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Posts tagged artes

Ex-professora iraniana sem braços ensina a pintar e escrever com os pés

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Zohreh Etezadossaltaneh ajuda pessoas com deficiências físicas em Teerã.
‘Se você tem a alma pura e elevada, o corpo não importa’, diz.

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Publicado no G1

A iraniana Zohreh Etezadossaltaneh nasceu sem braços, mas isso não a impediu de exercer muitas atividades, da pintura ao tênis de mesa. Aos 52 anos, esta professora aposentada de Teerã tem se dedicado a ajudar os outros com deficiências similares a viver uma vida plena e satisfatória.

“Cada organismo pode ter algumas limitações e deficiências. Mas, se você tem uma alma pura e elevada, o corpo não importa”, diz Etezadossaltaneh.

Quando criança, ela recebeu a educação primária em uma escola especial para crianças com deficiência. Depois Etezadossaltaneh se mudou para o sistema de ensino iraniano regular, fez faculdade e se formou em psicologia.

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Agora, ela trabalha com jovens com deficiências similares. Um de seus alunos é Roohollah Jafar, de 9 anos, que perdeu as duas mãos em um acidente e agora está aprendendo com Etezadossaltaneh a pintar e escrever usando os pés.

A aula para o menino começa com Etezadossaltaneh usando seus próprios pés para massagear os pés de Jafar e orienta-lo sobre a forma de manter e controlar uma caneta entre os dedos.

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Com os pés, Etezadossaltaneh consegue segurar uma raquete de pingue-pongue ou um pincel. Ela já participou de exposições de artes e vendeu até almas de suas obras. “Ela trabalha tão facilmente que eu totalmente esquecido que ela pinta com os pés”, disse o instrutor de pintura Parisa Samavatian.

Quando ao tênis de mesa, a ex-professora diz que leva muito a sério. “Quero representar o meu país em competições no exterior.

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Museus devem incentivar perguntas no lugar de dar respostas

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Sabine, no Blog Folha

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Crianças devem frequentar museus de ciências para aprender sobre ciência, certo? Errado.

De acordo com Robert Semper, um dos diretores do museu Exploratorium, que fica em São Francisco, EUA, o objetivo de espaços de divulgação científica como os museus é despertar a curiosidade das crianças para as ciências e não ensinar conceitos que devem ser memorizados. “Isso é função da escola”, diz. “Espaços não formais de educação devem instigar a curiosidade dos visitantes.”

Essa conversa interessante surgiu durante uma visita técnica ao Exploratorium, acompanhada de Semper e de um colega saudita, Amr Almadani, que coordena um espaço de interação de ciências voltado para a questão energética (Mishkat Interactive Center for Atomic and Renewable Energy). A ideia era entender como os museus de ciência contribuem para a educação científica e como podem estimular as crianças para as carreiras de ciência e as engenharias (“STEM”, na sigla em inglês).

Curiosamente, EUA, Arábia Saudita e Brasil –os três países envolvidos nesse encontro– sofrem por falta de mão-de-obra nas carreiras científicas. O Brasil, por exemplo, forma menos de 50 mil engenheiros por ano (precisaria de pelo menos o dobro) e carece de profissionais em áreas como física e química. De acordo com o MEC, há pelo menos 70 mil vagas sem dono para ministrar aula nessas áreas. A preferência nacional dos estudantes é por cursos como administração e direito.

Para Semper, os museus de ciência servem para atrair o aluno para aquilo que ele está aprendendo na escola, mas não devem ter o propósito de ensinar.”A escola é obrigatória e a maioria dos alunos não liga para o que está estudando. Aqui, as crianças vêm ao museu porque querem, no final de semana, e se conectam com aquilo que vêm.”

No Exploratorium, as crianças (e adultos –vi vários deles) interagem com luzes e espelhos, brincam com aparelhos que mostram com a propagação do som, interagem com uma bola eletromagnética famosa por deixar os cabelos em pé. Tudo simples, barato e manuseável. “Se alguma coisa quebrar, a gente conserta facilmente aqui mesmo na nossa oficina”, diz Semper.

