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Posts tagged autor brasileiro

Augusto Cury: Quando escolhi medicina, ninguém acreditou em mim

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Isabelle Figuerôa, em Vestibular NE10

Em passagem pelo Recife para divulgar o novo livro Ansiedade: como enfrentar o mal do século, o psiquiatra e escritor Augusto Cury conversou com o Blog Vestibular NE10 sobre esse tema voltado para os alunos do 3º ano.

Durante a conversa, realizada no auditório do Colégio Damas, Cury conversou sobre os famosos e temidos “brancos”, a escolha do curso para o vestibular e ainda revelou que não teve nenhum incentivo quando optou por fazer medicina. “Se eu dependesse de torcida, não chegaria a lugar nenhum”, confessou.

 

BIOGRAFIA – Augusto Jorge Cury é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro. Desenvolveu a teoria da Inteligência Multifocal, que estuda sobre o funcionamento da mente, o processo de construção do pensamento e formação de pensadores.

Seus livros já venderam 20 milhões de exemplares somente no Brasil. Foi considerado pela Folha de S. Paulo o autor brasileiro mais lido da década. Atualmente é publicado em cerca de 60 países.

Augusto Cury é doutor Honoris causa pela UNIFIL (Centro Universitário Filadélfia, em Londrina) e membro de honra da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência, da cidade do Porto, Portugal.

Brasileiro Moniz Bandeira é indicado ao Nobel de Literatura

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Publicado em Exame

São Paulo – A convite da Real Academia Sueca, a União Brasileira de Escritores (UBE) indicou o nome do historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira para o Prêmio Nobel de Literatura de 2015.

Atualmente radicado na cidade alemã de Heidelberg, onde é cônsul honorário do Brasil, Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras, notadamente ensaios políticos, e de livros de poesias, como Verticais (1956), Retrato e Tempo (1960) e Poética (2009).

Em um comunicado, o presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, justificou a indicação.

“Moniz Bandeira é um intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos. Com fundamentação absolutamente consistente, suas narrativas são exercícios da literatura aplicada ao conhecimento dos meandros da política exterior, não só do Brasil mas de outros países cujas decisões afetam, para o mal ou para o bem, a vida, a nacionalidade e a própria identidade brasileira”, disse Botelho.

A nota ainda informa que vários de seus livros são adotados pelo Itamaraty no curso de formação de diplomatas. Entre eles Formação do Império Americano – Da Guerra contra a Espanha à Guerra no Iraque.

Mais de oito anos atrás, o brasileiro denuncia nesse trabalho a espionagem praticada pelas agências de segurança norte-americanas em diversos países. O livro foi traduzido e publicado na China e na Argentina.

Seu livro mais recente, publicado em 2013, é A Segunda Guerra Fria, que trata da geopolítica e da dimensão estratégica dos Estados Unidos nas rebeliões da Eurásia e nos movimentos da África do Norte e Oriente Médio.

Escrita entre março e novembro de 2012, a narrativa de Moniz Bandeira “praticamente acompanha em tempo real os acontecimentos recentes mais significativos”, de acordo com o comunicado divulgado pela UBE.

Sim, é possível viver como escritor no Brasil

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Imagem: Google

 

Raphael Draccon, no Observatório da Imprensa

Meu pai foi a primeira pessoa a quem revelei que seria escritor e a primeira que disse que eu morreria de fome. Ele viu meu primeiro livro ser publicado, mas morreu sem saber que eu ganharia com livros mais do que ele juntou a vida inteira como corretor de imóveis. Faz sete anos que ele morreu, mas o mantra ainda é repetido a qualquer um que queira viver da escrita.

É positivo se revisar esse discurso para não restar apenas a impressão de que o autor brasileiro está destinado a viver um fardo. Para isso, é preciso concordar, antes de mais nada, que escrever é uma profissão.

Outro ponto é que na literatura ainda existe o mito de que um escritor deveria ter receio do sucesso comercial.

Encontraremos autores que preferem “ser lidos”, mas “não vender muito” ou “ganhar dinheiro”. É um relato curioso. Quanto mais lido um autor for, mais livros venderá, mais dinheiro ganhará e mais tranquilidade terá para viver da escrita.

Além disso, existe o velho discurso de que a “boa literatura” e a “literatura comercial” não podem andar de mãos dadas. Esse argumento atravanca o crescimento do mercado editorial, ao contrário de outros nos quais tal raciocínio foi superado, como o de cinema e de games.

A diferença

Ter a escrita como profissão envolve disciplina e paciência. Não se vive de literatura de um dia para o outro, como em qualquer profissão. Demora-se anos e várias obras. Para cada jogador de futebol milionário existem centenas ganhando salário mínimo. Mas os holofotes costumam focar os que saíram do nada e venceram. Opta-se pelo exemplo, não pelo desestímulo.

Nas livrarias, brasileiros e estrangeiros disputam o mesmo espaço. O maior obstáculo era o preconceito com o autor nacional. Hoje temos nomes que vão de Eduardo Spohr a Leandro Narloch, de Paula Pimenta a Laurentino Gomes, de Carina Rissi a Isabela Freitas, de Carolina Munhóz a Raphael Montes. Uma geração que se comunica diretamente com seu público e seduz novos leitores. E nem é preciso citar gigantes como Paulo Coelho, Pedro Bandeira, Augusto Cury, Mauricio de Sousa e tantos outros.

Nunca se leu tanto. É pouco ainda para um país gigantesco, mas é mais do que em qualquer época. Olhe ao redor: as pessoas estão obcecadas em telas portáteis, lendo e escrevendo o tempo todo. Leitores acampam na frente de Bienais. Temos algumas das maiores bases mundiais de fãs de sagas literárias, que também se apaixonam por livros brasileiros.

Um escritor brasileiro tem o direito de dizer que não sabe como se comunicar com esse mercado. Mas não que ele ainda não existe.

Recebemos e-mails emocionados, somos parados nas ruas, chegamos às outras mídias e negociamos contratos de seis dígitos. Mas, quando tudo era um sonho, foi preciso desafiar o mantra e descobrir que viver disso é diferente de viver isso. E essa geração hoje vive isso. Por isso, a cada dia mais, ela vive disso.

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Raphael Draccon, 33, é escritor, autor de “Cemitérios de Dragões” (Rocco) e da série “Dragões de Éter” (Leya), entre outros, e vive de livros

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