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Aprovado em 4 públicas, estudante conta ter desmaiado de tanto estudar

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Após realizar prova do Enem, adolescente chegou a apagar por cansaço.
Pais passaram ano pedindo para que jovem saísse e descansasse mais.

De tanto estudar, garoto chegou a desmaiar; ele foi aprovado em 4 públicas (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

De tanto estudar, garoto chegou a desmaiar; ele foi aprovado em 4 públicas (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Publicado por G1

O estudante de Piracicaba (SP) Vinicius Henrique Beltran, de 17 anos, recebeu na última quinta-feira (30) a confirmação da quarta universidade pública em que foi admitido. O futuro estudante de ciências biológicas contou que nos momentos próximos aos vestibulares chegou a dormir apenas quatro horas por noite e, depois de realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sofreu um desmaio. Os pais do rapaz passaram o ano insistindo para que o jovem estudasse menos.

Beltran foi aprovado para ingressar na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e na Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), instituição que foi escolhida pelo rapaz. Exceto pela instituição paranaense, onde candidatou-se para engenharia agronômica, em todas foi admitido no curso de ciências biológicas.

Beltran passou ano estudando deitado na própria cama  (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Beltran passou ano estudando deitado na
própria cama (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Beltran contou que sempre foi bom aluno, mas redobrou a dedicação no último ano da escola. “Um professor falou em uma aula e eu tomei para mim que, se eu abdicasse de um ano da minha vida, seria recompensado em todos os outros”, disse o rapaz. A única distração que ele manteve foi tocar violão com o grupo de amigos em raros encontros.

“Às vezes a gente brigava com ele para comer devagar e descansar um pouco, pois minha mulher chamava-o para jantar e o Vinicius comia rápido para voltar ao quarto”, contou o pai do jovem Élcio Beltran, de 47 anos. O analista de qualidade disse se orgulhar do filho pelo foco e dedicação demonstrados ao longo do ano.

‘No limite’

Beltran contou que passou noites estudando e, na falta de uma escrivaninha maior, deitava na cama para ler. “Às vezes jogava o livro de lado e dormia cinco minutos, acordava de novo e voltava a estudar. Fiz muitos sacrifícios, mas agora vejo que valeu a pena”, disse.

Quanto ao episódio do desmaio, o garoto relatou que passou mal no primeiro dia de provas do Enem. “Quando cheguei em casa fiquei tonto e apaguei por um instante. Meus pais me levaram ao médico, como não tinha nada, ele disse que poderia ser do estresse e do excesso de estudo. Como o jogador no fim do campeonato, eu estava no limite. Mas valeu a pena.”

Futuro promissor

Sobre o novo desafio, o jovem já projeta estudos no exterior e busca bolsas de pesquisa. “Eu sei que vou descobrir o que fazer quando chegar na faculdade e aprofundar na biologia, mas penso em morar um período no exterior”, contou.

Aprovado por cotas, morador de favela teme não conseguir se manter

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

Morador de favela em SP, Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe por meio das cotas para alunos de escola pública e de baixa renda, previstas em lei federal. Ele, porém, não tem dinheiro para viajar e fazer a matrícula, que deve ser presencial (R$ 470 de avião ou R$ 340 de ônibus, em viagem de 35 horas). O aluno tem que se inscrever até terça. Mesmo que consiga, não sabe como se manterá em outro Estado.

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Depoimento:

Moro no Grajaú, no extremo sul de São Paulo, bem na beira da represa Billings. Para construir nossa casa, fomos atrás de entulho.

Minha mãe faz bicos de faxineira em casa de família. Eu e meu pai também fazemos bicos. Conseguimos pagar apenas coisas de necessidades mais básicas.

Aqui na minha comunidade há uma presença cultural forte, com o hip hop, o skate. O rapper Criolo saiu daqui. Desde moleque, me chamou a atenção também o grafite.

Essa presença cultural me incentivou a dar atenção aos estudos. Meu sonho era a universidade pública. E, por causa do grafite, me interessei pelo curso de artes visuais.

Só que a escola básica pública aqui é defasada. Alguns professores me incentivaram, mas a estrutura é péssima.