E como avaliar se os vistantes aprenderam os conceitos científicos apresentados no museu? De acordo com Semper, não se trata de fazer os visitantes preencherem um formulário respondendo a perguntas conceituais. “A proposta é que as pessoas saim do museu mais questionadoras, mais interessadas e com perguntas mais inteligentes.”

TREINAMENTO

Isso tudo que acontece no museu, claro, não é desconectado da escola. Hoje, 30% do orçamento do Exploratorium (que vem do governo, de associações e do ingresso individual –em torno de R$50,00) é despendido com treinamento de professores. Quem dá aula nos EUA pode aplicar para uma espécie de bolsa do Exploratorium e, se aprovados, passam as férias de verão em treinamento no espaço de São Francisco, recebendo um salário extra.

Outros espaços de ciência que conheci nos EUA, como o Lawrence Hall of Science, que fica no topo de uma montanha na Universidade de Berkeley, igualmente na Califórnia, também trabalham com professores. O Lawrence Hall é conhecido pelo seu programa de desenvolvimento de currículo e de material didático para as aulas de ciências, exportado, hoje, para 25 países. Um dos projetos principais desenvolvidos lá junta ciência e literatura, por meio de livros sobre a lua, por exemplo. Afinal, por que não ler sobre ciência?

No Brasil, há museus de ciência igualmente ricos e interessantes, como o Catavento, que fica no centro de São Paulo. O problema é que a maioria dessas iniciativas está concentrada justamente em São Paulo, onde, estima-se, 18% da população frequenta museus (indicador semelhante ao encontrado em países europeus). Se considerarmos o país todo, apenas 4% da população declara visitar museus com frequência, de acordo com um estudo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Considerando que os museus de ciência contribuem para estimular as pessoas para as áreas científicas, será que não está na hora de aumentarmos esse indicador?

Esse post foi escrito da São Francisco, onde estou conduzindo uma pesquisa com Amr Almadani e outros colegas sobre inovação, empreendedorismo e educação com apoio da Einsenhower Fellowships.

10 livros mais caros já vendidos

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Natalie Robehmed, na Forbes Brasil

Apesar de ser uma das artes de mais fácil acesso, em qualquer lugar, para qualquer um, a literatura raramente arrecada montanhas de dinheiro. Entretanto, às vezes, isso muda e a casa dos milhões é atingida com apenas um grupo. Nos últimos 31 anos, governos, bilionários e colecionadores desembolsaram enormes quantias em leilões por manuscritos raros. Ficou curioso? Conheça na galeria os 10 livros mais caros já vendidos no mundo:

10º) “First Folio de William Shakespeare” (1623)

O “First Folio” é a primeira coleção de peças teatrais de William Shakespeare e foi chamado pela casa de leilões Christie’s de “o livro mais importante da literatura inglesa”. O livro foi vendido para um comprador anônimo. Valor: US$ 8.200

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9º) “Constituição dos Estados Unidos” (1797)

A Constituição norte-americana e outros documentos do primeiro congresso em 1789 como a Carta dos Direitos pertencem a Mount Vernon Ladies Association, uma associação sem fins lucrativos que preserva o Mount Vernon, propriedade onde viveu George Washington. Valor: US$ 10,2 mil.

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8º) “Os Contos da Cantuária” (1387)

Escrito por Geoffrey Chaucer, o livro é supostamente o primeiro a ser impresso na Inglaterra. Valor: US$ 11.000

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7º) “The Birds of America” (“As Aves da América” – entre 1827 e 1838)

O livro reúne centenas de ilustrações do naturalista John James Audebon e foi vendido para Michael Tollemache.Valor: US$ 12.600

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6º) “The Rothschild Prayerbook” (1505)

O manuscrito iluminado mais caro já vendido, o “Rothschild Prayerbook” fazia parte de uma coleção confiscada pelo exército nazista em 1938.Valor: US$ 13,9 mil.

