Contando e Cantando (Volume 2)

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Livro infantil diz que seios servem para tornar meninas “atraentes”

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Foto: Getty Images

 

Editora britânica viu-se obrigada a pedir desculpa pela linguagem utilizada no livro “Growing Up for Boys”, após várias críticas nas redes sociais

Diogo Barreto no Sabado

Não é apenas em Portugal que os livros para crianças têm causado polêmicas na esfera das redes sociais. A editora Usborne viu-se obrigada a pedir desculpa, depois de ter colocado no livro infantil dirigido a rapazes que uma das funções dos seios é fazer as meninas “parecerem adultas e atraentes”.

A editora informou que vai rever o livro Growing Up for Boys, depois de terem surgido várias críticas nas redes sociais e na zona de comentários e avaliações da Amazon.

Growing Up for Boys, assinado por Alex Frith, foi publicado em 2013 e na descrição da Usborne pode ler-se que é “um livro franco e amigo que oferece conselhos a rapazes sobre o que esperar da puberdade e como permanecer feliz e confiante enquanto passam por mudanças físicas, psicológicas e emocionais”. Entre os temas abordados estão as “mudanças de humor e sentimentos, o que acontece com as meninas, dietas, exercícios, imagem corporal, sexo e relações, autoconfiança, álcool e drogas”, explica o The Guardian.

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No passado dia 27, o escritor e blogger Simon Ragoonanan chamou a atenção para a edição quando publicou no Twitter uma imagem do livro onde se podia ler: “As meninas têm seios para duas razões – alimentar bebês e parecerem adultas e atraentes”.

Em declarações ao jornal britânico, Ragnoonanan criticou a editora afirmando que a Usborne promove estereótipos de gênero entre as crianças. Entretanto, o livro foi também alvo de críticas na Amazon, onde recebeu diversas avaliações de uma estrela, apelidando os livros de serem sexistas.

Claire Nicholls, professora, explicou que “a falsa equivalência entre ter seios desenvolvidos e ser atraente e adulta” é também um problema, já que há meninas de 13 anos com um peito grande. “Descrever essas crianças como ‘adultas e atraentes’ infantiliza uma adulta com peitos mais pequenos”, afirmou.

Há três anos a mesma editora tinha sido criticada por publicar livros de atividades azuis, para rapazes, e cor-de-rosas, para e raparigas.

5 livros em que Lygia Fagundes Telles mostra que é um ícone literário

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PARIS;FRANCE - MARCH 24: Brazilian author Lygia Fagundes Telles poses while in Paris,France during a book fair on the 24th of March 1998. (Photo by Ulf Andersen/Getty Images)

Caio Delcolli, no Brasil Post

O cantor Bob Dylan foi anunciado nesta quinta-feira (13) como vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

Na disputa pelo prêmio, o Brasil foi representado por um de nossos ícones literários: Lygia Fagundes Telles, 93, escritora paulistana conhecida pelo estilo introspectivo e incisivo.

Além dos romances, a autora já publicou vários contos e crônicas, e também já trabalhou como tradutora e roteirista de cinema. Premiada, ela venceu o Jabuti quatro vezes – em 2001, 1996, 1974 e 1966 – e o Camões, em 2005. Em 1985, Telles foi nomeada membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se uma das poucas mulheres a ocupar uma cadeira na instituição.

A escritora pode não ter se tornado nesta semana a primeira de nosso País a vencer o Nobel, mas isso não a torna menos especial ou icônica. Para celebrar seu grande valor literário, o HuffPost Brasil lista abaixo alguns – dos vários – títulos já publicados por Telles.

1. As Meninas

No livro, Telles narra a história de três pontos de vista narrativos, das amigas Lorena, Ana Clara e Lia – todas vivendo em um pensionato de freiras –, para descrever tanto seus sentimentos e conflitos pessoais, quanto o crescimento durante a ditadura militar que o Brasil vivia à época em que As Meninas foi lançado, 1973.

2. Ciranda de Pedra

Neste provocante romance lançado em 1954, a autora aborda temas como eutanásia, suicídio e segredos de família. Ciranda de Pedra é protagonizado por Virgínia, caçula de três filhas e a única que retorna para a casa da mãe após a morte do pai. De seu ponto de vista, os segredos obscuros que sua família esconde sob a imagem de triunfo são trazidos à luz. A personagem coadjuvante Letícia é lésbica e compartilha com Virgínia uma relação com ares homoeróticos.

3. Verão no Aquário

Enquanto passa pelo verão mais quente e abafado de sua juventude, a angustiada Raíza considera a possibilidade de sua mãe, a escritora Patrícia, ter um caso com o atraente seminarista André. Isso intensifica os sentimentos de rivalidade e rejeição que a protagonista tem pela mãe – a protagonista decide, então, disputar André com Patrícia. Raíza segue se recordando de seu pai, que está morto, enquanto vê de dentro a imagem de uma família tradicional se quebrar em vários pedaços.

4. Antes do Baile Verde

É considerada pela crítica literária uma das melhores coleções de contos de Telles. Os temas das histórias são variados: vão de infidelidade conjugal até a obsessão de um personagem com uma tapeçaria antiga. A autora narra com maestria, dos mais variados pontos de vista, a crise de seus personagens de maneira tocante e envolvente.

