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Amazon prepara chegada do Audible, seu serviço de audiolivros, ao Brasil

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Serviço permite ouvir audiolivros e empresa já negocia com mercado local

Publicado no Correio 24 Horas

A Amazon começou negociações para trazer o Audible, serviço que permite ouvir audiolivros, para o Brasil. Segundo fontes do mercado editorial, a empresa já negocia com editoras locais para levar o conteúdo dos livros físicos para o mundo do áudio. Além disso, a empresa abriu uma vaga de produção de áudio para seu escritório em São Paulo no projeto do Audible, sete meses após transferir Milton Leite da divisão responsável pelo leitor eletrônico Kindle para chefiar os negócios do Audible no País.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou, as negociações ainda estão em estágio inicial e não há previsão para o lançamento do serviço por aqui. “A Amazon está esperando para formar um bom catálogo em português antes de lançar”, disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Por enquanto, a empresa tem oferecido às editoras um acordo para produção dos audiolivros em seu próprio estúdio, que está sendo montado em São Paulo. Em troca, exige exclusividade na venda dos volumes e uma fatia maior sobre o valor dos livros vendidos. Acordos semelhantes já foram propostos por outras empresas do mercado nacional – como a Ubook, da Saraiva, e a startup TocaLivros. A diferença, segundo as fontes, é que a Amazon oferece relatórios de venda em tempo real, o que facilita a vida das editoras. A gigante norte-americana também permite que as editoras produzam seus próprios audiolivros, mas essa é uma possibilidade com menor chance de sucesso.

“Produzir um audiolivro é tão caro quanto fazer um livro físico, com a diferença que vende muito menos”, disse uma das fontes. “É um mercado que nunca pegou aqui, mas, com o direcionamento certo, pode conquistar o público que é acostumado a ouvir podcasts.”

Questionado em entrevista ao jornal no início do mês sobre a plataforma de audiolivros, o diretor-geral da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, desconversou. “É um belo produto, mas não sei quando a gente vai lançar. Não sei se dá para fazer com o Audible o trabalho que a gente fez com livros digitais”, disse o executivo.

Antes da chegada da Amazon ao País, no fim de 2012, o mercado de livros digitais era pouco significativo. Não é a primeira vez, no entanto, que a Amazon menciona o serviço no País. Em sua apresentação no Congresso Internacional do Livro Digital, realizado em agosto do ano passado em São Paulo, Szapiro já exibia o logotipo do Audible em sua apresentação de slides.

No exterior, o Audible é hoje um dos principais serviços da Amazon no segmento editorial, ao lado do leitor eletrônico Kindle e do serviço de streaming de livros Kindle Unlimited – os dois últimos já existem no Brasil. Plataforma Hoje, o Audible funciona no Brasil apesar de não ter tradução para o português, mas seu catálogo no idioma local é pequeno: são cerca de cem livros, a maior parte concentrada em títulos de autoajuda e clássicos da literatura mundial, como Shakespeare e Daniel Defoe. É pouco perto dos 5 mil títulos em francês, 3,5 mil em espanhol, 30 mil em alemão e 150 mil em inglês.

Criado em 1995 nos EUA, o Audible foi comprado pela Amazon, em 2008, por US$ 300 milhões. Trata-se do principal serviço de audiolivros dos EUA, com versões para PC, Mac, Android e iPhone. São mais de 200 mil títulos disponíveis para os usuários do serviço em todo o mundo – a Amazon não revela o número total de usuários. É possível assinar o serviço por US$ 15 por mês para baixar um ou dois títulos por mês, ou comprar em formato avulso, com preços entre US$ 1 e US$ 25. No Brasil, o Audible pode ter dois concorrentes: o Ubook – sistema da Saraiva que funciona por assinatura de R$ 19,90 ao mês – e a startup TocaLivros, que também busca criar esse hábito no mercado brasileiro.

Via Bruno Capelas , do Estadão

8 aplicativos úteis para quem ama ler

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Apaixonado por livros e tecnologia? Preparamos uma lista de aplicativos que vão facilitar ainda mais a sua vida

Publicado em O Globo

Aplicativos de leitura estão em todo smartphone e tablet. Mas as pessoas ligadas em livros pra valer têm opções que vão além dos apps comuns da Amazon, Google Books ou livros para iPhone.

Redes sociais específicas, livros digitais para colorir ou plataformas de publicação independente saem do computador e vão no bolso dos leitores. Conheça alguns dos mais usados e veja também outros aplicativos que vão ajudar você a ganhar tempo para o que importa.

