Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Assim

Trezentos livros de Júlio Verne leiloados por 277 mil euros

0
Foto: Félix Nadar, en.wikipedia.org

Foto: Félix Nadar, en.wikipedia.org

Cerca de trezentos volumes das “Viagens Extraordinárias” de Júlio Verne foram leiloados esta quinta-feira na França por 277 mil euros, notificou a casa de leilões parisiense Artcurial.

 

Publicado na Voz da Rússia

Trata-se de livros impressos durante a vida do escritor pelo editor seu amigo Pierre-Jule Hetzel. Este ano, a França comemora o 200º aniversário do nascimento de Hetzel, pioneiro na ediçao de livros ilustrados, destinados para todos os leitores.

Vários lotes foram leiloados por preços que superaram significativamente a estimativa inicial. Assim, um exemplar de “A Ilha Misteriosa” foi vendido por 14,5 mil euros, enquanto seu valor inicial era de 1,5-1,8 mil euros. O romance “Hector Servadac” com uma capa rara atingiu um valor ainda maior – o livro foi comprado por 17,7 mil euros.

O lucro total obtido com o leilão superou duas vezes as expectativas dos organizadores do evento. Além disso, foram leiloados 96% dos lotes.

 

Como parar de enrolar e começar a estudar em 7 passos

0

Publicado no Já é Notícia

Foto por: Divulgação

Foto por: Divulgação

Você é daqueles que ficam deixando tudo para depois e acabam sempre acumulando um monte de coisa para estudar? Conversamos com especialistas para reunir dicas práticas para ajudar a vencer esse hábito

É ano de vestibular e há um monte de coisa para estudar e livros para ler. Você ia começar a maratona de estudos em janeiro, mas todos os seus amigos ainda estavam de férias e você achou que merecia relaxar um pouco também. Justo. Mas, em fevereiro, ainda estava em ritmo de férias e achou que teria tempo suficiente para estudar ao longo do ano. Resultado: adiou tudo mais um pouquinho. Então chegou o mês de março. Mas aí seu irmão veio com um videogame novo e você foi incapaz de focar nos estudos enquanto não zerasse os jogos que ele comprou. E agora já estamos quase em maio e já tem matéria acumulada para estudar.

Identificou-se com essa história? Se a resposta for sim, saiba que você não é o único. E que essa enrolação toda tem até um nome (bem feio, por sinal): procrastinação. A palavra, do latim, significa basicamente deixar de lado ou postergar para outro dia. “Esse problema não acomete só os estudantes; os adultos também fazem isso”, explica o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo Vestibulares. “Quando vamos viajar, por exemplo, mesmo que tenhamos comprado as passagens há meses, acabamos sempre fazendo a mala na última hora”, completa.

A procrastinação é algo tão comum entre os estudantes, que muitas universidades americanas mantêm páginas em seus sites oficiais com conselhos de como vencê-la. Depois de consultar estudos e especialistas no assunto, reunimos aqui algumas dicas para ajudar você a parar de enrolação.

1. Saiba o que quer.

Quando você realmente quer algo, se sente mais motivo a lutar por isso. Se não está muito certo, fica mais difícil. É o que acontece, por exemplo, caso o seu pai queira que você se empenhe para passar em Medicina, enquanto sua preferência é pelo Jornalismo. Assim, resolva essa questão o quanto antes e descubra o que realmente quer fazer.

2. Organize-se. Mas respeite o seu tempo para a diversão também

É preciso ter tempo para tudo, incluindo dormir o suficiente, comer e se divertir um pouco. Você não precisa (nem pode!) riscar essas coisas do seu planejamento. “O que não pode é reservar mais tempo para o lazer do que para o estudo”, diz o professor Alberto. A melhor maneira de organizar isso é ter um bom planejamento. “Se não tiver isso, a pessoa acaba passando quatro horas no Facebook e deixa só meia hora para estudar”, completa. Assim, monte um cronograma com as tarefas que precisam ser feitas, mas inclua nele um espaço para um cineminha e coisas assim.
– Aprenda a organizar seus estudos

3.Seja realista quanto ao tempo que você levará para cada tarefa

“Os procrastinadores tendem a ser “heroicos” em relação ao tempo: eles estimam que levarão duas horas para completar uma tarefa para a qual a maioria das pessoas levaria quatro”, diz a página sobre procrastinação do site da Universidade da Carolina do Norte. Antes de fazer seu planejamento, descubra quanto tempo você realmente leva para fazer as coisas ao traçar planos – mas leve sempre em consideração imprevistos e interrupções. Em uma tarde de perfeita concentração e disposição, pode ser que você leve apenas uma hora para resolver todos os exercícios de gramática que tem para aquele dia. Mas se o mais comum é que esteja sempre meio cansado quando senta para resolvê-los, precisa ser realista e considerar que precisará de mais tempo. Estabelecer alvos difíceis de cumprir só irá desanimá-lo.

