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Para ouvir: audiolivros são tendência e opção para quem tem pouco tempo para ler

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Foto: Felipe Panfili / Divulgação / Divulgação

Foto: Felipe Panfili / Divulgação / Divulgação

Carol Macário, no Diário Catarinense

Se é a voz de Cid Moreira narrando as histórias da Bíblia que lhe vem à cabeça quando se fala em audiolivros, atualize seus conceitos. Mais tendência que nunca, e bem mais simples que os jurássicos CD-Rooms, os livros em áudio são os que mais crescem em vendas pela internet. Durante a 18ª Bienal do Livro do Rio, maior evento literário e da indústria editorial do Brasil que ocorre até o dia 10 no Rio de Janeiro, a possibilidade de ouvir histórias em vez de decifrá-las com os olhos foi uma ideia que caiu bem para adultos e crianças.

— Tem um pouco a ver também com a tradição oral, lembra o tempo que nossos antepassados contavam histórias — comentou Lucas Souza, 24 anos, um adepto desse formato.

Imagine, por exemplo, ouvir a história do clássico Drácula, Bram Stoker, com ambientações e diferentes vozes. E isso enquanto faz academia ou qualquer outra atividade.

— É um dos formatos que mais cresce na rede. Muitas editoras estão apostando nisso por ter a ver com a ideia de se oferecer diferentes experiências. Está ligado também ao fato de as pessoas terem pouco tempo para consumir informação — diz Adriano Tarolassi, diretor de e-commerce da Saraiva.

A rede varejista vende livros e e-books e hoje tem um acervo também com 10 mil obras em áudio, em parceria com a plataforma Ubook.

—Os smartphones mudaram a forma de consumir livro. E tem a vantagem de que se pode ouvir em duas ou até em mais pessoas — diz Gustavo Mondo, gerente de e-commerce da Saraiva.

Best-seller A Garota no Trem, de Paula Hawkins, também em áudio:

Hoje é possível ter acesso a audiolivros até mesmo por plataformas de streaming de música como o Spotify, que já disponibiliza alguns clássicos e livros de negócios. Na Saraiva, com uma mensalidade a partir de R$ 24,90 se pode ter acesso ao catálogo e ouvir livros enquanto dirige, caminha, vai para academia ou aguarda em sala de espera.

Para ter um gostinho:

Site disponibiliza mais de 300 audiolivros de graça

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Plataforma oferece livros falados gratuitamente

Plataforma oferece livros falados gratuitamente

Publicado no Catraca Livre

Projeto Livro Falado tem em seu acervo mais de 300 audiolivros, com obras de grandes autores nacionais e internacionais. O site é voltado para pessoas com deficiência visual.

Títulos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry; “Laços de Família”, de Clarice Lispector; e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, estão na seleção.

Para ouvir as histórias, basta fazer um cadastro simples e depois clicar no livro desejado. Clique aqui e conheça!

dica do Gerson Caceres Martins

Audiolivros ganham espaço entre os consumidores de literatura

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Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

O produto está em crescimento no mercado editorial como uma alternativa para combinar o hábito de leitura com atividades

Alexandre Lucchesse, no Zero Hora

Um longo engarrafamento ou uma caminhada no parque podem ser o que você precisa para melhor entender um episódio da história do Brasil ou avançar mais um capítulo na biografia de seu ídolo. Pelo menos é assim com Luís Filipe Bizarro, 35 anos, fiscal de projetos em uma empresa de eficiência energética. Ele aumenta suas horas de leitura com a ajuda de um recurso cada vez mais acessível, os audiolivros.

Aposta de diferentes serviços de streaming ao redor do mundo, os livros para ouvir constituem um mercado promissor, que vai muito além do público com problemas de visão: são uma alternativa para combinar leitura com outras atividades. No Brasil, o serviço chegou há cerca de seis meses, com a plataforma de assinantes Ubook, mas há opções para baixar e ouvir os livros em lojas virtuais e portais gratuitos.

Em suas viagens de trabalho e sessões de exercícios físicos, Bizarro ouve livros como Vale Tudo, de Nelson Motta, e 1822, de Laurentino Gomes, pelo aplicativo Ubook, que oferece um crescente acervo de títulos para seus assinantes.

– Acho muito confortável e parece que assimilo melhor do que a leitura em papel. É quase como uma conversa – avalia Bizarro.