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5º) “Bay Psalm Book” (“Livro de Salmos da Baía”, em tradução livre 1640)

Este foi o primeiro livro impresso na América do Norte. O bilionário David Rubenstein arrematou uma das 11 cópias restantes. Valor: US$ 14.500

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4º) “St. Cuthbert Gospel” (“Evangelho de São Cuterbeto”, em tradução livre – em torno de 698)

O livro do século VII, uma cópia em latim do evangelho de João, foi encontrado junto ao corpo de São Cuteberto em eu caixão há mais de 900 anos – acredita-se que este é o livro intacto mais antigo da Europa. Hoje em dia pertence à Biblioteca Britânica. Valor: US$ 15.000

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3º) Magna Carta (1215)

Um das 17 cópias ainda existente do documento histórico do século XIII, a Magna Carta passou de um bilionário (Ross Perot) para outro (David Rubenstein), em 2007.Valor: US$ 24,5 mil.

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2º) “The Gospels of Henry the Lion Order of St. Benedict” (“Os Evangelhos de Henrique, o Leão”, em tradução livre – 1188)

O livro de orações encomendado pelo Duque da Saxônia Henrique, o Leão é patrimônio do governo alemão. Valor: US$ 28.000

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1º) “Codex Leicester Leonardo da Vinci” (entre 1508 e 1510)

O bilionário Bill Gates é o proprietário do livro de desenhos científicos de Leonardo da Vinci. Valor: US$ 49.400

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Programa oferece bolsas exclusivas para brasileiros que queiram estudar na Holanda

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Publicado por Hypeness

Se viajar é bom, porque te permite conhecer o mundo e ficar automaticamente mais rico, estudar no estrangeiro é ainda melhor, porque tem tudo isso e mais o desafio de um novo sistema de ensino, de uma vida fora da sua zona de conforto, de pessoas diferentes e de uma nova rotina. E quando nos perguntam que país europeu a gente escolheria para passar uma temporada, a resposta é imediata: Holanda.

Os motivos são vários, mas para quem vai estudar, saber que a Holanda tem o 3º melhor sistema de ensino superior do mundo é já um ponto (ou vários!) extra para o país das tulipas. Depois, seja viajando ou estudando, é bem provável que você se apaixone pelo estilo de vida, que tem alguns pontos bem fortes, como a mentalidade aberta, o fato de todo mundo falar inglês – com a vantagem de você não precisar aprender holandês – ou a importância que as pessoas dão pra temas como a sustentabilidade, que no Brasil e em outros lugares ainda está dando os primeiros passos.

Por isso, ficamos felizes em anunciar que o programa OTS Brazil está oferecendo um número recorde de bolsas pra brasileiros que queiram estudar na Holanda. O legal de serem exclusivas para cidadãos do nosso país é que a concorrência diminui, então já sabe: essa é a oportunidade ideal pra correr atrás de seu sonho.

Ao todo, são 76 vagas em 23 universidades diferentes, com todos os cursos ministrados em inglês (você pode descobrir quais são aqui). As oportunidades são para cursos de bacharelado, mestrado, MBA, foundation year (preparatório para graduação) e Short Degree (onde só o último ano da graduação é feito no exterior) para estudantes de diversas áreas, com destaque para Artes, Business, Indústria Criativa, Comunicação, Direito, Engenharia e Ciências Humanas. Dependendo da instituição, as bolsas podem ser para descontos na anuidade ou mesmo cobrir 100% do valor do curso, além de que muitas universidades oferecem auxílio para cobrir todos os custos relacionados ao estudo. Os valores podem chegar até 24 mil euros em dinheiro e 32.500 euros em anuidade.

