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Porteiro de Araraquara, SP, faz dupla jornada por aprovação no Enem

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Estudante de 21 anos sonha cursar odontologia e tem rotina intensa.
Jovem tenta compensar defasagem no ensino para conquistar vaga.

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Publicado em G1

João Pedro Broa Cazal, de 21 anos, divide seu tempo entre os livros, cumprimentos e entregas de corresponências. Morador de Araraquara (SP), ele trabalha como porteiro e, com o salário, paga um cursinho para se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre neste fim de semana. “É muita força de vontade”, resumiu.

O jovem mora no Jardim Santa Rosa e, após o expediente, começa a segunda jornada, em busca de uma vaga em cursos de odontologia. Arca sozinho com as mensalidades, o material e um curso extra no Kumon. “Pago com o dinheiro que ganho como porteiro”, disse o jovem.

João afirmou que consegue acompanhar as aulas de outras matérias, mas, quando o assunto são os números e as fórmulas, se sente um pouco perdido.

“Sempre tive problemas com matemática, desde a sétima série. Estudei em escola pública a vida toda e durante o meu colegial nunca tive uma aula de física’’, contou.

“A minha qualidade de ensino, infelizmente, foi muito diferente da qualidade de quem estuda ou estudou em escola particular e se dedicou. Agora estou correndo atrás para me igualar”.

Experiência
Não é a primeira vez que João presta o Enem. Quando estava no colegial, se inscreveu para o exame e se saiu bem, mas, na época, “não dava muita bola”. Agora, realiza exercícios de provas anteriores e simulados para tentar entrar no ritmo das avaliações.

Quando está de folga, estuda cerca de seis horas e, em dias de trabalho, procura se dedicar enquanto está no cursinho. Deixou de sair, não usa muito as redes sociais e mantém o celular de lado quando senta para estudar.

“Meus pais me apoiam muito, mas reclamam por eu não ter mais vida social. Minha avó diz que eu preciso arrumar uma namorada, mas acho que este não é o foco agora, o foco é estudar e passar na faculdade”.

Com a rotina, contou que percebeu a importância de entrar em uma universidade para conseguir uma vida melhor e que pretende usar os sistemas de cotas raciais e por escola pública. Mas, se não ajudasse na briga por uma vaga, afirmou que preferiria não usar por cor.

Escolhas
Até o fim de 2014, João disse que não sabia o que queria cursar, muito menos se queria fazer faculdade, mas a vontade de ter um negócio próprio e o fato de todos os primos terem nível superior o estimularam a tentar uma faculdade pública.

Caso não consiga passar neste ano, ele afirmou que vai persistir no sonho e continuar prestando o exame e vestibulares para as universidades paulistas, mas, por enquanto, o foco é a prova do fim de semana. “Pretendo ter uma boa noite de sono no dia anterior para realizar a prova bem”, contou.

Três internos da Fundação Casa estão na final da Olimpíada de Matemática

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Professor Hugo Tortorelli dá aula para finalistas da Obmep na Fundação Casa (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

Professor Hugo Tortorelli dá aula para finalistas da Obmep na Fundação Casa (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

Jovens que estão na unidade de Araraquara (SP) querem voltar para escola.
Para coordenadora pedagógica, prova mostra que adolescentes são capazes.

Stefhanie, Piovezan, no G1

Nesta quarta-feira (16), quando ligarem para casa, Lucas*, de 13 anos, e Ricardo, de 17, vão ter boas notícias para contar. Os dois pretendem usar a ligação à qual têm direito na Fundação Casa de Araraquara (SP) para avisar mães e namorada que foram aprovados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) após realizarem a prova no último sábado (12).

Como eles, Maurício, de 16 anos, também não contou a novidade à família. Vai avisar a mãe na visita de domingo (20) e sabe que ela ficará feliz. “Quero continuar estudando para ser alguém na vida, senhora”, afirmou o rapaz, que está na instituição pela terceira vez, todas por tráfico de drogas.

O trio integra o grupo de nove internos da unidade aprovados para a segunda fase da prova. Seis já deixaram o local e os três que permanecem, com saída prevista para os próximos dias, querem levar para fora o que aprenderam. “Vou voltar para a escola”, disse Lucas, que traficava desde os 11 anos e está no local pela primeira vez.

Cursar direito
“Quero realizar meu sonho”, contou Ricardo, na fundação pela terceira vez, a primeira por lesão corporal e as outras duas por tráfico. Ele afirmou que, como os irmãos, quer fazer faculdade e pretende cursar direito. “Se os outros conseguem, por que a gente não?”, questionou. “Eu consigo ir além”.

