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Posts tagged Ariano Suassuna

Auto da Compadecida ganha edição especial com desenhos exclusivos

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Publicação será lançada este mês pela Nova Fronteira

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Editora Nova Fronteira lança este mês a edição definitiva do Auto da Compadecida, clássico de Ariano Suassuna. Confira a capa:

Além de trazer ilustrações inéditas feitas pelo filho do escritor, Manuel Suassuna, a edição conta com pequenos ajustes deixados pelo próprio Ariano em suas anotações, a fim de deixar a obra do jeito como ele sempre imaginou.

A obra consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição de cordel. Peça teatral em forma de auto em 3 atos, a obra foi escrita em 1955 e é um retrato do Nordeste brasileiro, mesclando elementos como a literatura de cordel, a comédia, traços de barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.

Com humor e de maneira leve, a peça fala sobre o drama vivido pelo povo nordestino sempre com medo da fome, em luta constante contra a miséria e acuado pela seca. É nesse contexto que acontecem as aventuras de Chicó e João Grilo, os dois personagens centrais. Enquanto Chicó é covarde e mentiroso, João Grilo se aproveita da estupidez dos mais abastados e das pessoas do clero para levar a melhor.

Assim como Auto da Compadecida, todos os livros de Suassuna – exceto os que estão em coleções exclusivas que já possuem um projeto gráfico próprio – serão lançados com a mesma identidade visual, que remete ao cordel até no tom branco das páginas do miolo. Isso é parte de um projeto maior de Ariano Suassuna, que antes de morrer manifestou a vontade de evidenciar uma unidade subjacente a toda sua obra.

UFSC divulga lista de livros para o Vestibular 2017

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Catarinense Carlos Henrique Schroeder figura na lista com As fantasias eletivas Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Catarinense Carlos Henrique Schroeder figura na lista com As fantasias eletivas Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

 

Organizadores deram preferência à literatura contemporânea, mas mantendo clássicos como Machado de Assis e Ariano Suassuna

Tomás M. Petersen, no Zero Hora

A Comissão Permanente de Vestibular (Coperve) da UFSC divulgou nesta terça-feira a lista de livros obrigatórios para a prova de literatura do Vestibular 2017. São oito obras de épocas e estilos variados: contos, poesia, dramaturgia e até quadrinhos (novela gráfica). A Coperve recomenda a leitura completa dos livros e afirma que a prova levará em consideração seus contextos histórico, social, cultural e estético.

Da literatura clássica brasileira está o unânime Machado de Assis com Esaú e Jacó (domínio público). Também recorrente nas provas da UFSC está o paraibano Ariano Suassuna, morto em 2014, com a peça teatral cômica O auto da compadecida (Agir).

Das obras contemporâneas, figuram o catarinense Carlos Henrique Schroeder, colunista do Diário Catarinense, com As fantasias eletivas (Record); a mineira Conceição Evaristo, que aborda temáticas raciais na coletânea de contos Olhos d’água (Pallas); a escritora paulista Maria Valéria Rezende, com o romance Quarenta dias (Alfaguara), grande vencedor do prêmio Jabuti de 2015; e a escritora, ilustradora e jornalista carioca Elvira Vigna, com a graphic novel Vitória Valentina (Lamparina).

Também figuram na lista a carioca Ana Cristina Cesar, falecida em 1983, com sua coletânea de poemas Poética (Companhia das Letras) e o gaúcho Caio Fernando de Abreu, morto em 1996, com Além do ponto e outros contos (Ática).

Um ano sem Ariano: os projetos para homenagear o autor de Auto da Compadecida

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Escritor faleceu há um ano em decorrência de um AVC

Escritor faleceu há um ano em decorrência de um AVC

Circuito literário, exposição e memorial são ações previstas pelos familiares para preservar e difundir a obra de Suassuna

Publicado no Divirta-se

O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna morreu há um ano, no Recife, em decorrência de um acidente vascular cerebral. Para marcar a data a família se reúne, nesta quinta-feira (23), em cerimônia religiosa privada. No domingo, às 9h, em São José do Belmonte, a 479 quilômetros do Recife, uma missa será realizada em homenagem ao “imperador” da Pedra do Reino.

Segundo o filho do autor, Dantas Suassuna, até o fim do ano será realizado um festival em homenagem aos 60 anos da obra Auto da Compadecida. “Vai ser uma mistura de várias expressões artísticas. Teatro, dança, cinema, tudo o que girar em torno da arte brasileira”. O local ainda não definido, mas duas possibilidades são o Sítio da Trindade e o Centro do Recife.

