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Novo livro da série ‘As Sete Irmãs’ chega ao Brasil e se prepara para estrear na televisão

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Autora se declarou apaixonada pelo Brasil, onde lançou a continuação da série em primeira mão (Foto: Gabi Gomes/Divulgação)

Autora se declarou apaixonada pelo Brasil, onde lançou a continuação da série em primeira mão (Foto: Gabi Gomes/Divulgação)

 

Escritora holandesa Lucinda Riley fala sobre sucesso dos best sellers que ganharão a telinha em série televisiva

Natalia Caplan, no A Crítica

De olho em sucessos da literatura, Hollywood comprou os direitos de produção de “As sete irmãs” para transformá-la em uma série de televisão. Escrita por Lucinda Riley, a trama inicia com o falecimento do bilionário Pa Salt, que criou as filhas adotivas na Suíça. No testamento, ele deixa pistas sobre as origens delas. A primeira a buscar sua identidade é Maia, que desembarca no Rio de Janeiro.

“Eu tenho uma equipe de produção brilhante em Los Angeles que ama ‘minhas irmãs’ tanto quanto eu e estou muito ansiosa para este novo desafio. As sete irmãs estão prontas para Hollywood!”, declarou Lucinda, ao revelar que a continuação da história também deve “sair dor forno” em breve. “Estou trabalhando no quarto livro da série, a história de CeCe, ‘A Irmã Pérola’, que terminarei até o final deste ano”, adiantou.

O cenário da obra inicial, inclusive, não foi escolhido por acaso. Com livros traduzidos para 22 idiomas diferentes, publicadas em 36 países, a autora holandesa afirma ser apaixonada pelo Brasil, onde já esteve quatro vezes. Na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, inclusive, fez questão de lançar “A irmã da sombra”, pela Arqueiro, em primeira mão. O novo livro ainda chegará às prateleiras dos demais países.

“Visitei o Brasil pela primeira vez em 2012, quando vim para a Bienal. Então, viajei para Curitiba. Durante o tempo que passei no Rio, eu me apaixonei profundamente pelo País e seus habitantes”, disse. “A beleza e receptividade, tanto da paisagem, quanto das pessoas, era algo único. E o meu próprio ‘espírito’ se adequou muito bem”, completou, ao ressaltar que está acostumada a viajar pelo mundo para promover seu trabalho.

Brasil no coração

Entretanto, Lucinda confessou ter vivenciado algo diferente em solo brasileiro. Durante a estadia na capital carioca, há quatro anos, ficou impactada com um dos principais símbolos da cidade e se rendeu à paisagem da praia de Ipanema. E foi essa mistura de emoções que a inspirou para colocar o Brasil na história. Em 2013, voltou para aprender mais sobre a história do Rio de Janeiro e da construção do Cristo Redentor.

“Vi a estátua branca icônica do Cristo Redentor, iluminando-se acima de mim e meus olhos se encheram de lágrimas. Foi um grande momento. Eu viajo para tantos países e é raro que, de repente, eu sinta que preciso escrever sobre um lugar. Mas na primeira manhã que acordei no Rio e olhei para as ondas do Atlântico, sabia que queria fazer exatamente isso. O Brasil tornou-se como uma casa para mim”, enfatizou.

Inspiração ‘do céu’

Também autora de “A Casa das Orquídeas”, “A Luz Através da Janela”, “A Garota do Penhasco“ e “A Rosa da Meia-Noite”, Lucinda Riley estava em busca de uma nova história, que pudesse ter um ângulo abrangente para adicionar mais elementos. Ela queria um desafio maior, que também surpreendesse os fãs.

“Eu sempre tinha visto as estrelas – especialmente as sete irmãs no cinturão de Órion – e, em uma noite gelada em North Norfolk, onde moro, olhei para o céu. E, pensando também em nossos próprios sete filhos, veio a ideia para uma série de sete livros baseados alegoricamente nas lendas da constelação de sete irmãs”, revelou.

Questionada se visitaria a Amazônia para criar o cenário de um dos livros da série, a holandesa não descartou a ideia. “Eu adoraria! Seria um desafio para mim. Nos próximos anos, estarei ocupada escrevendo e pesquisando o resto da série ‘As Sete Irmãs’ em outras partes do mundo, mas adoro viajar e estou sempre aberta a novas aventuras”, declarou.

QUATRO PERGUNTAS para Lucinda Riley, escritora

Como você se tornou escritora?

Escrevi meu primeiro romance aos 22 anos, quando fiquei doente. Eu não poderia trabalhar, então, escrevi um livro para me entreter. Para minha surpresa, a editora Simon & Schuster me ofereceu um contrato de três livros. Depois de mais sete romances, fiz uma pausa para me concentrar em ser mãe. Mas eu sou uma escritora no coração. Por isso, quando meu filho mais novo começou a escola, eu sentei para escrever um livro.

Quando começou, imaginou tanto sucesso?

Eu nunca sequer sonhei com isso! Eu não podia acreditar quando ‘A Casa das Orquídeas’ tornou-se um best-seller. Eu absolutamente amo o que faço e trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana. O sucesso é um subproduto, mas isso nunca foi um motivador para mim. Simplesmente gosto de contar histórias e me conectar com as pessoas. Eu sou tão grata por ter milhões de leitores em todo o mundo.

