e saber dançar como que a vida nos oferece.”

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De Taboão da Serra para os EUA
Mateus Bezrutchka, de 18 anos, começou a se destacar em olimpíadas de matemática no final do ensino fundamental. Ganhou uma bolsa de estudos do Colégio Etapa onde cursou todo o ensino médio. Este ano, passou no vestibular da Fuvest para o curso de ciências da computação da USP.

“Fiquei muito surpreso com minha aprovação no MIT. Tinha muita gente qualificada concorrendo”, afirma Mateus. Filho de um dono de uma banca de livros e uma dona de casa, Mateus espera conseguir a bolsa integral para poder estudar no MIT. “Apliquei para outras universidades, mas o MIT é uma das minhas primeiras opções. Vai depender de conseguir a bolsa”, afirma.

Desde pequeno Mateus gosta de mexer com computação. Ele se destacou em competições internacionais de informática e, no ano passado, ganhou a medalha de prata na Olimpíada Internacional de Informática realizada em Taiwan.

“O principal para conseguir um bom resultado na vida escolar é você descobrir o que realmente gosta de fazer”, ensina Mateus. “As universidades americanas, pelo processo ser bem complexo, procura nãoapenas bons estudantes, mas alguém que tenha a paixão por alguma coisa. A minha paixão pela computação foi demonstrada.”

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Do Capão Redondo para o mundo

O estudante Gustavo Torres da Silva, de 17 anos, já havia sido selecionado em dezembro em uma das mais renomadas universidades do mundo, a Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para cursar engenharia física, e agora passou no MIT. Gustavo ainda não decidiu em qual universidade norte-americana vai estudar. Ele pretende fazer engenharia elétrica e computação.

Sobre suas conquistas, o jovem do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, que ganhou uma bolsa de estudos para fazer o ensino médio no Colégio Santo Américao, no Morumbi, diz que todo sonho é possível. “Sou um cara normal vindo da periferia. Consegui chegar em uma coisa grande. É uma sensação boa saber que não é uma conquista só para mim, muita gente está se inspirando nisso”, explica Gustavo.

COMO SE CANDIDATAR A UMA VAGA NO MIT

Para entrar no MIT, o aluno precisa passar por um processo de aplicação onde constam:
– ensaios escritos pelos jovens com temas definidos pelo Instituto
– dois exames específicos (matemática, física, química e biologia) chamados de SATII
– duas cartas de avaliação (uma de um professor da área de exatas e outra de um professor da área de humanas)
– entrevista
– histórico escolar do ensino médio
– preenchimento de dados biográficos e menção a trabalhos desenvolvidos na comunidade, nas áreas humana e científica
– prêmios obtidos, medalhas conquistadas em competições nacionais e internacionais, entre outras conquistas do candidato

Jovem de 22 anos é aprovado em 4 concursos em 3 anos

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Diogo Machado foi aprovado na PF, Ministério Público da União e Ibama.
Estudos começaram em 2011; ele busca boa remuneração e estabilidade.

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Pâmela Kometani, no G1

Com apenas 22 anos de idade, Diogo Machado já conta com grandes resultados na sua breve história na área de concursos públicos. Foram 4 aprovações em apenas 3 anos, de 2012 a 2014, em órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público da União (MPU) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O que mais atraiu no setor público foi a remuneração. Com a minha formação atual, de ensino médio, e sem experiência, não existia oportunidade na iniciativa privada que pagasse um salário próximo ao do órgão público. Também pela estabilidade, posso fazer planos e assumir compromissos sem medo da incerteza de estar ou não empregado amanhã”, afirma Machado.

Atualmente, ele trabalha como técnico administrativo no MPU, mas continua estudando para alcançar o cargo de seus sonhos, de agente da Polícia Federal. O concurso, que está com inscrições abertas, oferece 600 vagas. O salário é de R$ 7.514,33. Nos seus planos também está a conclusão do curso de tecnologia da informação.