4. Comece!

Para o especialista em procrastinação Timothy A. Pychyl, deixar tudo para depois pode virar mania – e, para vencê-la, é necessário estabelecer um novo hábito: começar as coisas já. Trocar o “depois eu faço” pelo “vamos resolver isso logo” é um primeiro passo fundamental para vencer a enrolação. Sem contar que, quanto mais a gente enrola, mais complicadas as tarefas parecem ser. Se você matar os exercícios de logaritmo logo depois da aula, terá grandes chances de descobrir que a matéria não é tão impossível quanto parece (até porque a explicação do professor ainda estará mais fresca em sua cabeça).

5. Livre-se das distrações

Quando for estudar, desligue a TV e o celular. Se o videogame é uma grande tentação, esconda-o até colocar suas tarefas em dia. Dependendo do seu nível de procrastinação, pode ser necessário tomar atitudes mais radicais. Se o Facebook se tornou um vício, por exemplo, instale algum programa que controle o acesso a redes sociais no seu navegador ou desinstale o aplicativo do seu smartphone. O importante é detectar o que atrapalha você e se livrar disso.
– Confira 13 dicas para se concentrar na hora dos estudos

6. Encare seus estudos como uma profissão

Você está se preparando para entrar em uma faculdade com o objetivo de virar um bom profissional, certo? Isso quer dizer que, quando arrumar um emprego na área dos seus sonhos, você pretende se dedicar ao máximo e ser responsável. “Assim como acontecerá em sua vida profissional, é necessário que você, como estudante, cumpra horários, se organize, faça cronogramas de trabalho e siga os planos com seriedade”, explica o professor Alberto. Acredite: no trabalho, você não terá a opção de esperar até ter vontade de fazer as coisas. Por que não começar a adquirir para si essa responsabilidade agora mesmo?

7. Aprenda a gostar de estudar

Às vezes, precisamos nos acostumar com certos alimentos que nos fazem bem, como alguns legumes e vegetais. Com o tempo, a gente acaba até gostando. O mesmo pode acontecer com os estudos – ou com as matérias em que você tem mais dificuldade. Esforce-se para aprender a gostar delas. Quando começamos uma tarefa com pensamentos como “que droga, vou ter que estudar essa matéria horrorosa!”, a coisa já começa mal e sua mente não vai ajudar tanto quanto ajudaria em algo prazeroso – como o videogame.

Fonte: Redação com guia do estudante

Primavera árabe

0

Sahar Delijani, author of Children of the Jacaranda Tree

Vivian Masutti, no Agora São Paulo

Autor dos best-sellers “O Caçador de Pipas” e “O Silêncio das Montanhas”, o escritor afegão Khaled Hosseini não demorou a elogiar “Filhos do Jacarandá” (R$ 34,90, 232 págs.), livro da escritora iraniana Sahar Delijani (foto) recém-lançado no Brasil pela Globo Livros.

O estilo dos dois escritores se assemelha bastante, já que suas obras estão ambientadas na chamada primavera árabe, onda revolucionária que eclodiu no Oriente Médio e no norte da África.

Foto: Psychobooks

Foto: Psychobooks

E as histórias de Hosseini e Sahar também são bem parecidas: ambos retornam décadas no tempo para contar o início dos conflitos em seus respectivos países e o impacto da revolução na vida da população.

Assim como o afegão, a autora iraniana de “Filhos do Jacarandá” não vive mais em sua terra natal e se valeu das histórias contadas por amigos e familiares para narrar as diferentes tramas que se alternam e se complementam no livro.

No caso de Sahar, elas começam com a revolução de 1979, depois que o país passou de monarquia à república e foi submetido ao comando de aiatolá Khomeini.

Nesse período, o tio de Sahar foi executado e seus pais, contrários a ambos os regimes, encarcerados. Como muitas jovens revolucionárias, a mãe de Sahar estava grávida quando foi presa.

É justamente a dor de uma mulher que dá à luz na prisão, sem higiene nem cuidados médicos, que a autora narra no começo do livro, quando a personagem Neda entra em trabalho de parto enquanto é arremessada de um lado para o outro dentro do porta-malas de uma van, com os olhos vendados.

Assim como a menina que nasce na história, Sahar passou seus primeiros 45 dias de vida na penitenciária de Evin, na capital iraniana.

“Tenho uma ligação especial com cada personagem. Cada um deles representa uma parte de mim”, disse a escritora, em entrevista concedida à coluna por e-mail, de Turim.

Ela visitou o Irã há dois anos e confessou que o que viu foi um país repleto de tristeza. “Mas vi também que as pessoas não perderam a esperança.”

Professor dos EUA desvenda mistério de livro escrito por escrava afroamericana

0

Para o professor, a descoberta da identidade da escritora vai revolucionar a compreensão mundial sobre a qualidade da literatura produzida por mulheres negras, conforme publicado no The New York Times.