A família também planeja criar um “roteiro literário” de visitação aos lugares mencionados na obra de Ariano Suassuna, em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. “O importante é fazer vários pontos de ligação da arte de papai com esses lugares”, pontua Dantas.

Na cidade de Aparecida, no Sertão paraibano, um casarão do século 17 tombado como patrimônio histórico vai abrigar o Museu Armorial dos Sertões. “Além da casa, há uma capela e um sobrado. É um lugar com muita história para ser contada. Frei Caneca passou uma temporada lá”, acrescenta Dantas.

Dividido em módulos, o projeto vai contemplar, na primeira fase, a poesia de Ariano, gênero marcante do início da carreira do escritor. No local, ainda será feita uma releitura do monumento arqueológico Pedra do Ingá, cuja existência fascinava e influenciava a obra do imortal da Academia Brasileira de Letras. Ainda segundo Dantas Suassuna, no futuro será criada uma escola de artes toda baseada no legado de Ariano, com enfoque em teatro.

Jornalista e escritor Zuenir Ventura toma posse na ABL nesta sexta-feira

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Jornalista vai ocupar a cadeira 32, que era de Ariano Suassuna.
Zuenir Ventura tem 83 anos e foi eleito em 2014 com 35 votos.

Publicado no G1

Zuenir Ventura vai tomar posse na ABL nesta sexta (Foto: Reprodução/TV Globo)

Zuenir Ventura vai tomar posse na ABL nesta sexta
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Zuenir Ventura vai tomar posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio, nesta sexta-feira (6), às 21h. O novo acadêmico foi eleito na sucessão do dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna, que morreu no dia 23 de julho de 2014. Ventura foi eleito no dia 30 de outubro o mesmo ano com 35 votos.

O jornalista e escritor mineiro tem 83 anos e há 51 é casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos: Elisa e Mauro.

Carreira
Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, Zuenir Ventura é jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Colunista do jornal O Globo, ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960 e 1961 conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. De 1963 a 1969, exerceu vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de Reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.

No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro. Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de Redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, exercendo o mesmo cargo. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.

Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro 1968 – o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.

Em 1989, publicou no Jornal do Brasil a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Em 1994, lançou Cidade partida, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em fins de 1998, publicou O Rio de J. Carlos e Inveja – Mal Secreto, que foi lançado depois em Portugal e na Itália. Já vendeu cerca de 150 mil exemplares. Em 2003, lançou Chico Mendes – Crime e Castigo.

Seus livros seguintes foram Crônicas de um fim de século e 70/80 Cultura em trânsito – da repressão à abertura, com Heloísa Buarque e Elio Gaspari. No cinema, codirigiu o documentário Um dia qualquer e foi roteirista de outro, Paulinho da Viola: meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe. Suas obras mais recentes são Minhas histórias dos outros, 1968 – o que fizemos de nós e Conversa sobre o tempo, com Luis Fernando Verissimo. Seu livro mais recente é o romance Sagrada Família.

Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Ao comentar sua série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia, The New York Review of Books classificou o autor como “um dos maiores jornalistas do Brasil”. A revista inglesa The Economist definiu-o como “um dos jornalistas que melhor observam o Brasil”.

Luto nas letras e grandes transformações no mercado: veja o que marcou o ano

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Luto nas letras e grandes transformações no mercado - Arte

Luto nas letras e grandes transformações no mercado – Arte

O Brasil perdeu grandes autores como João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna, Ivan Junqueira e Manoel de Barros

Publicado em O Globo

RIO – Este foi um ano de notícias tristes para a literatura brasileira, com as mortes de grandes autores como João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna, Ivan Junqueira e Manoel de Barros. Foi também um ano de transformações radicais no mercado editorial. Em março, a aquisição do selo de interesse geral do grupo espanhol Santillana pelo conglomerado Penguin Random House levou à união entre duas das maiores editoras do país, Companhia das Letras e Objetiva, que juntas detêm 6% das vendas em livrarias brasileiras.

Além disso, em agosto, a Amazon começou a vender edições físicas no Brasil. O mercado reagiu mal aos preços praticados pela gigante norte-americana, considerados muito baratos. A iniciativa resgatou a discussão sobre a lei do preço fixo para livros no país, que limitaria os descontos oferecidos ao leitor. Dessa forma, tanto grandes redes quanto livreiros independentes praticariam os mesmos preços.

