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Posts tagged Armas

Arma de instrução em massa: um tanque que leva livros

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publicado no ADCT

Apesar do nome, o Dia Internacional do Livro é celebrado em datas distintas em diferentes países do mundo. No Brasil, ele é celebrado no dia 23 de Abril, mas, em alguns países como Reino Unido, acontece na primeira quinta feira de Março, para evitar que caia na mesma data que a Páscoa.

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Na Argentina, em 2015, o Dia Internacional do Livro caiu em 5 de Março. Para celebrar a data, a 7Up contratou o artista Raul Lemesoff para criar um tanque de guerra, mas não para causar destruição e sim para levar livros.

Lemesoff, que costuma chamar suas criações de “Armas de Instrução em Massa”, começou com um Ford Falcon de 1979, adaptando o seu exterior para que fosse possível carregar até 900 livros que seriam distribuídos gratuitamente pelas ruas de Buenos Aires, contanto que quem os receba prometa lê-los.

No Sudão do Sul, ex-crianças-soldado trocam armas por livros

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A ONU diz ter conseguido a desmobilização de pelo menos 3 mil soldados infantis envolvidos no conflito

A ONU diz ter conseguido a desmobilização de pelo menos 3 mil soldados infantis envolvidos no conflito

Ed Thomas, na BBC Brasil

As cerca de 300 crianças estão uniformizadas e carregam rifles enquanto escutam o discurso de seu comandante, em Pibor, no Sudão do Sul.

Há um certa agitação no ar, porque em breve as crianças passarão aos cuidados das Nações Unidas.

Após anos de participação como soldados em uma guerra civil, as crianças enfim poderão ir para casa.

“Não vejo minha mãe e minha família desde o verão passado”, explica Silva, um dos mais jovens soldados na cerimônia.

Ele tem apenas 11 anos. E assim como seus companheiros de armas, tem sua identidade preservada. Silva é um nome fictício.

“Vi muitas pessoas morrerem em minhas missões”, conta Silva.

“Eu tinha um fuzil AK-47. Era pesado. Estava lutando para proteger minha família e minha aldeia”.
Grito de batalha

Crianças de 11 anos estavam entre os milhares de soldados infantis recrutados pelos dois lados na guerra civil do Sudão do Sul

Crianças de 11 anos estavam entre os milhares de soldados infantis recrutados pelos dois lados na guerra civil do Sudão do Sul

A cerimônia é conduzida pelo general Khalid Butrus Bura, um dos comandantes de Silva na Tropa Cobra do Exército Democrático do Sudão do Sul.

Trata-se de uma poderosa milícia atuante na região de Pibor e que há mais de três anos vive em guerra com governo do Sudão do Sul – um dos muitos conflitos desde que o país foi criado, em 2011, após conquistar sua independência do Sudão.

Porém, a situação em Pibor se tranquilizou com a assinatura de um acordo de paz entre o governo e David Yau Yau, líder rebelde que pegou em armas contra as autoridades sob a alegação de estar defendendo os interesses da minoria étnica murle. A maioria da população sudanesa do sul, estimada entre 8 e 10 milhões de pessoas, é das etnias dinka, nuer, bari e azande.

Yau Yau é uma presença forte na região de Pibor e seu nome é gritado pelas crianças-soldado antes de sua transferência para um complexo especial da ONU no vilarejo de Gumuruk.

Depois de comandar crianças na frente de batalha o general Yau Yau agora promete que os ex-combatentes irão à escola

Depois de comandar crianças na frente de batalha o general Yau Yau agora promete que os ex-combatentes irão à escola

Silva agora pensa num futuro sem guerras.

“Quero estudar. Não quero mas lutar. Tinha medo”

Ao lado de Silva está Abraham, de 12 anos.

Ele é uma criança que carrega o ar de um veterano de guerra.

“Tinha medo de morrer e senti que precisava lutar”, diz Abraham.

As estimativas são de que a guerra civil no Sudão do Sul já tena matado mais de 50 mil pessoas

As estimativas são de que a guerra civil no Sudão do Sul já tena matado mais de 50 mil pessoas

“Duas irmãs foram mortas. Estive em missões e vi muitas pessoas morrendo também”.

O conflito em Pibor é paralelo à rebelião nacional que eclodiu no Sudão do Sul em 2013 e que já matou mais de 50 mil pessoas.

