Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Autora

Cadeira da J.K Rowling é leiloada por mais de R$ 1,4 milhão

0
 A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças Foto: @jk_rowling / Twitter

A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças
Foto: @jk_rowling / Twitter

 

Autora de Harry Potter escreveu os dois primeiros livros da série na cadeira

Publicado no Terra

A cadeira em que J.K. Rowling se sentou para escrever os dois primeiros livros da série Harry Potter foi leiloada em New York por U$$ 394 mil dólares (aproximadamente R$ 1,4 milhão de reais). As informações são da revista norte-americana Time .

Um colecionador anônimo fez a oferta vencedora e levou para casa uma das quatro cadeiras encontradas no apartamento da autora em Edimburgo, na Escócia, que foi usada por Rowling na época em que escrevia Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta .

A cadeira já foi leiloada uma primeira vez pela própria Rowling, em 2002, para beneficiar a Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade contra Crianças, na Inglaterra, e, depois, colocada a venda novamente no eBay, em 2009.

 Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão Foto: Twitter / Reprodução

Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão
Foto: Twitter / Reprodução

 

O antigo dono da peça, o empresário Gerald Gray, afirmou que pretende doar 10% do valor da venda para a ONG da própria autora, a Lumos, voltada para a proteção de crianças.

Gray também disse que deseja que o novo dono exiba a cadeira em algum lugar em que as crianças possam vê-la. Na cadeira está pintada a frase “você pode não me achar bonita, mas não me julgue apenas pelo que vê” e “eu escrevi Harry Potter sentada aqui”.

Além disso, o novo dono da peça receberá uma carta escrita por Rowling em que ela diz: “meu lado nostálgico fica triste em vê-la ir, minhas costas não”.

J.K. Rowling divulga cartas de rejeição de títulos escritos sob pseudônimo

0
As assinaturas das cartas de rejeição foram apagadas para, segundo a autora, servirem de inspiração e não como "vingança'

As assinaturas das cartas de rejeição foram apagadas para, segundo a autora, servirem de inspiração e não como “vingança’

 

”Harry Potter” também foi rejeitado pelos mesmos editores que negaram a publicação de um livro assinado sob o pseudônimo de Galbraith

Publicado em O Povo

A autora da série de livros “Harry Potter”, J. K. Rowling, mostrou aos fãs cartas recebidas por editoras quando tentava vender seus títulos sob o pseudônimo de Robert Galbraith. As “rejeições” foram postadas no Twitter, nesta quinta-feira, 24.

Tudo começou quando um fã contou que havia sido rejeitado por um editor. J.K. então falou que a sua primeira carta de negação está pendurada na parede da cozinha. “Está pendurada porque ela me deu algo em comum com todos os meus escritores”, disse.

Segundo a autora, “Harry Potter” também foi rejeitado pelos mesmos editores que negaram a publicação de um livro assinado sob o pseudônimo de Galbraith.

O nome Galbraith havia sido adotado novamente pela escritora, nos últimos anos, porque ela sentia uma pressão grande ao escrever e vender novas histórias.

jjk jjk2

Morre escritora Harper Lee, de “O Sol É para Todos”, aos 89 anos

0
19.mai.2010 - Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

19.mai.2010 – Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

 

Publicado no UOL

A escritora norte-americana Harper Lee, ganhadora do Prêmio Pulitzer de ficção em 1961 pelo livro “O Sol É para Todos”, morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (19) pelo prefeito de Monroeville, no Alabama, cidade natal da escritora. Lee vivia sob cuidados médicos em uma clínica para idosos. Sempre muito reservada, ela não dava entrevistas nem fazia aparições públicas há anos.

“O Sol É para Todos”, maior clássico da escritora, foi publicado em 1960 e vendeu 30 milhões de cópias. É considerado uma obra-prima da literatura americana pelo relato pungente sobre o preconceito racial nos Estados Unidos na era da Grande Depressão. A história segue um advogado branco, Atticus Finch, que defende um homem negro acusado injustamente de estupro. O livro ganhou adaptação em Hollywood, em 1962, com Gregory Peck no papel principal.

Em 2015, o mercado literário foi surpreendido pelo anúncio de um novo livro de Lee, “Vá, Coloque um Vigia”, lançado no Brasil em outubro passado pela editora José Olímpio. O romance estava esquecido em uma caixa e teria sido descoberto por sua advogada, Tonja Carter.

Sua segunda obra, quase 55 anos depois de sua estreia, liderou a venda de livros nos Estados no ano passado e obteve a façanha de desbancar “Grey”, da série erótica “Cinquenta Tons de Cinza”, além de bater o recorde de vendas para um livro de ficção voltado a adultos, que antes pertencia a “O Símbolo Perdido” (2009), de Dan Brown, fazendo livrarias fervilhar até a madrugada.