Os três afirmaram que antes da última apreensão não estavam frequentando a escola. Lucas revelou que não gostava de ir para as aulas, que uma vez foi suspenso e nunca mais voltou, preferia ficar com os amigos. Ricardo contou que também ficava com “más companhias” e Maurício lembrou que, mesmo com os conselhos da mãe e da avó, não queria estudar.

Na unidade, porém, eles não têm outra escolha. A frequência nas aulas é fundamental para a progressão da medida sócio-educativa e, segundo Maurício, ajuda a fazer o tempo passar mais rápido. Também mostra outras possibilidades. “Vi que é bom estudar. Quero fazer engenharia”, disse Lucas, para alegria do professor Hugo Tortorelli.

Responsável pela disciplina de matemática, ele afirmou que esse interesse é o maior retorno. “O mais importante não é a olimpíada, é voltar a estudar. Se, de cada 100 alunos, cinco permanecerem na escola lá fora, já me sinto realizado”, afirmou.

Estudos
Segundo Tortorelli, os adolescentes chegam à unidade com uma defasagem grande e muitas vezes é preciso relembrar o básico, sempre com exemplos concretos.

“Trago do cotidiano para mostrar que não são só fórmulas, teorias, que a matemática está na vida. Ao falar de divisão, explico que precisam saber quanto é um terço de comprimido para poderem dar remédio para um filho. Com curva, o futebol. E aos poucos você vai mostrando que não é tão complicado”.

Mas não só são exemplos de operações. O professor afirmou que apresenta figuras nas quais podem se espelhar, amigos, livros, tudo para mostrar que, sem educação, não é possível evoluir. “Eles não veem que a escola transforma, forma cidadãos. Eles têm que ter ciência de que, se não voltarem a estudar, podem voltar para cá”, disse, lembrando que também é imprescindível ter determinação. “Tem que ter muita força de vontade porque, quando ele chega ao bairro, os amigos não pensam assim”.

Outro ponto que levou ao sucesso dos alunos na prova, na visão do professor, foi o número de estudantes em cada sala de aula da unidade. Quando eles chegam, os profissionais consultam o histórico escolar e avaliam em qual turma devem entrar. Aqueles que estudam pela manhã fazem curso técnico, atividades esportivas e iniciação musical à tarde e vice-versa.

Atualmente, a fundação conta com 10 salas em Araraquara. São cinco turmas pela manhã e cinco à tarde, todas vinculadas aos currículos e professores das escolas Jandyra Nery Gatti (1º a 4º ano) e Letícia de Godoy Bueno Lopes (6º ano ao colegial), mas com uma diferença.

“Trabalho como professor há oito anos e este é o meu primeiro na fundação. Cheguei a ter turma com 56 alunos e aqui são 10, 12. É possível dar mais atenção, sinto que ajudo de verdade”, disse o professor. (mais…)

Pedreiros e serventes aprendem a ler e a escrever em canteiro de obras

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Trabalhadores de Araraquara têm aulas diárias com professores da Unesp. Período na sala de aula não é descontado dos salários, segundo construtora.

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Publicado no G1

Um canteiro de obras de Araraquara (SP) se transformou em escola. Durante parte do dia, pedreiros e serventes se reúnem para assistir a aulas de professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e, aos poucos, estão aprendendo os sons e contornos, a ler e escrever.

Pai de família, o servente José Sebastião nunca teve a oportunidade de estudar e agora desvenda as primeiras palavras. “Nunca estudei, né? É a primeira vez. Devagarzinho a gente chega lá”.

Aos 56 anos, José de Lima Araújo também está aproveitando a oportunidade e se surpreendendo com as descobertas. “A gente trabalha com uma régua de dois metros, três, três metros e meio, vem uma régua com 30 centímetros e a gente fica perdido. Não sabe nem como é que vai fazer com ela”.

Eles não precisam ir muito longe para aprender. Estudam com outros 15 funcionários da obra, em uma sala ao lado do prédio que estão erguendo. Durante duas horas por dia, aprendem com professores da Unesp e com o material feito especialmente com palavras e fotos que remetem ao cotidiano da construção.

captura_de_tela_inteira_27042015_160525“É mais do dia a dia, de ferramentas, de coisas do trabalho ou coisas que eles conhecem da casa, um carro, uma moto para que eles tenham mais facilidade de memorização”, explicou o professor Mazzeu Neto.

A ideia surgiu quando a construtora resolveu trabalhar apenas com pessoas alfabetizadas. Para não demitir quem não sabia ler e escrever, a empresa resolveu investir em cada um. As horas que os funcionários passam estudando contam como jornada de trabalho e são remuneradas. “Seria ‘prejuízo’, mas em contrapartida a gente está oferecendo uma instrução para eles”, afirmou Maria de Lourdes Lourenço, administradora de recursos humanos da empresa.