Publicado no África 21 Digital

Fernando Frazão/ABr

Nova York – Nova York – Em meados de 1850, uma escrava fugitiva escreveu de próprio punho uma novela autobiográfica. Em 2002, a novela “The Bondwoman’s Narrative” (“A narrativa de uma serva”, em português), primeira escrita por uma escrava afroamericana, foi publicada e se tornou um sucesso de vendas nos Estados Unidos.

O livro foi assinado por Hannah Crafts, um nome que muitos acreditavam tratar-se de um pseudônimo, tornando a identidade real do autor um mistério. Mas só até agora.

Isso por que, o professor de inglês da Universidade de Winthrop na Carolina do Sul, Gregg Hecimovich, assegurou nesta semana que descobriu o nome da autora: é Hannah Bond, conforme publicado no The New York Times.

Ele explica que Hannah era escrava em uma plantação da Carolina do Norte pertencente a John Hill Wheeler, político e historiador que exerceu o cargo de Tesoureiro do Estado da Carolina do Norte entre 1855-56.

O professor levou uma década para descobrir a identidade da escritora, segundo explica o jornal, tempo em que entrevistou familiares de Wheeler e consultou diários, registos e testamentos.

Os dados recolhidos por Hecimovich indicam que Hannah conseguiu fugir da escravidão disfarçada de homem, com a ajuda de um dos familiares de Wheeler.

Toda essa descoberta resolve outro mistério do livro: como uma escrava com limitada educação teria sido tão influenciada por Charles Dickens?

De acordo com Hecimovich, a plantação onde ela trabalhava rotineiramente fazia divisa com uma escola para garotas, onde as alunas tinham que recitar trechos da novela “Bleak House” (“Casa desolada”).

Assim, Hannah poderia ter escutado, enquanto eles estudavam, ou arrebatados uma cópia para ler, secretamente formando seu próprio romance.

Os estudos de Hecimovich tem sido revista por vários estudiosos que atestam a sua autenticidade, incluindo Henry Louis Gates Jr., um dos proeminentes estudiosos da história afro-americana.

“Palavras não podem expressar o quão significativa é a descoberta para os estudos da literatura afro-americana”, disse em entrevista ao The New York Times. “Ela revoluciona a nossa compreensão da literatura das mulheres negras”.

Professor Gates, que comprou o manuscrito do livro em um leilão em 2001, disse que a descoberta do professor Hecimovich responde a uma das grandes e persistentes questões sobre o autor que o tem perseguido por mais de uma década.

Hecimovich, de 44 anos, afirmou que pretende publicar seus resultados completos em um livro, intitulado provisoriamente de “A vida e os tempos de Hannah Crafts”.

 

Pontuação serve para organizar e dar fluidez a um texto

0

Professor Vicente Santos explicou função dos sinais na escrita.
Vìrgula, exclamação, reticências e ponto e vírgula foram abordados.

Publicado por G1

1A pontuação na linguagem funciona como uma espécie de sinalização, guiando e organizando o texto a ser lido. Como num trânsito, os sinais apontam onde deve haver pausas ou o que chama a atenção. O assunto foi tema da reportagem de português do Projeto Educação desta quinta-feira (19), com o professor Vicente Santos.

Se, mesmo com toda a sinalização, o trânsito nas cidades já é complicado, imagine sem. Assim como no tráfego de veículos, no texto os sinais dão ritmo, fluidez e evitam confusão. “A pontuação é superimportante. O texto mal pontuado se torna ininteligível. Não é possível compreender as ideias do texto”, alertou o professor.

Duas exposições que estão sendo realizadas pelo Museu Murillo La Greca, no Recife, são marcadas pela letra, pelo texto e também pela pontuação. Um dos sinais mais importantes é a vírgula. “Ela indica uma pequena pausa, na fala e, naturalmente, na escrita. Como exemplo, temos: ‘um homem para ser respeitado tem que ser médico, advogado, engenheiro, sei lá mais o que’. Veja que há varias pausas ascendentes. É a hora exata de usar vírgula”, explicou Vicente. A vírgula ainda serve para separar o aposto explicativo, um vocativo ou adjunto adverbial deslocado.

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português (Foto: Reprodução / TV Globo)

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português
(Foto: Reprodução / TV Globo)

O ponto e vírgula, no português, funciona mais como ponto do que como vírgula, segundo Vicente Santos. “Na incerteza, na dúvida, o aluno opta pelo ponto. É muito normal o uso após algumas vírgulas ou quando percebo que há ideias compostas”. Ainda há outros sinais, como, por exemplo, o de exclamação. “Num texto escrito, é possível colocar a emoção, o entusiasmo, a surpresa. Essa é a hora da exclamação. ‘Felicidades!. Parabéns! Que horror!’”.

Na hora em que se vai citar alguém, é preciso usar dois pontos. “’Já afirmara Rui Barbosa: a pátria não é ninguém, são todos’. Outra situação é quando se quer criar uma expectativa ‘precisamos de duas coisas: da vida e da liberdade’”, exemplificou Vicente. Quando são três pontos seguidos, há as reticências, usadas para indicar que a frase não termina, que a pessoa hesita, está insegura.

Go to Top