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Estudante de escola pública descobre novos asteroides e vai à Nasa

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Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa - Divulgação

Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa – Divulgação

 

Mylena Peixoto, de 16 anos, é membro do Clube de Astronomia de Campos

Publicado em O Globo

RIO – De olho nas estrelas, a estudante Mylena Peixoto, da Escola Técnica Estadual (ETE) João Barcelos Martins, unidade da Faetec em Campos dos Goytacazes, descobriu recentemente cinco novos asteroides que orbitam entre os planetas Marte e Júpiter. A descoberta foi reconhecida pelo programa International Astronomical Search Collaboration (Iasc) e culminou no convite para uma visita técnica ao Johnson Space Center, à Nasa, e ao National Radio Astronomy Observatory (NRAO), ambos nos Estados Unidos. Mylena viaja nesta quarta-feira e volta em 30 de setembro.

— Foram horas de dedicação e observação dos objetos celestes em movimento em órbita até identificar os cincos asteroides. Para encontrá-los, analisamos, durante muito tempo, através de um programa de computação astrométrica, diversos pontinhos que se deslocavam em uma imagem preta, branca e cinza. Não foi um trabalho fácil, mas o retorno foi gratificante — comemora a estudante.

A paixão de Mylena pela ciência começou em 2015, após a estudante participar da Campanha Internacional de Busca Astronômica, proposta pelo programa Iasc, com sede nos EUA e coordenada, no Brasil, pelo Clube de Astronomia de Campos. Na ocasião, com apenas 15 anos, ela se tornou membro do clube na região. Campos é, ao lado de Heidelberg, na Alemanha, um dos melhores pontos para a observação de asteroides em todo o planeta.

A aluna do terceiro ano do ensino médio seguirá para os estados do Texas e da Virginia, onde conhecerá a sede da Nasa e realizará um curso de análise dos dados vindos das estrelas no NRAO. No programa da viagem, consta ainda um jantar na Casa Branca, em Washington. Para a estudante, a possibilidade de visitar a maior agência de pesquisa e exploração espacial do mundo será uma experiência única e a concretização de um sonho.

— Na visita à Nasa terei a chance de conhecer astronautas e participar de uma reunião de trabalho do projeto Missão X (de formação de astronautas), além de jantar com o fundador do projeto Caça aos Asteroides. Já, no NRAO, farei uma capacitação em análise dos sinais de rádio detectados por radiotelescópios. Será uma oportunidade incrível que vou agarrar com todas as minhas forças — afirma.

Os asteroides observados por Mylena Peixoto receberam provisoriamente os nomes de P10odrM, P10ovCY, P10oCwi, P10oCAs e P10ouCr. Daqui a cinco anos, a estudante terá que batizar oficialmente os corpos celestes. Ela adianta que fará uma homenagem aos familiares e ao coordenador do projeto, Patrick Miller.

6 livros de ficção científica que ensinam (mesmo) sobre astronomia

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(Foto: Flickr / chiaralily)

(Foto: Flickr / chiaralily)

 

Claudia Fusco, na Galileu

A Sociedade Astronômica do Pacífico, uma organização educacional e científica americana, fez uma lista de leituras para interessados em astronomia, apresentando obras literárias que possuem material realmente bem apurado sobre o estudo do espaço. Confira alguns dos livros mais bacanas dessa seleção abaixo – priorizamos obras que podem ser encontradas em português, mas você pode conferir a lista completa no site.

Contato, de Carl Sagan
Destaque científico: Todo mundo sabe que Sagan foi um grande cientista e divulgador científico – e não é à toa que há dois livros dele nessa lista. Os protagonistas de “Contato” usam um tipo de buraco de mihoca que funciona como um “metrô” para viagens interestelares. Esse sistema foi criado pelo astrofísico Kip Thorne e seus alunos, e futuramente seria provado como cientificamente plausível.

Os próprios deuses, de Isaac Asimov
Destaque científico: A novela apresenta o conceito de quasar (abreviação de “fonte de rádio quase-estelar”), que é um objeto astronômico de grande energia, maior que uma estrela, mas menor que uma galáxia. Nessa ambiciosa história, Asimov tenta “resolver” a origem do Big Bang.

Guerra sem fim, de Joe Haldeman
Destaque científico: O romance apresenta os conceitos de Relatividade Geral e Relatividade Espacial por meio de uma guerra interestelar bastante tensa. A história ganhou os prêmios Locus, Hugo e Nebula, as principais premiações da ficção científica e da fantasia.

Cosmos, de Carl Sagan
Destaque científico: Algo que se destaca na obra de Sagan é seu retrato bastante realista de rádio telescópios utilizados.

O martelo de Deus, de Arthur C. Clarke
Destaque científico: É uma das melhores obras sobre o risco de colisão de asteroides com a Terra.

A mão esquerda da escuridão, de Ursula Le Guin
Destaque científico: Muito se especula sobre encontros com extraterrestres e como se comportariam em sociedade. Nessa história premiada, Le Guin nos apresenta aliens que mudam de sexo conforme suas necessidades e vontades, um conceito considerado respeitável na comunidade científica. Além de uma grande obra literária, a investigação sobre papéis de gênero no romance de Le Guin vale muito a leitura.