Planos
A Prefeitura, que doou livros, cadernos, lápis e réguas, pretende expandir o projeto. “Nós estamos correndo com outras construtoras para localizar onde estão essas pessoas que não sabem ler e escrever e estender essa parceria”, contou a secretária de Educação, Arary Ferreira.

E, para quem já integra o programa, não faltam planos para o futuro. “Quero aprender para tirar minha carta”, disse o servente Amaro Batista Gouvea. “Vou dar o máximo para aprender alguma coisa, pelo menos saber ler alguma coisa”, completou o pedreiro Vilmar Pereira da Silva. “Nunca é tarde para aprender alguma coisa, né?”, ensinou Oscar Ribeiro Diniz.

Livros invadem os cinemas

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Caroline Ropero no Diário do Grande ABC

 

Divulgação

Aventura, romance e magia são ingredientes de livros e filmes teens de grande sucesso. Talvez por ter essa receita, a saga Os Instrumentos Mortais  (Cassandra Clare, Galera Record, 462 págs., R$ 39,90) conquistou tantos leitores e, agora, ganhará as telas do cinema. O primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, tem estreia prevista para 21 de agosto e já tem gente ansiosa por ele. Só o trailer original, em inglês, do longa-metragem tem mais de 3 milhões de acessos no YouTube.

Na trama, Clary (Lily Collins, na foto) descobre que faz parte de mundo sobrenatural e precisa juntar-se aos Caçadores de Sombras – guerreiros que protegem a Terra de demônios e outras criaturas – para salvar a mãe e descobrir quem realmente é. O tamanho do livro pode assustar (o D+ conferiu), mas a leitura é fácil e prende a atenção.

Para Maria Lúcia Outeiro Fernandes, professora de Literatura da Unesp-Araraquara, histórias como as de Clary, Harry Potter e Bella (Crepúsculo) seguem uma fórmula. “Satisfazem a fantasia e imaginação, trazem suspense, a luta entre bem e mal, a figura do herói e têm a mesma estrutura de texto, com personagens que têm o destino traçado e história previsível, trazendo certo conforto.” Além disso, possuem linguagem simples. “Investem mais no imaginário, dando respostas rápidas ao leitor, do que no literário, que leva à reflexão mais elaborada da vida.”

Fã de livros de aventura e sagas, Beatriz dos Santos Valentim, 13 anos, de São Caetano, acredita que a leitura faz esquecer os próprios problemas. “É legal imaginar como seria se tudo fosse diferente. Faz a gente ir para outro mundo. Claro que eu não gostaria de viver em Panem (de Jogos Vorazes), mas seria legal participar do Acampamento Meio-Sangue (de Percy Jackson).” A garota sabe que, em geral, o filme não é idêntico à obra original. “Não gosto quando o diretor joga o livro pela janela e refaz tudo. Mas se ele coloca o que tem de mais importante, fica bom.”

Como Beatriz, quem curte literatura e adaptações cinematográficas pode se preparar para a grande quantidade de lançamentos que vem por aí. O bom é que haverá cada vez mais mundos diferentes e emocionantes para conhecer. É só ficar de olho nas novidades e escolher em qual aventura embarcar.

Desde o início do cinema, literatura é inspiração para adaptações

A adaptação de livros para as telas ocorre desde o início do cinema. Obras do escritor Júlio Verne, por exemplo, estão entre as primeiras a ganhar vida na sétima arte. Da Terra à Lua inspirou o filme Viagem à Lua, feito em 1902 por Georges Méliès, um dos precursores do cinema. E até hoje livros do francês servem de influência para novas produções, como o longa em 3D Viagem ao Centro da Terra (2008).

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Aluno envolvido no “rodeio das gordas” é condenado a pagar R$ 20 mil

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Publicado por UOL

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) informou que um estudante envolvido na divulgação do “Rodeio das Gordas”, no campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em 2010, foi condenado a pagar trinta salários mínimos, cerca de R$ 20 mil, por danos morais.

O dinheiro será destinado para o Fundo Estadual de Reparação dos Interesses Difusos Lesados. Segundo o MP, a ação civil pública tramitou na 2ª Vara Cível de Araraquara.

Em 2011, outros dois alunos que participaram do evento assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para pagarem vinte salários mínimos a três instituições filantrópicas. Na época, o estudante condenado agora não aceitou assinar o TAC.

O caso
Os três alunos condenados por danos morais foram responsáveis pela criação da página do “Rodeio das Gordas” no Orkut, de acordo com o MP.

O “Rodeio das Gordas” foi criado durante o Interunesp (evento que reúne universitários da Unesp), realizado em Araraquara, em outubro de 2010.

O objetivo do evento era agarrar colegas, obesas, na tentativa de simular um rodeio. A competição era para ver quem ficava mais tempo em cima das garotas.

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