Os fãs brasileiros são diferentes?

Ao longo dos anos, tenho mantido amizades com os meus leitores brasileiros – um veio mesmo me visitar em Londres! – e eu sempre fico ansiosa para vê-los novamente. Meus fãs brasileiros me apoiam tanto, são calorosos e afetuosos em suas cartas para mim, é verdadeiramente uma honra.

Quais são os planos para 2017?

Vou começar a história de Tiggy, que vai me levar para a Espanha e Escócia. Estou tão animada para começar a minha pesquisa e mergulhar em seu caráter. Tiggy é a mais espiritual de todas as irmãs, uma alma muito especial. Eu também continuarei a conversa sobre a adaptação para a TV, com a série ‘As Sete Irmãs’.

Mensagens secretas no Cristo Redentor inspiram livro de irlandesa

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Uma descoberta surpreendente inspirou a escritora Lucinda Riley a escrever um livro sobre a história do Cristo Redentor: por trás das milhares de pastilhas de pedra-sabão que recobrem o famoso monumento, há orações e mensagens de amor escritas por mulheres que participaram da construção da estátua.

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Jefferson Puff, na BBC

Em entrevista à BBC Brasil, a autora do romance As Sete Irmãs (lançado no Brasil pela editora Novo Conceito) conta que durante dois anos pesquisou documentos, visitou arquivos, ouviu inúmeras histórias e conversou com parentes de Heitor da Silva Costa, engenheiro responsável pelo projeto e construção do Cristo Redentor, inaugurado no dia 12 de outubro de 1931.

Em três visitas ao Rio de Janeiro, numa das quais passou mais de um mês na cidade, Lucinda descobriu que muitas mulheres receberam a tarefa de colar cada pastilha de pedra sabão sobre redes de algodão que posteriormente seriam colocadas sobre a estrutura de concreto da estátua.

“O curioso é que antes de colar os azulejos de pedra, elas escreviam, à mão, mensagens para suas famílias e para seus amados, do lado de trás. Há orações e juras de amor. Então, na verdade, além de toda a beleza aparente, o Cristo contém centenas de mensagens de amor. É algo fascinante”, conta a escritora nascida na Irlanda e radicada na Grã-Bretanha.

“Paul Landowski, o artista francês responsável pela escultura, considerou cobri-la de bronze. Mas logo se deu conta de que o material ficaria verde com o tempo. Pouco depois percebeu que pastilhas de pedra seriam o ideal, e que colocadas numa rede de algodão, e com a distância entre elas preenchida pelo concreto, qualquer problema numa delas, ou rachadura, não colocaria em risco toda a estrutura”, acrescenta.

A descoberta serviu de inspiração para o início da história fictícia que ela conta no livro As Sete Irmãs. Trata-se do primeiro de uma série de sete romances que pretende escrever em que diferentes lugares do mundo e grandes obras como esculturas, sinfonias ou quadros serão mesclados às histórias de amor e ao enredo que no final reconta a saga de sete irmãs.

“Maia é uma moça que mora em Genebra, e recebe um azulejo de pedra sabão de seu pai no leito de morte. Ao rastrear a história do objeto e da mensagem escrita no verso, ela chega ao Rio em busca de sua história. E aí, juntamente com ela aterrissamos no Rio de Janeiro dos anos 30, da Belle Époque, e acompanhamos a construção do Cristo Redentor”, resume a escritora.

Amor pelo Rio e curiosidades

Lucinda se declara apaixonada pelo Brasil, sobretudo pelo Rio de Janeiro. “Acho que os cariocas têm uma noção sobre o tempo do trabalho e o tempo do lazer. O esporte, a praia, as paisagens magníficas. Tudo isso é um estilo de vida que me agrada muito. Morei um Ipanema por quase dois meses e posso dizer que já me sinto uma carioca”, conta.

O interesse da escritora pela cidade começou quando uma editora brasileira a convidou a vir ao país assinar um contrato.

“No caminho entre o aeroporto e o hotel, ao longe, vi o Cristo em cima de uma montanha. Na hora, me arrepiei. Senti que eu tinha que descobrir tudo sobre como ele tinha ido parar lá em cima. Eu acredito nessas coisas, foi um sinal. E nos dois anos seguintes, foi exatamente o que eu fiz”, relembra.

Na pesquisa, ela relembra uma série de fatos curiosos. Durante os dez anos entre o início do projeto e a inauguração, ninguém morreu em acidentes de trabalho. Toda a ideia foi financiada pela própria população carioca, embora muitos acreditem que a estátua tenha sido um presente.

“Me surpreende que muitos brasileiros achem que o Cristo tenha sido um presente da França. Na verdade todo o dinheiro foi arrecadado da própria população. É algo inteiramente do Brasil, projetado, construído e pago pelos brasileiros”, diz.

“Eu acho fascinante o fato de ser estrangeira e agora saber tantos detalhes sobre o Cristo, muito mais do que tantos brasileiros. Mas acho que é normal. Sou britânica e não sei nada sobre o Big Ben. Quando algo tão grandioso faz parte do nosso dia a dia, não prestamos tanta atenção.”

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