Aluno de Cantagalo, RJ, fica em 3º lugar na Olimpíada de Astronomia

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Estudante de nove anos disputou com 53 mil estudantes de todo país.
Vencedor é aluno da Escola Dacyr José Ribeiro, no bairro São José.

Publicado por G1

Alyson com os pais José e Jázia (Foto: Gilmar Marques/Ascom Cantagalo)

Alyson com os pais José e Jázia (Foto: Gilmar
Marques/Ascom Cantagalo)

O estudante Alyson José da Silva Foly Miguel, de apenas 9 anos, conquistou o terceiro lugar na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Estudante do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dacyr José Ribeiro, no bairro São José, em Cantagalo, Região Serrana do Rio, o menino é motivo de orgulho para professores, funcionários e colegas da escola.

Filho do servidor público José Foly Miguel e da dona de casa Jázia Geralda da Silva, Alyson levou a medalha de bronze para casa, concorrendo dentro de sua faixa etária, em nível nacional da XVI OBA, que contou com participação de 1.392 escolas e 53.256 estudantes de todo o país, somente no nível 4.

A entrega do certificado e da medalha foi realizada pela escola numa solenidade na tarde desta terça-feira (29). “Da nossa escola, participaram 73 estudantes, de 4º e 5º anos do ensino fundamental, e todos receberam certificados pela participação. Mas esse resultado vem mostrar o quanto é importante a dedicação, a confiança e a certeza de que é possível superar todos os limites. Esse prêmio não só é orgulho do próprio Alyson e de sua família, mas de todos nós da escola, professores, diretores e funcionários”, disse Carla de Fátima Guimarães Abreu, coordenadora pedagógica da escola.

A prova teve questões de geografia, ciências e matemática. A olimpíada foi realizada nas escolas públicas e privadas em todo o país. Entre várias curiosidades que envolvem o mundo da ciência, foram destacadas as descobertas sobre planetas, galáxias, o sistema solar, em diferentes questões. “Toda a vida escolar de Alyson, desde o pré-escolar foi aqui, na Escola Dacyr Ribeiro”, revelou a mãe do estudante. “Ele é um orgulho para nós”, ressaltou o pai.

Para a diretora da escola, professora Elisabeth de Souza Camara, a OBA tem o objetivo de fazer com que jovens se interessem pela astronomia, astronáutica e ciências, promovendo a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa. Outras grandes responsáveis pelo êxito de Alyson na olimpíada foram as professoras Selma Diniz e Ana Paula de Souza Roberto, que passaram para os alunos atividades com o conteúdo da OBA para os estudantes do 4º ano, além das as professoras Gisele Bon e Julieta Mansur Medina, que desenvolveram o mesmo tipo de trabalho junto aos estudantes do 5º ano”, frisou a diretora do colégio.

Aluno com paralisia cerebral é finalista na Olimpíada de Matemática

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Arthur Dantas, de 11 anos, é aluno de escola inclusiva em Itanhaém, SP.
Garoto fez pedido inusitado para a disputa: um prato de panquecas.

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Anna Gabriela Ribeiro, no G1

Um estudante da cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, virou exemplo de superação perante os colegas de classe. Aluno do 6º ano de uma escola municipal, Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, tem paralisia cerebral e vai representar a escola na última etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que será realizada em setembro.

O garoto não se comunica pela fala e tem dificuldade de locomoção, porém, a capacidade intelectual é muito desenvolvida. Na escola inclusiva, ele conta com o auxílio de uma estagiária e se comunica digitando mensagens pelo computador. Ele é o primeiro estudante de Itanhaém com paralisia cerebral a disputar a final da Olimpíada.

Para a mãe do garoto, Valéria dos Santos Silva, a novidade foi recebida com muito orgulho pelos familiares. “Fiquei muito feliz. Poucos passaram e ele é o único deficiente da cidade. Estou muito orgulhosa. A família toda está apoiando e tem uma torcida boa. Ele também está muito feliz, fica do meu lado dando risada”, comemora a mãe do garoto.

Ela conta que ele sempre foi bom aluno, gosta de estudar e sua disciplina favorita é a matemática. E que até já decidiu o que quer ser quando crescer. “Na primeira série dele começamos a perceber que ele iria longe. Ele é apaixonado por astronomia, adora estudar planetas e estrelas. O sonho dele é ser astrônomo. No que depender de mim, ele vai realizar este sonho”, conta.

Arthur é um aluno muito disciplinado. A mãe conta que ele estuda, faz natação e é fanático pelo Corinthians e que não perde um jogo. Mas, quando precisa faltar na aula para ir ao médico, o garoto fica chateado. “A paralisia cerebral foi adquirida depois do nascimento e, por isso, a capacidade intelectual dele é muito boa. Ele não gosta de faltar, é muito disciplinado e querido por todos na escola”, afirma Valéria.