Já fiquei um semestre inteiro sem professor. Fui atrás da Educafro [ONG que oferece cursinhos a alunos de baixa renda], para compensar.

Lá, me deram a noção de que a família com boa condição paga escola boa para o filho estudar em universidade pública depois. O pobre, que paga impostos, faz uma escola básica ruim e depois tem de ir para faculdade privada.

Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas / Danilo Verpa/Folhapress

Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas / Danilo Verpa/Folhapress

Lutei muito e disputei uma vaga em artes visuais na Universidade Federal de Sergipe pelo programa de cotas para alunos de escola pública com renda de até 1,5 salário mínimo. Eram três vagas. Passei em segundo lugar.

Parece um sonho, nem consigo acreditar direito. Sou do Grajaú, cara. E aqui a molecada precisa de exemplos de glória. Precisam ver que se pode vencer sem pistola.

Mas agora apareceu um monte de problemas. Tenho até terça-feira para viajar até Sergipe para a matrícula. Não tenho dinheiro para isso.

E, se eu conseguir ir, também não sei como vou ficar lá. O resultado da seleção para bolsas de moradia sai só em março. Não consigo voltar para São Paulo depois da matrícula e voltar para lá novamente para as aulas. E nem é garantido que conseguirei a bolsa, porque tem muito mais gente do que vaga.

Entre a matrícula e as aulas, o frei David [Santos, coordenador da Educafro] está vendo se alguma família católica pode me acolher. Mas não faço ideia de como conseguirei ir fazer a matrícula.

Quando me inscrevi no Sisu [sistema de seleção das universidades federais], não sabia que ia ser essa confusão. Pensei que seriam dadas condições para os pobres.

As cotas são uma grande conquista para nós. Mas a minha impressão é que o governo dá o doce, mas depois quer tirar. Alunos carentes deveriam ter garantia de bolsas, senão não adianta.

Neste momento, estou à deriva, é desesperador. Lutei até aqui, estudei, consegui passar. Parece que estou tão perto de algo que quero muito, mas, na verdade, isso pode escapar. E não falo só por mim. Falo por milhares.

Candidato de pele branca é aprovado por cotas raciais na 1ª fase do Itamaraty

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Mathias de Souza Lima Abramovic declarou-se ‘afrodescendente’ no processo seletivo para o Instituto Rio Branco

Leonardo Vieira em O Globo

Foto de Mathias de Souza Lima Abramovic publicada no Facebook Reprodução

Foto de Mathias de Souza Lima Abramovic publicada no Facebook Reprodução

RIO – A questão racial está gerando novos atritos dentro do Ministério das Relações Exteriores. E desta vez a polêmica é no processo seletivo para o Instituto Rio Branco, que seleciona os candidatos que servirão nos quadros da diplomacia brasileira. Dentre os 10 nomes de candidatos aprovados na primeira fase do concurso dentro das cotas para afrodescendentes, divulgados nesta terça-feira, está o de Mathias de Souza Lima Abramovic. Pessoas próximas a Mathias e que também prestaram o concurso deste ano questionam se ele de fato pode ser enquadrado dentro dos critérios de afrodescendência.

Para concorrer dentro das cotas, basta que o candidato se declare “afrodescendente”. Não há verificação da banca. Tampouco o edital do processo seletivo define os critérios para concorrer como afrodescendente. O benefício é válido apenas para a primeira fase, de onde somente as 100 maiores notas são classificadas para a segunda etapa. As cotas reservam um adicional de 10 vagas para afrodescendentes e outras 10 para deficientes, totalizando 120 candidatos que continuarão na disputa. Nesta edição do concurso, 6.490 brigam por uma das 30 vagas disponíveis.

Morador do Rio, Mathias ficou com nota final 47.50, quase dois pontos a menos que o último candidato aprovado na livre concorrência. Em seu perfil no Facebook, há uma foto onde ele aparece com uma camisa com os dizeres “100% negro”. Na legenda da imagem, o candidato complementa: “com muito orgulho – feliz happy”. Ele já desativou sua conta na rede social.

