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Autora cria universo feminino macabro e vê seu 1º livro virar filme de Hollywood

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Renata Nogueira, no UOL

Uma garota desaparecida misteriosamente há 11 anos e uma impostora que se passa por ela para escapar de uma situação em que seria presa. Uma família obscura, mas acolhedora. Um desfecho surpreendente. Este é o enredo que levou “Única Filha”, livro de estreia de Anna Snoekstra, uma australiana de 28 anos, a cair nas graças de Hollywood.

Anna Snoekstra, autora de "Única Filha" Imagem: Heather Lighton

Anna Snoekstra, autora de “Única Filha” Imagem: Heather Lighton

 

A história macabra é uma costura de fábulas e situações reais, mas surgiu na cabeça da jovem escritora depois de um susto com o barulho de vidro estilhaçado em um furto durante a madrugada. Com o livro publicado nos Estados Unidos quase ao mesmo tempo em que foi lançado na Austrália, a Universal Studios se interessou pelo suspense da autora desconhecida e logo comprou os direitos para transformar a obra em filme.

“Única Filha” já tem até roteirista escalada, Erin Cressida Wilson, a mesma do filme “A Garota no Trem”, que também surgiu de um livro adaptado e fez barulho nas bilheterias no ano passado com Emily Blunt como protagonista.

“São livros de suspense, escritos por mulheres, e suas protagonistas têm segredos. Mas as semelhanças param por aí”, esclarece Anna, em entrevista ao UOL. Sobre as possíveis comparações com o romance de Paula Hawkins? “A protagonista do meu livro é mais jovem e a trama central não envolve marido e mulher, e sim duas mulheres.”

Mas o cinema não é ambiente desconhecido para a autora. Antes de tomar coragem para botar no papel a história que martelava em sua cabeça desde os “vinte e poucos anos”, Anna assinou direção, roteiro e produção de três curtas-metragens.

“Quando eu comecei a escrever o livro, estava trabalhando em um cinema à noite e escrevendo durante o dia. Eu sempre amei filmes, então quando a Universal me procurou para conversar sobre uma adaptação, fiquei chocada”, relembra.

“Achei que só a minha família iria ler”

Mas a escrita não era o plano B na vida dela. Anna deixou a capital Canberra aos 17 anos para estudar escrita criativa e cinema em Melbourne. Na faculdade, os próprios professores a alertaram sobre as dificuldades de se publicar um livro na Austrália. “Eu sempre me policiei para manter minhas expectativas bem baixas […] A maioria dos autores precisa manter um segundo emprego para pagar as contas.”

Ela então adiou os planos de seu primeiro livro, mas não conseguiu guardar a história por muito tempo, com os personagens martelando em sua cabeça. “Quando eu decidi que iria mesmo escrever, já estava conformada que provavelmente só a minha família leria. O fato de ter feito tanto sucesso e tão rápido ainda é inacreditável.”

"Única Filha" é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.h... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.htm?cmpid=copiaecola

“Única Filha” é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação

 

Os pais e sua irmã realmente leram “Única Filha”, mas não foram só eles. O livro foi traduzido e lançado em quatro continentes. No Brasil, é o grande lançamento de abril da editora HarperCollins. E enquanto não tem sua data de estreia no cinema anunciada, Anna segue trocando ideias com a roteirista.

“Enviei vários textos para ela, a maioria sobre a fábula do Barba Azul”, conta, sobre uma de suas referências para a história do sumiço da adolescente e as descobertas da impostora que se passa por ela 11 anos depois. A roteirista retribuiu com referências visuais para a adaptação, que será americanizada para facilitar o trabalho do estúdio. A história original se passa em Canberra, cidade em que a autora nasceu e cresceu.

A mudança não a incomoda. “Penso que é sim possível fazer com que ‘Única Filha’ se passe em um lugar diferente. Me inspirei em histórias de impostores que aconteceram ao redor do mundo: Anastásia da Rússia, Martin Guerre na França no século 16, Walter Collins em Seattle nos anos 20 e Nicholas Barclay nos anos 1990 no Texas. Isso me faz pensar que a história contada ali é universal.”

Contos macabros e desaparecidos como referência

Não foi só a ficção que inspirou Anna a criar o enredo sobre as duas meninas ruivas e sardentas que de tão parecidas driblam até a polícia. Pitadas de histórias reais e de várias épocas diferentes temperam o suspense de “Única Filha”.

Veja as histórias que mais inspiraram a autora:

O Barba Azul
O Barba Azul é personagem de um famoso conto infantil escrito pelo francês Charles Perrault em 1697. Ele é um nobre que carrega uma horrível barba azul e vive em um castelo isolado. Apesar da feiúra, foi casado com seis mulheres diferentes que desapareceram em circunstâncias misteriosas. O aristocrata consegue convencer outra mulher a se casar com ele e entrega para ela as chaves de todos os cômodos do castelo. Curiosa, ela abre o único local que ele havia proibido de explorar, e a mulher acaba descobrindo o grande segredo do marido. O final da história ganhou várias versões depois do conto original ser adaptado por outros escritores pelo mundo.