A prova da Olimpíada de Matemática será realizada no dia 14 de setembro e Arthur já conta com a torcida da família, dos professores e dos colegas de classe. “Estamos todos ansiosos e na torcida. Ele conta com o apoio de toda a família e da escola também. No dia da prova, a estagiária vai acompanhá-lo, mas ele me pediu algo inusitado para levar na hora da prova, que é o seu prato predileto: panquecas”, brinca a mãe de Arthur.

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

‘Quero atuar na Nasa’, diz aluno de 10 anos que já dá aulas de astronomia

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Menino começou a se interessar pelo assunto aos cinco anos de idade.
Atualmente, ele faz pesquisas diárias sobre o assunto e dá palestras.

Adriana Justi, no G1

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo
assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

“Eu sempre fui muito curioso e sempre quis saber coisas novas”. A afirmação é do menino Lucas Varella, de 10 anos, estudante do quarto ano do ensino fundamental de um colégio particular de Curitiba. Fanático por astronomia, ele divide os conhecimentos com outros alunos e até com professores. A paixão é tanta pelo tema que o garoto já começou até a escrever um livro.

“Eu gosto e sempre gostei da astronomia em geral, mas o que eu mais gosto de falar é sobre Astrofísica, que lida com a Física do Universo e sobre a Agência Espacial Brasileira (AEB). Os colegas gostam quando eu explico e conto sobre o assunto. É muito legal”, comemora.

O dia da palestra com os educadores, que segundo a coordenadora da escola, Vera Cristina Kussek, reuniu mais de 200 pessoas, foi marcante para a vida de Lucas. “Tenho certeza que foi um dos mais felizes que já vivi. Eu fiquei emocionado em passar conhecimento para pessoas muito mais velhas e mais sábias que eu. Tanto que nem acreditei quando todo mundo me aplaudiu”, relata Lucas.

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

“Para nós é orgulho imenso ter o Lucas como nosso aluno. Além de ele ser estudioso na área dessa ciência desde muito cedo, ele também tem uma facilidade para passar isso adiante. É natural nele uma habilidade de falar com muita fluência e uma facilidade de colocar começo, meio e fim na fala e transmitir o conteúdo de maneira bem dinâmica e objetiva”, avalia a coordenadora. “Eu acredito e torço para que ele vá longe nesse sonho”, complementa a educadora.

Livro está 50% concluído, segundo Lucas (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro está 50% concluído, segundo Lucas
(Foto: Adriana Justi / G1)

O livro – Guia Prático do Universo – tem 39 páginas concluídas. Segundo Lucas, o conteúdo deve ter em média 80 páginas. “Eu começo explicando sobre a Via Láctea e não sei ainda onde vou terminar”, afirma. “Eu tive que dar uma pausa porque os meus gatos estão doentes e que tenho que ajudar a cuidar. Mas depois que eles melhorarem, eu pretendo terminar logo a minha publicação, que deve ser a primeira de muitas”. No rascunho, o garoto chegou a até estipular um preço para venda – R$ 20,90.

Futuro

Ainda longe de se concretizar, mas muito bem planejado, o futuro do garoto parece estar mais próximo do que ele imagina. O sonho de ser um astrônomo começa com a conclusão do curso no Rio de Janeiro. Depois, o garoto pretende atuar no observatório Gêmeos Keck, parceiro na Nasa e que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. O observatório está localizado no cume do monte Mauna Kea, no Havai, nos Estados Unidos.

Depois, quando já tiver mais adquirido experiência, Lucas conta que pretende trabalhar na Nasa. “Esse é mesmo o meu sonho. A única coisa ruim nisso tudo é que eu vou ter que morar longe dos meus pais. Mas isso a gente resolve, eu dou um jeito”, argumenta.

Telescópio do Papai Noel

Um dos presentes do Natal passado surpreendeu Lucas, já que ele tinha feito o pedido desde quando começou a se interessar por astronomia. “Sempre quando chegava perto no Natal eu olhava pelos cantos do meu pinheirinho, atrás da cortina e nada. Até que o ano passado eu vi um embrulho bem grande. Eu peguei aquele negócio pesado, coloquei no sofá e não acreditei quando vi que era um telescópio. Eu chorei muito de felicidade e queria agradecer ao Papai Noel pessoalmente, mas sei que ele não costuma aparecer pra gente”, conta.

“Eu tenho certeza que demorou pra chegar porque não é um presente simples e também não é fácil de mexer. Hoje é muito difícil de visualizar o céu porque tem muita poluição e muitas nuvens, me especial, aqui em Curitiba’, acrescenta.

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na
Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Admirações

Lucas lamenta a morte do astronauta Neil Alden Armstrong em agosto de 2012, aos 82 anos. “Desde que eu comecei a me interessar pelo assunto eu o admirava e pesquisava muitas coisas sobre ele. Fiquei muito triste”. Armstrong foi piloto de testes e aviador naval na história do século XX e da humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua, como comandante da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

“Mas eu também gosto e admiro muito o Nicolau Copérnico, que desenvolveu a teoria do Sistema Solar e o físico alemão Albert Einstein”, finaliza.

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