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Exercitar o cérebro é tão importante quanto praticar atividade física

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Publicado em UOL

Estimular o cérebro com frequência é um ótimo hábito para desenvolver suas habilidades. Segundo neurologistas, o órgão melhora com a prática e exercitá-lo nos torna mais inteligentes.

“Estudos sugerem que a rede sináptica é dinâmica durante todo o curso da vida. As que são amplamente empregadas se hipertrofiam, ou seja, há novas conexões com outros neurônios e ligações mais robustas. Por isso, é importante usar o cérebro incansavelmente”, explica a neurocientista Alessandra Gorgulho.

Assim como é preciso praticar atividades físicas para manter a saúde, é necessário exercitar o cérebro para manter a saúde mental, defendem alguns especialistas. “Podemos entender que uma pessoa que tem saúde alimenta bem o corpo e o cérebro da mesma forma. [Entendemos] Que é importante praticar exercícios físicos e é importante manter o cérebro ativo até o final do nossa vida”, explica Leo Fraiman, psicoterapeuta e mestre em psicologia educacional e do desenvolvimento humano.

“Quando você desenvolve o raciocínio, existe uma série de áreas do cérebro que são ativadas [como memória, estruturação lógica, operações mentais]. Uma vez que você desenvolve essas regiões do cérebro ligadas às essas atividades, você precisa praticar se não fica enferrujado”, acrescenta Claudio Franco, engenheiro e diretor de inovações da Mind lab, empresa focada em tecnologias educacionais.

Franco lembra que por muitos anos acreditou-se que as conexões cerebrais não podiam ser ampliadas depois da vida adulta. Porém, neurocientistas foram desconstruindo essa afirmação com o passar do tempo. “Mais importante do que a prática [de exercícios que mantenham o cérebro ativo], é fundamental explorar a capacidade de ampliar as conexões cerebrais.”

Para isso, os entrevistados acreditam que o uso de recursos digitais podem ser benéficos dentro do processo. “Sem dúvida as tecnologias e aplicativos que hoje existem podem ajudar”, diz Fraiman. “Tem alguns tipos de jogos [digitais] e atividades eletrônicas que promovem reflexão, estimulam a tomada de decisão e permitem desenvolver habilidades diversas. Por isso são importantes”, acrescenta Franco.

Apesar das vantagens, o psicoterapeuta faz um alerta: “A tecnologia deve ser usada com parcimônia. O uso exacerbado pode justamente impedir o ser humano de desenvolver outras habilidades, como o carisma, entusiasmo.”

Inteligências múltiplas

Fraiman reforça que não há neurologicamente uma área do cérebro mais importante. Todas têm o seu devido valor. “É importante desenvolver o cérebro como um todo. O mais importante é deixar claro que não há uma fórmula, uma receita, um único modo para estimular o cérebro. Cada um tem que achar o quanto de exercício, alimentação, estímulos são necessários para si”, afirma o especialista.

Franco destaca ainda que estimular o cérebro não é apenas treiná-lo em operações quantitativas, como ficar exercitando cálculos de matemática ou a memória. Aprender novas línguas, conhecer outras culturas, estudar história, por exemplo, também são boas práticas para mantê-lo bem estimulado.

“Debater, discutir pontos de vistas e defender argumentos também são boas maneiras para exercitar o cérebro, pois você avalia o cenário, as consequências e toma uma decisão. É bem parecido com os jogos de estratégia”, conclui.

Idosos e crianças trocam afetos em espaço que junta asilo e pré-escola

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Publicado em UOL

As pequenas mãozinhas brincam com as mãos marcadas pelo tempo e de movimentos lentos em Seattle, nos Estados Unidos. As brincadeiras e as atividades poderiam confundir o visitante desavisado. Trata-se de uma casa de repouso para idosos ou uma pré-escola? O Intergenerational Learning Center juntou as duas coisas.

O espaço tem a estrutura física que as duas instituições precisam, mas com a troca de afeto entre gerações que outras escolas e lares para idosos não têm. No local, a energia das crianças completa a experiência de vida dos mais velhos.

“Ao longo de meses filmando, observei muitas trocas incríveis entre idosos e crianças”, diz Evan Briggs, que gravou um filme sobre a experiência entre as duas gerações no ILC.