Na carona dos serviços de streaming, o hábito de ouvir livros deu um salto. Nos EUA, enquanto a venda de publicações em papel permaneceu praticamente estagnada, o consumo de audiolivros cresceu cerca de 28% no ano passado em relação a 2013, ultrapassando com folga os e-books, que subiram 6%, de acordo com a Association of American Publishers.

A Audible, empresa ligada à Amazon, é a grande líder no mercado americano e, assim como a Netflix tem feito com as séries, também passou a produzir conteúdos exclusivos – já encomendou e disponibilizou cerca de 30 obras originais, desde suspenses com intrigas internacionais até romances de vampiros.
– O grande boom dos audiolivros só se deu depois que os aplicativos foram para os celulares. Os smartphones trouxeram a facilidade de acesso – explica Flávio Osso, fundador e CEO do Ubook.

Com apenas um semestre de atuação, a Ubook já conta com cerca de 250 mil assinantes, segundo a empresa. Para Osso, o Brasil, é um mercado muito promissor:
– É muito difícil ver um brasileiro no ônibus ou no metrô com um tablet aberto, mas muitos estão com um celular no bolso e um fone nos ouvidos. É um enorme potencial.

Amazon lança biblioteca digital sem cinco maiores editoras americanas

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amazon

Alexandra Alter, na Folha de S.Paulo [ via The New York Times]

Depois de meses de especulação, na sexta-feira (18) a Amazon lançou um serviço digital de assinaturas que oferece acesso ilimitado a livros eletrônicos e audiobooks digitais por US$ 9,99 ao mês.

O serviço, Kindle Unlimited, oferece uma abordagem em estilo Netflix que permite acesso a mais de 600 mil livros eletrônicos, entre os quais séries de sucesso como “Jogos Vorazes” e “Diário de um Banana”, obras de não ficção como “Flash Boys”, do jornalista Michael Lewis, clássicos e ficção literária.

Até o momento, nenhuma das cinco grandes editoras dos Estados Unidos está oferecendo seus livros.

A HarperCollins, a Hachette e a Simon & Schuster, por exemplo, estão fora.

A Penguin Random House e a Macmillan se recusaram a comentar, mas uma busca na Amazon sugere que os livros dessas editoras tampouco estão disponíveis.

Como resultado, alguns títulos populares eram notáveis pela ausência quando o serviço começou a operar.

E como muitos escritores oferecem livros por mais de uma editora, os assinantes podem descobrir que têm acesso a certos livros de Michael Chabon e Margaret Atwood, mas não a outros.

A introdução do serviço surge em um momento de crescente tensão no relacionamento entre a Amazon e as grandes editoras.

O grupo de varejo on-line está sofrendo escrutínio cada vez mais intenso por seu domínio do mercado de livros eletrônicos e pelas táticas duras que usa nas negociações com as editoras.

A Amazon e a Hachette estão envolvidas em um duradouro e público impasse sobre os termos de venda de livros eletrônicos da editora, e a situação não parece próxima de uma solução.

Entre as editoras que estão oferecendo títulos pela assinatura estão a Scholastic, da série “Jogos Vorazes”, e a Houghton Mifflin Harcourt.

As notícias sobre o Kindle Unlimited começaram a surgir semanas antes de seu lançamento, quando a Amazon postou acidentalmente um vídeo promocional sobre o modelo de assinatura. O vídeo foi retirado do site, mas não antes que blogs de tecnologia comentassem sobre ele.

Ao oferecer o serviço, a Amazon está ingressando em um mercado cada vez mais lotado. Concorrerá com empresas iniciantes de distribuição digital de livros que oferecem serviços semelhantes, como a Scribd e a Oyster.

A Scribd conta com cerca de 400 mil títulos, e cobra US$ 8,99 ao mês. A Oyster tem mais de 500 mil títulos e oferece acesso ilimitado aos leitores por US$ 9,95 ao mês.

Com modelos de preço semelhante, a concorrência entre os serviços de livros eletrônicos por assinatura pode ser decidida com base no conteúdo e autores disponíveis.

O serviço da Scribd inclui livros de mais de 900 editoras, entre as quais Simon & Schuster e HarperCollins.

A Oyster oferece títulos de seis das dez maiores editoras norte-americanas.

Ainda assim, a Amazon ingressa no segmento com uma imensa vantagem: seu predomínio na publicação de livros eletrônicos e sua vasta biblioteca de audiobooks, que ela está integrando ao seu serviço por assinatura.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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