“Vá, Coloque um Vigia”, escrito nos anos 1950, na verdade foi o primeiro esboço de “O Sol É para Todos”, com muitos personagens iguais. O livro ganhou manchetes pela descrição do nobre advogado Atticus Finch como um racista e intolerante, em forte contraste com o advogado idealista que fez a fama da obra.

Capa do livro "O Sol É para Todos"

Capa do livro “O Sol É para Todos”

Uma vida, uma obra

Nelle Harper Lee nasceu no dia 28 de abril de 1926, em Monroeville, e era a caçula de quatro filhos. Quando criança frequentou a escola primária e do ensino médio, a poucos quarteirões de sua casa no Alabama Avenue, mas acabou se mudando para Nova York em 1949, em busca do sonho em se tornar escritora. Trabalhou como auxiliar de reservas de companhias aéreas enquanto escrevia.

Oito anos mais tarde, Lee apresentou o manuscrito de “O Sol É para Todos” para a editora J. B. Lippincott & Co., que pediu que reescrevesse o livro. O principal biógrafo da autora, Charles Shields, contou ao UOL que o personagem principal no manuscrito sempre esteve distante do papel de herói que lhe fez famoso. As mudanças solicitadas miravam justamente no caráter do advogado –queriam que ele deixasse de ser um racista e se transformasse em um herói.

Em 11 de julho de 1960, o romance foi finalmente publicado com sucesso crítico e comercial. Lee ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção no ano seguinte. Desde então, nunca mais lançou outro livro.

“Ela tinha uma história para contar, sobre seu pai [que era advogado]. Era a mais importante história de sua vida. A editora, uma mulher mais velha que a ajudou a transformar ‘Vá, Coloque um Vigia’ em ‘O Sol É para Todos’, como resultado de três grandes revisões, aposentou-se depois. A senhora Lee não conseguiria escrever outro romance sem a ajuda dela”, contou Charles J. Shields ao UOL.

Em 2007, Harper Lee sofreu um derrame, mas logo voltou para Monroeville. Durante todos esses anos, os moradores da cidade respeitavam sua privacidade, mas não deixavam de encenar “O Sol É para Todos” anualmente no teatro da cidade.

Em 2015 veio o anúncio inesperado do lançamento de “Vá, Coloque um Vigia”. Seu estado de saúde e sua antiga negativa em publicar um novo livro despertaram dúvidas sobre seu consentimento para o lançamento. A controvérsia levou Lee a dizer que se sentia “muito ferida e humilhada”, isto segundo um texto difundido por sua advogada.

Carter indicou ao “Wall Street Journal” que, entre os papéis e caixas de Lee, achou páginas escritas que podem ser um terceiro romance da autora. “Seria um rascunho anterior aos primeiros dois livros ou, inclusive, como indica uma correspondência mais antiga, poderia ser um terceiro livro ligando os outros dois?”, questionou Carter, na época, deixando a possibilidade em aberto.

P.D. James, autora de livros policiais, morre aos 94 anos

0

Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.

 

Laurentino Gomes e Marina Colasanti vencem o Prêmio Jabuti

0

Escritor levou na categoria não ficção por ‘1889’ e Marina, autora de ‘Breve História de Um Pequeno Amor’, pela melhor obra ficcional

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

O jornalista Laurentino Gomes ganhou na noite desta terça-feira, 18, seu terceiro Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção por sua trilogia sobre a história do Brasil. O primeiro foi para 1808, em 2008, o segundo, para 1822, em 2011, e agora 1889, obra que encerra a empreitada, foi escolhida pelos jurados e também pelos associados da Câmara Brasileira do Livro como a melhor de 2013. O Livro do Ano de Ficção foi para Marina Colasanti, pelo infantil Breve História de um Pequeno Amor (FTD). Eles ganharam R$ 35 mil cada um, além dos R$ 3.500 por terem sido os primeiros colocados de suas categorias e o troféu no formato de um Jabuti.

Com este prêmio, Laurentino Gomes se iguala a Chico Buarque em número de estatuetas de Livro do Ano. Gomes contou, depois da premiação, que até ficaria feliz se Lira Neto ganhasse o prêmio pelo segundo volume de sua trilogia sobre Getúlio Vargas – mas ele queria ganhar. “Foi o meu livro de que mais gostei. É o mais maduro, mais bem acabado. É onde aprendi a ser escritor. Então, no fundo, eu esperava que ele recebesse a mesma premiação dos outros dois.”

