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“50 Tons de Cinza” conquista atletas e promove debate sobre sexo

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Luiza Oliveira, no UOL

Sucesso em todo o mundo, o livro ‘50 Tons de Cinza’ invadiu também o mundo do esporte. Várias atletas se renderam à ardente relação entre a estudante Anastasia Steele e o jovem empresário Christian Grey. Ela se apaixona, ele se encanta, e criam, então, um romance em que a moça se submete às regras e aos desejos nem tão convencionais do rapaz.

A jogadora de basquete Iziane ainda nem leu, mas já se derrete pelo estilo dominador do personagem. Atarefada com as aulas da faculdade de Administração, Iziane só ouviu falar – e muito – da obra da autora inglesa E. L. James. O suficiente para considerar que o livro é ‘a sua cara’. A atleta do Maranhão Basquete fala abertamente sobre sexo e diz que ‘vale tudo entre quatro paredes’.

Veja 50 práticas sadomasoquistas classificadas em 50 tons de cinza

“Eu gosto de homem com personalidade forte, dominador, e ter ciúmes é bom também. Acho ele (protagonista) um cara interessante, um personagem intrigante que desperta curiosidade. Eu sou daquelas que pensam que entre quatro paredes vale tudo. Cada um tem de saber seu limite pessoal e agradar o outro”.

Iziane já teve até problemas na seleção brasileira por conta de sua ‘liberdade’. A ala-armadora foi cortada dos Jogos Olímpicos de Londres após levar seu namorado para o quarto na concentração em Lille, na França, onde o time disputou um amistoso preparatório para a competição.

Jogadora de vôlei e eleita miss Rio Grande do Sul, Luciane Escouto também se rendeu à obra. Ela que tem como um dos hobbys a leitura pretende adquirir os outros dois livros que completam a trilogia, e disse estar curiosa para saber o fim do caso entre Anastasia e Grey.

Luciane demonstra certa timidez para tocar no assunto, mas revela não ser adepta do estilo de relação abordado no livro. “Cada um tem seu estilo. Ele tem o dele, e a companheira vai aceitando. Quero ver como vai terminar a história. Acho que cada pessoa tem seu jeito. Mas não é meu estilo de relacionamento”.

O ‘50 tons de cinza’ também conquistou a oposto Sheilla, do Sollys/Nestlé. A atleta da seleção brasileira de vôlei já leu a trilogia que inclui os livros ’50 Tons de Liberdade’ e ’50 Tons Mais Escuros’, mas não demonstra estar à vontade para falar sobre o assunto. Sheilla se resume a dizer que gosta da mudança que Christian Grey apresenta ao longo da trama, tornando-se um homem mais sensível.

Companheira de Sheilla no Sollys, Camila Brait deve ser a próxima a entrar para os fãs da trama. Além das opiniões gerais sobre os personagens e o enredo, despertaram sua curiosidade os comentários de sua mãe após terminar a leitura.

Mas nem todo mundo concorda com a relação entre os protagonistas a virgem de 21 anos e o magnata. Na história, Anastasia descobre o mundo do sadomasoquismo por meio do parceiro. Ela se torna escrava sexual de Grey em uma relação conturbada, cheia de regras e até cláusulas contratuais.

Medalhista de bronze do pentatlo moderno nos Jogos de Londres, Yane Marques reprova o jogo de submissão. Ela leu a obra, que se tornou ‘febre’ em Recife, onde vive, por curiosidade. Mas não gostou e considera o romance muito machista.

“Na sociedade em que a gente vive é difícil aceitar. É muito forte a submissão. Como pode um relacionamento com cláusulas? O cara dá um celular para rastrear e controlar a mulher”, diz, com tons de indignação. “Jamais teria um relacionamento assim. Ele pode ter dinheiro, mas essa doença não dá, não”.

