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‘Se lê pouco porque os livros são caros, e os livros são caros porque se lê pouco’, afirma a livreira Lu Vilella

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Diálogos JC na Tenda de Pasárgada, na 62ª Feira do Livro. Na foto: Lu Vilella e Cristiano Vieira.

Diálogos JC na Tenda de Pasárgada, na 62ª Feira do Livro. Na foto: Lu Vilella e Cristiano Vieira.

Publicado no Jornal do Comércio

O mercado dos livros no Brasil, além de complicado, é dominado por editoras e distribuidoras que fornecem a grandes livrarias. Essa constatação é de uma das mais conhecidas livreiras de Porto Alegre. Lu Vilella administra há 21 anos a livraria Bamboletras, localizada na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Jornalista com pós-graduação em Letras, Lu foi a primeira convidada da rodada de conversas da edição deste ano do Diálogos JC, que integra a programação da 62ª Feira do Livro da Capital.

Mediada pelo editor de cultura do Jornal do Comércio Cristiano Vieira, a conversa abordou assuntos como a literatura na crise e a sobrevivência das livrarias de bairro. Lu iniciou o papo contando como virou livreira. A paixão pelos livros a fez seguir um caminho além do jornalismo. Em 1995, em um pequeno espaço na Rua da República, ela inaugurou a Bamboletras. Inicialmente, o objetivo era se dedicar apenas aos títulos infantis, mas constatou que não seria o suficiente. Um ano depois, a loja migrou para o espaço onde reside até hoje, no Centro Comercial Olaria, na Rua General Lima e Silva.

Durante cerca de 10 anos ela se dividiu entre a rotina de jornalista e livreira, mas se aposentou há alguns anos da carreira de 33 anos como funcionária pública, onde trabalhou na reportagem da TV Educativa (TVE) e na assessoria de imprensa do Banrisul. Depois, seguiu apenas com a Bamboletras.

“Durante esses 21 anos eu atravessei crises e alguns momentos ruins, porém nunca pensei em fechar as portas,” relata a administradora, “mas o atual momento tem me trazido pela primeira vez essa preocupação, não sei o que esperar do futuro. Não só do futuro da minha livraria, mas do futuro do país”. Apesar da cautela, ela demonstrou surpresa com as vendas no último final de semana na sede da livraria. “Diferente dos outros anos, nesse fim de semana tivemos ótimos resultados, mesmo com a feira acontecendo aqui na Praça”, afirmou.

Para a livreira, a reversão nos baixos índices de leitura no Brasil poderia começar pelo incentivo à cultura por parte dos meios de comunicação, muitos deles, concessões públicas. “Hoje não há um grande incentivo, assim se fazem tiragens menores de ótimos livros. Por exemplo, um livro que sai aqui com 2 mil exemplares, no Uruguai sai com 10 mil. É um ciclo, se lê pouco porque os livros são caros, e os livros são caros porque se lê pouco. Precisamos incentivar, para mudar isso, não ficar apenas em uma semana de Feira do livro, mas permanecer durante o ano todo.”

Quando questionada sobre o futuro das livrarias de bairro, em um mercado dominado cada vez mais por megastores – livrarias de rede, como Saraiva e Cultura – Lu é saudosa. “Acho que sempre criamos o nosso público, e apesar de não conseguirmos os mesmos descontos ou preços de grandes redes, temos um atendimento especial. Todos os dias nós buscamos dar o melhor, se algum dia isso não for mais possível, foi bom enquanto durou”. Sobre administrar uma empresa, ela é enfática: “a vida é a arte de resolver problemas, seja desde o cupom fiscal com erro até os imbróglios com editoras e fornecedores, esse é o papel de quem administra. Porém, a nossa relação direta com o público é a recompensa.” Para conseguir manter o público fiel, Lu tem uma receita simples: “Eu fidelizo meus clientes com bom atendimento”.

Apaixonada por livros e leitores

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Curitibana forma corrente de leitura com sua empresa de locação. É só telefonar que ela entrega o livro em casa

Adriana Czelusniak, na Gazeta do Povo

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Depois de uma carreira como técnica de enfermagem e como assistente social em hospitais psiquiátricos, Lígia da Silva Maldonado, 54 anos, resolveu unir a vontade de ajudar as pessoas com a paixão que sempre teve pelos livros. Aproveitou a experiência de um período de trabalho em livrarias e criou o próprio negócio, a Ligue Livros, há 24 anos, com a missão de incentivar a leitura. Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Depois de lidos, são devolvidos e um novo pedido já pode ser feito.