A ONU acredita que milhares de crianças têm sido forçadas a lutar em ambos os lados do conflito.
Esperança

A Unicef, agências das ONU para a criança e o adolescente diz que as crianças retiradas do conflito receberão (mais…)

‘Mundo produz mais armas do que livros e brinquedos’, diz Nobel da Paz

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Indiano pede corte de gastos militares para se investir em educação.
Kailash Satyarthi ganhou Nobel da Paz ao lado de Malala Yousafzai.

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicado por G1

Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi. O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (20).

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.”

Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares”
Kailash Satyarthi, Prêmio Nobel da Paz

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.”

Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13% do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9%o do PIB na Arábia Saudita para 1,4% no Brasil.

Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões.

“Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

Livros podem derrotar o terrorismo, diz Malala Yousafzai

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Jovem paquistanesa baleada por talibãs inaugura, em Birmingham, a maior biblioteca pública da Europa

Publicado no Tvi24

Malala Yousafzai com o pai Ziauddin (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai com o pai Ziauddin (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai, a estudante paquistanesa baleada na cabeça pelos talibãs por defender o direito das meninas à educação, afirmou esta terça-feira, no Reino Unido, que os livros podem derrotar o terrorismo.

De acordo com a edição online do «The Guardian», a jovem de 16 anos fez um discurso na cidade que a adotou, Birmingham, antes de descerrar uma placa na inauguração da maior biblioteca pública da Europa.

«Desafiei-me a ler milhares de livros e a ganhar força com o conhecimento. Canetas e livros são as armas para derrotar o terrorismo», afirmou a jovem que, em outubro de 2012, viajou para a cidade inglesa para ser operada, após um ataque no momento em que seguia para a escola no Paquistão.

«Não há uma arma mais poderosa do que o conhecimento, nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita», argumentou Malala Yousafzai, num discurso que durou sete minutos.

Malala Yousafzai inaugura biblioteca em Birmingham (REUTERS/Darren Staples)

Malala Yousafzai inaugura biblioteca em Birmingham (REUTERS/Darren Staples)

A adolescente, candidata ao Prémio Nobel da Paz 2013, exprimiu-se com desenvoltura, apesar do grave ferimento que sofreu. A jovem mostra apenas um pouco de rigidez no lado esquerdo do rosto.

Malala Yousafzai frequenta a escola em Birmingham, cidade que tem uma grande população paquistanesa e para onde a família da jovem se mudou.

A biblioteca de Birmingham é um dos grandes projetos para recuperar o centro da cidade e conta com mais de um milhão de livros, incluindo as primeiras edições das obras do dramaturgo inglês William Shakespeare

Jovem que sobreviveu ao Talebã leva luta por educação à ONU

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No dia em que completou 16 anos, a paquistanesa Malala Yousafzai discursou diante de uma plateia de líderes e de jovens de todo o mundo na ONU.

Publicado por BBC

“Estar entre pessoas tão honradas é um grande momento em minha vida”, disse, no evento que foi batizado “Dia de Malala”.

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Inspiradas pela jovem que sobreviveu a um atentado no Talebã, meninas no norte do Paquistão têm voltado a frequentar escolas no país.

Professores locais dizem que durante o primeiro mês depois do ataque a Malala ─ que levou um tiro no rosto dentro de um ônibus escolar em 2012 ─ muitas famílias mantiveram suas filhas dentro de casa.

Depois do atentado, Malala foi levada para a Grã-Bretanha para receber tratamento médico. Hoje, ela e sua família vivem em Birmingham, na Inglaterra.

Mas desde então, as matrículas voltaram a crescer, inspiradas pela recuperação da jovem e por seu ativismo pela educação.

O Paquistão, no entanto, ainda é um dos países com o número mais baixo de alfabetização e matrícula de meninas, segundo organizações de ajuda humanitária. Em todo o mundo, um quarto de jovens mulheres não completaram a escola primária.

Durante seu discurso, Malala pediu que políticos ajam para garantir que todas as crianças exerçam o direito de ir à escola.

Ela disse ainda que os extremistas temem os livros e temem também as mulheres. Livros e canetas, segundo a jovem, são as armas mais poderosas contra o terrorismo.

“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, afirmou.

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