Resistência da família
Diogo começou sua busca por uma vaga na área pública em 2011, aos 19 anos, quando fez o concurso para o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC), mas não foi aprovado. No total, foram 8 concursos até agora. “Nos primeiros sempre ficava muito longe da nota necessária”, conta.

Para seguir seu sonho, o jovem encontrou resistência dentro da família. “Alguns parentes diziam que concurso era muito difícil e que era perda de tempo estudar. De alguns amigos ouvia que eu era muito novo, que estava na idade de curtir e que me arrependeria depois de passar essa parte da vida só estudando. Por enquanto não me arrependo de nada, muito pelo contrário”, conta.

Focado em concursos na área administrativa, de nível médio, seu primeiro resultado positivo foi o 57º lugar para o cargo de técnico administrativo na Secretária de Saúde de Santa Catarina, em 2012. Suas outras aprovações foram para técnico administrativo no Ibama, em 2012, técnico administrativo no MPU, em 2013, e agente administrativo na Polícia Federal, neste ano.

“O primeiro que fui nomeado foi no MPU. Foi muito rápido, um mês após a publicação do resultado final e homologação já fui nomeado. Quando os outros órgãos chamaram não assumi, pois a carreira no ministério é melhor”, ressalta.

Na Polícia Federal, Machado conseguiu o primeiro lugar em sua região, Santa Catarina. O concurso ofereceu 534 vagas de nível médio e contou com 318.832 inscritos, uma concorrência de 597,06 candidatos por vaga.

Ele foi convocado para apresentar sua documentação, mas soube que não havia vaga disponível para a localidade que ele desejava e decidiu ir para o final da lista dos aprovados. “Apesar de não ter assumido na PF, fiquei feliz em me ver diante desse ‘privilégio’ de poder escolher em qual órgão público trabalharia, coisa que até pouco tempo atrás seria impossível até de imaginar”, conta.

Preparação
Quando começou a fazer concursos, no meio do ano de 2011, Machado trabalhava em uma loja e percebeu que não ia conseguir estudar por causa da sua carga horária no trabalho. Trocou o emprego por outro em que a jornada era de 6 horas diárias. Ele também foi jovem aprendiz da Espro (Ensino Social Profissionalizante).

Com a escolha da área de atuação, ele passou a estudar de forma contínua as disciplinas comuns em diversas provas como português, informática, direito constitucional e direito administrativo. Assim, quando o edital é publicado, ele revisa essas matérias e inicia o estudo de conteúdo específico de cada prova. “Com essa estratégia estudo para vários concursos da área ao mesmo tempo. Acabo escolhendo os concursos específicos por causa do órgão, da remuneração e da jornada de trabalho”, diz.

O estudo de Machado é formado por cursos em videoaulas e materiais digitais (cursos em PDF). Quando nenhum edital está aberto, ele costuma estudar cerca de 3 horas por dia. Com a publicação do edital, a carga de estudos aumento para 5 a 6 horas por dia. “O importante é a pessoa descobrir qual método de estudo é melhor para ela”, afirma o jovem.

Dicas para quem ainda estuda
Segundo Machado, os candidatos que ainda estão em busca de uma vaga em concursos públicos devem focar seus estudos em apenas uma área, mesmo que seja para fazer seleções que cobram apenas nível médio. “Cada área cobra determinadas matérias, não adianta sair fazendo concurso pra área administrativa, área bancária e área fiscal ao mesmo tempo, pois caem assuntos bem diferentes”, afirma.

O estudo deve ser bem organizado, com um quadro de horários, em que o candidato poderá priorizar as disciplinas que têm mais dificuldade.

Como as provas acontecem entre 60 e 90 dias após a publicação do edital, Machado ressalta a importância do estudo antecipado. “Este período é muito curto, principalmente para quem está começando. E essa é a importância de escolher uma área.”

A última dica do jovem é focar na banca organizadora, com a resolução de provas e questões anteriores da área do concurso, para que o candidato entenda como a organizadora abordas os temas em questão.

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