Anastásia
Oficialmente, Anastásia Nikolaevna morreu aos 17 anos assassinada por soldados bolcheviques junto com os demais membros da família imperial russa, em 1918. Ela era filha do czar Nicolau 2º e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Como seus restos mortais desaparecidos por décadas de governo comunista, rumores apontavam que ela estava viva. Por isso, várias mulheres começaram a se passar por ela. Anna Anderson é a mais conhecida entre as impostoras e chegou a ser capa de jornais e revistas se passando por Anastásia. Ela só foi desmascarada 25 anos depois de sua morte, em 2009, com a descoberta de restos mortais e finalização de exames de DNA de todos os membros da realeza.

Martin Guerre
Martin Guerre é um caso de roubo de identidade julgado em Toulouse em 1560. A história virou livro em 1561 nas palavras de Jean de Coras. Martin Guerre era um camponês que sumiu de sua aldeia e “reapareceu” anos depois na pele do impostor, que enganou até mesmo a família e viveu com sua mulher e filho por três anos.

Walter Collins
Em 1928, o menino Walter Collins, 9, sumiu em Los Angeles. Pressionada pela mídia, a polícia então capturou um pequeno fugitivo e entregou à mãe solteira do menino como se ele fosse Walter. A mãe não aceitou a resolução bizarra encontrada e acabou internada dada como louca ao ir contra os oficiais. Mais tarde se descobriu que o verdadeiro Walter Collins havia sido assassinado por um psicopata que torturava, abusava e matava crianças em um galinheiro.

Nicholas Barclay
Em 1994, um menino de 13 anos chamado Nicholas Barclay sumiu quando voltava a pé para sua casa na cidade de San Antonio, no Texas. Quatro anos depois, um rapaz vindo da França bateu à porta da família alegando ser Nicholas. Mesmo com sotaque francês e olhos castanhos (Nicholas tinha olhos azuis), ele conseguiu convencer a família ao dizer que havia sido sequestrado por uma gangue francesa de prostituição infantil que teria trocado a cor de seus olhos. O vigarista era Frédéric Bourdin, descoberto por um investigador cinco meses depois da farsa. Ele ficou preso por seis anos. Depois de solto e deportado dos Estados Unidos, Bourdin ainda aplicou o mesmo golpe em diversos países europeus. A história inspirou o filme “O Impostor”, de 2012.

Cadeira da J.K Rowling é leiloada por mais de R$ 1,4 milhão

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 A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças Foto: @jk_rowling / Twitter

A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças
Foto: @jk_rowling / Twitter

 

Autora de Harry Potter escreveu os dois primeiros livros da série na cadeira

Publicado no Terra

A cadeira em que J.K. Rowling se sentou para escrever os dois primeiros livros da série Harry Potter foi leiloada em New York por U$$ 394 mil dólares (aproximadamente R$ 1,4 milhão de reais). As informações são da revista norte-americana Time .

Um colecionador anônimo fez a oferta vencedora e levou para casa uma das quatro cadeiras encontradas no apartamento da autora em Edimburgo, na Escócia, que foi usada por Rowling na época em que escrevia Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta .

A cadeira já foi leiloada uma primeira vez pela própria Rowling, em 2002, para beneficiar a Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade contra Crianças, na Inglaterra, e, depois, colocada a venda novamente no eBay, em 2009.

 Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão Foto: Twitter / Reprodução

Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão
Foto: Twitter / Reprodução

 

O antigo dono da peça, o empresário Gerald Gray, afirmou que pretende doar 10% do valor da venda para a ONG da própria autora, a Lumos, voltada para a proteção de crianças.

Gray também disse que deseja que o novo dono exiba a cadeira em algum lugar em que as crianças possam vê-la. Na cadeira está pintada a frase “você pode não me achar bonita, mas não me julgue apenas pelo que vê” e “eu escrevi Harry Potter sentada aqui”.

Além disso, o novo dono da peça receberá uma carta escrita por Rowling em que ela diz: “meu lado nostálgico fica triste em vê-la ir, minhas costas não”.

J.K. Rowling divulga cartas de rejeição de títulos escritos sob pseudônimo

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As assinaturas das cartas de rejeição foram apagadas para, segundo a autora, servirem de inspiração e não como "vingança'

As assinaturas das cartas de rejeição foram apagadas para, segundo a autora, servirem de inspiração e não como “vingança’

 

”Harry Potter” também foi rejeitado pelos mesmos editores que negaram a publicação de um livro assinado sob o pseudônimo de Galbraith

Publicado em O Povo

A autora da série de livros “Harry Potter”, J. K. Rowling, mostrou aos fãs cartas recebidas por editoras quando tentava vender seus títulos sob o pseudônimo de Robert Galbraith. As “rejeições” foram postadas no Twitter, nesta quinta-feira, 24.

Tudo começou quando um fã contou que havia sido rejeitado por um editor. J.K. então falou que a sua primeira carta de negação está pendurada na parede da cozinha. “Está pendurada porque ela me deu algo em comum com todos os meus escritores”, disse.