Laurentino Gomes levou R$35 mil pelo primeiro lugar

Laurentino Gomes levou R$35 mil pelo primeiro lugar

Os três volumes venderam, juntos, mais de 2 milhões de exemplares. “Os brasileiros estão muito interessados em estudar a história do Brasil, em buscar explicações para o País de hoje. E precisamos ser muito generosos com esse leitor escrevendo com uma linguagem muito fácil de entender. Caso contrário nunca vamos conseguir ter um país de leitores”, disse.

Laurentino Gomes aproveitou para falar sobre o o momento pelo qual estamos passando e disse que não podemos nos assustar com os desafios do presente, já que a história mostra que temos uma boa capacidade de superação de obstáculos e dá um sinal de esperança em relação ao futuro. “Eu me assusto muito com o grau de exaustão da democracia brasileira. Pessoas muito jovens pregando o golpe militar, a ditadura, um clima de conspiração e de desânimo no ar. Mas é só estudando história que vamos afastar esses fantasmas do horizonte”, disse. E completou: “Quem não teve oportunidade de refletir mais sobre o País, de se informar sobre nossa jornada até aqui, é que está pregando medidas radicais. O Brasil vive clima de intolerância muito grande. É só entendendo essa jornada que vamos conseguir construir um futuro de forma mais organizada e menos barulhenta e intolerante.”

O jornalista quer continuar nos séculos 18 e 19, período de formação do estado brasileiro, em seus próximos trabalhos. Mas por ora se ocupa dos desdobramentos de sua trilogia premiada em obras para adolescentes e crianças. Uma ficção não está nos planos. “Ela me assusta muito. Sou repórter, trabalho com não ficção, é o que sei fazer. Ficção é um mergulho na alma humana que exige um talento e acho que não tenho.”

A ficção, especialmente a infantojuvenil, é terreno da escritora Marina Colansanti, que passou por um apuro um pouco antes da premiação. Em visita a uma escola de Cidade de Deus, uma criança de quatro anos se enroscou em sua perna e ela foi de cara no chão. Quebrou o nariz, o septo. E disse ao cirurgião Ivo Pitanguy: “Ivo, pelo amor de Deus, conserta esse nariz porque eu tenho que buscar meu Jabuti”. Ela tirou o curativo na segunda-feira, e ontem estava lá recebendo o prêmio por sua prosa poética acerca de uma escritora que encontra um ninho com filhotes de pombo abandonados pela mãe e decide cuidar deles.

“Considero que fui ferida em combate, no cumprimento do dever”, brinca a escritora. Em seu discurso, ela disse que ficou surpresa porque o prêmio foi dado a uma uma obra infantil. Depois ela completou: “Sempre se considera que a literatura infantil é uma subliteratura, que nunca chegou ao nível do Andersen, do Green, do Caroll. Isso não é verdade. Há um empenho de fazer leitores. Um livro de poesia para criança me leva pelo menos dois anos e enquanto estou fazendo aquilo não posso fazer outra coisa. Mas estou pagando o que recebi. Alguém fez de mim uma leitora e quero fazer alguns leitores”.

Ela acabou de fazer uma tradução de texto de Lewis Carroll (Alice para crianças muito pequenas), para a Record, e está preparando a reunião de todo os seus contos de fada – Mais de 100 Contos Maravilhosos sairá pela Global.

Festa. Na cerimônia realizada no Auditório do Ibirapuera, apenas os vencedores de cada uma das 27 categorias subiram ao palco – historicamente, os três primeiros colocados podiam receber o troféu e os aplausos, mas agora assistiram da plateia seus livros sendo exibidos no telão. A ideia era agilizar a festa, o que não ocorreu.

Antes da premiação, Ignácio de Loyola Brandão, escritor e cronista do Caderno 2, fez uma versão menor de seu Solidão no Fundo da Agulha, pocket show que criou com a filha Rita Gullo – ela canta músicas e ele conta histórias relacionadas a essas canções.

Tânia Rösing, idealizadora da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, foi homenageada com o troféu “amiga do livro”. Em seu discurso, disse: “Conseguimos muito – que o Governo comprasse livros, que as editoras fizessem boas edições. Mas nos falta coragem de investir na formação dos professores leitores”.Curador do Jabuti por 23 anos, José Goldfarb, que foi substituído este ano pela escritora e pesquisadores Marisa Lajolo, também foi homenageado e ganhou uma placa.

Em sua fala, Marisa Lajolo lembrou o poeta Manoel de Barros, morto na semana passada. Já a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, optou por um discurso mais informativo do que político, e destacou a importância do prêmio, lembrou os escritores mortos este ano, falou da presença da literatura brasileira no exterior, do Vale Cultura, e garantiu que em breve o Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura estará em discussão no Congresso Nacional.

Go to Top