5. A Disciplina do Amor

Este livro, considerado pela própria autora o seu melhor, traz Telles à vontade com a escrita de diversos gêneros entrelaçados nas mesmas peças literárias. A Disciplina do Amor é outro livro de contos da escritora, e um de seus mais aclamados.

Lygia Fagundes Telles é a primeira mulher brasileira indicada ao prêmio Nobel de Literatura

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Luciana Sarmento, no Brasil Post

A escritora Lygia Fagundes Telles, autora de clássicos como As Meninas e Ciranda de Pedra, foi indicada ao prêmio Nobel de Literatura. O nome da autora foi encaminhado nesta quarta-feira (3) pela União Brasileira de Escritores (UBE) à Academia Sueca e foi eleito por unanimidade pelos seus membros, de acordo com informações do UOL.

“Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”, afirmou o presidente da UBE, Durval de Noronha Goyos, em nota à imprensa.

Nascida em São Paulo, Lygia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, em 2005. Suas obras já foram traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco e tcheco.

Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar estão entre os brasileiros que já foram indicados ao Nobel de Literatura ou tiveram seus nomes sondados. Nenhum deles, no entanto, levou o prêmio. Lygia é a primeira mulher brasileira a entrar nessa lista.

O anúncio do vencedor deve acontecer em outubro deste ano em Estocolmo, na Suécia. O prêmio de 2015 foi para a bielorrussa Svetlana Alexievich.

10 livros de Lygia Fagundes Telles que você precisa ler

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Lygia Fagundes Telles Créditos: Divulgação

Lygia Fagundes Telles
Créditos: Divulgação

 

“As meninas”, “Um coração ardente” e “Passaporte para China” são alguns dos títulos que merecem destaque

Publicado no Guia da Semana

Se você ainda não conhece Lygia Fagundes Telles ou nunca leu um de seus livros, pare o que estiver fazendo para ler esta matéria e escolha uma das obras abaixo para conhecer o mais rápido possível.

Para quem ainda não sabe, Lygia foi uma das primeiras mulheres a consquistar o diploma de Direito no Largo São Francisco e é uma das maiores escritoras brasileiras. Este ano, no alto de seus 92 anos, ganhou mais um prêmio, o Prêmio Fundação Conrado Wessel 2015, na categoria Cultura, sendo agraciada com R$ 300 mil.

Sua obra é hoje internacionalmente reconhecida, e para que você saiba mais sobre sua trajetória profissional e se apaixone por sua escrita, listamos 10 livros incríveis que você precisa ler. Confira:

AS MENINAS

Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. “As Meninas” colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas.

SEMINÁRIO DOS RATOS

Em “Seminário dos Ratos”, publicado pela primeira vez em 1977, a autora lança mão de toda a sua maestria narrativa para explorar regiões recônditas da psique e do comportamento humanos. Em várias das suas catorze histórias, ela se aventura pelo fantástico como modo privilegiado de acesso ao real. Mas o fantástico de Lygia recusa as facilidades do chamado realismo mágico, apresentando-se a cada vez de maneira diversa e surpreendente. Alternando tempos narrativos, passando com desenvoltura da primeira à terceira pessoa, usando com destreza o discurso indireto livre, Lygia Fagundes Telles atinge neste livro a proeza de conciliar uma construção literária altamente complexa com uma capacidade ímpar de comunicação com o leitor.

DURANTE AQUELE ESTRANHO CHÁ

Estes textos de origens, naturezas e épocas diversas, compõem um painel de memórias de Lygia Fagundes Telles, com destaque para seus encontros e diálogos com personalidades literárias que, de um modo ou de outro, marcaram a sua formação como escritora. A autora passa em revista as conversas com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, as visitas a Jorge Amado e Zélia Gattai, a amizade com Hilda Hilst, um diálogo com Jorge Luis Borges e uma entrevista concedida à amiga Clarice Lispector.

UM CORAÇÃO ARDENTE

Os dez contos reunidos neste livro foram publicados entre 1958 e 1981. Em “Um Coração Ardente”, um rapaz se apaixona por uma moça sem saber que ela é prostituta e, depois, tenta regenerá-la. Em “Biruta”, um menino órfão cujo único consolo e companhia é seu cão de estimação vê-se traído pela família que o adotou como uma espécie de agregado. Em “Emanuel”, o amante inventado por uma moça solitária em um mecanismo de defesa contra as zombarias das amigas acaba por ganhar existência real. “As Cartas”, por sua vez, narra o empenho de uma mulher para proteger a correspondência comprometedora de uma amiga com um político casado. Já o entrecho de “A Estrela Branca” é o transplante de olhos que devolveu a um cego a visão – mas não o controle sobre ela.

PASSAPORTE PARA A CHINA

Em 1960, delegações de todo o mundo participaram da festa do 11º aniversário do socialismo chinês. Embora não se considerasse comunista, Lygia foi incluída no grupo brasileiro e resolveu enfrentar o pânico dos ‘aviões a jato’. Antes de embarcar, ela recebeu outra proposta – enviar relatos da viagem para o jornal ‘Última Hora’. Daí surgiram 29 crônicas, que formam um diário de bordo, ambientado em várias cidades. O olhar da autora se demora em paisagens, monumentos, roupas, costumes. Mas as crônicas (mais…)

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