Segundo a autora, “Harry Potter” também foi rejeitado pelos mesmos editores que negaram a publicação de um livro assinado sob o pseudônimo de Galbraith.

O nome Galbraith havia sido adotado novamente pela escritora, nos últimos anos, porque ela sentia uma pressão grande ao escrever e vender novas histórias.

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Morre escritora Harper Lee, de “O Sol É para Todos”, aos 89 anos

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19.mai.2010 - Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

19.mai.2010 – Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

 

Publicado no UOL

A escritora norte-americana Harper Lee, ganhadora do Prêmio Pulitzer de ficção em 1961 pelo livro “O Sol É para Todos”, morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (19) pelo prefeito de Monroeville, no Alabama, cidade natal da escritora. Lee vivia sob cuidados médicos em uma clínica para idosos. Sempre muito reservada, ela não dava entrevistas nem fazia aparições públicas há anos.

“O Sol É para Todos”, maior clássico da escritora, foi publicado em 1960 e vendeu 30 milhões de cópias. É considerado uma obra-prima da literatura americana pelo relato pungente sobre o preconceito racial nos Estados Unidos na era da Grande Depressão. A história segue um advogado branco, Atticus Finch, que defende um homem negro acusado injustamente de estupro. O livro ganhou adaptação em Hollywood, em 1962, com Gregory Peck no papel principal.

Em 2015, o mercado literário foi surpreendido pelo anúncio de um novo livro de Lee, “Vá, Coloque um Vigia”, lançado no Brasil em outubro passado pela editora José Olímpio. O romance estava esquecido em uma caixa e teria sido descoberto por sua advogada, Tonja Carter.

Sua segunda obra, quase 55 anos depois de sua estreia, liderou a venda de livros nos Estados no ano passado e obteve a façanha de desbancar “Grey”, da série erótica “Cinquenta Tons de Cinza”, além de bater o recorde de vendas para um livro de ficção voltado a adultos, que antes pertencia a “O Símbolo Perdido” (2009), de Dan Brown, fazendo livrarias fervilhar até a madrugada.

“Vá, Coloque um Vigia”, escrito nos anos 1950, na verdade foi o primeiro esboço de “O Sol É para Todos”, com muitos personagens iguais. O livro ganhou manchetes pela descrição do nobre advogado Atticus Finch como um racista e intolerante, em forte contraste com o advogado idealista que fez a fama da obra.

Capa do livro "O Sol É para Todos"

Capa do livro “O Sol É para Todos”

Uma vida, uma obra

Nelle Harper Lee nasceu no dia 28 de abril de 1926, em Monroeville, e era a caçula de quatro filhos. Quando criança frequentou a escola primária e do ensino médio, a poucos quarteirões de sua casa no Alabama Avenue, mas acabou se mudando para Nova York em 1949, em busca do sonho em se tornar escritora. Trabalhou como auxiliar de reservas de companhias aéreas enquanto escrevia.

Oito anos mais tarde, Lee apresentou o manuscrito de “O Sol É para Todos” para a editora J. B. Lippincott & Co., que pediu que reescrevesse o livro. O principal biógrafo da autora, Charles Shields, contou ao UOL que o personagem principal no manuscrito sempre esteve distante do papel de herói que lhe fez famoso. As mudanças solicitadas miravam justamente no caráter do advogado –queriam que ele deixasse de ser um racista e se transformasse em um herói.

Em 11 de julho de 1960, o romance foi finalmente publicado com sucesso crítico e comercial. Lee ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção no ano seguinte. Desde então, nunca mais lançou outro livro.

“Ela tinha uma história para contar, sobre seu pai [que era advogado]. Era a mais importante história de sua vida. A editora, uma mulher mais velha que a ajudou a transformar ‘Vá, Coloque um Vigia’ em ‘O Sol É para Todos’, como resultado de três grandes revisões, aposentou-se depois. A senhora Lee não conseguiria escrever outro romance sem a ajuda dela”, contou Charles J. Shields ao UOL.

Em 2007, Harper Lee sofreu um derrame, mas logo voltou para Monroeville. Durante todos esses anos, os moradores da cidade respeitavam sua privacidade, mas não deixavam de encenar “O Sol É para Todos” anualmente no teatro da cidade.

Em 2015 veio o anúncio inesperado do lançamento de “Vá, Coloque um Vigia”. Seu estado de saúde e sua antiga negativa em publicar um novo livro despertaram dúvidas sobre seu consentimento para o lançamento. A controvérsia levou Lee a dizer que se sentia “muito ferida e humilhada”, isto segundo um texto difundido por sua advogada.

Carter indicou ao “Wall Street Journal” que, entre os papéis e caixas de Lee, achou páginas escritas que podem ser um terceiro romance da autora. “Seria um rascunho anterior aos primeiros dois livros ou, inclusive, como indica uma correspondência mais antiga, poderia ser um terceiro livro ligando os outros dois?”, questionou Carter, na época, deixando a possibilidade em aberto.

P.D. James, autora de livros policiais, morre aos 94 anos

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Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.

 

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