Enquanto pequenos livreiros e a Câmara Brasileira do Livro apoiam há uma década a medida, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), entidade de grande peso político na indústria, se opõe historicamente à iniciativa. O Snel organizou um seminário sobre o tema, com convidados de Alemanha e França (países com leis do tipo), mas não chegou a um consenso sobre o assunto.

Enquanto esse debate não avança, o mercado digital se expande. Entre os lançamentos nacionais em e-book, o grande destaque foi para os quatro livros do jornalista Elio Gaspari sobre os anos de chumbo, “A ditadura envergonhada”, “A ditadura escancarada”, “A ditadura derrotada” e “A ditadura encurralada”, publicados pela Intrínseca. Além de nova versões impressas, as obras ganharam edições digitais enriquecidas por centenas de documentos, áudios e vídeos, oferecendo uma experiência de leitura inédita no Brasil.

Mas o ano ficará definitivamente marcado pela comoção causada pela morte de grandes nomes do meio literário nacional — como Ivan Junqueira, João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna e Rubem Alves (todos em julho), Leandro Konder e Manoel de Barros (ambos em novembro) — e de dois ganhadores do Nobel, o colombiano Gabriel García Márquez (em abril) e a sul-africana Nadine Gordimer (em julho).

Nos últimos meses, os leitores tiveram acesso a obras póstumas de Ubaldo (“Noites lebloninas”, pela Alfaguara), Suassuna (que teve um poema inédito incluído no novo livro de Raimundo Carrero, “Romance do bordado e da pantera negra”, pela Iluminuras) e Junqueira (“Essa música” e “Reflexos do sol-posto”, ambos pela Rocco).

Os leitores também puderam reencontrar autores que tiveram obras reeditadas depois de muito tempo longe das livrarias. A Cosac Naify trouxe de volta livros de Murilo Mendes (“Poemas”, “A idade do serrote”, “Convergência” e uma nova “Antologia poética”) e Jorge de Lima (“Invenção de Orfeu”, “Poemas negros” e “Calunga”). A Companhia das Letras começou a republicar a obra de Millôr Fernandes, homenageado da Flip 2014.

O MICO DE 2014

Literatura brasileira de biquíni: País homenageado no próximo Salão do Livro de Paris, que acontece entre 20 e 23 de março de 2015, o Brasil será representado no evento por 48 autores. Mas, por alguma razão, a revista francesa “Le nouvel observateur” resolveu noticiar a presença brasileira em seu site com uma foto de modelos seminuas, segurando uma bandeira do país. Uma imagem que pouco diz sobre literatura — e que ainda reforça clichês sobre a imagem do Brasil. A escolha editorial causou indignação entre escritores e editores.

— É justamente contra esse tipo de preconceito que eu batalho aqui na França, com minha editora especializada no Brasil — disse a editora francesa Paula Anacaona.

Como resposta, a revista disse que o fato não merecia “uma crise diplomática” e alegou um erro técnico no corte da foto — originalmente, deveria aparecer apenas a bandeira do Brasil, sem as modelos. Na primeira versão do post, contudo, a legenda não indicava uma bandeira e sim “Torcedoras brasileiras na última Copa do Mundo”. Horas depois, o corte e a legenda da foto foram modificados.

AS APOSTAS PARA 2015

O filão editorial dos 450 anos do Rio: Em 2015 o Rio de Janeiro completará 450 anos de fundação. O aniversário oficial da cidade é dia 1º de março, mas durante todo o ano o mercado editorial estará aquecido com dezenas de publicações que vão apresentar recortes diversos da História e da cultura do Rio. O Comitê Rio450, criado para planejar e organizar as comemorações do aniversário, vai apoiar a publicação de mais de 80 títulos de diversas editoras, entre reedições de raridades e novidades. A Casa da Palavra, por exemplo, tem em sua programação, entre outros títulos, “Roteiro da escravidão”, livro organizado pelo antropólogo Milton Guran sobre a herança africana no Rio, mais centrada na região portuária, e “Rio em prosa e verso”, antologia para crianças organizada pelo livreiro Rodrigo Ferrari. A Edições de Janeiro publicará, entre variados títulos, “A formação da Guanabara”, organizado por Paulo Knauss (com imagens do Arquivo Público do Rio de Janeiro) e “Mata Atlântica — Uma história do futuro”, livro de fotografia, com textos de Fabio Rubio Scarano.

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