Livros de Armstrong mantêm interesse no Brasil, mas editora admite “saldão” de estoque

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Lance Armstrong falou abertamente de práticas de doping em entrevista a Oprah Winfrey / AFP PHOTO/HARPO STUDIOS/GEORGE BURNS

Lance Armstrong falou abertamente de práticas de doping em entrevista a Oprah Winfrey / AFP PHOTO/HARPO STUDIOS/GEORGE BURNS

Bruno Freitas, no UOL

A entrevista na TV norte-americana na última semana representou o desfecho da novela que ligava Lance Armstrong ao doping, em uma história da qual todos pareciam saber o final, deflagrada meses antes por sanções esportivas de entidades de ciclismo. Mas, mesmo com a confissão pública de que trapaceou, usando substâncias proibidas para melhorar sua performance, o antigo campeão continua sendo uma marca poderosa e que atrai atenção.

No Brasil, Armstrong tem dois livros publicados pela Editora Gaia, do grupo Global Editora, ambos bem-sucedidos comercialmente. Em contato com o UOL Esporte, a empresa informa que os títulos seguem vendendo em bons níveis de mercado, mesmo com a evolução do escândalo a partir do segundo semestre de 2012.

Apesar disso, a companhia admite que provavelmente deverá queimar o estoque com um “saldão” especial, em razão do impacto negativo do caso, negociando os exemplares a preços bem abaixo do mercado.

“Os livros não pararam de vender, mas com certeza em longo prazo vamos ter que liquidar os estoques”, diz Richard Alves, diretor comercial da Global Editora.

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Ao lado, reprodução das capas de dois livros ligados ao ciclista Lance Armstrong lançados no país. Um deles apresenta um programa de treinamento endossado pelo atleta

 

O principal êxito da editora em um título ligado ao ciclista é “Lance Armstrong – Programa de treinamento”, que atingiu a 5ª edição brasileira. Segundo a empresa, a expectativa é que essa obra tenha uma sobrevida um pouco maior, pois se atém à preparação esportiva, sem conexões biográficas com o personagem.

Por sua vez, “A luta de Lance Armstrong” tem três edições pela Editora Gaia, relatando essencialmente a batalha do atleta para vencer um câncer de testículo. Anterior ao escândalo, a obra assinada pelo jornalista norte-americano Daniel Coyle trata o ciclista como um herói do esporte.

A empresa diz que o sucesso das obras ligadas a Armstrong motivou o conteúdo editorial a procurar estender o catálogo do gênero – a Gaia chegou a publicar livros do tema assinados por autores nacionais.

Em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey exibida na última semana nos Estados Unidos, Armstrong admitiu que suas sete vitórias na Volta da França (de 1999 a 2005) foram conquistadas sob efeito de substâncias proibidas. O atleta também confessou ter sido submetido a transfusões de sangue para melhorar seu desempenho esportivo, prática também considerada ilegal pelos organismos internacionais de doping.

Em decorrência da confissão, o ciclista deve ser obrigado a devolver a medalha de bronze conquistada na Olimpíada de Sydney em 2000 [prova contra o relógio], além de enfrentar complicações judiciais em seu país.

Armstrong está sendo processado pelo ex-companheiro de equipe Floyd Landis baseado na Lei sobre Falsas Declarações (False Claims Act), conhecida como “Lei Lincoln”, que autoriza um cidadão a processar uma pessoa física ou jurídica acusada de ter enganado o Governo Federal [segundo o Wall Street Journal, o governo teria liberado mais de US$ 30 milhões para patrocinar a US Postal].

VENDAS DESPENCAM NO VAREJO

Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a Livraria Cultura, uma das grandes redes do setor no país, informou que a venda de títulos ligados a Armstrong despencou 90% entre jan.2012 e jan.2013

SOBRE O ESCÂNDALO

Em outubro do ano passado, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) havia tornado público um relatório no qual acusava a US Postal, antiga equipe de Armstrong, de ter organizado o “mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping que o esporte jamais viu”.

Na sequência, a União de Ciclismo Internacional baniu Armstrong do esporte pelo resto da vida e confirmou a cassação dos sete títulos do norte-americano na Volta da França, principal prova de ciclismo de estrada do planeta.

Em desdobramentos imediatos, Armstrong perdeu patrocínio milionário da Nike e ainda contratos polpudos com a cervejaria Anheuser-Busch e com a fabricante de bicicletas Trek.

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