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J. D. Salinger

Jonatan Silva, no Paraná Online

O Apanhador no campo de centeio, publicado em 1952, pelo recluso J. D. Salinger (1919 – 2010) é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos e teve entre seus leitores mais fervorosos os mais famosos assassinos da história recente.

O caso mais conhecido é o de Mark David Chapman, fã dos Beatles que matou John Lennon (1940 – 1980) após ter lido uma passagem que afirmava que o músico deveria ser assassinado. A interpretação de Chapman, que queria mudar seu nome para Holden Caulfield, personagem principal da obra, é de que a inocência de Lennon deveria ser preservada por meio de sua morte.

O assassino da atriz Rebecca Schaeffer (1967 – 1988) também era um fã confessor de Salinger. Robert John Bardo estava com uma cópia de O Apanhador no campo de centeio quando cometeu o crime – após perseguir a atriz por quase três anos. Segundo Bardo, ele não tentou imitar Chapman, que também estava com um exemplar, quando executou Lennon. Para o assassino, a maior influência para seu ato criminoso foi a música “Exit”, da banda irlandesa U2.

Quando o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, foi vítima de um atentado a tiros, em 1981, a polícia encontrou uma cópia de O Apanhador no campo de centeio no quarto do hotel em que John Hinckley, Jr, acusado do crime, estava.

Outros famosos leitores

Mas a lista de leitores vai além de homicidas e outros criminosas. Os escritores Ernest Hemingway (1899 – 1961), Sylvia Plath (1932 – 1963) e John Fowles (1926 – 2005) foram influenciados pelas aventuras de Caulfield. Bandas como Green Day e Belle & Sebastian também criaram músicas inspiradas pelo livro.