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Livro inédito de Virginia Woolf será lançado em junho

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Créditos: Revista Cult

Créditos: Revista Cult

Publicado por Folha de S.Paulo

A Biblioteca Britânica vai lançar em junho “The Charleston Bulletin Suplements”, trabalho inédito da escritora inglesa (1882-1941).

Segundo a curadora da biblioteca, os textos revelam o lado maroto e cômico da autora de livros como “Mrs. Dalloway”. “The Charleston Bulletin” foi um periódico fundado pelos sobrinhos de Woolf, Quentin y Julian Bell, no qual ela colaborou entre 1923 e 1928.

Os textos pertencem à British Library desde 2003. Com humor afiado e muitas vezes corrosivo, eles retratam os parentes da escritora -inclusive o pai de seus sobrinhos-, empregados e amigos da família.

Crítica: Vítima de armadilha alegórica, livro de Mia Couto resulta em vazio

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O escritor Mia Couto está lançando seu 12º livro pela editora Companhia das Letras

Adriano Schwartz, na Folha de S.Paulo

Há algum tempo não lia um livro de Mia Couto. Na minha memória precária, o escritor moçambicano encaixava-se naquela longa, longa lista de autores profundamente influenciados pela obra de Guimarães Rosa.

Ao ler agora “A Confissão da Leoa”, curiosamente, surgia-me a todo instante outro nome.

Não se tratava mais da tentativa, malsucedida, de reconfigurar a linguagem de invenção do criador de Diadorim, mas sim de uma “vontade de estranheza” que ecoava, descaracterizada, trechos isolados de textos de Clarice Lispector (se, aqui, alguém se lembrar das infinitas citações da autora presentes no Facebook, está na pista certa).

Trata-se de passagens de tom edificante que povoam todo o romance, como: “De novo nos regíamos por essas leis que nem Deus ensina nem o Homem explica”; ou “naquele noturno esconderijo aprendi a rir para dentro, a gritar sem voz, a sonhar sem sonho”.

Ou ainda “não sou do dia, não sou da noite. O poente era a hora em que eu retornava a casa, exausto das minhas brincadeiras, nesses pátios que se abriam como uma extensa savana onde me imaginava caçando”.

ATAQUE DE LEÕES

“A Confissão da Leoa” conta a história de uma vila atemorizada por ataques de leões que já haviam matado inúmeras pessoas e na qual coexistiam antigas tradições tribais e uma administração modernizante e corrupta.

Alternam-se, na narrativa, dois diários, o de uma moça intimamente vinculada a uma série de desgraças ocorridas no local, e o de um caçador contratado para eliminar os animais, que, devido ao seu passado conturbado, seria incapaz de resolver a situação.

Essa mistura de conhecimentos ancestrais, tradições místicas, particularidades do universo feminino, manifestações violentas da natureza e relações complexas entre o campo e a cidade conduz a uma armadilha alegórica hiperpotencializada de que é difícil escapar e da qual, ao final, sobra muito pouco.

Para retomar essa hipotética ligação com Clarice Lispector, a despeito de ser sempre um pouco cruel fazer esse tipo de coisa, o que nela resulta, ao término de quase qualquer texto, em assombro e perturbação, aqui, neste novo romance de Mia Couto, resulta em vazio.

Ou, como um personagem de “A Confissão da Leoa” diz a certo momento: “Se eu leio, sabe o que sucede? Deixo de ver o mundo”.

ADRIANO SCHWARTZ é professor de literatura da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.

foto: Bel Pedrosa/Companhia das Letras

Guilherme de Pádua mente ao pedir perdão, diz autor de ‘Não Minta Pra Mim!’

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Publicado na Livraria da Folha

Em entrevista ao “Programa do Ratinho” (SBT), em abril de 2010, Guilherme de Pádua, assassino confesso da atriz Daniella Perez (1970-1992), filha da autora Gloria Perez, pediu desculpas à família pelo crime. Para Paulo Sergio de Camargo, o sentimento não era verdadeiro. “Por várias vezes passou os dedos nos olhos quando disse desejar o perdão da mãe da vítima”, afirma no livro “Não Minta Pra Mim!“.

Camargo estuda os gestos que podem desmascarar um mentiroso, por mais habilidade que o indivíduo tenha em ocultar a verdade. Algumas alterações fisiológicas, como batimento cardíaco alterado e pupilas dilatadas, podem passar despercebidas. Outras, como gaguejar e falta de sincronismo entre movimentos e palavras, podem ser facilmente notadas.