Em um país onde as pessoas dedicam pouco tempo aos livros – em média, apenas dois são lidos por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro –, a Ligue Livros cumpre um papel importante como difusor de leitura. Lígia consegue fazer compras diárias de novos títulos e manter o acervo sempre atualizado.

Mas ela não se restringe apenas às operações de pedidos e trocas dos 18 mil livros que reuniu. Como lê o tempo todo e atende pessoalmente cada pedido, se tornou uma espécie de guia de leitura para os 1.760 clientes – mulheres acima dos 40 anos, em sua maioria. “Consigo divulgar autores e livros que não são tão divulgados pela mídia. E temos à disposição desde edições esgotadas de clássicos até todos os últimos lançamentos do mês”, diz.

Fidelidade

O atendimento próximo e frequente também acaba fidelizando o cliente, que se não quiser não precisa se preocupar nem em escolher qual livro vai ler entre tantas opções de romances em geral, romances históricos, policiais, espionagem, suspense, terror, ficção científica, esotéricos e em outros idiomas. “Se tenho sucesso nas indicações, o leitor fica estimulado e lê mais, o que garante a satisfação com o serviço. Perguntam-me como consegui indicar um livro que tem tudo a ver com o momento. Acho que essa sensibilidade de perceber o que faz bem para cada pessoa vem da minha formação de assistente social”, conta.

Outros “mimos” sem taxas adicionais que agradam a clientela são a possibilidade de pedir mais de um exemplar por vez em período de férias ou feriados e o envio de livros infantis para quem tem filhos. Há quatro anos Lígia resolveu experimentar a locação de DVDs, mas decidiu continuar somente com livros. “Não conseguíamos acompanhar a aquisição dos lançamentos no ritmo das grandes locadoras e com a expansão das tevês a cabo e da internet ficou inviável continuar”, explica.

Aprovado

Associados dão nota 10 para o serviço

A jornalista Roseli Abrão é cliente do Ligue Livros há 20 anos e é considerada pela própria Lígia como uma “leitora voraz”, pois a cada semana lê ao menos três livros. “Não tenho ideia de quantos títulos já li, mas se são uns cem por ano durante 20 anos, faça a conta”, provoca. Roseli diz que se não fosse pelo serviço não teria lido tanto, pois falta­-lhe tempo para ir a livrarias.

Outra cliente é a auxiliar financeira Regina Maria Prim, 58 anos. Ela conta que foi sócia da Best Sellers Club, a primeira locadora de livros de Curitiba. Ao saber que Lígia havia montado a própria livraria, Regina adotou o serviço, em 1998. “Ela promoveu a evolução na locação. É muito prático. Depois de tanto tempo, a Lígia já sabe o estilo e os autores que eu gosto e ela escolhe o que mandar. Se não gosto do livro, é só avisar que ela troca.”

Regina considera mais vantajoso ter um serviço assim, já que lê três livros por mês e desta forma não precisa nem de um lugar para armazená-los. Pela sua conta já foram quase 600 títulos alugados pela Ligue Livros. Mas as vantagens não estão apenas na grande variedade de obras disponíveis e na praticidade de retirada e entrega. “Tem também o fato de a Lígia ser muito simpática. Já aconteceu de ligar para pedir uma troca e a gente ficar um tempão batendo papo”, diz.

Em Curitiba é possível alugar livros pelo telefone e internet
Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Quanto mais rápido lerem, mais trocas são feitas. São 18 mil livros no acervo e cerca de 1.700 clientes cadastrados.

Serviço

Contato com a Ligue Livros pelos telefones (41) 3367-2466 e 3367-3544, e-mail: [email protected] e site www.liglivros.com.br.

dica do Chicco Sal

Editoras criticam pedido da Amazon por novos domínios na web

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Reclamantes alegam que atendimento da solicitação ameaçará competição no mercado de e-books

Iniciativa da Amazon desperta ira da concorrência Reprodução da internet

Iniciativa da Amazon desperta ira da concorrência Reprodução da internet

Publicado por Reuters [via O Globo]

Dois grupos da indústria de editoração, a Authors Guild e a Association of American Publishers, colocaram-se contra o pedido da Amazon.com para controlar novos domínios na internet, noticiou o jornal “Wall Street Journal”.

