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Um teatro do século XIX convertido numa espetacular livraria em Buenos Aires

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Publicado no Idealista

O Ateneu Gran Splendid em Buenos Aires abriu em 1919 como teatro, mas em 2010 converteu-se numa livraria e loja de música de 2.000 m2 de superfície. Conserva os frescos do teto pintados pelo artista italiano Nazareno Orlandi e as cariátides esculpidas por Troiani Troiano.

O arquiteto argentino Francesco Manzone liderou a reconversão em 2012 deste espetacular edifício. Onde havia lugares de plateia colocou estantes cheias de livros e música. Muitos detalhes do antigo teatro foram conservados, tal e qual, como o auditório.

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Casal transforma Fusca em sebo para vender discos e livros em Cuiabá

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Casal já usava Fusca para atividades diárias (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Casal já usava Fusca para atividades diárias (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

Jornalista e arquiteto vendem discos de vinil e livros, alguns de acervo próprio.
Com Fusca, ano 69, eles chamam a atenção por onde passam.

Publicado no G1

O fusca, ano 1969, parece pequeno para tanta arte. São dezenas de livros, vinis, fitas cassetes, e obras de arte. Quando as portas do veículo se abrem, o sentimento de estar no passado é inevitável. Não é à toa que o sebo itinerante do casal Thiago Sinohara e Marília Bonna se chama ‘Rua Antiga’. Na vitrola, sempre toca um disco antigo. Com o sonho de levar cultura e arte a todos os públicos, eles rodam as ruas de Cuiabá com o veículo.

O que move o casal é o gosto pela arte. Ele é arquiteto por formação e aquarelista por paixão e, ela, jornalista e escritora. Há dois meses, o casal percorre as ruas e bairros de Cuiabá vendendo a baixo custo vinis antigos, livros e artigos de arte. “A proposta é que a arte faça parte do cotidiano, cada vez mais acelerado da cidade”, explica Thiago.

A ideia surgiu há algum tempo, mas tomou forma agora. No começo, a intenção era abrir uma galeria de arte com um espaço físico que misturasse tudo relacionado à arte. Não deu certo, mas a vontade foi maior.

O carro pintado de vermelho – que chama atenção por onde passa – já era usado para as atividades diárias do casal. O primeiro acervo de livros e vinis também era do casal, que resolveu se desfazer das próprias coleções para incentivar a leitura e o gosto pela arte.

Casal retira as mercadorias e expõe ao público (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Casal retira as mercadorias e expõe ao público (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

O intuito não é comercial. Os itens expostos são vendidos à baixo custo. O sebo é um lugar para reunir as pessoas em volta das coisas que ficaram esquecidas na pressa do dia a dia e na rotina de cada um. “A gente quer que as pessoas deem um tempo para ouvir uma boa música, ler um poema ou só para bater um papo”, disse Thiago.

Depois de passar uma temporada no Rio de Janeiro, Marília iria se desfazer dos livros e vinis que deixou no outro estado. Até que a ideia do sebo itinerante tomou forma. “Nós demos um jeito de trazer todos os itens para começarmos nosso projeto”, conta.

Fusca de Thiago Sinohara e Marília Bonn virou sebo itinerante (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Fusca de Thiago Sinohara e Marília Bonn virou sebo itinerante (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

Não há um dia certo, nem um ponto fixo para esse pedaço do passado estacione. Os pontos mais frequentes são em museus, em pontos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e praças. Hoje, o casal participa mais de eventos de arte e feiras de cultura.

Já com dois meses na estrada o acervo cresceu e paixão pela arte também aumentou. E além de vender, o sebo faz troca dos itens e recebe doação para manter o projeto. O número de vinis, livros é rotativo. Porém, atualmente o casal possui em torno de 100 discos, 40 fitas cassetes e 100 livros.

Apesar de colocarem a própria coleção à venda, Thiago e Marília têm artigos dos quais não se desfazem. Um vinil do segundo álbum do cantor e compositor Cartola é um deles. “Esse não sai de casa”, afirmou.

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