“Chamo de ‘gestos macaquinhos’ os sinais de ocultação”, escreve o autor. “Passar levemente os dedos nas sobrancelhas, esfregar os olhos como se estivesse limpando-os etc”. Além dos olhos, o especialista também defende que cobrir a boca, mexer nas orelhas ou garganta são demonstrações de possíveis embustes.

O conjunto de sinais apresentados por essa linguagem corporal é comum em quase todo o mundo. Em 2002, após uma ação desastrosa das forças especiais russas que provocou a morte de 130 reféns num cinema em Moscou, “Putin, instantes antes de dar declarações oficiais a respeito do ataque, colocou as mãos nos olhos, o que indicou que seu discurso não seria verdadeiro”, diz Camargo.

Autor trata do tema tanto do ponto de vista científico como do prático

Com o subtítulo “Psicologia da Mentira e Linguagem Corporal”, o livro procura ensinar alguns truques para que o leitor possa reconhecer falsidades, lidar com mentirosos e evitar armadilhas cotidianas.

“Não Minta Pra Mim!” reúne as principais situações nas quais o engodo se instala, como falsas informações no currículo e discursos políticos.

Fundamentado em pesquisas científicas e em experiências extraídas da polícia e do serviço secreto, o autor não assume postura moralista, mas não acredita que algo de bom possa ser construído a partir de uma mentira.

Paulo Sergio de Camargo, pós-graduado em gerência e desenvolvimento de recursos humanos, é um dos mais conceituados grafólogos do Brasil, foi instrutor de grafologia no Cepa (Centro de Psicologia Aplicada – Rio) e também assina “A Grafologia no Recrutamento e Seleção de Pessoal” e “O Que É Grafologia?“.

O nascimento de um livro

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Publicado por Publistagram

Que tal ver um pouco como os livros são publicados com métodos tradicionais e não eletrônicos?

Em apenas 2 minutos é possível se encantar ainda mais pela magia dessa compilação de páginas envolventes, mesmo na era digital.

Sei lá, talvez os e-books sejam mais práticos e as vezes não custam nada, mas será mesmo que substitui o ato de pegá-lo na mão, sentir seu cheio e tê-lo no criado mudo?

Ele pode ficar velho, pode acumular poeira, mas sempre estará ali exercendo o mesmo encanto em você. E o curta abaixo tenta trazer de volta a fantasia do trabalho artesanal que originam os livros.

O curta foi um pedido do Daily Telegraph, jornal britânico fundado em 1855, dirigido pelo diretor inglês Glen Milner e rodado na gráfica Smith-Settle, em Leeds. E o livro belissimamente confeccionado nos moldes antigos é ‘Mango and Mimosa’ da autora Suzanne St Albans.

Bom, me desculpem os tecnológicos, mas que é belo, é!

‘Trabalhar demais’ é um dos principais lamentos de pacientes terminais

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Publicado na Livraria da Folha

Autora apresenta lições de vida em relatos de pacientes terminais

“Antes de Partir” reúne relatos de 17 pacientes terminais em suas últimas semanas de vida. Entre os arrependimentos mais comuns, “desejaria não ter trabalhado tanto” só fica atrás de “ter vivido a vida que eu desejava”.

O livro nasceu de um artigo escrito pela enfermeira australiana Bronnie Ware, “Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer”, texto que em poucos meses ultrapassou 1 milhão de acessos. O número triplicou em um ano.

Ware alterou quase todos os nomes presentes no livro para preservar a privacidade de amigos e parentes. A escritora e compositora australiana trabalhou prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, a maioria deles com câncer.

Ao falar da morte, a autora mostra que, no fim da vida, não há números –saldos bancários ou preço do carro novo–, mas emoções. “Um perdão não pedido, de um ‘eu te amo’ não dito”, como escreve o jornalista Jaime Pereira da Silva na edição brasileira.

Na introdução, a autora agradece as lições de vida que aprendeu nesse trabalho. “A todas as pessoas maravilhosas agora falecidas, cujas histórias não apenas construíram o livro, mas também influíram em minha vida significativamente”, escreve.

O volume é dividido em cinco lamentos: “Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim”; “Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto”; “Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos”; “Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos”; “Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz”.

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