De acordo com um dos candidatos que estudou com Mathias e preferiu não se identificar para não sofrer eventuais retaliações no concurso, o caso só enfraquece políticas afirmativas que o Itaramaty tenta empregar na última década. Ele lembrou ainda que, como a afrodescendência é autodeclaratória no processo seletivo, o benefício pode ser utilizado por candidatos de má-fé:

– Esse tipo de postura não apenas causa prejuízos à admissão de candidatos efetivamente afrodescendentes, como, também, pode deslegitimar uma política pública séria e efetiva – afirmou o candidato.

O GLOBO entrou em contato com Mathias, mas ele preferiu não dar entrevistas, alegando que ele deveria se concentrar nos estudos neste momento. A reportagem também acionou o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB), responsável por organizar o processo seletivo para o Instituto Rio Branco, mas ainda não obteve resposta.

Negros na diplomacia

A questão racial é delicada no Itamaraty. Em julho deste ano, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou ao GLOBO que a instituição é uma das mais discriminatórias do país. O próprio Barbosa prestou o concurso, mas foi reprovado nos exames orais, que segundo ele, davam margem para critérios subjetivos de avaliação e serviam para “eliminar os indesejados”.

Este é o segundo processo seletivo do Instituto Rio Branco em que a política de cotas é utilizada. Além delas, o MRE concede bolsas de estudo no valor R$ 25.000,00 para que candidatos afrodescendentes possam prestar o concurso. Diferentemente da política de cotas, nesse caso o ministério faz entrevistas orais prévias com os candidatos à bolsa, onde pode ser verificado se o postulante de fato se enquadra nos critérios da afrodescendência. Lançado em 2002, o programa já concedeu 526 bolsas para 319 pessoas. Desses, 19 foram aprovados.

Aluno com paralisia cerebral é finalista na Olimpíada de Matemática

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Arthur Dantas, de 11 anos, é aluno de escola inclusiva em Itanhaém, SP.
Garoto fez pedido inusitado para a disputa: um prato de panquecas.

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Anna Gabriela Ribeiro, no G1

Um estudante da cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, virou exemplo de superação perante os colegas de classe. Aluno do 6º ano de uma escola municipal, Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, tem paralisia cerebral e vai representar a escola na última etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que será realizada em setembro.

O garoto não se comunica pela fala e tem dificuldade de locomoção, porém, a capacidade intelectual é muito desenvolvida. Na escola inclusiva, ele conta com o auxílio de uma estagiária e se comunica digitando mensagens pelo computador. Ele é o primeiro estudante de Itanhaém com paralisia cerebral a disputar a final da Olimpíada.

Para a mãe do garoto, Valéria dos Santos Silva, a novidade foi recebida com muito orgulho pelos familiares. “Fiquei muito feliz. Poucos passaram e ele é o único deficiente da cidade. Estou muito orgulhosa. A família toda está apoiando e tem uma torcida boa. Ele também está muito feliz, fica do meu lado dando risada”, comemora a mãe do garoto.

Ela conta que ele sempre foi bom aluno, gosta de estudar e sua disciplina favorita é a matemática. E que até já decidiu o que quer ser quando crescer. “Na primeira série dele começamos a perceber que ele iria longe. Ele é apaixonado por astronomia, adora estudar planetas e estrelas. O sonho dele é ser astrônomo. No que depender de mim, ele vai realizar este sonho”, conta.

Arthur é um aluno muito disciplinado. A mãe conta que ele estuda, faz natação e é fanático pelo Corinthians e que não perde um jogo. Mas, quando precisa faltar na aula para ir ao médico, o garoto fica chateado. “A paralisia cerebral foi adquirida depois do nascimento e, por isso, a capacidade intelectual dele é muito boa. Ele não gosta de faltar, é muito disciplinado e querido por todos na escola”, afirma Valéria.

A prova da Olimpíada de Matemática será realizada no dia 14 de setembro e Arthur já conta com a torcida da família, dos professores e dos colegas de classe. “Estamos todos ansiosos e na torcida. Ele conta com o apoio de toda a família e da escola também. No dia da prova, a estagiária vai acompanhá-lo, mas ele me pediu algo inusitado para levar na hora da prova, que é o seu prato predileto: panquecas”, brinca a mãe de Arthur.