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E para você ficar a par de tudo, as universidades holandesas vão realizar vários eventos no Brasil em novembro. Tome nota: dia 19, terá palestra online, onde será possível tirar dúvidas em tempo real sobre todas as bolsas oferecidas. Nos dias 26 e 27, um grupo de 13 universidades holandesas estará na UFF, no Rio, e na UNB, em Brasília, em locais de grande movimentação, divulgando seus programas de estudo. E, por fim, nos dias 29 e 30, o grupo de universidades estará presente na 2ª edição da Euro-Pós Brasil, a feira de educação superior europeia, em São Paulo, também prontas a esclarecer as questões dos estudantes brasileiros.

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Além desse programa especial para brasileiros, existem mais de 60 bolsas de estudo disponíveis na Holanda, que você confere aqui, o que pode realmente fazer a diferença em sua vida profissional futura.

Por existirem todas essas possibilidades, a companhia aérea KLM Brasil oferece bolsas para financiar as passagens dos estudantes. Os detalhes serão divulgados em breve e você só precisa se cadastrar nesse site para ficar a par das novidades.

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10 livros que estão na lista de favoritos de Carl Sagan

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Foto: Reprodução

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André Jorge de Oliveira, na Revista Galileu

Poucos foram os cientistas que conseguiram ocupar um lugar tão especial na vida de tanta gente como Carl Sagan. A série Cosmos que ele produziu e apresentou em 1980 ficou marcada não apenas na memória intelectual de muitas pessoas, mas também se firmou como uma verdadeira recordação afetiva, uma experiência pessoal capaz de transformar o jeito como se enxerga a realidade. O programa influenciou toda uma geração a refletir de forma mais profunda e filosófica sobre o universo e também sobre o papel que desempenhamos nele. A forma poética como o astrônomo compartilhava sua paixão pela ciência com os telespectadores inspirou muita gente a seguir por carreiras científicas.

É de se imaginar que o gosto literário de alguém que mescla tantas áreas do conhecimento em suas análises também reflita esta tendência à multidisciplinaridade – e é justamente isso o que vemos na lista de leitura que o pessoal do site Brain Pickings encontrou. Escrita no outono de 1954, quando Sagan tinha apenas 19 anos, as obras incluídas vão além das áreas em que atuava diretamente, como astrofísica e cosmologia, e abrangem referências de história, filosofia, religião, artes, ciências sociais e psicologia.

Confira alguns títulos:

Ilusões Populares e a Loucura das Massas – Charles Mackay (Extraordinary Popular Delusions)

Saiba mais aqui. Baixe em inglês aqui.

The Uses of the Past: Profiles of Former Societies – Herbert Joseph Muller (Os Usos do Passado: Perfis de Sociedades Antigas, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

O Imoralista – André Gide (The Immoralist)

Saiba mais aqui.

Education for Freedom – Robert Maynard Hutchins (Capítulo um: “The Autobiography of an Uneducated Man”. Educação para a Liberdade / A Autobiografia de um Homem Ignorante, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

Young Archimedes and Other Stories – Aldous Huxley (O Jovem Arquimedes e Outras Histórias, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

Timeu – Platão

Baixe em português aqui.

Who Speaks for Man? – Norman Cousins (Quem Fala Pelo Homem?, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

A República – Platão

Baixe em português aqui ou em inglês aqui.

A History of Western Philosophy – W. T. Jones (Uma História da Filosofia Ocidental, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

But We Were Born Free – Elmer Holmes Davis (Mas Nós Nascemos Livres, em tradução livre – sem edição em português)

Saiba mais aqui.

E a lista completa, escrita à mão pelo próprio Sagan:

LISTA DE LEITURA COMPLETA ESCRITA À MÃO POR CARL SAGAN EM 1954 (FOTO: REPRODUÇÃO)

LISTA DE LEITURA COMPLETA ESCRITA À MÃO POR CARL SAGAN EM 1954 (FOTO: REPRODUÇÃO)

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