As organizações afirmam que permitir que a Amazon tenha endereços na internet com sufixos como “.book”, “.author” e “.read” seria uma ameaça à competição, disse o jornal.

A Barnes & Noble também criticou a solicitação da Amazon, informou o jornal.

Um porta-voz da Amazon recusou-se a comentar sobre as objeções, de acordo com o “Wall Street Journal”.

No ano passado, a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) deu início a um processo para permitir que organizações registrem novos sufixos para endereços na web, além de “.com” e “.edu”.

O ambicioso plano para liberalizar os endereços na internet atraiu 1.930 solicitações, quase metade originária da América do Norte, com a Amazon e o Google solicitando dezenas de domínios, incluindo “.cloud”, “.buy” e “.book”.

STF diz que lei do piso de professores só vale a partir de 2011

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Publicado por Terra

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira mudar a vigência da lei do piso nacional dos professores da rede pública. Embora tenha sido editada em 2008, ficou definido que a lei só pode ser considerada a partir da data na qual o Supremo confirmou sua legalidade, em abril de 2011. Haverá impacto direto na programação orçamentária dos Estados e da União.

Os ministros atenderam a recursos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Ceará, que alegaram dificuldades para adaptar as finanças às novas regras. As unidades da federação lembraram que o STF deu liminar em 2008 suspendendo os efeitos da lei. Os Estados passaram a aguardar posicionamento definitivo da Corte antes de alterar os orçamentos. A decisão liminar caiu quando o julgamento foi concluído pelo plenário do STF, três anos depois.

O julgamento de hoje começou com o voto do relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Ao negar os recursos, ele entendeu que os Estados estavam usando de artifícios processuais para atrasar a conclusão do julgamento e, consequentemente, não cumprir a lei. Ele alegou que a lei tinha um escalonamento que permitiria a adaptação financeira dos estados ao longo do tempo.

Seguido apenas pelo ministro Luiz Fux, Barbosa acabou mudando de ideia quando a maioria dos ministros acompanhou a divergência aberta pelo ministro Teori Zavascki. Segundo Zavascki, a preocupação trazida pelos Estados faz sentido, uma vez que a lei deixou de produzir efeitos entre 2008 e 2011 e não houve adaptação neste meio tempo.

“As informações que se tem é que os gastos são muito elevados, e em alguns Estados, comprometem seriamente a previsão orçamentária e o atendimento de outras necessidades”, observou Zavascki. O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuava como advogado-geral da União na época do fato e defendia a aplicação imediata da lei nacional.

Veranistas contam com bibliotecas móveis em cinco praias do Paraná

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Os módulos de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento

Os módulos de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento

Publicado em O Paraná

Verão, sol, praia e livros. Esta é a melhor mistura para curtir as férias. Pensando nisso, a Seec (Secretaria de Estado da Cultura) montou em cinco pontos do litoral paranaense o projeto Bibliopraia, uma estrutura que permite o empréstimo de livros e revistas de forma simples e sem burocracia. O projeto faz parte da Operação Verão do Governo do Estado e foi lançado pelo governador Beto Richa e pelo secretário da Cultura, Paulino Viapiana.

Cada Bibliopraia conta com um acervo de 1,2 mil títulos de todos os gêneros literários, selecionados pela equipe da BPP (Biblioteca Pública do Paraná). O empréstimo do livro é feito de forma simples, basta o leitor fornecer nome e telefone. A devolução pode ser feita em qualquer um dos Bibliopraias ou na BPP após o verão. O horário de atendimento é das 10h às 21h.

As Bibliopraias de Caiobá (Praia Brava), Guaratuba e Pontal do Paraná/Ipanema já estão em funcionamento. As de Caiobá (Praia Mansa) e Paranaguá estarão disponíveis a partir de 15 de janeiro. Os módulos, construídos especialmente para o projeto, funcionam até 17 de fevereiro e irão circular por outros municípios paranaenses entre março e outubro.

dica da Jacicleide Silva

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