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Livros vencedores do Prêmio Kindle de Literatura podem virar filme ou série

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A 4ª edição do prêmio anunciou parceria com Amazon Prime para transformar o livro vencedor em filme ou série

Publicado no Correio Braziliense

Nesta terça-feira (2/7), a Amazon e a Nova Fronteira anunciaram a 4ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, que, este ano, chegou com novidades. O romance vencedor será publicado pela Nova Fronteira e o autor receberá R$ 30 mil. Além disso, os finalistas vão concorrer a um contrato para adaptação audiovisual com a Prime Video, com pagamento antecipado de US$ 10 mil.

Talita Taliberti, da KDP, diz que parceria vai ajudar a alavancar livros e produtos audiovisuais
(foto: Amazon/Divulgação)

Os escritores devem inscrever os títulos inéditos e em português publicados pela Kindle Direct Publishing (KDP), a ferramenta de autopublicação da Amazon, e as histórias ficarão disponíveis para todos os leitores. As produções serão analisadas por um grupo de especialistas selecionados pela produção do prêmio. Já na produção audiovisual, a Amazon Prime Video revisará os finalistas e obras vencedoras de todas as categorias dos prêmios literários da KDP com base em alguns critérios como criatividade, originalidade e potencial de audiência, e selecionará um candidato. Concorrem todos os candidatos dos seis países nos quais o prêmio é oferecido.

“Vimos que o mercado audiovisual está crescendo muito na interação com o mercado de livros. Uma produção audiovisual ajuda a alcançar uma performance de um livro, em diversos formatos. O KDP estava atraindo ótimas obras e, por outro lado, a Amazon Prime está fazendo produções originais, muitas vezes baseada em livros, então vimos a oportunidade de unir e juntar forças para criar essa demanda do livro independente para adaptação”, revela Talita Taliberti, gerente de KDP na Amazon Brasil

No total, serão até 50 finalistas, sendo cinco finalistas para o Prêmio Kindle de Literatura do Brasil. Esses cinco estão automaticamente concorrendo ao prêmio audiovisual. “Não necessariamente o vencedor do prêmio de literatura será o vencedor do prêmio audiovisual. Ele também concorre, mas tem as mesmas chances que os demais finalistas”, conta Talita. A produção poderá ser um filme ou uma série.

As inscrições vão de 15 de agosto a 15 de outubro.

Colégio de SP monta laboratório de YouTube para ensinar audiovisual

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Publicado em Folha de S.Paulo

Luis Fabiani, 14, pensa em comentar temas como futebol e política. Giovanna Mekhitarian, 14, quer fazer desafios da internet, como o do balde de gelo, com duas amigas. “É fácil e tem audiência.”

Brunno Pigatto, 15, mexe na capa do celular enquanto pondera as possibilidades. Ele prefere ficar atrás das câmeras. “Canal que faz sucesso é de humor”, dizem, num consenso.

Os três alunos do colégio paulistano Pueri Domus fazem parte dos cem estudantes que se inscreveram para a primeira turma do Pueri VideoLab, um laboratório de YouTube, onde vão aprender a gravar, a editar e a ganhar dinheiro com a plataforma, como os vlogueiros (blogueiros de vídeo).

Os 25 estudantes selecionados vão produzir programas para o canal da escola em um estúdio inspirado no YouTube Space (recinto da plataforma) de Londres, com câmeras profissionais e sala de edição.

As gravações vão acontecer a partir de agosto, ao longo de oito aulas lecionadas pelos produtores Américo Fazio e Duca Mendes, que têm o canal “Audiovizuando”. As lições serão dadas à tarde, fora do currículo, e passarão pelas bases da fotografia e do cinema até chegar à publicidade digital.

Segundo Fazio, a ideia é incentivar adolescentes do nono ano do fundamental ao segundo do ensino médio, séries que podem assistir às aulas, a criarem seus canais. Seja para divulgar um hobbie ou como forma de trabalho.

“A escola está considerando que isso é uma carreira. Na minha época, quando falei que queria ser ator, uma professora de física disse que era uma subcarreira, que não era profissão.”

Para Cecília Aranha, diretora da unidade do Pueri Domus na Chácara Santo Antônio, na zona sul, onde está o laboratório, o ponto principal do projeto é desenvolver a visão crítica.

“Desde o sexto ano, os alunos têm uma tutoria de ética nas mídias sociais e vamos reforçar isso com o estúdio, que é pioneiro. Queremos formar expectadores menos passivos.” Ela diz que o cardápio visual dessa geração passa mais pelo YouTube do que pela televisão.

Brunno, por exemplo, gasta mais tempo na internet do que vendo a programação da TV a cabo. Entre os canais preferidos estão “Porta dos Fundos”, “Parafernalha” e “Eu Fico Loko”, cujo criador foi convidado para a inauguração do Pueri VideoLab.

Autor de best-seller e com de 2,7 milhões de fãs, Christian Figueiredo tem 21 anos. Os estudantes entrevistados já tiraram selfies com a webcelebridade, que tem um diário digital e fala de temas do universo teen.

OPORTUNIDADES

A professora da Faculdade de Educação da USP Stela Piconez diz que a força da plataforma é explicada, em grande parte, pela facilidade de compreender a linguagem visual. “Se você colocar uma pessoa com escolaridade baixa e outra mais instruída em frente a um vídeo, qual a diferença? Às vezes, a imagem substitui um texto de 60 páginas.”

Sobre a liberdade dos alunos de criarem o conteúdo que desejarem para seus canais, ela vê mais benefícios do que problemas. Para Stela, os adolescentes não são “bobos” e, se orientados, fazem boas escolhas.

O que a professora aponta como desafio no projeto é a impossibilidade de escolas de menos recursos o colocarem em prática. Ela trabalha em um colégio estadual em Cotia, onde alunos usam celulares para gravar vídeos.

“A grande dificuldade é a infraestrutura. Escola pública precisa reformar até as tomadas. Se essa oficina fosse inserida dentro de todas as escolas, iria revolucionar.”

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