O local abriga crianças de até cinco anos que realizam atividades cotidianamente com os mais de 400 idosos atendidos no espaço.

De um lado, as crianças aprendem a se relacionar com diferentes gerações, a respeitar os mais velhos e a conviver com pessoas com limitações físicas. Já os idosos recebem carinho e são estimulados intelectual e fisicamente pelos exercícios com os alunos.

Para que as imagens gravadas no ILC virem um documentário, Briggs resolveu criar um projeto de financiamento coletivo para arrecadar o dinheiro necessário para a edição. Ela precisava atingir 50 mil dólares para concluir o projeto, mas até a tarde desta sexta-feira (19) já havia conseguido cerca de 80 mil dólares (quase R$ 250 mil).

Crianças precisam brincar mais e comprar menos, diz especialista

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Karina Yamamoto, do UOL
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Celular novo, último jogo lançado, roupa de marca, mochila de personagem, tênis de grife — a lista de desejos das crianças e dos adolescentes tem crescido muito nas últimas décadas. E o consumismo tem se tornado uma questão importante para pais e educadores.

Boa parte da solução está nas mãos dos adultos — e uma das estratégias está em ouvir os pequenos e oferecer a eles ambientes e materiais para se divertir, sem ter que comprar o meio de diversão.

Outra parte da solução, acredita o Instituto Alana, está nas mãos do poder público — a resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), aprovada no primeiro semestre, proíbe qualquer publicidade dirigida diretamente às crianças.

Criado em 2002, o Instituto Alana define como sua missão “honrar a criança”, apostando em projetos com foco na busca pela garantia de condições para a vivência plena da infância. Entre seus últimos projetos está o documentário “Tarja Branca”, sobre a importância do brincar.

O UOL conversou com a pedagoga Ana Claudia Arruda Leite, 32, coordenadora de Educação do Instituto Alana sobre consumo, infância e escola. Abaixo, trechos desta conversa.

UOL Educação – Por que é importante discutir o consumo?

Ana Claudia Arruda Leite – O consumo é intrínseco à vida. Necessitamos consumir para nos manter vivos. O problema está na forma como consumimos, que gera graves impactos ambientais, sociais e éticos, e no fato do consumismo ser uma das ideologias mais marcantes da sociedade contemporânea.

Independentemente da classe social, todos são impactados pelo consumismo — a identidade, ou seja, quem sou, é em grande medida definida pelo o que possuo. Isso faz com que a infância seja vivenciada de maneira diferente. Desde muito cedo, as brincadeiras, os afetos, as relações sociais e os objetos do dia a dia estão influenciados pelo consumo e principalmente pela publicidade.

Mesmo na escola o uso de uma mochila, por exemplo, acaba às vezes tendo uma diferenciação entre as crianças quem tem uma mochila com personagem e quem tem outra sem. Com a publicidade para além do produto, consumismo valores e status social.

UOL – E que tipo de problemas o consumismo pode causar?

Ana Claudia – Diversos problemas atuais derivam do consumismo, como o aumento da obesidade infantil, da violência, da erotização precoce e da diminuição das brincadeiras criativas.

No caso da alimentação, nem sempre os alimentos que têm personagens na embalagem são os mais saudáveis. Mas a criança, ao ser bombardeada pela publicidade infantil, deseja aquele alimento por causa do personagem e dos valores agregados ao produtos. No Brasil cerca de 39% das crianças são afetadas pela obesidade e sobrepeso infantil.

Um problema sério é que estamos antecipando as experiências das crianças e eliminando aspectos importantes para o seu desenvolvimento. Hoje, apesar de as crianças serem muito valorizadas nas leis, nos discursos e no mercado, a infância está em risco ao estimularmos valores e práticas que vão na contramão das necessidades reais das crianças, como brincar, ter tempo para aprender no seu ritmo, ser respeitada, protegida e cuidada.

UOL – A que risco estamos expondo as crianças?