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Câmara aprova projeto que destina 75% dos royalties do petróleo para educação e 25% para saúde

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Publicado por UOL

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 5.500/2013 que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e os 25% restantes para a área da saúde na madrugada desta quarta-feira (26).

O projeto foi aprovado por consenso, após negociação entre as lideranças. Originalmente, o PL destinava 100% dos royalties para educação.

1Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado

Ficou também com a educação 50% do Fundo Social — em vez de 50% dos rendimentos do montante desse fundo. E o critério para começar o repasse dos recursos é “declaração de comercialidade” em vez de ser a assinatura dos contratos. O setor da educação receberá esses recursos até que sejam atingidos os 10% do PIB, meta do PNE (Plano Nacional de Educação) que tramita no Senado.

Segundo o deputado André Figueiredo (PDT-CE), autor do texto substitutivo, os investimentos em educação e saúde devem alcançar  R$ 280 bilhões na próxima década com as mudanças aprovadas.

Horas antes, a Câmara engavetou a PEC 37 que restringia os poderes de investigação do MP (Ministério Público). Assim como o arquivamento da PEC 37, a votação da destinação dos royalties para a área social é uma resposta da Câmara aos protestos que tomaram as ruas nas últimas semanas. Os deputados também aprovaram projeto de lei complementar 288/2013 que estabelece novas regras para a distribuição dos recursos do FPE (Fundo de Participação dos Estados) a partir de 2016.

Os royalties são uma espécie de taxa cobrada das concessionárias que vão explorar o petróleo — e ficam com o poder público (União, Estados produtores e municípios produtores).

PROJETO QUE DESTINA RECURSOS DO PETRÓLEO PARA ÁREA SOCIAL

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Acordos
O substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) chegou à Câmara propondo que os royalties do petróleo fossem destinados integralmente para a educação. O PL (Projeto de Lei) 5.500/2013, de autoria de Figueiredo, foi apensado a um PL de 2007, o 323. O PL foi encaminhado à Câmara dos Deputados em regime de urgência pela presidenta Dilma Rousseff.

Durante as negociações, os percentuais dos royalties passaram de 100% na educação para 75% na educação e 25% na saúde. O PMDB chama para si a emenda que destina parte dos recursos à saúde. O líder do PT, José Guimarães, foi à tribuna demostrar apoio ao substitutivo após a retirada de alguns artigos sobre exploração e comercialização do petróleo que, no entendimento da bancada petista, poderiam influenciar contratos já acordados.

MAPA DOS PROTESTOS

1Clique aqui e veja onde aconteceram os principais protestos no Brasi até agora

Substitutivo
O PL 5.500 destinava exclusivamente à educação as receitas provenientes dos royalties e da participação especial relativa aos contratos fechados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção. A educação receberia também a metade dos recursos resultantes do retorno sobre o capital do Fundo Social do Pré-Sal.

O parlamentar pedetista propôs que a educação recebesse, além dos royalties dos contratos firmados a partir de dezembro, os recursos provenientes de áreas cuja explorações tenha começado após essa data. Ele explicou que há contratos firmados em datas anteriores, mas que ainda não têm declaração de comercialidade. Esses recursos iriam para a educação.

Além disso, a proposta original de Figueiredo destinava não apenas 50% do retorno do capital do Fundo Social, mas 50% de todo o Fundo Social – os recursos dos royalties e da participação especial destinados à União provenientes dos contratos sob regime de concessão e cessão onerosa, quando oriundos do pré-sal, serão integralmente destinados ao Fundo Social.

No texto original, Figueiredo previa à educação os recursos com a exploração das chamadas áreas unitizáveis – vizinhas a áreas já exploradas e ainda não exploradas – e abre a possibilidade de encaminhar ao setor recursos provenientes de áreas como o Campo de Libra (camada pré-sal localizada na Bacia de Santos e com reservas de 8 bilhões a 12 bilhões de barris).

No texto original do substitutivo de Figueiredo, os recursos vão para a educação básica pública.

Tramitação
Agora que foi aprovado em plenário, o texto do projeto de lei passará por uma revisão final da CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) para ajustes finais de técnica legislativa e, então, segue para o Senado.

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