Audible

Não é bem um aplicativo, mas a biblioteca de audio books da gigante online Amazon. Que tal aproveitar o tempo no trânsito ou na academia para ouvir histórias ou aprender algo? Os livros em áudio não são novidade, mas ganharam força extra com as funcionalidades de apps para smartphones e tablets. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Colorfy

Os livros para colorir nunca deixaram as livrarias e não é por acaso: são uma delícia! E como nem sempre é possível ter lápis de cor e papel à mão, o formato existe também no digital. O Colorfy traz desenhos que você pode pintar para passar o tempo. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

GoodReads

O site é a mais usada rede social para amantes de literatura no mundo e reúne tanto leitores quanto escritores consagrados e novatos de diversos gêneros. O GoodReads promove grandes lançamentos e não raro permite que fãs possam enviar perguntas diretamente para escritores. O aplicativo é útil para quem gosta de manter organizadas as listas de livros que leu ou quer ler, e também para encontrar sugestões baseadas no seu gosto. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Instapaper

Quantas vezes você já deixou de ler uma reportagem ou artigo interessante porque guardou para depois e esqueceu? O Instapaper resolve isso guardando os links para você ler offline. Funciona não só no smartphone e tablet, mas também em e-readers como Nook e Kindle Fire. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Itaú Criança

O aplicativo do Itaú coloca som, efeitos lúdicos e animações em cima de histórias que as crianças amam. É uma boa forma de passar tempo junto dos pequenos que só querem saber de telas. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Skoob

Similar ao GoodReads, o Skoob é uma rede social de leitores. A diferença é que essa é criada no Brasil e reúne livros (nacionais ou não) em língua portuguesa. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS/Android.

Syllable

Para leitores profissionais e para todo mundo que não consegue evitar a distração ao ler no iPhone ou iPad. Apenas para iOS, o Syllable ajuda você a manter a velocidade usando técnicas de leitura dinâmica. Não é só uma questão de ler rápido, mas de trabalhar concentração e absorver o texto. Saiba mais e baixe / Gratuito, iOS

Wattpad

A maior comunidade de escritores do mundo, a Wattpad é considerada um “Youtube da literatura” e pula os intermediários como editoras e lojas ao oferecer livros diretamente aos leitores. O aplicativo é bastante ágil e tem funcionalidades de rede social.

Audiolivros ganham espaço entre os consumidores de literatura

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Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

O produto está em crescimento no mercado editorial como uma alternativa para combinar o hábito de leitura com atividades

Alexandre Lucchesse, no Zero Hora

Um longo engarrafamento ou uma caminhada no parque podem ser o que você precisa para melhor entender um episódio da história do Brasil ou avançar mais um capítulo na biografia de seu ídolo. Pelo menos é assim com Luís Filipe Bizarro, 35 anos, fiscal de projetos em uma empresa de eficiência energética. Ele aumenta suas horas de leitura com a ajuda de um recurso cada vez mais acessível, os audiolivros.

Aposta de diferentes serviços de streaming ao redor do mundo, os livros para ouvir constituem um mercado promissor, que vai muito além do público com problemas de visão: são uma alternativa para combinar leitura com outras atividades. No Brasil, o serviço chegou há cerca de seis meses, com a plataforma de assinantes Ubook, mas há opções para baixar e ouvir os livros em lojas virtuais e portais gratuitos.

Em suas viagens de trabalho e sessões de exercícios físicos, Bizarro ouve livros como Vale Tudo, de Nelson Motta, e 1822, de Laurentino Gomes, pelo aplicativo Ubook, que oferece um crescente acervo de títulos para seus assinantes.

– Acho muito confortável e parece que assimilo melhor do que a leitura em papel. É quase como uma conversa – avalia Bizarro.

Na carona dos serviços de streaming, o hábito de ouvir livros deu um salto. Nos EUA, enquanto a venda de publicações em papel permaneceu praticamente estagnada, o consumo de audiolivros cresceu cerca de 28% no ano passado em relação a 2013, ultrapassando com folga os e-books, que subiram 6%, de acordo com a Association of American Publishers.

A Audible, empresa ligada à Amazon, é a grande líder no mercado americano e, assim como a Netflix tem feito com as séries, também passou a produzir conteúdos exclusivos – já encomendou e disponibilizou cerca de 30 obras originais, desde suspenses com intrigas internacionais até romances de vampiros.
– O grande boom dos audiolivros só se deu depois que os aplicativos foram para os celulares. Os smartphones trouxeram a facilidade de acesso – explica Flávio Osso, fundador e CEO do Ubook.

Com apenas um semestre de atuação, a Ubook já conta com cerca de 250 mil assinantes, segundo a empresa. Para Osso, o Brasil, é um mercado muito promissor:
– É muito difícil ver um brasileiro no ônibus ou no metrô com um tablet aberto, mas muitos estão com um celular no bolso e um fone nos ouvidos. É um enorme potencial.

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