Ana Claudia – Além da obesidade infantil que comentei, há a sexualidade precoce, principalmente no caso das meninas. Uso de maquiagem, sapato com salto e sutiã com bojo é um exemplo de produtos que induzem à sexualidade precoce. Essas coisas que parecem banais no cotidiano – a gente fala: que bonitinha! -, elas têm um impacto tremendo na infância. Tira o foco das meninas: em vez de brincar, ela está preocupada com a saia curta, não corre por causa do salto…

Outro problema é e a intelectualização precoce e a diminuição das brincadeiras livres. Precisamos perceber que há muita expectativa e cobrança em relação à criança e, como decorrência, preenchemos todo o tempo da criança com aulas diversas (inglês, balé, natação) e acabamos por conseguir exatamente o oposto: estresse infantil, apatia, irritação, cansaço.

UOL – Qual é o papel dos adultos, pais e educadores, nessa história?

Ana Claudia – O papel do adulto é acolher a criança com amorosidade e possibilitar a ela experiências e aprendizados que contribuam para o seu desenvolvimento integral e autonomia. Para o entendimento de si mesma, do outro e do mundo. Compartilhar a vida, criando vínculos afetivos fortes que deem segurança e confiança para a criança, aspecto fundamental para o exercício da autonomia.

Deixar a criança brincar, deixar a criança ter tempo livre para descobrir, experimentar, criar. O adulto, seja educador, pais, avós, têm que observar muito, sair do fazer, sempre pró-ativo para a observação ativa, para conseguir perceber quando é necessário intervir, falar, propor.

Assim, em vez de dizer do que [a criança vai] brincar ou dar de presente um brinquedo industrializado, que ao apertar o botão já faz tudo por si mesmo, pode disponibilizar para a crianças objetos não estruturados (tecidos, tocos de madeira, corda, potinhos etc) que a estimulem a usar a imaginação e a vontade para criar a sua própria brincadeira.

UOL – De que maneira a escola pode ajudar no combate ao consumismo?

Ana Claudia – A escola tem o potencial de ser um local de encontro intergeracional, de experiência e aprendizado. Sabemos que um dos aspectos fundamentais na aprendizagem é a diversidade. Quanto mais me relaciono com o diferente, seja do ponto de vista etário, étnico, racial, econômico, social, mais eu aprendo sobre a minha identidade e o outro.

A relação com a alteridade, o me colocar no lugar do outro, nos humaniza. Quanto mais a escola acolher essa diversidade, que é intrínseca à vida, mais sentido terá para as crianças, pais e professores.

Acho que hoje precisamos rever a concepção de ser humano e de sociedade, pela qual a escola se pauta. Na sociedade contemporânea, cada vez mais valorizamos um ser humano autônomo, criativo, inovador, capaz de trabalhar em equipe e de resolver problemas de forma transdisciplinar. Até o mundo de trabalho mudou, é urgente que a escola mude e faça esse debate.

Copa do Mundo inspira festa e mostra outras culturas a estudantes

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Ao longo do semestre, os estudantes participaram de atividades interdisciplinares
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No Núcleo Rural Capão da Erva, em Sobradinho, Distrito Federal, uma escola homenageou os países que participam da Copa do Mundo 2014 realizando a Festa das Nações.

Além de exposição de trabalhos realizados durante o primeiro semestre letivo, os participantes assistiram a apresentações de danças típicas por alunos de turmas da educação infantil ao quinto ano do ensino fundamental.

A diretora da instuição, Mônica Clifford, conta que a atividade dá oportunidade aos alunos de vivenciar coisas diferentes, ter contato com outras culturas, além de envolvê-los com outras línguas e maravilhas do mundo.

As atividades necessárias para a realização da festa começaram em março, com a escolha dos oito países que seriam estudados. Alunos e professores selecionaram a Alemanha, Argentina, Camarões, Itália, Japão, México, Portugal e Brasil.

Preparativos

Ao longo do semestre, os estudantes participaram de atividades interdisciplinares, nas quais foram trabalhados conteúdos como culinária e gastronomia, artes plásticas e cênicas, música, dança e coreografias locais dos países escolhidos.

Também participaram de leituras temáticas e estudaram os diferentes hinos, bandeiras, moedas e mapas.

Segundo Mônica, foi possível também mostrar outros países, seus povos e suas culturas. Os estudantes fizeram visitas a embaixadas e obtiveram bandeiras, roupas, folders, cartazes e objetos para a exposição.

— Uma experiência como essa é enriquecedora. Eles se sentiram de fato em outros países.

No dia anterior à festa, alunos e professores participaram de uma gincana, que teve atividades com temas relacionados à Copa do Mundo.

Fonte: R7

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